O comercial tenta relacionar o
andar de skate com a posse do mini skate. Realizando toda uma propagando em
volta do quão radical é andar de skate, a produtora visa respaldar as
pseudo-possibilidades que quem comprar o mini skate supostamente virá a desfrutar.
Tal ação mira o grupo consumidor desse tipo de produtos, ou seja, é uma
propaganda direcionada a crianças, as quais devido a imaturidade e até mesmo
pouca idade são facilmente ludibriáveis.
Fazendo com que as crianças acreditem
que comprando o mini skate as mesmas estarão se divertindo e explorando tantas
possibilidades com ele quanto se tivessem em um skate de verdade, a produtora
do comercial realmente se faz valer dos preceitos do capitalismo para lucrar em
cima de crianças.
André Luiz
Bertoni
Tanto
o comercial quanto o clipe retratam a imagem de um juventude rebelde, onde a
pessoa precisa fazer bobagem para ser melhor aceita no grupo social qu convive.
O comercial define que quem possui o skate é mais descolado, de modo a induzir
as pessoas a comprarem o seu produto, enquanto o clipe retrata um comportamento
rebelde de auto-destruição no qual sas pessoas quebram os limites e infrimgem a
lei para obter a sua diversão, ao passo que o comercial retrata isso de forma
mais leve, no qual não há abuso da lei,mas se usa o skate de mão para se
divertir onde não se pode utilizar o skate normal. O modelo de comportamento
desejado é feito com base numa sociedade pseudo-rebelde captalista, na qual o
prazer das pessoas vem do consumo daqueilo que é empurrado pela sociedade como
um padrão a ser seguido.
Felipe dos Santos Neves
Atualmente
confundem-se os sentidos de algumas palavras, confundem-se conceitos. A
TechDeck simplifica demais o que é ser skatista, comparando isto a uma mera brincadeira
de ousadia, um exibicionismo de suposta atitude. As coisas não são tão simples,
seguras e superficiais como a ideia infantil apresentada. Existe a técnica e o
perigo, existem outras filosofias envolvidas que não se resumem a ser
“rebelde”.
Há também
o clipe da Rihanna que menciona o encontro do amor onde menos se espera. A
ideia de amor é comumente relacionada a valores nobres, positivos, mas o clipe mostra
um lado mais “obscuro”: o sexo, as drogas, a bagunça, a inconsequência. No
clipe a ideia é, porém, mais profunda, ou melhor, traz a essência do amor. Há a
intensa intimidade, os atos desmascarados, a “palhaçada” e o estado de “bobo”
em que se entra, bem como a atenção exclusiva ao parceiro, ignorando-se o
mundo. Não se vê o amor “ideal”, acompanhado de certos valores positivos, mas o
amor existe.
É preciso
repensar o que entendemos, sobre o que se fala e o que se ouve ou lê, e entender
que existem palavras escritas da mesma forma e que têm a mesma pronúncia, mas possuem
sentidos diferentes.
Wesley Henrique do Nascimento Raymundo
Bons
tempos de Tony Hawk. Encontrava a maior rampa na fase do aeroporto e fazia um
"back-flip 720°" para vencer o record. Depois para terminar com o
tempo fazia um "manual" de 1min. Um término com estilo.
O melhor
no jogo era um tombo. Um não, mas vários. Cada um mais catastrófico que o
outro, chegando ao ponto de ser hilário por serem praticamente impossíveis ou
por serem simples ao extremo.
Ainda, o
modo multiplayer rendeu muitas gargalhadas. Assim como o modo custom, onde o
jogador criava sua própria arena. Esse sim era motivo para se passar horas e
horas no jogo, apenas criando para mais tarde desafiar um amigo.
No final,
o "desafio" se tornava mais um motivo para risadas, pois desgraças
sempre ocorriam ao longo da arena.
(Brendo)
Os
dois vídeos demonstram vias alternativas a conceitos fixados pelo senso comum
da sociedade contemporânea. Estes conceitos podem ser os atos de andar de skate
ou amar alguém.
De
outra forma isso pode ser interpretado como uma alternativa a realidade, ou
seja, como uma forma de escapismo, que eventualmente é algo que ocorre entre os
jovens, que eram os personagens de ambas as obras. Percebe-se então que há uma
espécie de “glamorização” desses estilos de vida que são diferentes, mas ao
mesmo tempo tem esse ponto em comum.
