terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Experimento Socio-interacionista - Tecnologia em Processos Ambientais – N61 – 1º período


O experimento realizado, a partir da visão do professor Diório – referente à diferença entre o “eu solitário” de hoje com o “eu solitário” de décadas anteriores – nos confirma o fato de que não temos um tempo a sós com nós mesmos devido à imposição dos meios de comunicação em massa que nos cerca.
Quarenta anos atrás, aproximadamente, acontecimentos ou fatos que impedissem de encontrar alguém ( amigo(a), parente, namorado(a), etc.) davam a oportunidade de encontrarmo-nos sozinhos e refletir sobre nós mesmos, nossas vidas, nossos desejos e vontades, nossas lembranças e saudades porém, redes sociais (Facebook, Orkut, etc.) e aparelhos eletrônicos (Tablets, Notebooks, Celulares, entre outros) são exemplos de serviços de última geração e de fácil acesso que nos “impõem”, de alguma forma, a estarmos sempre atualizados, interligados e em constante comunicação, com familiares ou não, sem a necessidade de estarmos próximos. Tornando a comunicação virtual.
Particularmente, meu experimento não teve o impacto desejado, pois foi realizado entre as 12h03min e 22h30min de terça-feira, aproximadamente, e nesse período ocorria constante comunicação pessoal devido ao trabalho profissional e as aulas da faculdade. Além disso, não foi possível a conclusão das 24 horas previstas por razão da necessidade em realizar contato conjugal via sms.
Apesar do impedimento em concluir o experimento de forma integral, o mesmo teve o alcance proposto, pois foi possível perceber e visualizar a diferença entre os tempos (hoje e antigamente), com relação à solidão, através da discussão ocorrida em sala sobre o assunto aqui descrito.
Clayton Fabiano Rodrigues Novak

A área da tecnologia evoluiu muito nos últimos 12 anos. Começou com a popularização do celular e da internet. De início p celular mal fazia ligações e a internet era discada (um verdadeiro teste para a paciência). Passamos pelo MP3, conhecemos as redes sociais, chegamos no tablet. A não ser pelas redes sociais, os outros produtos foram sendo desvalorizados no decorrer dos anos. E a última novidade é o Iphone 5, uma mistura de celular, internet, MP3, acesso as redes sociais... uma loucura. O mundo está conectado. E o comportamento das pessoas diante disso? Conexão significa não ser solitário... Será? A velocidade com que as coisas mudaram e as pessoas mudaram foi uma imposição?
Algumas pessoas acreditam em manipulação de massa: “compre isto!”, “agora compre este porque aquele já está desatualizado...!”. Em partes isso até poder ser verdade, porém tambpem acredito que isso é devido a cobrança da humanidade, sempre tentando buscar algo melhor. Ou seja, aquele que fornece o melhor produto com o melhor argumento, vende e agrada o seu consumidor.
E quanto a nós, indíviduos, pertencentes a uma sociedade. Toda essa tecnologia prejudicu nossa vida em sociedade? Em partes sim. Conheço pessas que passam o dia inteiro conectado no Facebook já que o acesso pelo celular facilitou isso. Eu consigo ficar longe disso sem sofrer. Mas já tive meus momentos de loucura em que não podia ficar um dia sem entrar no Orkut. Só que hoje tenho muito mais coisas com o que me preocupar.
E quanto a solidão e gostar de estar sozinho. Isso é importante. Mas nem sempre. Quando estou cansada, ou triste, ou quando quero ir ao cinema, estudar ou dançar. As vezes é bom. Mas existem coisas que são muito mais divertidas quando em grupo. E falo por mim: quando quero, nenhuma rede social me segura.
Jaqueline Miriam Cascaes

Segundo uma teoria empírica, baseada nas observações cotidianas do Professor de Comunicação Linguísitca da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, professor Diório, cada vez mais as pessoas encontram dificuldade em ficarem sozinhas. Com o maior acesso à internet e com a super popularização das redes sociais, o “estar sozinho” – ou seja, encontrar um tempo ou um modo de desfrutar a sua própria companhia, seja para pensar, refletir, planejar [...] – tornou-se uma atitude “rara” ou até mesmo impensável nas sociedades de padrões capitalistas modernos.
Inspirado nessas observações foi proposto um Experimento Socio-Interacionista  batizado de “24 horas off-line”. O experimento consiste em tentar permanecer 24 horas sem usar a internet, celular, ou outro meio virtual de comunicação.
A minha experiência aconteceu por acaso, a partir das 20:00 horas do dia 8 de dezembro as 21:00 do dia 9 do mesmo mês. Viajei para o interior de Santa Catarina nessa ocasião, e não acessei a internet ou usei o telefone celular nesse meio tempo. Nada de diferente aconteceu. Não fiquei tempo o suficiente longe da “civilização virtual” para chegar a sentir falta de tal. Mas creio que uma semana seria bem mais difícil. Tornou-se um hábito publicar sua vida em uma página virtual, e consequentemente pesquisar sobre a vida alheia nas mesmas “pages”.
Porém, devo discordar totalmente do pensamento do professor Diório. Acho uma ideia improvável a de que  alguém não conseguir ficar sozinho pelo menos em algum momento do dia. Ao menos, não lembro de alguma vez ter conversado com alguém que não precisasse de um tempo para pensar na própria vida, seja o que fez com ela, ou o que fará. Aliás, muito contrariamente, pesquisas apontam que cada vez mais as pessoas encontram-se sozinhas, conectadas virtualmente com pessoas do mundo todo, mas sem nenhum contato pessoal ou físico com pessoas de suas cidades, meios sociais ou vizinhos.
Toda essa visão que o professor Diório compartilhou, fez-me lembrar de uma citação muito conhecida de Albert Einstein: “Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à nossa humanidade: o mundo terá apenas uma geração de idiotas.” As pessoas optam por estarem sozinhas, ou mesmo, são impostas a isso, construindo “laços virtuais” com pessoas longes, tendo fácil acesso a todo tipo de conhecimento, porém de maneira superficial, não utilizando adequadamente tecnologias que criam um mundo sem fronteiras.
Sobre estar  só ser difícil, creio que o contrário aconteça. Difícil mesmo é achar um modo de desplugar todas essas pessoas da solidão virtual e voltar a inserir-lás no mundo real, para criar laços que as realmente façam fazer parte de um grupo físico e não de apenas um faz de conta tão frágil, que um simples corte na energia torne-a vulnerável ao se deparar com a realidade.
Lúcio Miguel Ruthes

De acordo com o dicionário Houaiss, a palavra conectar tem o seguinte significado: 1 estabelecer conexão entre; ligar-se. 2 interligar (-se) [dispositivos, computadores] para transferir dados. 3 acessar por meio de dispositivos, computadores postos em comunicação. Baseado nesses significados, o uso dos dispositivos moveis aumenta de acordo com a tecnologia e as principais funcoes que o eletronico disponibiliza. Claro que muitos desses aparelhos eletronicos tem um custo alto para obte-lo, e desses se tem praticamente um ‘’mini-computador’’ em mãos.
A referencia a ‘’mini-computador’’ se da pelo fato, de que, praticamente há duas décadas atrás, o uso de cada função hoje nos aparelhos eletronicos, se usavam separadamente, por exemplo: antigamente para se falar com alguém se ‘’falavam’’ por meios de cartas, depois telefone fixo para aqueles que tinha melhores condicoes financeiras, depois o telefone publico que hoje quase não se vê pela e quando se encontra algum e o que não funciona... E assim foi indo. Hoje, ao contrario do que tinha no passado, a coisa e totalmente diferente e pratico. Posso citar o meu celular, por exemplo, ele faz tudo que um aparelho tem que fazer hoje, se não não acompanha as expectativas do consumidor. Faz e recebe chamada e de video-chamada, onde você fala e vê a pessoa como se ela estivesse pessoalmente conversando com você, acessar as redes sociais e tudo mais.
Agora, com relação ao experimento sugerido pelo professor Diorio, de ficar as  24 horas seguidas sem o uso da tecnologia para acompanhar redes sociais, televisões, o envio de sms, não foi pra mim uma experiência como foi para os colegas de classe. Digo que não fiz o experimento porque já saberia do resultado final, que desde já não iria conseguir alcançar nem as minhas e nem as expectativas do professor porque o vicio e tanto que não consigo me distanciar do aparelho celular, para acessar as redes sociais, como o Facebook.
O ficar sozinho, ter seu tempo dedicado pra si mesmo, existe. Só acho que cada um precisa estar consciente no mundo em que vive, tanto o real quanto o virtual. Pois e com a conexão do mundo virtual que sabemos de tudo que se passa ao nosso redor. O que seria de nos, hoje, sem a tecnologia? Posso lhe dizer, nada.
ALICE ZHENG

A solidão nos dias atuais se tornou um processo dificultado, pelo bombardeamento das mídias sociais auxiliado na tecnologia de aparelhos cada vez mais versáteis (multifuncionais). Como celulares, smartphones, tablets etc. Aparelhos de fácil armazenamento e manipulação, em conjunto com a internet cada vez mais veloz. As redes sociais em simbiose com estes aparelhos geram impactos viciantes a novas gerações que nascem em meio a essa tecnologia.         
As pessoas nunca parecem estar só.  Há uma necessidade de estar conectado, comunicando–se com outros e trocando informações. Cerceando assim, o processo natural de ficar só. A solidão é uma necessidade natural do individuo. Pois esta permite a reflexão, a tomada de decisões, o planejamento, na qual ele reflete sobre suas atitudes diárias e sobre sua interação com os demais componentes da sociedade. Esses procedimentos e reflexões da experiência de vida gerado na prática da solidão são elementos que nos diferem como individuo, nos diferenciamos um dos outros nos permitindo ter uma visão diferente dos demais componentes no meio de convívio. Gerando um individuo único.
Muitas vezes, vemos a solidão como uma forma de castigo, da qual devemos fugir de todas as maneiras. Mas esta falsa ilusão de estarmos sempre acompanhados também não é um castigo? Cabe ao ser humano refletir e fazer da solidão uma ferramenta para o seu próprio bem.
As redes sociais como produto da mídia buscam gerar grupos de pessoas que pensam de forma similar, facilitando o induzimento de certos produtos ou induzindo o individuo a certo ponto de vista, sendo uma forma de ditadura no processo de pensar na sociedade.
Helver Francisco Mantovani Benevenuto     

A internet é um recurso importante para sociedade atual, pois permite a divulgação de notícias e acontecimentos mundiais em tempo real, propiciando a interação global. A rede também permite a comunicação escrita, visual e  auditiva entre indivíduos que tendem a compartilhar culturas e costumes de diferentes países agregando conhecimentos.
A comunicação e a necessidade de se relacionar com outras pessoas fez com que surgissem as redes sociais, as quais tendem aproximar as pessoas, compartilhar pensamentos e expressar opiniões. Porém, o surgimento de novas tecnologias que nos mantém conectados ao longo do dia nestas redes sociais, transformou o lazer em hábito e para muitos tornou-se necessidade diária.
O uso constante e indiscriminado destas ferramentas pode reverter os benefícios, tornando-se prejudicial ao interferir na saúde,  relacionamentos e atividades cotidianas. Criamos um mundo particular onde a aceitação pessoal é buscada através de imagens e divulgação de pensamentos. Sem perceber, nos mostram a ilusão de uma vida sem problemas, onde tudo é perfeito e todos são  rodeados de amigos.
Ao realizar a proposta apresentada em sala de aula, que tinha como objetivo vivenciar vinte e quatro horas desconectada de redes sociais, obtive um resultado satisfatório. Compreendi que participar de uma rede social é uma forma de lazer e não uma necessidade.
Podemos aproveitar os avanços tecnológicos e as redes sociais. Relacionar-se com outras pessoas é importante para o desenvolvimento, no entanto o convívio pessoal e a demonstração de sentimentos é indispensável para uma vida social saudável.
Amanda Mazepa