Temos
também que o primeiro vídeo tem um apelo comercial que tenta te passar que
aquele estilo de vida é o melhor e que ao comprar o produto você poderá viver
daquele jeito. Já o segundo tem uma linguagem mais poetizada que não tenta te
convencer que aquele é o melhor estilo de vida.
Murilo
Gabardo Kramar
O
comercial do mini skate, Teckdeck, tenta demonstrar uma rebeldia em andar de
skate. Essa visão de rebeldia não é simples de perceber, ainda mais quando o
público alvo é o infantil e por isso essa rebeldia se torna aquela simples
"rebeldia" de fazer bagunça. O comercial também mostra uma comparação
entre o skate normal e o mini skate, ele passa a idéia de que o mini skate
possui a mesma emoção que andar com um skate do tamanho normal. As figuras
utilizadas no comercial demonstram essa idéia de rebeldia, uma figura é a placa
sinalizando que é proibido andar com skate, mesmo assim o ator passa andando
com o skate, e em seguida é mostrado o feito com o mini skate, em um mini
cenário, comparando-o com a primeira cena.
Jardel Machado
A visão descrita no tweet
é que os vídeos mostram pessoas que vão contra os conceitos da sociedade, como
por exemplo, o clipe da cantora Rihanna onde há diversas demonstrações de ações
que a sociedade julga como sendo ruim. Muitas dessas pessoas que agem assim, na
verdade, estão na constante busca da sua própria identidade, essa busca ocorre
principalmente na idade jovem, onde ele quer descobrir quem realmente ele é.
Com o intuito de ajudar nessa busca (ou simplesmente se aproveitar dela) a
mídia pode usar sua influência para mostrar algo, como na propaganda do skate,
mostrando ao telespectador que assiste a propaganda que aquilo que ele vê é
legal.
Guilherme Volpe da Cruz
O comercial compara a utilização
de um skate real com uma réplica para os dedos, comparando a diversão das ruas
e das pistas com a diversão dentro de casa. Essa substituição é uma coisa
negativa para os jovens, que já passam várias horas em frente ao computador e
não se exercitam fora de casa, aumentando cada vez mais os índices de crianças
obesas, pois nem mesmo a televisão influência a prática de exercícios e a
realização de esportes.
Com a falta de práticas ao ar
livre, as crianças começaram a virar “crianças de prédio” que são crianças que
não criam aptidões para trabalhos físicos. Essas crianças também acabam
sofrendo bulling na escola e em seus grupos de amigos, pois não sabem jogar
nenhum esporte e não conseguem aprendê-los com facilidade.
Uma possível solução para este
problema é começar a influenciar as crianças à realizar exercícios em vários
modos de comunicação, não somente na televisão, como na internet e no rádio
também para que as crianças sejam saudáveis e aprendam a serem mais expressivas
corporalmente melhorado a autoestima e acabando com alguns problemas que isso
causa.
Everton Vinícius Belotti
O
tweet que chegou até mim falava
sobre a quebra de regras que acontece em ambos os vídeos: no comercial,
aparecem por diversas vezes placas insinuando que o uso do tech-deck (marca do pequeno skate de brinquedo) é proibido. Ao
mesmo tempo, há a ideia de que realizar ações proibidas é mais divertido que
realizar as que não o são. No videoclipe, também, os protagonistas estão, na
maioria do tempo, realizando ações proibidas (inclusive usando drogas) e, ao
que tudo indica, curtindo a vida.
Ambos
os vídeos insinuam que essa quebra proporciona uma vida e divertida, saindo, ao
mesmo tempo, dos valores que temos na sociedade de hoje: pessoas infelizes,
realizando trabalhos que não gostam, com colegas de trabalho que muitas vezes
só pensam em si só, tendo que aturar chefes carrancudos e egocêntricos e
gerando riqueza para os outros.
Fica
a ideia de que, para se aproveitar a vida de forma plena, deve-se quebrar
regras e mudar o jeito de ver e viver o mundo.
Gabriel Giuzio
A
estratégia de marketing usada pelos mini skates Teck Deck para conseguir a
atenção de seu público alvo é a velha conhecida de todos: promover seu produto
como algo subversivo, libertador e rebelde. O comercial acaba sendo um tanto apelativo
em dois pontos: primeiramente, retratando a rebeldia de forma completamente
estereotipada, mostrando a prática do skate como uma atividade proibida —
reforçando a concepção popular do skatista como marginal.
Além
disso, o comercial pode servir como um incentivo às crianças a transgredir
regras somente pelo prazer de se sentir “descolado”. A exibição da rebeldia sem
causa como algo louvável pode ter resultados preocupantes nas crianças, já que
estas têm seu caráter e discernimento em formação, e podem compreender “quebrar
as regras” tanto como uma atitude banal como andar de skate no corredor da
escola; quanto como violar conceitos sérios de moral e conduta.