Solidão. Quando lemos está palavra, automaticamente nos vem a mente algo inviável. Com a correria do dia a dia e a imposição da falsa necessidade de nos comunicarmos 24 horas por dia, inviável mesmo, se torna a possibilidade de obtermos um tempo só nosso, para reflexão pessoal. “24 horas off-line”, esse foi o tema proposto pelo professor de Comunicação Línguística da Universidade Tecnológica Federal do Paraná , Diório. Visando quebrar o tabu de que solidão é algo ruim, e mostrando o lado bom do mesmo, como já foi feito por grandes psicanalistas e até mesmo a cantora Zélia Duncan, na canção "O lado bom".
Se desconectar um dia inteiro dos meios e modos de comunicação, pode não ser desconfortável para alguns, mas de modo geral, podemos considerar um desafio para muitos. Será possível vivermos livres desse vício que o século XXI nos impõe ? Há quem diga que sim, há quem discorde. De qualquer forma, é por meio desse "vício" que você está lendo esses textos. A sociedade moderna não nos deixa escolhas, ou nos adaptamos e fazemos parte do senso comum, ou corremos o risco de ficarmos um passo atrasado.
A necessidade de nos conectarmos está mesmo presente no nosso cotidiano, entretanto, não podemos ignorar o fato da urgência de um tempo pessoal. Somente com esse tempo, podemos escapar do senso comum. Analisando a situação do lado de fora, podemos tirar nossas próprias conclusões sobre "n" assuntos, e não a conclusão já pronta que a mídia nos oferece. Pessoas que pensam por si próprias e que não são levadas pela opinião em massa, é o que precisamos. Cidadãos críticos que antes de argumentar sobre qualquer assunto, reserva um tempo e reflete sobre. Então, o que você prefere ser ? A pessoa que tem seu tempo solitário, com opiniões próprias, ou a pessoa conectada 24 horas por dia, marionete da mídia ?
Vanessa da Silva Carvalho

A experiência de ficar “24 horas off-line” foi interessante, pois pude perceber o quanto a sociedade vem mudando, e como de certa forma a mídia está moldando isso.
Hoje eu digo que mesmo não tendo feito a experiência por completo, com certeza não teria dificuldade em tentar fazê-la novamente, acredito que eu conseguiria concluir sem muitos traumas. Para mim, creio que não é difícil ficar um tempo sem conectividade virtual, pois não tenho muita paciência para esse tipo de interação, (facebook, twitter e afins), além da paciência não tenho tempo. Acredito que um dos fatores que influenciam as pessoas a serem mais suscetíveis a esse tipo de interatividade, são o tempo ocioso e a necessidade de preencher esse tempo, e como a mídia diz “conecte-se”, isso faz com que as pessoas acessem com mais freqüência e torne disso um hábito.
O intuito da experiência foi ter aquele momento “eu e eu mesmo”. Acredito que a geração que não teve um contato tão forte com a interação virtual (tecnologia) normalmente tem e precisa desse momento particular, que é entendido como solidão positiva, colocar as idéias em ordem, planejar o que pretende fazer dali em diante. Para elas é importante fazer algo como um retrospecto da vida e pensar no que deve ser feito para viver cada vez melhor. Já os mais jovens, creio que ainda não existe tanto essa percepção da vida, e o que melhor define é que eles vivem o aqui e agora, e não se preocupam tanto, conforme o tempo passa a prioridade das tarefas faz com que esse hábito diminua e perca a graça. Trabalhar e estudar torna o tempo tão precioso que a meu ver, é melhor descansar e pensar na vida do que ficar na frente do computador.
Entendo que há muitos adultos e pessoas de idade que gostem de utilizar essas ferramentas modernas de comunicação, mas pelo exemplo que tenho em casa, também sabem dividir o tempo e ter o seu momento pessoal.
Caroline da Silva Baptista

É fato que as redes sociais estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia. Mas até que ponto elas são capazes de nos influenciar? Com base no experimento proposto pelo prof. Diório - “24 horas off-line” - e em pesquisas realizadas na internet, é possível dizer que somos praticamente escravos delas e que, como quase todas as outras coisas, possuem um lado positivo e outro negativo.
Podemos ver muitos jovens se organizando por meio das redes sociais em prol de um bem comum a todos, aderindo a campanhas sociais e trocando informações úteis. Por outro lado, as redes sociais expõe nosso lado narcisita. Não o digo no sentido de amor próprio, mas sim no de carência.
O usuário narcisita do Facebook, por exemplo, é aquele que atualiza o status várias vezes ao dia, e que possui o hábito de se marcar nas fotos. A rede dá às pessoas a chance de se sentirem bem com relação a elas mesmas e ainda se tornarem o centro das artenções. Talvez essa seja a explicação para muitos jovens relatarem o sentimento de vazio e ansiedade ao tentar ficar 24 horas desconectados.

Maria Helena Niedermaier Anze

Experimento Socio-interacionista - Técnico em Gestão de Pequenas e Médias Empresas – T61 – 6º período


Um mundo de viciados
Que a internet é uma evolução absurda para a nossa sociedade, ninguém pode negar, mas o problema começa quando há uma necessidade insaciável de usá-la a todo o momento.
Quando o professor Diório sugeriu um experimento para nós provarmos um pouco da solidão, achei uma ideia muito interessante, já que realmente não temos tempo para nós mesmos, sempre ligados com pessoas que estão distante, seja pela internet ou pelo celular. Particularmente, eu não tive muitos problemas para cumprir essas 24 horas sem redes sociais e sem trocar mensagens pelo celular, mas sei que muitos tiveram. Eles estão acostumados a se comunicar o tempo inteiro, muitas vezes deixando as pessoas que estão presentes no mesmo local de lado, focando apenas nas pessoas com quem conversam pelo celular. Isso também é comum no ambiente familiar, pois as crianças e adolescentes ficam muito mais tempo no computador do que interagindo com seus pais, o que é o começo de muitos problemas familiares.
Esse experimento foi importante para percebermos quão dependentes das redes sociais nós somos, pois creio que todos sentiram falta de entrar no facebook, twittar o que fez no dia ou postar uma foto no instagram. E também foi igualmente importante para que nós tivéssemos um momento de reflexão, para ver se às vezes não é melhor desligar o computador, deixar uma mensagem sem resposta e parar um pouco para ler um livro ou ficar um pouco com a família. Talvez alguns tenham tido o mesmo pensamento que eu, mas creio que a maioria nem pensou nisso, o que eu acho uma pena, já que se desligar um pouco do mundo pode ser muito benéfico.
Luiz Eduardo Adriano Eifler

Todo dia quando chego da UTFPR a primeira coisa que eu faço é ligar o computador, além do mais é inegável que eu uso o celular para mandar mensagens de texto o dia inteiro, sendo essa minha forma de comunicação, muitas vezes o receptor da mensagem não está há nem 50 metros de distância de mim, algumas pessoas eu nem tenho contato pessoa-pessoa, somente por sms ou redes sociais. Na atualidade é impossível ficar desconectado, tudo agora é via internet, colegas de classe têm e-mails da turma e grupos em que conversam e trocam ideias sobre as matérias escolares, contato humano se tornou dispensável, ou melhor, desnecessário.
Como algumas pessoas eu aceitei fazer a experiência de ficar longe da tecnologia por 24 horas, o dia que fiquei foi quarta-feira junto com mais alguns de meus colegas de turma, coincidentemente tinha um aniversário para ir e eu também tinha adiantamento à tarde. Do colégio fui para a casa da minha mãe e dormi até o horário da festa, lá pelas 19:00, e só fui embora às 23:00, então por mais que eu quisesse não teria tempo para me conectar a internet, sendo assim decidi fazer mais um dia, visto que o meu objetivo era realmente sentir falta da interação constante, fazer coisas mais produtivas do que apenas assistir séries no computador, atualizar o facebook e por que não pensar na vida?
Foi então que raiou o dia de quinta-feira e as mensagens continuavam se acumulando, alguns de meus amigos até se impressionaram de eu me submeter a mais um dia de experimento, era difícil para todos acreditar que eu queria me isolar por vontade própria. A manhã foi fácil, mas chegar em casa e não ligar o computador foi uma tentação, tentei arranjar algo para fazer, mas terminei arrumando meu quarto, reorganizei o armário, guardei as roupas que estavam em cima da cama, passei aspirador e arrumei meus cadernos jogados em cima da escrivaninha, o suficiente para ocupar meu tempo e minha cabeça. Costumo parar um pouco durante meu dia para pensar, refletir, mas normalmente isso acontece inconscientemente e só me traz más lembranças, a primeira associação que fiz quando o Diório falou do experimento foi com a reflexão da minha vida, mas eu estava esperando para tê-la.
Na sexta-feira comecei a ler um novo livro no ônibus que comprarei há mais de 6 meses atrás, mas nem começara a ler por “falta de tempo”, cheguei em casa direto da UTFPR e liguei o computador, como nos velhos tempos, entretanto antes de me conectar dormi um pouco. Como se não fosse tarde demais tive a minha esperada epifania, vinda pelo formato de um sonho ruim, não se classificava exatamente como pesadelo, porque não dava medo, apenas me mostrou algumas verdades que eu já tinha conhecimento, mas preferia não aceitar, mas isso não foi tudo, depois de mexer um pouco na internet, e ver algumas séries veio a segunda parte da minha epifania, todos os meus problemas pareceram se simplificar, vi os defeitos e as soluções, por mais que difíceis e algumas até exigissem tempo e força de vontade eu me comprometi a resolvê-los.
Mais de uma semana depois e eu continuo seguindo meu plano de metas, fiz questão de anotar minhas ideias para que assim não pudesse dizer que me esqueci qual é o problema e a solução mais adequada. Sei como é difícil mudar, mas também sei o quanto é prazeroso quando se muda para a melhor. Não me arrependo de ter participado da experiência, na verdade gostei e definitivamente faria de novo, pois acho que só tem a me acrescentar na vida e quem sabe eu não comece a fazê-la pelo menos uma vez por mês?
Lívia Sajovic Alegre Petramali

Apenas um experimento...
Fico realmente feliz em perceber que não sou um prisioneiro do mundo atual. Todos os dias eu mando mensagens, mexo nas minhas redes sociais, me interajo com o mundo, mas ao realizar o experimento, percebi que não é uma coisa que me faça ter abstinência.
Consegui realizar as 24 horas combinadas. Na verdade fiquei mais o fim de semana inteiro sem entrar no facebook nem no twitter. Mensagens eu mandei somente na manha de sábado.
Percebi que mesmo avisando meus colegas sobre o experimento, muitos deles continuaram me mandando mensagens de bom dia, boa noite, horas iguais e até mesmo fazendo perguntas. Até algumas ligações desesperadas recebi, mas não as atendi.
O que tiro de positivo desse experimento é que mesmo com a pressão que fazem sobre a sociedade, mesmo sem o encontro cara a cara, consegui ter um tempo para refletir e pensar sobre como está sendo minha vida, o que posso melhorar e sobre o que será do meu futuro, tempo que a partir de agora, irei tirar todos os dias, mesmo que sendo enganando meus amigos que irei dormir mais cedo.  
Matheus Felipe Fagundes das Neves  

Um momento de reflexão
Não achei muito difícil ficar 24 horas sem me comunicar virtualmente, exceto nos momentos de ciúmes. Não cumpri com a experiência, pois mandei uma mensagem na quinta-feira à noite para saber onde meu namorado estava. Imagino que para quem é ciumento, como eu, não foi nada fácil!
Apesar disso, consegui controlar a vontade de entrar no Facebook, e nesse tempo, aproveitei para pensar em mim, nas minhas metas, nos meus sentimentos, nas minhas atitudes, etc. Foi um momento muito proveitoso, pois consegui organizar a minha mente e me sentir bem.
Muitas vezes tentamos fugir dos problemas e procuramos algo que nos divirta, como por exemplo, as redes sociais, e não percebemos que seria muito mais fácil resolvê-los se parássemos para pensar no tal problema.
Yullie Gabir Prandel