Trocando
em miúdos, o comercial acaba soando como a aclamação de uma banalidade até
inocente, mas uma pequena futilidade que está associada, na mente de uma
criança, a uma atitude que é, além de inútil, socialmente condenável.
Jean Alisson da Silva
O
comercial dos skates de dedo da marca Teck Deck mostra um ambiente onde tudo
pode acontecer desde que a pessoa tenha imaginação. Esse comercial é exibido em
canais infantis da TV a cabo. As crianças que assistem a esse comercial são
rotuladas como “crianças de prédio” e geralmente conseguem tudo o que querem. A
Teck Deck estimula, de forma discreta, uma vida sem limites, regras, onde tudo
é possível. Essas crianças no geral já vivem uma vida com menos limites, e as
consequências de estímulos como esse podem ser desastrosas.
Quando
crescerem essas crianças não terão discernimento suficiente para saber até onde
vai essas liberdade e onde começa a do próximo. Elas terão dificuldade em se
relacionar e se decepcionarão com facilidade, pois nem sempre conseguimos tudo
o que queremos. Essas crianças também terão uma interação interpessoal menor,
pois ao invés de sair para brincar com outras crianças, são coagidas a brincar
sozinhas. Como o skate de dedo não é um esporte que faz
bem para o corpo, não estimula exercícios, essas crianças também tendem a ficar
mais tempo
paradas e se tornam sedentárias, o que faz com que a obesidade infantil seja
cada vez mais frequente. Nisso a participação dos pais na educação dos filhos
deve ser constante, e eles não podem ter receio de impor limites à seus filhos.
Carolina
N. V. de Carvalho Dias
A
propaganda incita a rebeldia e a quebra de regras como se fosse algo muito bom
e que fará sua vida ser muito feliz. Esta felicidade pode ser alcançada através
de bebidas alcoólicas e drogas. Ou você pode comprar um mini skate de dedo e
impressionar seus amigos quebrando regras e usando seu mini skate em lugares
proibidos. Toda essa banalização da quebra de regras como algo legal é aproveitado
pela fabricante de skate para transformar seu produto em algo desejado elas
crianças. Esta pratica liga o skate a bebidas e drogas. O que pode ser ruim ou
bom para a marca.
Tomás
Abril
Um
vídeo “radical” e “fisicamente saudável” e outro vídeo “nem um pouco saudável”.
Mesmo com essas diferenças ambos os vídeos tentam fazer os “maloqueiros”
parecerem cool.
Os
dois vídeos falam sobre aproveitar a vida, mas infelizmente esses não são bons
modos de se fazer isso, porque a maioria dos skatistas acabam vivendo apenas
nas ruas, um lugar que infelizmente não da uma boa educação e incentivar
pessoas a terem skates de dedo é incentiva-las a futuramente comprar um skate
de verdade.
No
clipe da Rihana a ideia passada sobre aproveitar a vida livremente é ainda
pior. Cada vez mais jovens estão morrendo por entrarem no mundo das drogas, das
bebidas, do cigarro e do sexo desenfreado, então não é possível aceitar e
gostar de um clipe que mostre isso como algo normal e bom para se aproveitar a
vida livremente.
Por
isso é que só podemos concluir que esses vídeos estão tentando fazer que
“maloqueiros” virem cool. E ainda para encerrar a tragédia, nem a música que acompanha
o clipe da Rihana é boa, pois é repetitiva e não tem um ritmo bom.
Flávia Vidal
O
comercial apela para o segmento infantil, que é composto por aquelas crianças
que gostam de quebrar regras — tendo o skate e a radicalidade como o símbolo de
rebeldia. Também explora outras características desse público, como a moda e a
popularidade; como se ao adquirir o miniskate
a pessoa fosse tornar-se descolada e eminente em seu grupo escolar. O
skate também é sinônimo de todo um estilo de vida, que segue princípios tais
quais a renovação da vitalidade e extração do máximo de cada dia — “vivendo
cada momento.”
Afinal,
são vários conceitos expandidos em volta de uma futilidade, visando atrair um
mercado fácil — o infantil — que se encanta por clichés como “ser descolado” e
“o radical”; por isso, é meio sem sentido procurar uma análise complexa em cima
de um simples comercial cujo único objetivo é vender um produto que no fundo é
inútil, no máximo servindo para colecionadores.
Basicamente
satisfazem os anseios de crianças que procuram criar uma personalidade sem
saber que ao seguir estereótipos como rebeldia sem causa estão mentindo para si
próprios.
Andrey Felipe Martins
A
Tech Deck lançou um comercial de skates de dedo passando a ideia de que através
do brinquedo a criança/adolescente poderia ultrapassar limites em sua vida,
obtendo assim liberdade de escolha e ação, ao mesmo tempo em que poderia se
divertir muito. Tal diversão, no contexto do comercial, poderia ser alcançada a
todo custo e de qualquer forma. Sob essa perspectiva a ideia/mensagem
transmitida pela propaganda pode ser considerada extremista e exagerada,
passando para o público jovem um olhar errôneo acerca do conceito de liberdade
e também um possível incentivo à rebeldia sem causa, que pode trazer
consequências (diretas ou indiretas) prejudiciais para este mesmo público. A
marca, ao divulgar o texto publicitário, deveria prever as possíveis
interpretações e leituras de sua mensagem, porém, ao contrário, ela parece
ignorar as mesmas e também os efeitos que podem provocar em seu público. Desta
forma creio que tratamos aqui de um anúncio fraco, exagerado e apelativo,
divulgado por uma empresa socialmente irresponsável.
Soraia
Gatti
Os dois vídeos falam de
alguma forma de ter liberdade e que o importante na vida é se divertir. Porem,
o primeiro vídeo, por ser voltado ao publico infantil, possui uma temática mais
light e politicamente correta de dar a sensação de liberdade e diversão, já no
segundo vídeo a noção de liberdade e diversão é passada de uma forma mais
hardcore, mostrando o casal usando drogas, roubando mercadinhos e , assim, se divertindo
de modo que eles queriam e com total liberdade. A ideia por traz dos vídeos é a
mesma, porém, o primeiro vídeo é direcionado à um publico mais infantil em
quanto o segundo vídeo é direcionado a um publico mais adulto.
Andrey Viktor Kandauroff
O comercial
da Long Jump começa indagando "você quer seguir o seu próprio caminho?"
e anuncia um possível substituto ao tradicional skate: o "skate" de
dedo, Tech Deck. Como argumento para a compra do brinquedo, o comercial mescla
imagens de um menino andando de skate em lugares onde isso é proibido com
imagens de outro menino brincando com o Tech Deck na mesa de casa, sugerindo
assim que o brinquedo proporciona adrenalina e segurança ao mesmo tempo.
Já o clipe
da cantora Rihanna mostra um casal que vive um amor sem limites, cheio de drogas,
violência, baderna e desrespeito.
Levando em
conta que tanto o comercial quanto o clipe falam sobre, cada um a seu modo,
adrenalina e a quebra de regras, é possível traçar um parentesco entre os
vídeos. No entanto, é errado dizer que há no comercial a mesma maldade e
violência que há no clipe.
Maria Augusta Alves Sousa
O
skate, no comercial da Tech-Deck, faz a pessoa pensar em uma forma de nostalgia
que ela teve ou não teve, um mundo de liberdade, que faz promessas utópicas
para quem usa. É uma nova forma de viver, onde os pontos mais importantes se
resumem em quebrar regras e curtir a vida, ser feliz. Para os que não tiveram a
oportunidade de viver nada disso, faz uma proposta de mudança, de fazer algo
que você nunca fez, e que com certeza é melhor do que o que você faz. É a vida
de um jovem skatista, com todas as suas vantagens e adrenalina, porém sem as
dificuldades de contusão, viagens e financeiras. O produto da Tech-Ddeck é algo
simples e no entanto inovador. Ele propõe também as técnicas de um skatista,
mas aplicadas para a mão. Definitivamente, uma nova forma de entretenimento,
tornando-se um simulador até mesmo mais real que o próprio videogame, e que
promete ser a mais nova febre entre os jovens de hoje. Outra vantagem é a
portabilidade, é um skate que você pode levar para onde você quiser! É bom para
todos; os jovens, os pais e os amigos! Venha viver o novo mundo da Tech-Deck!
Pedro Mantovani Antunes
A
nostalgia é uma coisa extremamente curiosa pois conseguimos lembrar de momentos
bons e
sentir
falta deles mesmo se o contexto no qual eles se inserem seja ruim. E também,
brinquedos são objetos notavelmente encharcados de nostalgia porque eles são
capazes de refrescar a nossa memória e liberar uma torrente de lembranças e
emoções antigas como nenhuma outro.