Ilhado
 “Passe 24 horas sem acesso ao facebook, twitter, tumblr, Skype, jogos online, isto é, sem acesso a internet. Além disso, não mande mensagens de texto! O celular só é válido no caso de alguma emergência e para fazer ligações. O tempo que você usava para essas coisas, deve ser utilizado para pensar um pouco em si mesmo”. Sim, em pleno século XXI, ao ouvirmos algo desse tipo pensamos imediatamente que se trata de alguma brincadeira. Mas, no entanto, foi exatamente a proposta que o professor Diório nos fez.
Essa experiência deveria ser efetuada das 18 horas do dia 6 de dezembro até às 18 horas do dia 7. Logo a primeira vista, ficou claro, para mim, que seria muito difícil completar essa tarefa, já que mandar torpedos e verificar atualizações do facebook tornou-se praticamente um vício.
Desde a manhã do dia 7, avisei as pessoas para quem usualmente mando mensagens sobre a experiência que iria realizar, a fim de que não ficassem preocupadas. Ás 17:59, mandei minha última mensagem e comecei o experimento. Arrumei a mala para o dia seguinte, organizei alguns cadernos e minha escrivaninha, preparei o jantar, tomei banho...  Foi quando percebi que não tinha mais o que fazer, eram 21:00.
Resolvi deitar na cama e ouvir música. Alguns pensamentos começaram a surgir em minha mente, um em especial chamou minha atenção: Comecei a lembrar de muitos amigos que passaram pela minha vida, e vi que estava sentindo saudades deles, com isso percebi que no mundo atual, onde todos se comunicam com todos, o mundo da internet, eu incrivelmente tinha perdido o contato com eles. Tratei de afastar esse pensamento, uma vez que a vontade de ligar o computador e procurar tais colegas no facebook era imensa.
Muitas outras reflexões passaram pela minha cabeça, principalmente algumas dificuldades que tive na mesma semana. Novamente a vontade de entrar na internet surgiu, não obstante, entendo que dessa vez o desejo surgiu como forma de evitar pensar nos problemas, o que de certa forma fiz ao ir ver televisão. Vi um trecho de um filme e voltei para a cama, pois já era meia-noite e tinha aula pela manhã.
Quando deitei não consegui dormir, logo voltei a refletir em outras coisas que aconteceram durante a semana, principalmente em algumas atitudes que tinha tomado. No dia seguinte, acordei atrasado e acabei acidentalmente enviando uma mensagem para um amigo guardar um lugar na sala para mim e outras mensagens em seguida. Foi quando recebi uma mensagem em resposta, que percebi o que tinha feito. Dessa forma o experimento acabou, e fiquei “ilhado” somente por 12 horas, o que me deixou um pouco frustrado, pois demonstrou que sou realmente “viciado” em me comunicar a distância com outras pessoas, ou em outras palavras, não consigo mais ficar só.
Apesar de não ter conseguido completar o que me foi proposto, foi algo muito interessante de ser realizado e que me acrescentou duas coisas importantes: Primeiro muitas vezes não nos damos conta de que a internet esta cada vez mais conectando as pessoas ao mundo, e devemos usá-la para achar pessoas com as quais muitas vezes perdemos contato; e segundo, pelo ritmo frenético que as nossas vidas têm, muitas vezes não paramos para pensar nas ações que tomamos no dia-a-dia, podemos machucar pessoas com as quais convivemos sem mesmo nos darmos conta. A experiência me ajudou a adotar o hábito de diariamente passar uma hora inteiramente sozinho, refletindo sobre mim mesmo.
Filipe de Luca Hartje

A obrigação
A solidão positiva é caracterizada por um momento particular de crescimento pessoal através da reflexão. Para se chegar a ela não basta apenas ficar longe de pessoas e desligar seus dispositivos móveis e imóveis.
Quando me “desliguei do mundo” e fiquei sem fazer nada, as únicas coisas em que conseguia pensar eram em como organizar minhas atividades semanais e que precisa, no sentido mais próximo de obrigação, fazer um momento de reflexão.
O saldo de tudo isto é a certeza de já nos acostumamos a viver para o mundo. Prova disto é que mesmo sem poder criar coisas para o mundo só pensamos nelas.
Eduardo Rodrigues Maneira

Foi talvez por reconhecer que sou prisioneira da comunicação à distância para a comunicação geral que nem quis participar do experimento. Os compromissos são marcados por facebook; as notícias são acompanhadas por blogs e twitter; as conversas com as pessoas importantes para mim são por sms e facebook. Eu não gasto tempo vendo timelines. Seleciono atualizações de quem me interessa para receber. Mas se eu pudesse trocar, preferiria mil vezes ter aulas online, por exemplo, para poder gastar tempo presencial com as pessoas que eu amo. Dessa forma, acho que eu não trataria a situação como um vício em facebook, ou em mandar sms, mas trataria como uma necessidade de comunicação, que precisa ser satisfeita meio a muitas coisas para se fazer. Não é um vício no meio de comunicação. É que é o único meio mesmo. Ou, muitas vezes, o mais eficiente. Há épocas em que não consigo separar tempo para sair com os amigos, encontrá-los pessoalmente.     
Mesmo assim, valorizo o tempo comigo mesma, como uma das tarefas a serem cumpridas. De outra forma não consigo lidar com a quantidade de obrigações. Preciso refletir sobre tudo. Isso talvez aconteça devido à minha personalidade introvertida. Eu tenho essa necessidade de parar para refletir, procurar textos e músicas que possam acrescentar algo aos meus pensamentos.  
Talvez pessoas extrovertidas não tenham essa necessidade tão forte, mas se eu não paro para desembaraçar meus pensamentos eles me perseguem embaraçados e não me deixam estudar ou fazer qualquer outra coisa. São momentos curtos, mas essenciais estes separados: banho, ônibus, hora do pôr-do-sol e hora de dormir.  Portanto, eu sou dependente das redes sociais e do celular para a comunicação, o que talvez seja ruim, mas eu não vejo como mudar agora. Entretanto, isso pouco me prejudica nos momentos que eu separo para a “solidão saudável”.
Raquel Purin de Sousa

Uma pergunta que venho me fazendo há algum tempo é até que ponto chega a correlação entre a socialização moderna e a interconexão pela mídia manipuladora. Se há algo a ser discutido, é o modo como se trata da diferença entre a solidão, do inglês loneliness, e a solitude. Como não há consenso do significado dessas palavras, tentarei ser o mais claro possível. Pode-se imaginar que são termos equivalentes, porém compartilham uma drástica diferença. A solidão é uma espécie de isolamento emocional e representa uma doença psíquica, que se não tratada pode se tornar cronica. Já a solitude é o isolamento social que algumas pessoas têm necessidade, como um momento usado para reflexão.
Como seres humanos são criaturas sociais por natureza, o isolamento da sociedade afeta fortemente nossa saúde mental e física. Alguns de nós apresentam predisposição a enfraquecer as conexões sociais, preferindo atividades individuais ao invés de se envolver com os outros.
Ler, escrever e refletir profundamente exigem momentos de solitude, que nos estimulam a ser criativos. Eles nos renovam, para que possamos enfrentar os desafios por vir e voltar a comandar nossa própria vida. Também, temos outras perspectivas de análise para o que fizemos ou faremos.
Praticar esse tipo de atividade num mundo inter-conectado é coisa para poucos, motivo pelo qual o Prof. Diório, linguista na UTFPR, nos propôs seu experimento “Sócio-interacionista”: teríamos que permanecer 24 horas sem qualquer tipo de conversa virtual com nossos amigos. Como não sou muito fã de redes sociais, completei com certa facilidade a tarefa. Apesar de usar o Facebook para me atualizar, não fui prejudicado, devido à experiência ter acontecido ainda na segunda semana de aulas.
O fato é que vários foram os momentos de solitude, inclusive por ter sido numa tarde livre. Diversos foram os temas por mim analisados, mesmo sendo quase inconscientemente. Pensei na aula de Filosofia que tive pela manhã e em tudo o mais, que já nem lembro. Por ser uma experiência subjetiva, haverão de concordar que cada um obteria um resultado diferente. E foi isso que aconteceu. Alguns sucumbiram à vontade de mandar mensagens e outros sequer conseguiram concentrar-se numa reflexão, talvez por falta de vontade ou por terem achado desnecessário. Por minha vez, digo que é preciso prestar muita atenção para não acabar ultrapassando o limiar entre a solitude e a solidão, e ter a sensação negativa de isolamento.
Vinícius Henrique Sezanosky Pinto

Realizei a atividade proposta em sala de aula que consistia em permanecer vinte e quatro horas sem acesso a meios de comunicação interativos. Ao realizá-la, em nenhum momento acessei qualquer tipo de informação interativa, tendo concluído a mesma sem muitos problemas. Esta atividade me levou a concluir que, em nosso tempo e contexto social, a maior parte da informação que acessamos está de certa forma vinculada a esse tipo de meio de comunicação.
Geralmente, utilizo muito a internet para me manter informado, tanto sobre noticias quanto sobre atrações ou eventos em geral que possam me interessar. Gosto de me comunicar por mensagens ou por chat. estou acostumado a utilizar mecanismos instantâneos de mensagem pela praticidade e interatividade.Durante as horas da atividade, tive problemas em me comunicar com meus amigos, de me informar a respeito de eventos e atividades que poderiam ser do meu interesse e de acessar noticias. Estava planejando me encontrar com alguns amigos em um evento durante a atividade e não pude nem me comunicar com eles, nem acessar as informações sobre o evento. Esta dificuldade me gerou um sentimento de certa incapacidade e isolamento.
O tempo que antes eu destinava para acessar essas mídias, eu utilizei para adiantar alguns trabalhos e outras atividades. Apesar de sentir falta do acesso rápido à comunicação e à informação, não me senti muito reflexivo e não tive meu humor alterado. Já tenho o costume de dedicar um tempo para atividades solitárias, um tempo “para mim”, mesmo que não com muita freqüência. Costumo, às vezes, tirar um dia para ler um livro ou ficar algumas horas apenas escutando música, sem me conectar à internet ou trocar mensagens. Porém, só faço isso quando não tenho nenhum interesse, ou necessidade de me conectar.
Particularmente falando, talvez pelo tempo estipulado, a atividade não chegou a fazer eu me sentir completamente sozinho. Creio que a solidão na qual me encontrei durante a atividade represente mais um sentimento de isolamento do que algo emocional ou reflexivo. Porém, considero a atividade válida para avaliarmos o quanto de nossas vidas está vinculado com esses meios de comunicação. Acho que, quem não está acostumado com um tempo pra si pode tirar um bom proveito dela.
RAPHAEL SOMENZARI

Redescobrindo a Solidão Integradora, um Paradoxo Coerente
O fenômeno da comunicação e sua relação com o comportamento da sociedade, uma das temáticas mais importantes da disciplina de Língua Portuguesa, foi alvo de um experimento, do qual participei, realizado em algumas turmas do Ensino Técnico da UTFPR sob orientação do Professor Diório. A proposta consistia em avaliar até que ponto o tempo dedicado pelas pessoas a uma “solidão positiva” não estaria sendo prejudicado pelo excesso de interatividade por meios eletrônicos a que são submetidas diariamente.
Dessa forma, dividiu-se a experiência em 4 etapas principais: uma breve exposição dos objetivos do experimento e levantamento de hipóteses, a prática (24 horas sem comunicação virtual), o relato das vivências da prática em forma de questionário e conversa informal em sala com base em certa literatura sobre o tema e, por fim, a produção de relatos pessoais em forma de texto pelos alunos e a organização dos dados levantados para discussão.
Assim, o processo como um todo não se limitou às 24 horas de “martírio”, tempo considerado por boa parte dos alunos insuficiente para a obtenção de resultados relevantes. Mais do que isso, presumo que foram as 2 semanas “com a pulga (em algum nível) atrás da orelha” a principal causa de maiores reflexões e até mesmo vivências sobre o tema.
Nesta altura, cabe comentar que minha vivência pessoal da parte prática do experimento não revelou grandes surpresas, na verdade só fui dormir meia hora mais cedo. Já tenho o hábito de reservar algum tempo sozinho em meu dia quer para investigar minha própria subjetividade, quer simplesmente para curtir a tranquilidade e a comodidade de não precisar interagir com outrem (apesar das reclamações, desligo o celular mesmo). A isto se somou o fato de que, por serem em dias de semana, as 24 horas “off” já estavam quase que totalmente preenchidas por atividades durante as quais não me utilizo de comunicação virtual.
Por fim, avalio como positiva a atividade, visto que questões como o desinteresse da mídia e comércio pela solidão, a atual dependência da interatividade e os aspectos importantes da solidão humana desencadearam boas reflexões conjuntas. Paradoxalmente, talvez a solidão cumpra inclusive um papel integrador nas relações humanas. Até porque, muitas vezes é preciso que nos afastemos de algo ou de alguém para poder melhor enxerga-lo melhor e reconhecer seu valor.   
Daniel Havro da Silva

SOLIDÃO POSITIVA
Em relação ao experimento socio-interacionista, que consistiu em todos os alunos ficarem “24 horas off-line”, na tentativa de “experimentar” a solidão positiva, ou melhor, ter um tempo para si mesmo, considero-o positivo.
Na realidade, o dia estipulado foi em uma quinta-feira, porém acabei fazendo a minha experiência no domingo, o que foi até melhor, porque meus familiares tinham compromissos e fiquei sozinha em casa, eu e a solidão! Fiquei escutando músicas pensando na vida, estudei um pouco e tracei alguns objetivos para o próximo ano. Porém, em minha opinião, achei que o tempo estipulado foi relativamente curto para sentir-me solitária. Talvez se ele fosse maior, como comentado em sala, uma semana off-line, conseguiríamos resultados mais significativos para este experimento.
No entanto, em outro momento da minha vida eu me senti realmente solitária. Uma vez, eu a minha família viajamos para a casa da minha avó, e naquele tempo ela ainda morava em um sítio, literalmente no meio do mato. Passamos uma semana na casa dela. Como já mencionei, era no meio do mato, ou seja, sem internet, sem celular, porque só ficava fora de área, se você mandasse uma mensagem eu iria receber depois de uns três dias. Mas enfim, chegava ao final da tarde e não tinha nada para fazer, eu sentia uma coisa ruim, ficava angustiada porque não fazia absolutamente nada a não ser comer e dormir. Senti muita, muita falta do facebook. Ainda bem que agora a minha avó mora na cidade e não preciso mais sofrer deste mal.
Com isso, consegui perceber que quando estamos sozinhos (na solidão) e pensando, estamos simultaneamente no dois-em-um do diálogo sem som, você consigo mesmo, e para ser uma “solidão positiva” creio que o indivíduo deve ter seu outro eu, ou seja, sua consciência moral, como um amigo e não chegar ao ponto do diálogo contradizer-se, assim, pode-se ilustrar nos dizeres de Hannah Arendt, “não importa em que séries o pensamento se engaje; para o eu que nós todos somos, importa cuidar de não fazer nada que torne impossível para os dois-em-um serem amigos e viverem em harmonia”, caso contrário, se você não está em paz consigo mesmo, a solidão tornar-se negativa.
Enfim, mesmo não conseguindo resultados significativos neste experimento, o avalio como positivo, pois pude o comparar com outro que vivenciei e com os dizeres de Hannah Arendt, que nos mostra a importância do pensamento para a vida moral de cada indivíduo, pois cabe a cada um pensar e analisar, rever seus princípios, valores, credos, convenções com o intuito de conhecer a verdade a partir de seus próprios pensamentos, assim vê-se a necessidade de mudá-los ou não. E é com relação a tudo isso que avalio a solidão positiva como algo de grande importância para a vida de cada um.
Katiane Dalla Vecchia

EXPERIMENTO “SOLIDÃO POSITIVA”
Atualmente, no mundo agitado e corrido em que vivemos, é comum faltar tempo para tudo, até mesmo para si próprio. As consequências deste fato são enormes, afinal, nos tornamos escravos das informações vinculadas pelos meios de comunicação, na medida em que não dispomos do tempo necessário para digeri-las antes de assimila-las.
Pensar é um ato que por si só exige tempo e ambiente propicio, o que hoje em dia esta cada vez mais difícil. Não há melhor momento para pensar do que quando se está só, quando nos desligamos da agitação do mundo para, simplesmente, pensar, pensar e pensar.
Porém, a sociedade e as organizações chegaram a tal ponto de visualizar a solidão como algo negativo, sinônimo de retração, de isolamento. O “normal” considerado pela sociedade é estar rodeado de pessoas todos os dias, em meio à grande agitação, assim como afirma Tomei (2008) e Fortunato (2008), citando Katz (1996):
[...] é preciso aprender a ser só e parte da convicção de que nem sempre isolamento rima com sofrimento, ou seja, há uma solidão positiva. O autor prega o direito de não se comunicar, de não externar sentimentos e opiniões ou compartilhar momentos quando o mundo tagarela dos meios de comunicação exige justamente o contrário.
Essa “Solidão Positiva” é algo de que precisamos cada vez mais. Ter um momento para refletir e avaliar nossas ações diárias é extremamente importante, pois nos traz a possibilidade de mudanças construtivas sejam elas relacionadas à nossa personalidade e atitudes, ou à nossa capacidade crítica perante tudo o que nos é apresentado pelas mídias de hoje. Afinal, segundo Paz (1984), citado pelas autoras, “a solidão pode ser positiva na medida em que somente na solidão é possível uma ruptura com um mundo caduco e a criação de um outro novo. A solidão é a profundeza última da condição humana”.
O experimento realizado em sala objetivou fazer com que boa parte dos alunos buscassem a  experiência da chamada “Solidão Positiva”. O tema surpreendeu muitos, mas levou-nos a parar e perceber o quanto a sociedade e a tecnologia nos limitam em todos os momentos. Hoje em dia não vivemos sem internet, computador ou celular. Estamos o tempo todo conectados sem ao menos dar-nos conta; muitas vezes estamos ocupados demais para pensar e refletir sem interferências.
A proposta do experimento foi privar-se de toda a forma de comunicação virtual, via celular ou mensagens, durante 24 horas, com exceção para casos particulares. Deste modo, esperava-se que, em algum momento deste período, tivéssemos um momento a “sós consigo mesmos” onde pudéssemos pensar um pouco mais a respeito de nossa vida e de nossas atitudes, buscando soluções para os possíveis questionamentos encontrados.
Os resultados apresentados foram os mais diversos, porém, a meu ver, satisfatórios. Muitos foram aqueles que, por algum motivo, não conseguiram cumprir todas as 24 horas estipuladas e desistiram algum tempo antes. Outros sentiram dificuldade, mas realizaram todo o experimento. Alguns, ainda, não realizaram o experimento por motivos pessoais.  Apesar disso, todos os resultados foram válidos e demonstraram o quanto dependemos e somos influenciados por estes meios nos dias atuais.
Ao discutirmos sobre os resultados obtidos, pudemos perceber os vários pontos positivos do mesmo. Muitos perceberam que o ato de reservar um tempo para si é algo muito valioso e, de certa forma, prazeroso. Já outros reconheceram a grande importância que estes meios exercem em suas vidas (marcar reuniões, receber um aviso de ultima hora, etc.). Com relação à minha experiência, pude refletir sobre muitas coisas que passavam despercebidas no meu dia a dia, pensei no que poderia fazer para ser mais pontual e ainda aproveitei para programar minha semana.
O experimento, bem como o aprendizado repassado através dele, foram muito válidos, pois  permitiram-nos o contato com um tema relativamente recente e que passava, por vezes, despercebido em nosso dia a dia: a importância da Solidão Positiva. Agora, daqui pra frente, sabemos que reservar um tempo para ficar só, para pensar e refletir, é algo não só positivo, mas, sobretudo benéfico e transformador.
REFERÊNCIAS ADICIONAIS:
Vanessa Aline dos Santos

Acho sim que a minha geração é uma geração conectada, e que isso aumenta cada dia mais. Os momentos de solidão são cada vez mais raros, e os de reflexão também. Por isso penso que o experimento proposto foi bastante positivo, nos possibilitando um tempo “livre”. Apenas acho que o tempo foi pouco, apenas 24 horas, se fosse maior (uma semana talvez) os resultados seriam ainda melhores.
Em um primeiro momento, achei que o experimento seria muito difícil de se realizar. Mas com o passar das horas, parece-me que foi ficando cada vez mais fácil. No começo, mantive meu celular no bolso, e a todo o momento pegava-o com a intenção de mandar uma mensagem, depois lembrava das horas que deveria passar sem a prática, e guardava-o novamente. Depois de um tempo, passei a deixar o celular dentro da mochila, e não sentia mais esse ímpeto de usá-lo. Ao final do experimento, me sentia um pouco ais livre, sem a ansiedade que normalmente sinto com a espera das respostas das mensagens.
Ficar sem o celular foi mais difícil do que sem as redes sociais. Mesmo ficando algumas horas por dia usando-as, é com o celular que passo as 17 horas em que estou acordada, mandando mensagens e conversando com os amigos o tempo todo. Ficar sem poder ler o que me contavam foi difícil, principalmente quando usava o celular para ver as horas e lia “4 mensagens não lidas”.
Pela minha rotina ser bastante cheia durante a semana, acabei não tendo muitos momentos em que não tinha nada para fazer, mas sem o celular passei algum tempo a mais refletindo, sem as interrupções causadas pela vibração que anuncia a chegada das sms. Mas mesmo assim considero que o experimento teve um resultado muito bom, acabei percebendo que consigo, e com relativa facilidade, passar 24 horas sem celular e sem redes sociais. Que não sou uma total alienada como diz o meu pai.
Helena Resende Ribas

JÁ É COMUM
Já parou pra pensar quantos dos seus amigos não tem celular? Ou quantos não estão em nenhuma rede social? Ou ainda quantos não usam a internet regularmente?
Pois é, a resposta pra essas perguntas provavelmente será “nenhum” ou “pouquíssimos”, e isso se deve totalmente pelo o avanço da tecnologia e a acessibilidade de tal. Hoje em dia todos os jovens tem acesso a internet, e todos são “obrigados” a estar nas redes sociais simplesmente pra não ficar “por fora” do que acontece. Mas não podemos culpar ninguém por isso, pois já virou algo tão comum no nosso dia a dia, que não se é visto como um vicio maligno, e querendo ou não a nossa vida “virtual” já está totalmente interligada com o nossa vida “real”, por exemplo, os eventos do fim de semana são todos planejados, marcados nas redes sociais; as fotos da noite passada; até mesmo o parabéns e dito em tais redes;
Eu mesma, não participei do experimento proposto pelo professor, porque no mesmo dia eu iria participar de um evento, onde todas as informações estavam sendo ditas por facebook. Eu realmente gostaria de ter participado, mas a comunicação acontece por esses meios e chegamos a um ponto que é impossível ficar sem comunicação, já é comum, já é normal.
Temos cada vez menos tempo de viajar nos próprios pensamentos, ou viajar para um outro mundo através de livros, conversamos cada vez menos pessoalmente com as pessoas.
Pois é, as redes sociais tem muitos prós, nos permite estar conectado com todo mundo ao mesmo tempo, mas nos impede de ficarmos sozinhos com nós mesmos de vez em quando, isso é um contra, que vem junto.
Kesller Cristina Silva de Almeida

Enlouquecer
Nossa geração nasceu escrava da tecnologia. Acessamos a internet em qualquer lugar, mandamos mensagens a qualquer momento. E se pararmos de fazer isto, simplesmente nos isolamos do mundo, e esquecemos que também existe o corpo a corpo.
Não fiz a experiência porque não fui para a aula no dia e também porque não me imagino 24 horas off-line, 24 horas sem contato com o mundo.
Acho que eu enlouqueceria, sei que sou prisioneira da tecnologia, passo o dia mandando mensagens e acessando o facebook.
Não me imagino “vivendo” em uma solidão positiva, mesmo porque não acredito que a solidão possa se transformar em algo positivo. As vezes gosto de parar para pensar na vida, ler um livro, organizar minhas coisas, estar sempre rodeada de amigos. Mas parto do principio de que posso fazer isso sem deixar de lado o bom e velho celular, fiel companheiro de todas as horas.
Fernanda da Costa Machado

Solidão Positiva
Quando se pergunta a um jovem brasileiro o que ele pensa sobre a solidão a resposta, quase sempre, é negativa. A geração X e Y têm um medo e uma aversão à solidão muito grande. Eles estão o tempo todo conectados de alguma forma com o mundo. E nunca passam mais de uma ou duas horas interruptas sem se comunicar de alguma forma com alguém.
Um experimento ministrado pelo Professor Diório numa turma do terceiro ano da UTFPR colocou essa teoria à prova. Ele propôs que a turma inteira ficasse 24 horas sem uso de celular e internet. Ele acredita que esses são os dois motivos que fazem os jovens nunca se sentirem sozinhos.
Depois das 24 horas, os alunos foram reunidos e debateram sobre o assunto em sala de aula. A maioria dos alunos descobriu que ficar sozinho pode ser além de bom, produtivo. Alguns disseram que aproveitaram para arrumar o quarto, outros, simplesmente pensaram na vida em seu momento de solidão.
Existem estudos que indicam o lado positivo da solidão e esse experimento serviu para mostrar que realmente, em medidas pequenas, a solidão pode fazer muito bem para as pessoas, e principalmente os jovens.
Leonardo Winocur

SOLIDÃO COMO FORMA DE REFLEXÃO
A solidão, em certos casos, deve ser incentivada e ser vista como algo positivo e produtivo, assim como no contexto de Solidão Positiva abordado em sala de aula. Atualmente, recebemos uma enorme carga de informação a todo o momento, notícias de todo o mundo, opiniões de todos os tipos, cultura, ou a falta da mesma, vinda de todos os lugares possíveis de se imaginar. Essa sobrecarga tende a minimizar os efeitos da solidão, dos seus pontos positivos e negativos. Porém, não significa que a geração atual seja escrava da tecnologia e da mídia, da mesma forma que seria impossível afirmar que gerações anteriores eram escravas de cartas e telefonemas. Pode-se afirmar que existe uma dependência dos meios de comunicação e interação em massa, pois não existe uma maneira mais eficiente, que nos permita entrar em contato fisicamente sempre que precisamos nos comunicar com alguém, e se tal tecnologia existisse os efeitos da solidão seriam eliminados completamente, pois estaríamos sempre cercados de pessoas. Quanto ao experimento, eu participei e tive relativo sucesso, não foi um sucesso completo, pois precisei responder mensagens dos meus familiares, e em razão disso prolonguei o experimento para pouco mais de 24h. Posso concluir com base nessa experiência que sou muito apegado aos meios de comunicação existentes e senti falta das mensagens de texto que facilitariam todas as situações. Porém, posso afirmar que não sou necessariamente dependente desses meios de comunicação. Continuarei a utilizá-los, pois são práticos e cômodos e não porquê não consigo deixar de usá-los. Também manterei os meus momentos de reflexão e os momentos reais com as pessoas que amo e que estão próximas a mim.
Leonidas Lopes Filho