Por
exemplo, já tive um daqueles skates de dedo e lembro que nunca consegui brincar
com aquele
brinquedo propriamente e então eu ficava trocado as rodinhas dele, sozinho. A
promessa daquele brinquedo ser “radical” como as propagandas mostravam nunca
foi consumada e em vez disso ele me divertiu de outra forma. Quando penso nesse
brinquedo começam a aparecer memórias em minha mente. Por exemplo, lembro que
minha mãe me proibia de brincar com o skate nas mesas com medo de que eu
riscasse os móveis de casa. Posso dizer fui uma legítima “criança de prédio”.
Lembro também que eu tinha companhia somente no final da tarde pois meus amigos
do condomínio estudavam de manhã enquanto eu estudava de tarde, e eu ainda
tinha que fazer as minhas lições antes de descer até o parquinho e usufruir do
pouco de interação social que eu tinha com outras crianças fora da escola.
Definitivamente
eu não gostava muito desses anos da minha vida mas gostava do meu skate de
rodinha.
Rafael S. B.
O
comercial segue uma linha de pensamento bastante infantil, beirando o ridículo.
A ideia de radical e rebelde que eles tentam passar é exagerada em demasia,
pois, afinal, trata-se de um skate de dedo! Quando uma criança for brincar com
isto, vai acabar se desapontando, porque não vai achar toda a graça que o
comercial promove. Trabalhando essa linha de pensamento de skate ser algo
radical, temos como um exemplo mais pesado, obviamente voltado para um público
mais velho. Ou seja, o conceito, de ambos, é o mesmo. A forma como é
trabalhado, no entanto, difere. Os publicitários do comercial basicamente
chamam a criança para esse mundo do skate, mostrando todo o lado legal e bacana
da história. Mas o choque que se causa, colocando os dois vídeos lado a lado, é
grande. Rihanna mostra a vida livre, sem amarras, exemplificada pelos
skatistas, mas regada de drogas, bebidas, sexo. Uma diversão criada em cima de
coisas não saudáveis que assusta qualquer pessoa.
Imagina-se,
então, que dar para uma criança um skate de dedo pode acabar se tornando
perigoso, autodestrutivo! Começa com um brinquedo de dedo, depois um skate de
verdade e assim, sucessivamente. A pessoa pode crescer de forma responsável e
nunca se envolver com esse tipo de coisa. Mas, quem garante que as pessoas não
irão se envolver com as pessoas erradas? Quem garante que o comercial não vai
gerar jovens problemáticos, que destroem a própria vida se envolvendo com tanta
besteira? Que alguém, que começou de forma tão inocente, pode acabar, talvez,
gerando um transtorno obsessivo a ponto de tatuar ‘mine’ nas nádegas de sua
‘namorada’, como mostra no clipe da Rihanna?
Isabella Mika Taninaka
É
radical ter um brinquedo ousado, que permita quebrar regras. Este motiva a
criança, atinge a mobilização de suas energias e incentiva a compra.
Aparentemente são características muito positivas. Um pai da tal brinquedo ao
seu filho, já que este une o útil ao agradável, pois já que seu filho o
cobiçara e, ainda por cima, ele estará no dito “bom caminho”. Não vêem os pais
que, agindo assim, eles estarão incentivando a ousadia da criança, ela se
espelhará no exemplo do comercial e começara a quebrar regras. Neste, há partes
em que é mostrado um skatista utilizando seu skate em locais onde a sinalização
deixa evidente a proibição de tal ato, mas essa ação é apresentada como uma
grande aventura, a ousadia em quebrar regras.
Se
você quiser educar seus filhos sem deixar-se induzir por este tipo de idéia,
preste muita atenção em propagandas, pois elas poderão não passar a idéia que você
quer para uma boa educação de seu filho. Vale ressaltar que há o costume de não
se observar a fundo as propagandas e programas de televisão, e assim, se deixa
manipular.
Matheus José da Silva
Ruzyk
Atualmente,
os jovens vêem na rebeldia uma maneira de expressar o que estão sentindo e isso
por vezes é levado como estilo.
Ter
estilo da um status dentro da sociedade, seja em grupos grandes ou em pequenas
rodinhas de amigos, esse status traz consigo um bem estar que é muito
importante para os jovens contemporâneos. Estilo é modo de agir, de falar e de
se vestir, os círculos de amizade se formam normalmente porque todos têm o
mesmo estilo.