A necessidade de estar conectado
Hoje as pessoas criaram uma coisa que eu chamo de necessidade de estar conectado, é algo como se fosse um vício, algo que consome as pessoas, deixando-as ansiosas, impulsivas, nervosas, inquietas, é como se fosse uma luta consigo mesmo, uma obrigação de olhar o facebook, de escrever alguma coisa no twitter, de postar algo no tumblr.
Meu professor de Português me lançou um desafio, passar 24 horas desconectado. Isso pode soar simples, “há, o que são 24 horas” porém, se você estiver em um estágio de conectividade elevado, não será tão simples assim. Como eu já tenho um hábito de passar algum tempo sozinho quando vou acampar, não entrei nessa onda, porém vou lhes falar sobre minhas experiências. Ao estar sozinho, numa floresta, em frente a uma fogueira, o melhor que eu poderia fazer era pensar, pensar sobre o que? Sobre tudo, sobre nada, sobre a vida, sobre mim, sobre os outros, sobre coisa, objetos, pensar sobre pensamentos, teorias, enfim o pensamento é algo magnífico, pois para ele não há barreiras, ele vai alem e alem, e o impressionante é que tudo isso num piscar de olhos, ou simplesmente em uma noite.
As pessoas estão tão ligadas a tudo que esquecem de uma coisa que nos da jus ao nome ser humano, que é o ato de pensar, mas não é um pensar como “o que vou fazer hoje a noite” mas sim um pensar diferente, um pensar reflexivo, um pensar sobre as coisas, e como estamos tão acostumados a tecnologia, acabamos por não pensar e simplesmente perguntamos a ela.
Guilherme Augusto Silva Surek

Vícios e Necessidades
Ao realizar o experimento de privação de mídias sociais e tecnologias, tive a proposta de passar 24 horas totalmente afastado do meu smartphone, comutador, email, SMS, etc. Por algumas horas pude perceber o quão interessante é ter mais tempo livre. Senti que eu fiquei mais produtivo. Durante as horas em que estava no meu estágio no Banco do Brasil, acabei as funções que levaria um dia para executar em pouco mais de uma hora. É importante saber se desligar do mundo virtual para realizar algumas funções no mundo real. Apesar de já ter a consciência disso, achei o experimento muito válido.
Acho que um dia todos nós deveríamos experimentar períodos mais longos sem acesso a internet e às novas tecnologias. O experimento despertou em mim esse desejo e num futuro próximo espero vir a enfrentar essa situação. Terei mais tempo para ler, pensar, conversar com meus amigos(pessoalmente), namorar...
Apesar da válida experiência, em um mundo cada vez mais conectado, é muito difícil se desligar. Estar afastado da tecnologia implica ser difícil de atingir, indisponibilidade. Dificulta contatos, sejam eles de amigos, profissionais ou até mesmo familiares. A rede social mais utilizada pelos brasileiros na atualidade, o Facebook, já passou a marca de 1,5 bilhão de usuários. Não participar de um meio onde tantas pessoas estão inseridas dificulta muito a comunicação e resulta em pessoas ‘ilhadas’ da sociedade. Totalmente isoladas.
Não consegui cumprir as 24 horas e apesar de me interessar pela experiência do isolamento, fiquei muito feliz em viver em uma época onde a comunicação é tão facilitada pela tecnologia. Talvez por ser muito comunicativo e a todo momento estar vidrado no meu celular, lendo livros, sites de notícias, redes sociais, etc. tenha sido muito mais desafiador para mim. Confesso que não resisti e tive que responder um SMS. Sou viciado, sim. Mas também uso da tecnologia para que com a quantidade de informação que adquiro, não me torne fútil e superficial.
Luiz Gustavo Agostinho Franco Bueno

Em nossa rotina mal percebemos o quanto estamos a todo instante ligados com a tecnologia, isso se tornou tão comum que não notamos o quão depende estamos. Não temos um tempo apenas para nós mesmos. O fato de não conseguirmos e nem tentarmos ficar sozinhos, talvez seja por medo da solidão. Mas nunca paramos para pensar que talvez exista uma solidão positiva, uma solidão na qual podemos tirar um tempo somente para nós mesmos, seja para ler um bom livro, um tempo para pensarmos um pouco na vida, descansar ou até mesmo ouvir uma música.
Quando o professor Diório propôs esse experimento de “desligar-se” por 24 horas logo pensei em não realiza-lo, pois saberia que não seria fácil. Analisei melhor e aceitei o desafio, confesso que não foi nada fácil ficar 24 horas sem poder mandar mensagens para alguns amigos ou até mesmo acessar o facebook para saber das novidades, pois são costumes que já fazem parte da minha rotina. Por outro lado tive um momento só para mim, episódio que não ocorria há um bom tempo. Esse experimento também me fez enxergar como é bom podermos estar conectados aos nossos amigos mesmo eles não estando perto,  visto que a solidão só é positiva quando se é visitada uma vez ou outra, mas não é uma boa ideia adota-la como morada.
Jayne Caroline Souza Skrepka

Solidão ou comunicação ?
Não é necessário que nos mostrem pesquisas e dados estatísticos para termos noção do tempo que as pessoas passam conectadas à internet, seja pelo computador, celular ou qualquer outro dos vários aparelhos que possibilitam navegar. Além da utilização cada vez mais ativa dos meios de comunicação em massa, como por exemplo as redes sociais.
É nossa realidade, mandar mensagens pelo celular durante as aulas ou mesmo em uma reunião, conferir emails e estar antenado no que acontece no Facebook, Twitter e afins. Estar constantemente conectado é a lei não só da nova geração mas de todos que precisam se comunicar, profissional ou pessoalmente.
Percebendo essa realidade, o professor Diório chegou à conclusão de que os jovens de hoje, não sabem o que é solidão e ter um tempo para refletir. Então ele propôs um experimento empírico: ficar desconectado durante 24 horas, sem ao menos mandar SMS. Particularmente foi uma tarefa muito difícil, tanto é que não durou nem duas horas para o primeiro SMS ser enviado. Meu namorado está morando em Ouro Preto e na correria do dia a dia às vezes não sobra tempo de conversar, o que resta é mandar mensagens. Não consegui segurar e falhei com experimento.
Há estudos com embasamento científico que mostram que a solidão é benéfica quando controlada. Que isso proporciona ao indivíduo tempo para refletir sobre os mais diversos assuntos e obter crescimento. O estudo nomeia o tema como Solidão Positiva e a referência no assunto é o autor Chaim M. Katz.
Porém, obviamente essa solidão não é o objetivo da indústria de consumo e da cultura de massa que lucram e são mantidas pela comunicação integralizada em rede. A solidão é um obstáculo para existência das empresas.
O experimento deixa de ser empírico pois há estudos sobre isso. Concordo que é bom ter momentos de reflexão e se desconectar um pouco da internet. Poder interagir com a família e amigos é muito importante. O contato humano é indispensável ou mesmo um tempo para fazer o que gostamos.
Juliene Pereira

Vinte e quatro horas costumam passar mais rápido quando se está conectado com o mundo através de diversas tecnologias. Percebi isso quando fiz o experimento sugerido pelo professor, ficando das 18 horas de quinta-feira até as 18 horas e sexta-feira sem entrar em internet e sem usar o celular para mensagens de texto. Como já me era esperado, a abdicação de mandar torpedos foi o que mais me “castigou”, a internet não foi problema, pois nunca fui um daqueles que se conectam diariamente. Costumo passar praticamente o dia inteiro conversando via SMS com mais de uma pessoa. Porém, minha expectativa era de um sofrimento maior. Apenas duas ou três vezes me vi com uma necessidade extrema de ler as mensagens recebidas. Nesses momentos lembrava de que avisara as pessoas com quem costumo conversar que iria estar “desplugado” por essas vinte e quatro horas, então não haveria problemas. Apesar de ter sido menos doloroso do que era esperado, quando o tempo do experimento acabou me apressei para responder as mensagens de texto.
A parte que fugiu mais do meu cotidiano foi quando me deitei para dormir, costumo sempre usar o celular alguns minutos antes de adormecer. Sem o aparelho, dei-me um tempo para pensar na vida, o que fazia tempo que não fazia. Senti a diferença em ter esse “tempo pra mim”, embora ele tenha durado muito pouco, até eu cair no sono.
Leonardo Franco Valente dos Santos
                                        
Desconectando a mente
Vivemos no mundo da internet. Acordamos e entramos no facebook para ver quantas notificações temos e vamos dormir mandando um “boa noite” a alguém que apenas conhecemos no mundo virtual. A experiência de ficar um dia sem contato virtual nenhum foi muito difícil porque temos acesso em praticamente todos os lugares. A princípio eu achei algo bem negativo, mas após algum tempo percebi que poderia utilizar o tempo em outras atividades que eu gosto mas que não realizava há algum tempo. Não deixei de pensar no facebook completamente e mesmo com vontade de acessar um pouquinho, resisti ao “vício”.
A experiência foi interessante e pude tirar um tempo só e de reflexão, me focar em outras atividades e ficar um tempo a mais com meus familiares. Faria novamente a experiência, mas não sempre, porque a internet faz realmente parte da nossa vida.
Pâmela Kieuteka

Equilíbrio
Quando pequena, ainda não tinha muita noção do que era estar “conectada”, apesar de chamarem a galera da minha idade de geração Y, não nasci adaptada à tecnologia. Com esse “novo mundo” fui crescendo, me adaptando; cada vez mais ouvia falar em pessoas viciadas na Internet, mas não achava que isso poderia ser uma coisa grave, achava que as pessoas estavam exagerando. Ganhei meu primeiro computador, e então, passei a entender o que os outros diziam. Sim, acabei entrando nesse vicio. Achei na Internet meios muito mais fáceis de me comunicar com os outros do que ter uma conversa cara a cara (o que era uma dificuldade imensa a mim, na época, a timidez me consumia).           
Mas ai, esse mundo novo me dominou, meu rendimento escolar caiu, e minha mãe pirou. Fiquei sem computador, os livros passaram a ser meu mundo. Terminado o bimestre, as notas voltaram ao normal, meu computador voltou pra mim, mas percebi que tudo tem limite, e que não podia me isolar do mundo físico. Assim aprendi o equilíbrio entre o mundo real e virtual, e desde então não ligo de não estar “conectada” por algum tempo.
A experiência proposta - de ter que ficar 24 hrs sem o meio virtual - , só me fez relembrar quando a minha história com a Internet começou e me fez refletir que tudo tem sua dosagem certa para funcionar com êxito.   
Bruna Santos Colaço

Fugindo da solidão
“Os jovens de hoje em dia não sabem o que é solidão”, foi a conclusão que o Profº Diório teve ao realizar esse experimento, e acredito que esse não é o primeiro momento que me deparo com esse questionamento.
Hoje em dia, muitas pessoas sem encontram dependentes de diversas coisas, de vícios que muitas vezes são imperceptíveis para essas pessoas, por não chegar a afetar diretamente o organismo, como drogas, cigarro, álcool, mas que servem como um ótimo instrumento para evitar que esses indivíduos não se sintam solitários, e a redes sociais, as mensagens via SMS se encaixam perfeitamente como um desses vícios.
Por natureza que o homem tende a viver em comunidade, longe da solidão, pois isso o torna mais feliz, e estar só, para pessoas que têm um psicológico mais fraco, os tornam muito suscetíveis a tristeza, e isso por ter como consequentemente, doenças muito comuns na sociedade de hoje, como depressão, síndrome do pânico, etc.
Houve uma período da minha vida que não podia me ver longe das redes sociais, do MSN, de games online, onde sentia uma aflição quando ficava privado, mesmo que por poucas horas, de entrar em contato com pessoas através do mundo virtual, e isso perdurou até o momento que me vi dependente de toda essa interatividade, que aquele mundo novo que me era apresentado, tornou-se um vicio para mim. Porém, quando tive a oportunidade de me apegar a uma religião, essas inúmeras coisas que eu era dependente, já não me eram mais necessárias, pois aquele vazio que sentia dentro de mim, aquele medo me estar solitário, hoje, encaro com muita tranquilidade, pois a paz interna que sinto por crer em um Deus, já é muito maior.
Por isso realizar esse experimento, não foi nenhum pouco difícil para mim, pois já fazia isso e ainda faço, para poder refletir sobre mim, e poder discernir com maturidade as melhores escolhas que devo fazer em minha vida, diferente de boa parte das pessoas que ainda se encontram escravas de muitas coisas, que apenas não passam uma fuga da solidão.
Muryel Ovídio M. M. e Pereira

Solidão Saciada de Forma Solitária
A questão é que seres humanos foram programados para viver em comunidade, sempre que isso é contrariado, instintivamente tendemos a procurar por companhia, seja virtual ou não.
Com o advento da internet, comunicação via celular, providos pela alta tecnologia, possibilitou um preenchimento da solidão, com as redes sociais e envio de mensagens, o que acabou por tornar as pessoas mais individualizadas, pois ninguém marca um encontro para envio de sms ou patê – babo online, essas práticas acontecem solitariamente. E essa solidão é percebida quando paramos para analisar ou ficamos realmente sozinhos, pode ser devido à falta de bateria do celular ou estar em uma área sem cobertura de sinal onde você permanecerá um longo tempo, mero acaso, já que a atitude de reflexão simplesmente por querer raramente acontece.
A experiência realizada de privação de interatividade virtual proposta pelo professor Diório de português da UTFPR durante 24 horas, possibilitou a percepção desta solidão, da qual nossa geração, Y, está eminentemente escrava.
Tal experiência não foi de cunho difícil, o que para outros foi justamente o contrario, essa facilidade foi devido ao processo de que eu não sou “ligada” em tecnologia. Sem demagogia, mas eu realmente conseguiria viver sem internet ou telefone celular, já que tive uma experiência parecida, pois uma vez aprontei e fiquei dois meses “enclausurada”, detalhe era nas férias, fiquei sem celular e internet e sem sair...
O que me incomodou um pouco foi a fato de NÃO poder mandar uma mensagem ou utilizar a internet, uma situação imposta da qual estava recordando-me a todo instante, não Flávia você não pode por 24 horas.
O fruto colhido foi à comprovação da minha opinião em relação à interação virtual, em que pessoas estão buscando saciar sua solidão de uma forma solitária, como desabafos em redes sociais sem ao menos perceber o quão solitárias se encontram e como as pessoas não utilizam a solidão de uma forma positiva, para reflexão.
O ponto é que a tecnologia possibilitou interação, facilidade na comunicação, dispersão das informações a velocidade da luz, porém ela trouxe também a solidão e a falta de solidão para reflexão.
Flávia Mariane Wrubel Marchiori

Quase que um dia normal
A maioria das pessoas hesita em ficar um dia sem utilizar objetos eletrônicos em busca de um momento reflexão, porém realizar esta experiência diferenciada não foi tão complicado como parecia. Entre os motivos para esta maior facilidade pode-se citar : o fato de meu dia-a-dia não ter mudado muito, pois foram dois dias corridos de aula e  as distrações além dos eletrônicos (livros, cartas de Magic, etc...).
De vez em quando eu já tinha tempo para esses momentos de reflexão, porém devo admitir que durante o tempo no experimento eu tive muito mais tempo para pensar na vida, no magic, na comida, no jogo novo do professor Diório e até em comprar o seu livro! (só que não, se eu tivesse mais dinheiro pelo menos). Não sei se foi inclusive por isso que aumentaram um pouco das brigas com a minha mãe, pois ao invés de trabalhar tinha vontade de ficar o dia inteiro deitado sem fazer nada. Apesar deste aspecto ruim, acredito que foi uma experiência interessante e também acredito que isto não mudou muito a minha vida, pois no dia seguinte voltei a ter um dia normal estressante.
Paulo Otavio Panichek Ribeiro

Tudo começou na aula de português, quando o professor Diório sugeriu um experimento: 24 horas sem mandar mensagens e sem entrar em redes sociais. Particularmente, não foi difícil durante o dia, pois estudo o dia inteiro. Porém quando cheguei em casa, depois da aula, deu aquela vontade de mexer no computador. Mas, decidi passar um tempo com a minha família, ficamos na varanda conversando e foi muito legal. Assim percebi que estava perdendo de passar um tempo de qualidade com a minha família para ficar na internet. Depois de ficar junto com eles, separei uns minutos para pensar sobre a minha vida.
Hoje nós estamos tão cheio de atividades, que não temos tempo para pensar sobre a nossa vida. Seria bom se nós separássemos todos os dias alguns minutos das nossas vinte e quatro horas para refletir, pensar sobre algumas atitudes e sobre o futuro.
Concluí as vinte e quatro horas e foi muito interessante fazer esse experimento, pois obtive lições importantes com ele!
Thais Caroline Graff 

Experimento Socio-interacionista - Técnico em Mecânica – T51 – 6º período


Solidão Positiva
O intuito de provar um pouco da “solidão positiva”,que muitos psicanalistas descrevem como um momento de reflexão,um tempo só para pensar,foi comprovado com 24 horas off-line.
Ficar sem internet e mensagens no celular não é um bicho de sete cabeças para mim. Não senti nenhuma falta.Tenho sempre o costume de refletir sobre meu dia durante o trajeto de ônibus até em casa.As perguntas que mais vieram a minha mente foram “como?Por quê?” .A primeira coisa que veio a minha cabeça é “qual o meu destino?”,o que irei fazer da minha vida e como que eu irei aplicar tudo o que eu aprendi na escola.Como tudo que está a nossa volta consegue se manter em equilíbrio.Em um segundo momento comecei a olhar para o mundo ao meu redor,como que as coisas funcionam.Pensei também na comodidade do povo brasileiro.
Eu tentarei fazer esse experimento mais vezes,para tentar se desconectar um pouco e aproveitar melhor o meu tempo livre.
Régis Vinícius de Mello

Um dia após o outro
Comecei o experimento assim como o combinado e me mantive firme até dormir. O objetivo de ficar off-line não foi tão difícil de se manter, já que fico o dia inteiro fora praticamente. Costumo chegar em casa tarde da noite e já cansado, não tenho tempo para coisas supérfluas, tais como ficar perdendo tempo no facebook ou tuitando resumo de obras. Minha disciplina não foi tentada nem um pouco durante esse período. Porém, ao acordar com o despertador do celular notei que havia uma mensagem. Estava eu em baixo estado de consciência, acabado de ter meu tranquilo sono restaurador trucidado por um aparato barulhento chamado despertador, quem me lembrava mais do experimento. Li a mensagem, e só quando já estava no CEFET lembrei do que o professor havia dito na sala de aula. Depois pensei: “Ah, é o Diório mesmo, não vai fazer mal nenhum não ter cumprido com a meta”. Passei o resto do dia trocando mensagens com meus amigos pensando que falhado uma vez não adiantaria mais continuar off-line.
Raul Yukio Harada

Relatorio 24 horas off line
Sexta-feira 07/12/12.
12:00-13:00: Primeira hora sem a conectividade, sem problemas, almoço com os amigos no restaurante universitário da UTFPR.
13:00-15:30: Sem nenhum problema quanto a falta de conectividade, por estar em horário de aula.
15:30-15:50: Intervalo, me encontrei com alguns amigos na arquibancada da quadra externa e lá conversamos até a hora de ir novamente para a aula.
15:50-17:30: Aulas e novamente, com a cabeça ocupada, não houve problemas quanto a falta de celular.
17:30-18:30: Ida de ônibus do centro até a academia Chute Boxe Sniper no bairro Vila Oficinas, ouvindo musica, mas sem mandar mensagens, nesse meio tempo senti a falta de conversar com alguém ou de mandar sms, mas ouvindo musica, passou rápido.
18:30-19:00: Inscrição e pesagem para a luta e programação das lutas.
19:00-20:00: Preparação (aquecimentos, alongamentos e concentração) para a luta e expectativa para o inicio da minha assistindo outras lutas
20:00-21:00: Entre esses horários entrei no ring, inicio um combate de Muay Thai em 3 rounds de 5 minutos, venci por pontos em decisão unanime dos juízes, ao fim do combate recebi a medalha e ao fim do GP fui comemorar e dizer aos amigos via SMS e Facebook, quebrando assim o proposito da pesquisa.
Kelvyn Gomes dos Santos Servo

Tempo para pensar
Ficar sem internet ou contato com outras pessoas por meio da tecnologia não é uma novidade para mim, faço isso com frequência inconscientemente, vezes por não ter créditos ou por não ter vontade mesmo.
Mas de toda forma ficar sem o contato com eletrônicos é uma coisa boa, traz apenas vantagens, além de ser um vicio para alguns, você tem um tempo para pensar e reflectir sobre a vida, como é o propósito do tema.
Nesse tempo que eu fiquei sem contato com a internet ou pessoas virtualmente eu sai, assisti televisão, joguei video game, foi bem tranquilo, realizei a experiência sem muito esforço.
A idéia do professor Diório veio com uma boa intenção, é algo a se pensar o fato de ficar sem conectividade por um tempo, se deparando apenas consigo mesmo e mais nada ou ninguém, colocar as ideias em ordem, dar um tempo para você e sua cabeça, gostei de participar, realizaria ele novamente com certeza, mesmo que sem querer.
Yohan de Mello Uhdre

21/12/2012 e a Comunicação Virtual
Descubra a relação de um experimento simples com o fim do mundo
O experimento, que consistia em estar por 24h desconectado do mundo virtual, não foi realizado por mim de tal maneira a alcançar seu alvo, mas consegui concluir algumas coisas. Desde o início, às 18h00, até as 23h00 do mesmo dia, quando eu dormi, não tive quaisquer problemas relacionados ao experimento. Ao acordar acreditei que continuaria a ser fácil cumprir o “pacto”. Porém, às 9h00 recebi uma mensagem de um amigo, pensei em não abrir, me contive por algum tempo, mas sabia que a mensagem estava relacionada com o final de semana e tive que olha-la e responde-la. Como haviam sido apenas três mensagens, pensei que continuar o experimento a partir daquele ponto não seria problema. Até ás 13h00 não havia me conectado com o mundo virtual, porém, recebi uma mensagem de outra pessoa, quando eu ia abri-la, meu amigo retirou com força o celular da minha mão e só me devolveu após longos 10 minutos. Com o aparelho em mãos, abri e respondi a mensagem rapidamente sem que o meu amigo se desse conta. Depois deste episódio desisti de vez do experimento e aprendi que a desconectividade é algo difícil de ser alcançado, mesmo sendo apenas 24h, e que o dia em que as companhias de telecomunicação falharem por um longo período “o bicho pega” e o mundo acaba.
Leonardo Moura de Abreu

Desplugados
Esse mês foi feito um experimento pelo professor Diório, de Linha Portuguesa 6 no Câmpus UTFPR Curitiba, com os alunos do Ensino Médio Técnico. O Estudo teve por objetivo mostrar a dificuldade que os jovens da “nova geração” apresentam ao ficarem desplugados, com a intenção de se manterem solitários e pensarem na vida. Seria um tempo para si.
O experimento consistiu em os alunos, aqueles que pudessem e que gostariam de participar, ficarem um dia inteiro sem acesso à internet, redes sociais, jogos online e mensagens de celular, salve os casos com extrema necessidade, por exemplo trabalho.
A experiência que tive foi muito boa, pois pude ver que tenho tempo para pensar e refletir sobre eu mesma e o mundo, e que tenho feito isso também. Porém devo confessar que fracassei. Embora fosse de uma necessidade, fiz de forma incorreta. No dia seguinte, passando-se 19 horas invictas, enviei uma mensagem SMS à minha amiga perguntando qual era a sala da aula. No momento em que mandava o torpedo, lembrei-me da promessa e tentei cancelar. Passado 1 minuto recebi a resposta. Incrível como realmente funciona essa tecnologia, pois o sinal era fraco e cancelei enquanto dizia enviando.
O que pude perceber é que é difícil de se desprender dos costumes e do conforto que os aparatos tecnológicos de comunicação e expressão em massa nos oferecem. E que nos sentimos muito sozinhos se não conseguimos acesso a isso. Desde pequenos fomos acostumados a ver a solidão como algo ruim, depressivo e incompreensível. Contudo, dizem especialistas, há a solidão boa, que nos faz pensar, refletir e ter um tempo de privacidade com nós mesmos, conhecer nossa mente e corpo, e refletir sobre os atos e a moral.
Pode-se resumir os resultados em algumas palavras: impossível ficar desconectado, difícil ficar sozinho, complicado demais refletir, boa experiência e proveitosos resultados.
Fernanda Splett