Vários
grupos com estilos diferentes são mal vistos por grande parte da sociedade
causando um tipo de preconceito, como se a maneira de se vestir influísse nas
decisões de cada um e de modo que o estilo fizesse com que essas decisões
fossem sempre encaradas como “erradas” pela sociedade, é bem verdade que varias
vezes esse julgamento acaba baseado em atos anteriores, cometidos por alguns
indivíduos que compartilham do mesmo estilo, mas que erram em situações
isoladas, atos esse que às vezes não condizem com todo o grupo.
A
busca por identidade e afirmação da juventude causa uma pluralidade imensa de
estilos na sociedade causando conflitos sobre quem tem mais status ou qual
estilo é mais bem visto pela sociedade.
Cleison Rodrigues Gomes
Ferramentas do bem-estar
A
busca pela felicidade é algo intrínseco ao ser humano e esta busca pode se
manifestar de diversas formas, seja por meio de competições, atividades ou
artefatos. No caso, a felicidade se reflete de forma material com um skate de
dedo ou com pesadas drogas.
Porém
tais artefatos, meios materiais, são apenas ferramentas para atingir o nosso
vago e nebuloso conceito de felicidade. A felicidade se atinge no uso de tais
ferramentas, seja resultado do uso delas a quebra de regras comportamentais ou
a quebra de barreiras psicológicas, visões de mundo ou de realidade.
A felicidade é uma
necessidade homem, o fato de se sentir bem com sigo e o ambiente é algo que
todos buscam, o que realmente se altera é a forma com que cada ser a busca.
Guilherme Cordeiro Vogt
O autor do
tuite tentou expressar à que visavam os vídeos, contudo apenas consegui
transmitir que “os vídeos induzem á alguma coisa” como visto em suas próprias
palavras. Acrescento que os textos visavam induzir uma ideia, vender algum tipo
de concepção ,a de alguma forma de liberdade.
O primeiro vídeo faz do adquirir do brinquedo um meio propício para
a manifestação desta concepção; usando da “delinquência moderada”; com relação
ao público alvo do texto: as crianças; que transformaria o usuário do produto
em indivíduo independente das regras à que normalmente estaria submetido.
Já o
segundo vídeo , o clipe, faz do “encontro do amor “, uma causa desta liberdade
à ser vendida. Isso mesmo, vendida, o objetivo é dizer que tal liberdade é boa,
porque satisfaria os desejos de quem a possuísse, e assim persuadir o
interlocutor à buscar um meio, induzido pelo próprio clipe (o do encontro do amor
lembra?), de concretizar a dita liberdade. Além disso este vídeo difere do
primeiro ao apresentar uma delinquência, de certo ponto de vista, não moderada;
que tem relação com o público alvo do texto: jovens.
Matheus
Rosa da Luz
“Liberdade, o que vale é
se divertir” frase dita no 1º vídeo e essa também é a idéia que é passada no
segundo. É possível concordar com essa frase porque é exatamente o que eu
achei. No primeiro vídeo essa visão é feita a partir do skate, com ele você pode
ter liberdade e se divertir porque sendo pequeno ele pode ser utilizado em
quase todo lugar, mesmo naqueles em que é proibido, ou seja, tendo liberdade a
diversão pode ser alcançada. No segundo vídeo essa visão também é abordada só
que de uma forma diferente, porque no clipe a idéia de liberdade e diversão não
é um simples mini skate, mas sim a partir de drogas, bebidas alcoólicas, sexo e
muitas outras formas de ir contra alguma regra da sociedade. No fim a idéia que
os dois vídeos querem transmitir é a mesma, mas cada um de uma forma diferente,
podendo ser possível notar duas visões a da criança e a do adulto.
Luis Guilherme Dias de
Souza
O
comercial e o clipe dialogam entre si dando ideias sobre uma visão de mundo
jovem. O comercial busca fazer a cabeça da audiência, abrindo seu discurso
questionando o telespectador se ele quer ter liberdade e diversão a toda hora,
e então demostra que isso é possível com seu produto, levando o telespectador a
deseja-lo. Já o clipe é mais adulto, mostrando as ideias de transgressão de
regras, uso de drogas e um amor radical, um amor achado em um lugar sem
esperanças e que vive sem limites e perigosamente. Os vídeos possuem
intertextualidade no fato de que ambos falam sobre a vontade de se conseguir
prazer e liberdade, a custo de quebra da rotina e até mesmo de leis.