Sem conexões
Após uma semana sem conectividade, tive algumas experiências com a chamada “Solidão Positiva”, conhecida por trazer benefícios ao indivíduo que a experimenta, ajudando-o a ter maior clareza na hora de tomar decisões, aprendemos a conviver melhor conoscos mesmos e com os  outros que estão ao nosso redor.
Apesar de já ter momentos nos quais fico apenas junto de meus pensamentos, isso se evidenciou neste tempo em que me distanciei das redes sociais e de formas rápidas de comunicação, como e-mails e mensagens via celular. Neste período, minha produtividade aumentou bastante, minha atenção ficou melhor e pude redescobrir minha criatividade para ocupar o tempo no qual costumava desperdiçar frente à tela do computador sem fazer absolutamente nada de muito produtivo.
Também consegui refletir muito sobre diferentes assuntos, que normalmente deixo de lado por considerar sem importância. Solucionei problemas, ganhei alguns dilemas e impasses, além de ter um aprendizado maior sobre mim mesmo. Acredito que esta tenha sido a maior vantagem, pois além de simplesmente me redescobrir, conheci melhor meus defeitos e medos, e encontrei meios de superá-los.
Por fim, pude concluir o quanto é bom ter um momento consigo mesmo, mas sem deixar de viver em sociedade. Mas se souber como utilizar desta solidão, consegue-se organizar muitas coisa em sua mente e em sua vida.
Esta experiência acrescentou muito em minha vida e a repetiria sem problema algum, e aconselho à todos que tirem um tempo para si mesmos para se conhecer melhor.
William dos Santos Peddinghaus

Status: Ausente.
Nossa geração cresceu cercada pelos avanços implacáveis da tecnologia, e para nós, jovens, parece quase impossível se manter desligado do mundo virtual.  No experimento realizado pelo professor Diório e seus alunos, pode-se perceber que nosso impulso de se conectar é espontâneo, automático. Não sabemos ficar nem mesmo 24 horas sem utilizarmos as famigeradas redes sociais ou até mesmo das mensagens de texto com planos que nos encantam pela facilidade de acesso. Afinal, nos dias atuais, temos acesso ao mundo, na palma de nossas mãos e com apenas um toque, que acabamos nos tornando escravos dos meios de comunicação.
Eu, particularmente, não participei do experimento, mas por intermédio dos depoimentos dos meus colegas pude observar que muitas vezes o objetivo foi quebrado por desatenção ou apenas pela força do habito. Vivemos tão ligados à ideia de estarmos sempre tão próximos da informação, que quando nos mantemos afastados, essa situação acaba nos perturbando.
Existe, é claro, o lado bom da experiência. Manter-se desconectado nos abre um horizonte repleto de diversas oportunidades de entretenimento e um certo desprendimento com a rotina. Mas, por outro lado, hoje em dia é muito complicado nos mantermos “ausentes”, afinal, estar desligado do mundo virtual ou até mesmo sem comunicação fácil, é praticamente impossível na agitação cotidiana.
Stela Maziero Gazabine

Desconectados? Talvez.
A necessidade excessiva dos meios de comunicação por parte da população mundial, sobre tudo a internet, vem se tornando um sério problema para a sociedade, uma vez que a vida passa ser algo essencialmente digital, e o convívio entre as pessoas, característica presente desde os primórdios da humanidade, vai sendo colocado em segundo plano.
Tendo em vista que esse problema assola, em sua grande maioria, a população mais jovem (isto devido ao forte avanço tecnológico-informático nesta última década), foi-nos proposto, turma T51, sexto período, UTFPR, para que pudéssemos refletir sobre essa vida digital, um experimento. Esse consistia em deixarmos de utilizar os meios de comunicação internet e celular (este exclusivamente em situações de mensagens de texto), durante um dia inteiro, com horários determinados, para que pudéssemos descobrir a diferença que isto faria, ou não, em nosso dia. O período de tempo selecionado foi do dia 6 de dezembro, às 18hs, ao dia 7 de dezembro, também às 18hs, totalizando assim as vinte e quatro horas.
A participação da turma no experimento não foi totalizada em 100%, porém a grande maioria participou e o concluiu de forma satisfatória, incluindo nesta lista eu, Evandro Santiago. Os resultados por mim obtidos não foram diferentes dos esperados. A internet, ou celular, não são instrumentos de extrema necessidade para mim. Já vivi, algumas vezes, situações nas quais estive completamente desligado de qualquer meio de comunicação, inclusive televisão e telefone. Aqui, o único problema visível, com o grande número de informações que percorrem estes meios, é que foi um tempo no qual estive completamente desinformado sobre qualquer acontecimento do mundo ao redor. Não digo que internet não é algo importante para mim, pelo contrário, utilizo e muito, sendo em redes sociais ou sites de informações. A não dificuldade em concluir o experimento pode residir exatamente nisso, o fato de já ter realizado isso antes, e em períodos de tempo consideravelmente maiores. Talvez, resultados mais expressivos pudessem ter sido obtidos se tivéssemos mais tempo.
Durante o tempo livre que tive, pude aproveitar para ler um pouco mais, ou ainda, pude sair e ir a lugares onde não teria ido se tivesse acesso à internet, que, porém, visito com muita frequência, por isso não senti grande diferença. Acredito que a experiência foi inteiramente válida, pois, para mim pode não ter feito muito efeito, entretanto, em outras pessoas, esse efeito pode ser sentido. Essa necessidade de reservar algum tempo para si mesmo, de estar sozinho, e utilizar esse tempo para realizar algum tipo de atividade diferente, seja lendo, pensando, ou até mesmo dormindo é extremamente necessária para o melhor desenvolvimento do ser humano como pessoa racional. Repetiria, com certeza, o experimento.
Evandro Lima Santiago

Um dia offline
Como o objetivo do trabalho (entendido por mim) era passar 24 horas sem conexão nenhuma com internet, sms e afins, após um breve momento de reflexão, percebi que, no meu caso, o experimento praticamente não produziria resultados muito significativos, já que das 24 horas do experimento, 10 horas seriam dormindo, 6 horas seriam na Universidade, sobrando assim, 8 horas no dia, distribuídas praticamente em 3 ou 4 horas de leitura (1 hora dentro de ônibus e 2 ou 3 horas em casa), 2 ou 3 horas ouvindo poadcasts ou música ou mais tempo com leitura ou um filme ou na internet mesmo (o que é um período muito pequeno).
Gustavo Motonori Tsuboi
   
Conectados?
O orientador pensou no experimento de “se desconectar” após refletir sobre como a dita atual geração está em um permanente estado de “não-solidão”, pois encontra-se continuamente conectada (através de protocolos HTML, SMS, etc..) com seus amigos, conhecidos, e muitas outras pessoas. O autor deste textículo (veja bem, textículo com “x”) não pôde cumprir com a proposta de se manter desconectado, entretanto, já experimentou o que significaria estar continuamente conectado e diz que: Nunca estivemos mais solitários.
O que inicialmente foi concebido como um sistema de comunicação voltado para o profissional (mensagens de texto instantâneas via internet) tomou proporções absurdas, ao ponto de se tornar boa parte do contato entre as pessoas. Por mais que estejamos conectados com os outros são tantas pessoas em um intervalo curto de tempo e tamanha overdose de informação fazendo com que a mente humana não consiga lidar com tudo isso como deveria, acabando por interpretar errado e manter o nível da conversa tão supérfluo quanto a conexão existente entre os interlocutores. Seria como tentar compreender a emoção de um “Eu te amo” enviado por SMS do mesmo jeito que compreenderia se este fosse dito ao vivo, da mesma maneira que quem enviara tal mensagem talvez não tivesse a dito ao vivo. Ou seja, a maioria das conexões mantidas pela tecnologia estão limitadas a caracteres, resultando em interpretações erradas e superficialidade. Inclusive, a conexão com as outras pessoas se tornou tão superficial que acabamos sem conseguir compartilhar de verdade nossas emoções mais profundas, somente mensagens de texto. Mas se estamos tão sozinhos, onde estão os benefícios da reflexão pessoal? Os mais conectados podem já nem conseguir tempo para tal, já que estão minimamente ligados com pessoas demais o tempo todo, implicando em não ter um instante nem para si próprios. Há informação inútil demais e não conseguimos lidar com ela. Há pessoas demais e não sabemos nem quem importa mais para nós. É uma geração tão conectada com o supérfluo a ponto de ter se desconectado do que é realmente importante, onde estão todos juntamente sozinhos e talvez sem nem ter tempo para refletir e perceber: “Meu Deus, o que estou fazendo da minha vida?”
Luiz Eduardo Narahara Perotti

Na velocidade da comunicação
Tendo em vista a forte dependência social que a sociedade moderna no geral tem das redes sociais, o professor Diório propôs o seguinte desafio à nossa turma: passar 24 horas sem utilizar qualquer meio de comunicação via internet ou celular.
Particularmente, não participei do experimento, e presumo que tampouco conseguiria terminá-lo com sucesso, assim como a grande parte dos meus colegas de sala. As conclusões que podemos tirar do experimento desse seleto grupo de pessoas da sala pode também ser usadas para definir a sociedade atual como um todo: não sabemos mais viver sem estar conectados a todos a todo momento. Podemos claramente perceber isso, por exemplo, na indústria de informação e comunicação. Produtos que oferecem maior conectividade, que despejam informações fáceis e rápidas, muitas vezes inúteis e desnecessárias, são os que mais vendem. Essa interação excessiva nos torna ávidos à pertencer ao todo, muitas vezes deixando a singularidade própria pessoa de lado, ou seja, temos tempo demais para os outros e nossas atividades inúteis, e pouco tempo para nós mesmos. Não que a interação social com as pessoas não seja importante, bem pelo contrário, mas ela está danificada e perdendo seu sentido. Dificilmente paramos pra ter uma boa conversa frente a frente com uma pessoa, pois é muito mais fácil conversar na frente de um computador ou celular.
Estamos sujeitos a um ritmo implacável, mal temos tempo de organizar nossos próprios pensamentos, fazer nossas vontades verdadeiras e definir nossa prioridades pessoais, pois todo esse choque de informações e interações supérfluas com as pessoas nos obriga a estar o tempo todo com a mente em movimento de forma a satisfazer esse fluxo, dando pouco importância ao que provavelmente deveria ser muito importante: a satisfação obtida única e exclusivamente por meios próprios.
William Souza

Loucuras de um dia sem internet
A comunicação sempre foi algo muito importante para todas as pessoas, pois age sobre questões pessoais como sociais. Assim com a evolução das tecnologias como o computador e o desenvolvimento da internet, as pessoas acabaram por estar amplamente conectadas umas com as outras, como, através de redes sociais. Logo, a partir de 2000, essa geração de indivíduos que estava por vir estaria em uma época, onde não há “solidão”, pois esses ficam tão conectados uns com os outros, pelos seus celulares, tablets, notebooks e outros eletrônicos, que acabam por ficar sem um próprio espaço para si. E é por isso que foi feita a proposta, pelo professor Diório, de ficar um período pré-definido de um dia selecionado sem usar a internet ou se conectar através de mensagens.
Assim foi iniciada a experiência no dia 6 de Dezembro às 18h até às 18h do dia seguinte. Para mim está experiência foi indiferente, pois praticamente todo o período da experiência não tinha permanecido em casa. Na hora em que começou, estava na aula de francês que durou até as 20h, após, fui para casa onde cheguei e já fui dormir, no dia seguinte de manhã, fui para o meu estágio onde não tive nenhum contato com internet ou mensagens e após o estágio estive na UTFPR, sendo que também não tive nenhum contato com internet,acabando a aula 17h30 e indo para minha casa onde terminou o tempo da experiência com total êxito,de ficar 24h sem utilizar nenhum meio de comunicação social.
Mas para mim esta experiência proposta acabou sendo indiferente, porque ficar sem internet não chega a ser um sacrifício, pois na maior parte do tempo prefiro fazer outras coisas sem que esteja na internet, como, ver filme, séries, escutar músicas. Deste modo, acabou sendo algo que não me afetou na minha vida.
Luiz Fernando Cauduro Jr.