Lucas Simoni Petrelli
O fato de
skatistas supostamente serem vistos como pessoas extremamente radicas e que
vivem a liberdade é o que mais atrai adeptos ao skateboard. A propaganda do
skate de dedo tech dek relaciona essa imagem do estilo de vida de um skatista
profissional com a imagem de uma criança qualquer que comprar o brinquedo. Ou
seja, o comercial insinua que ao convencerem seus pais a adquirirem o skate de
dedo, as crianças irão tornar-se livres e radicais. Apesar de não serem
persuadidos pelo comercial, os pais, muitas vezes, acabam fazendo a vontade dos
filhos, proporcionando um aumento das vendas. Logo, a propaganda alcançou o seu
objetivo.
Outra
imagem comumente associada ao padrão de vida do skatista está relacionada às drogas
e rebeldia. Esse fato poderia ser prejudicial na venda do produto representado
pela propaganda, caso esse não fosse um brinquedo. Muitos pais conservadores
são contra comprar skates de verdade para seus filhos, temendo essa mudança no
comportamento da criança.
Rafael
Alves
A
Tech Deck lançou um comercial que apresenta um de seus produtos: o mini-skate
de brinquedo. Para conseguir persuadir o seu público alvo, as crianças, a
empresa usa um artifício muito interessante, embora desaprovável. O
protagonista da propaganda brinca com seu mini-skate em qualquer lugar, mesmo
que no lugar em questão seja proibido o uso de skate, mostrando assim como seu
produto é radical. Comparar o skate de brinquedo com o real é apresentar à
criança o acesso a um novo mundo: o dos adultos.
Portanto,
a propaganda faz com que a criança ligue a ideia do produto com o acesso ao
mundo adulto. Essa ideia pode, a primeira vista, parecer boa, mas toda essa
imagem em cima da liberdade que é poder ser adulto e ter um skate de verdade
cria nas crianças a ilusão de que a próxima fase de suas vidas é melhor do que
a infância.
Essa
ânsia para crescer logo não é saudável, e os pais deveriam se preocupar para
que seus filhos aproveitem a sua infância por inteiro.
Lucas da Silva Camargo
É
engraçado o que algumas coisas que vemos ou comemos nos faz lembrar de fases da
nossa vida. Ficam registradas na nossa mente diversas experiências captadas
pelos nossos cinco sentidos. Para cada pessoa um sentido é o principal meio de
criação de memórias, mas em geral a visão é a que a maior parte das pessoas
registra. Por exemplo, um simples comercial de skate de
dedo pode te fazer lembrar de quando era uma criança com sete anos e brincava
com skate de dedo com seus amiguinhos. Essas lembranças trazem à tona um
sentimento de nostalgia e te faz querer voltar àquele tempo em que a diversão
era inversamente proporcional à responsabilidade. Mas esses estímulos que
trazem nostalgia podem ser algum perfume, uma comida, um toque e também podem
trazer lembranças de tempos não tão distantes. Um perfume pode te lembrar da
sua antiga namorada, de todas as coisas boas que vocês
passaram juntos, entretanto também pode te trazer suas brigas e o que ela fazia
e te irritava. Uma comida pode te lembrar do tempero gostoso da sua avó e de
quando você comeu e passou mal depois. Essas lembranças são instáveis,
entretanto somente o fato de lembrar já é algo bom.
Murilo de Quadros Jesus
Quando alguém assiste a um vídeo,
seja este um comercial ou um videoclipe, ou ouve algo numa rádio, ou lê um
texto em uma revista ou jornal, tem apresentadas a si as ideias de seus
criadores, direta ou indiretamente, para que crie ou mude de opinião sobre o
que quer que esteja sendo apresentado.
Essa apresentação se faz muito
útil em vários âmbitos, como comercial, social, político, cultural, entre
vários outros, onde a necessidade de convencer o público-alvo através de
argumentos e outros artifícios se faz muito importante, principalmente quando
para superar algum tabu, seja social, seja de concorrência.
A boa apresentação é aquela que
independentemente do modo que é realizada, e do público-alvo a que se destina,
consegue convencer aqueles que a recebem de que aquilo que está sendo
apresentado é a melhor opção, sendo realmente ou não, por mais que às vezes a
ideia apresentada esteja apenas nas entrelinhas, e não visível diretamente.
Willian Drayton Prestes Alves
No
primeiro e no segundo vídeo são apresentadas diferentes visões de como
aproveitar a vida.
No
primeiro vídeo foi apresentado o Teck Deck, uma miniatura de skate que é
utilizado para fazer as mesmas manobras que em um skate profissional, mas
utilizando apenas os dedos. O fato de o Teck Deck ser um skate pequeno e
portátil, é que as pessoas podem usá-lo em qualquer lugar sem chamar muita
atenção de quem estiver por perto.
O
segundo vídeo já mostra as pessoas em baladas, ingerindo bebidas alcoólicas,
utilizando diversas drogas, tendo relações sexuais. Esse vídeo mostra que essas
pessoas têm outra forma de diversão.
Os
dois vídeos são ligados entre si, pois ambos mostram formas de violar algumas
regras existentes na sociedade.
Thiago Rattmann dos Santos
Conforme o
tweet do Rafael Bernardelli, podemos assistir ao comercial do skate de
brinquedo da Long Jump e o clipe musical da Rihanna como tentativas de passar
um estilo de vida descolado e rebelde. Se formos analisar por este modo de ver,
está claro que há uma diferença de intensidade na mensagem.
Cenas
fortes nos são apresentadas no clipe da Rihanna enquanto na propaganda do
brinquedo o público alvo é infantil e, portanto, a rebeldia está representada
por andar de skate na frente de uma placa de proibição de se andar de skate
naquele local, brincar na biblioteca e fazer meleca no molho de tomate dos outros.
Gunar August Kroeger
O
comercial apresentado, assim como o clipe retratam a moderna cultura de
eliminar todos os limites sociais e tradicionais sobre as ações dos jovens e
adolescentes, sem nenhuma boa razão para tal atitude. O garoto protagonista
repetidamente, assim, faz o que quer com seu skate, simbolizando a liberdade, e
a diversão que decorre de fazer o que quiser, quando quiser, como quiser, sem
se importar com o mundo ao redor e as regras sociais e oficiais. Uma coisa
semelhante acontece no clipe, com a diferença que os dois protagonistas são
mais velhos e ao mesmo tempo ainda mais rebelde, com brigas, sexo e consumo de
drogas.
Ricardo Ardissone
O
Vídeo
Quando
estamos assistindo um filme, uma série, uma propaganda, uma transmissão ao vivo
ou qualquer outro tipo de produção visual, é muito raro pararmos e buscarmos
uma semelhança entre elas. Porém, analisando qualquer uma dessas mídias, sempre
haverá um ponto em comum e essencial entre elas: todas foram feitas para ser
assistidas, prender a visão de quem está assistindo e fazer com que este capture
algo a partir do que está observando.
Sendo
assim, podemos identificar qual a forma que cada um desses “gêneros” visuais
atrai o espectador e como e porque o mesmo o assiste. Um filme, por exemplo, busca
em suas personagens, cenários, efeitos especiais e enredo atrair a atenção do espectador
e o seu interesse. Já uma transmissão ao vivo, tem como atrativos a qualidade
intrínseca do que se está transmitindo, como um show ou uma partida de futebol.
Da mesma forma, um videoclipe atrai as pessoas pela relação entre a música, efeitos
de imagem e ideias que ele apresenta e tenta transmitir.
Logo, fica
evidente a conexão entre todos os conteúdos visuais, mesmo os mais distintos,
pois todos são feitos para serem assistidos e que para algo seja extraído deles
por alguém.
(Erik)
Segundo o autor do
"tweet", a Tech-Deck é uma excelente linha de brinquedos, pois suas
miniaturas e pistas de skate são de muita qualidade. Mas além disso, o autor
também expressa uma relação sentimental com o brinquedo.
É possível que o skate tenha
marcado a vida dessa pessoa durante sua infância, e por isso possui um
sentimento especial em relação à ele. Quando nosso colega então viu o
comercial, esse sentimento veio à tona novamente, trazendo memórias de sua
infância; tempos muito diferentes daquele no qual vivemos. Por esse mesmo
motivo, é possível deduzir que haja, bem profundamente, uma certa decepção em
relação ao presente, onde a inocência da infância já não existe,revelando um
mundo cruel onde esse autor pode estar se sentindo inseguro, desprotegido.No
comercial em questão, o protagonista aventura-se pela cidade com total
liberdade, livre dos perigos desse mundo atual. Essa apresentação utópica nos
remete a um sonho de criança. Até mesmo a linguagem bastante coloquial e
acessível (presentes tanto no comercial quanto no tweet), sustenta essa
perspectiva de resgate da infância.
É importante para o nosso autor, como
também poderia ser (e talvez até deveria ser) para qualquer um de nós, manter a
visão otimista perante o mundo em que nos encontramos hoje, pois ela pode muito
bem servir de auxílio para uma vida mais feliz e saudável. Mesmo quando a
inocência e os sonhos infantis já nos deixaram a tanto tempo.
(Leonardo Araújo)