Um dia off-line
Na minha experiência de ficar 24h totalmente off-line foi um tanto que interessante. Durante essa experiência eu percebi a diferença no tempo, pois ele não passava, e mesmo tendo avisado a todos que estaria totalmente off-line das 18h de quinta-feira dia seis de Dezembro até o mesmo horário do dia seguinte eu continuava a olhar para o meu celular como se estivesse esperando uma mensagem que sabia que não ia vir até às 18h do dia seguinte. Mas esse tempo de 24h foi produtivo, pois deu para pensar um pouco sobre a vida e descobri que, como adoro frio, vou querer morre o móis perto possível de um dois pólos, acho que isso seria bastante legal. Mas com o tempo a gente começa a pensar demais que acaba pensando coisas que ao são nada legais, como arruinar a vida de alguém ou matar alguém que você detesta, ai a criatividade rola solta, mas cheguei a um ponto onde ao queria mais pensar nisso e acabei indo escutar musica para passar o tempo. Essas 24h foram as mais lentas que eu já tive, mas consegui cumprir essa meta e sobrevivi.
Thiago Kenhiti Yoshida

Um dia para refletir
A experiência de ficar um dia sem qualquer tipo de conexão foi bastante interessante e satisfatória, embora o tinha tenha sido bastante tedioso senti que havia me tornado mais produtivo e que, querendo ou não, acabei pensando na vida, refletindo dos assuntos mais cotidianos aos mais absurdos e inimagináveis, acabei fazendo todo tipo de tarefa que estava atrasada ou que ainda seria entregue.
No final a experiência foi extremamente positiva, tirei ótimas conclusões das reflexões que tive e notei que é possível diminuir a conectividade e que isso seria bastante produtivo.
Lucas Olivoto Cardoso

O Advento do Mundo Virtual
Nascida e criada em meio aos enormes avanços tecnológicos alcançados nas últimas décadas, a nova geração de crianças e adolescentes se encontra imersa em um mundo virtual, intangível, que demonstra uma influência cada vez maior na formação de uma pessoa.
Esse mundo virtual como qualquer outro apresenta seus pontos positivos e negativos. Enquanto ele possibilita a troca e o debate intenso de informações em seus domínios, ele “rouba” sorrateiramente um tempo que poderia ser aplicado no real, no debate boca a boca, num momento de reflexão.
Muitos dos jovens de hoje não sabem o que é ter um momento de reflexão, um momento apenas para si mesmo. Imersos nesse advento tecnológico que consome cada vez mais o tempo das pessoas, parar apenas para pensar é cada vez mais mais raro e quando se tem esse pequeno momento, não é suficiente.
O experimento vem justamente para causar esse momento de pausa, de pensamento, através da privação da utilização de qualquer meio de comunicação virtual, valorizando o contato interpessoal.
Eu, particularmente, escolhi por não participar do desafio, pois realmente dependo desse grande mundo virtual para trabalhar, para interagir, para buscar informações. Mas não é por isso que deixo de ter meus momentos de reflexão. Eles são vários e muitas vezes duradouros. Ao elaborar esse texto já tenho meu próprio momento de reflexão. Ao ouvir música no ônibus em meu eterno e diário deslocamento pela cidade tenho esses momentos. Mesmo que não sejam tão grandes, são de suma importância para mim, pois são neles em que analiso e decido pelo meu presente. Quem nunca parou para pensar na vida naqueles minutos antes de adormecer? Todos temos esse tempo, mas não são todos que sabem aproveitá-lo da maneira correta.
Portanto, é inegável a existência de inúmeros desses momentos de reflexão no dia a dia de uma pessoa. Mesmo com a ocupação cada vez maior do nosso tempo com essa “vida virtual”, é indispensável o aproveitamento dos raros momentos de contemplação do presente, seja lendo ou seja nos minutos contados de banho.
Luís Guilherme Moreira da Silva

Um futuro conectado
A interatividade virtual é algo que está presente na vida de muitas pessoas, principalmente na atual geração, que já nasceram nesse meio. Por isso, muitos não têm um tempo para si só, não tem um tempo para refletir sobre as coisas da vida. Por isso a ideia de ficar sem interagir virtualmente com ninguém por 24h, seja pela internet ou por outros meios que não sejam cara-a-cara, parece impossível para alguns.
Decidi não participar desse experimento pois já tenho esse hábito, talvez por achar que não tenho tanta necessidade de sempre estar se comunicando com alguém. Porém, vejo que muitas pessoas tem essa necessidade, por isso, para elas esse experimento seria bem mais difícil e importante.
Acredito que tornar isso um hábito torna o dia mais produtivo e satisfatório, mas para nossa geração isso é algo difícil e se tonará ainda mais difícil para nossas futuras gerações, pois a cada dia que passa surge mais e mais formas de estar todo o dia conectado com outros, mesmo que estejam longe.
Guilherme Chulis

Um dia off-line
O experimento consistia em ficar 24 horas sem se comunicar com pessoas de forma virtual. O objetivo era provar que a solidão pode ser positiva, desde que de forma controlada, e não em excesso.
Não foi um período totalmente positivo nem totalmente negativo. Desse período foi possível perceber que a solidão não é algo negativo, pode até ser bom ter um período para pensar sobre a vida.
Com isso, provou-se que a solidão pode realmente ser positiva, mesmo que atualmente não seja algo muito fácil “estar sozinho”, é bom reservar um tempo para isso.
Guilherme Toni do Nascimento

O Mal do Século
Na minha experiência de abstinência da conectividade, eu não senti muita diferença, pois não sou usuário da internet 3G.  A solidão pode ser positiva, desde que seja moderada se você pensar na vida e refletir sobre a filosofia, por exemplo, a de Platão.
Gosto muito de pensar com meus cachorros, porque quanto mais eu conheço as pessoas, mais eu gosto deles, porque possuem um amor do cão, pois me amam pra cachorro. Além disso acho que o facebook aliena as pessoas e faz elas ficarem bitoladas no mundo virtual, tenso assim uma falsa sensação de companhia.
Minha conclusão é que pode ajudar pessoas com dependência virtual que não conseguem sair do mundo irreal, que pode trazer perigos como a pedofilia . É melhor um amigo na vida do que 5000 no facebook.
Daniel Siqueira Garcia
P.S.: Muitas pessoas podem ter lido esse texto e ter achado que é uma gozação, mas é a minha verdadeira opinião.

5/12/12 era uma quarta feira de sol escaldante, estava na sala de aula depois do intervalo esperando por meu novo professor de português quando Diório entra na sala. Como qualquer professor novo ele se apresenta, e logo informa a turma que será substituído apos as três primeiras semanas. Com tão pouco tempo ele faz uma proposta para seus novos alunos, um experimento de 24 horas de duração, no qual esses alunos deveriam permanecer desconectados. As regras eram simples aqueles que aceitassem participar deveriam ficar sem acesso a internet e a comunicações via mensagens de texto, após isso todos da turma deveriam escrever um texto baseado na sua experiência ou na discussão feita em sala aula, o período determinado foi das 18 horas do dia 6/12/12 até as18 horas do dia 7/12/12. O professor demonstrou uma expectativa de que tivéssemos momentos sozinhos de reflexão durante esse período, e gostaria de saber onde nossa mente nos levaria, pelo menos foi o que ele nos disse.
Eu fui um dos que aceitaram fazer parte do experimento, não vi grande dificuldade na tarefa de permanecer desconectado já que não tenho nenhum perfil em redes sociais e não sou aficionado por internet. Pensei que a experiência não ia dar em nada, mas no mesmo dia quando voltava para casa estava pensando em que levou Diório a fazer o tal experimento com seus alunos. Supus algumas coisas como, que ele esperasse que o experimento falha-se para provar que a conexão é algo que esta na natureza dos jovens e que não tem como permanecerem desconectados, entre outras mas nada muito conclusivo pois como disse era um professor novo para mim e não o conhecia para tirar conclusões.  Dentro das 24 horas de experimento acabei voltando a pensar no objetivo do professor mas logo parei porque vi que não chegaria a lugar algum, e comecei a pensar em como seriam os resultados dos meus colegas quantos acabariam falhando e as razões possíveis para essas falhas. Consegui concluir o experimento sem nenhuma dificuldade.
Na semana seguinte apos a discussão em sala vi que algumas de minhas suposições estavam corretas e muitas outras erradas. Diório não mostrou aspiração para resultados além do que havia comentado anteriormente, ele nos trousse uma pequena pesquisa a respeito de que ter um momento sozinho para refletir ou relaxar é algo benéfico. Apesar de não comprovar que o professor tinha uma segunda intenção com o experimento minhas outras reflexões não estavam de todo erradas, aconteceram falhas por pua distração pelo fato da conectividade ser algo natural hoje, mas elas foram poucas em relação a o que imaginei. Para mim a experiência não teve um grande resultado, o que eu consegui constatar com ela foi uma característica minha a qual já conhecia que é se perguntar o porque das coisas quando me são impostas.
Erik S. M. Blois

Há algum tempo atrás, parei para pensar sobre a minha “falta de tempo”. Concluí, então, que na realidade não me faltava tempo, mas sim autodisciplina. Computador, televisão, videogame e afins, tomavam grande parte dos meus dias. Decidi, então, diminuir o tempo gasto com essas coisas e aproveitar de forma mais produtiva o tempo que sobrava. Isso foi muito bom! E, desde que comecei a me “desconectar” um pouco mais, por assim dizer, descobri o valor de coisas simples, mas preciosas – como escrever uma carta, por exemplo. Vivemos num mundo onde tudo é tão rápido e tão simples, que muitas coisas acabam perdendo seu valor, sem que percebamos. Tocar violão, ler um livro, escrever, ler a bíblia ou simplesmente pensar na vida, foram simples atividades que com o passar dos dias se tornaram hábitos. Ao participar de um experimento do professor Diório, no qual me comprometi a ficar 24 horas sem internet, não tive muitos problemas. Foram 24 horas tranqüilas, nas quais eu fiz minhas atividades cotidianas e também tive, como em quase todos os dias, o meu tempo. Estudei, li a bíblia, comecei um novo livro, escrevi no meu diário e, sim, ainda sobrou tempo! Foi um dia bem produtivo.
Na correria do dia-a-dia, praticamente “voamos”. Entretanto, é importante ter um tempo para si. E quando entendi isso, a correria não parou, afinal, crescemos e as responsabilidades crescem junto. Mas uma coisa, digo, com certeza: a maturidade para enfrentar essas responsabilidades aumentou. Portanto, para mim, o experimento foi bom e reforçou a idéia de que é, sim, muito importante ter um tempo para si mesmo.
Juliane Lima

O dia sem conexão
O uso da tecnologia está interferindo com a vida cotidiana e a aprendizagem de nós estudantes. Somos uma geração que aprende a se comunicar online desde cedo e tem acesso a diferentes meios de informação. Habilidades estão sendo construídas. Estamos diante de um novo século, com novo formato de receber e transmitir informação. Sendo assim, o medo de ficar incontactável às vezes até prejudica a vida pessoal e profissional.  A dependência do celular, do computador, da Internet é  cada vez mais crescente. Então, fomos questionados pelo professor Diório para o seguinte desafio: “Passar 24 horas off-line”, nada de computador, internet ou mensagens SMS.
Às vezes, passo até 3 dias sem entrar na internet, logo, consegui realizar o experimento. Não foi difícil. Como eu estudo de manhã, à tarde e à noite, ou seja, saio de casa bem cedo e volto bem tarde, não tenho disposição nem vontade para me conectar ao Facebook, Twitter ou outras redes sociais. O único tempo disponível que tive, fora o tempo para dormir, foi gasto escutando músicas, assistindo séries ou lendo. O experimento foi válido e achei muito interessante, porém não causou nenhuma grande mudança nos meus hábitos, pois não sou alienada à tecnologia ou conectividade. Porém, tenho certeza que este experimento foi curioso para algumas pessoas, pois puderam sentir o quanto “dependentes” estão da tecnologia e das redes sociais.
Fico assustada com a velocidade que tudo muda. Parece que estamos em um vendaval. Quando pensamos que conseguimos aprender algo, aquilo já está antiquado. Atualmente, as crianças nos assustam, pois não são mais crianças, mas sim, pequenos adultos muito sábios. Afinal, apesar de sermos livres, também somos reféns das novas tecnologias. Realmente, não há mais aquela amizade do passado, em que se tinha uma comunicação física e presencial. Hoje é tudo diferente. Devemos procurar nos ocupar com outras atividades para não vivenciar esse uso exagerado das comunicações e da tecnologia.
Luana Camila Pavelski

Offline
Na ultima quinta-feira, 06 de dezembro de 2012, as 18 horas, me desconectei da internet e mensagens no celular. Conforme proposto no experimento, porém antes de fazer tal coisa, avisei parte dos meus contatos que estaria ausente por 24 horas. Para não causar tanto alvoroço, porém as 18:42 recebi uma mensagem. Isso me angustiou, porém fui forte resisti a tentação.
Logo antes de dormir, 00:00, como de costume atualizo meu e-mail e o facebook, porém naquela noite não fiz desta maneira. Como estava sem sonho, peguei um livro que estava lendo a mais de um mês e tinha parado por “falta de tempo”. Estou lendo ele até hoje, mas agora tenho tempo. Ao final das 24 horas contava os segundos para atualizar meu facebook e responder a mensagem do dia anterior.
Tive como conclusão, que passar mais que uma hora por dia no facebook, é perda de tempo. Mas as mensagens pelo celular, são algo impossível de não utilizar, não praticas, rápidas e fáceis. Sem eles fico sozinho, mesmo estando cercado de pessoas.
Angelo Gastaldi