Querido “leitor”,
Se você está lendo essa carta,
provavelmente eu já tenha morrido (a menos que você seja só mais um curioso,e
nesse caso, irei te ignorar). Primeiro de tudo, tenha uma certeza: minha vida
valeu a pena!
Tudo bem que eu comecei a escrever essa
carta a alguns (muitos) anos atrás,mas não acredito que as coisas possam tomar
um rumo que mude o passado, e o que vivi até hoje já fez valer.
Não há motivos pra tristeza! Talvez,
haja porque deixei alguém sozinho ou sem amparo, porque sofri ao deixá-los, ou
talvez por que não tenha conseguido realizar todos os planos que sonhei, mas
isso não é suficiente para que não valha mais pena comemorar. Assim como se
comemora um aniversário, quando se morre, deve-se comemorar todos os anos
vividos, os sonhos realizados, os amigos encontrados no caminho.. Não há do que
não comemorar, até mesmo as coisas “erradas” tiveram um motivo de ser.
Sempre acreditei que cada um tem seu
tempo, e se esse foi o meu, paciência.As coisas não acontecem por acaso.Esse
pode não parecer, mas foi o melhor!
Comecei a escrever porque é difícil
falar de morte em vida, mas agora que já fui, vocês devem saber dos meus
desejos.A respeito de todo o velório e enterro, não gostaria mesmo que fosse
algo fúnebre, eu sei que não tem como não lamentar uma perda, e até espero que
sintam um pouco minha falta, mas gostaria que olhassem pra traz sempre com a lembrança
de que fiz o que gostaria e fui alegre enquanto vivi, por isso um velório a ao
livre talvez.Com musica,bebidas,comidas, como aqueles pettit comitês de
aniversário.
Façam uma celebração a vida dos que
ficam, reúnam muitos amigos, os antigos os novos, façam com que esse momento
seja o começo de amizades, reencontro das antigas, que seja um novo sopro a
quem continua vivendo. Meu caixão não precisa estar por lá, vou estar presente
em espírito.
A respeito do corpo, prefiro que doem o
máximo de órgãos possíveis, roupas e objetos estão nem se fale, doem pra quem
precisa. Caso vá haver algum momento para me verem, nada mal arrumar o cabelo e
passar um batonsinho no defunto né?! Haha, levem as coisas com mais bom humor!
Não gostaria de ser enterrada, então
por favor, não façam isso.É difícil de imaginar eu me decompondo em baixo da
terra. A melhor idéia ainda é a cremação.Talvez, quando morrer tenha mais
opções, algo simples e que não tenha algo pra vocês ligarem a mim.Nada de ir ao
caixão orar, por flores, de guardar a cinzas ou me construir um monumento pra
saudar. Eu já fui, o que está ai não passa de pó. Se libertem disso, e me
libertem! Eu já devo ter deixado isso claro algumas vezes, mas só pra constar,
escolham uma noite bonita, como as minhas noites de grilo, e se possível me
libertem no céu, sobrevoando um lugar bonito, a serra do mar talvez.
E como é difícil dizer adeus agora.Meus
desejos já estão claros, e quando acabar essa carta vou sair por aquela porta e
minha vida vai continuar, mas quando você acabar de ler essa carta,
provavelmente eu não possa ir a mais lugar nenhum.. Mas quer saber?!Eu tenho fé
que o lugar onde vou estar vai ser o lugar de onde nunca mais vou querer sair.
Aluno 1
Caros familiares...
Posso ver tristes lágrimas e expressões
saindo de seus rostos, mas peço para que não chorem, pois preciso estar em paz
para verdadeiramente partir, e só alcançarei tal paz quando puder ver seus
lindos rostos contentes novamente.
A morte tornou-se um alívio , e como
muitos, os mais próximos pelo menos, sabem que eu via a morte como uma
revelação, como a solução e a resposta às minhas tão numerosas dúvidas.
Quanto ao meu corpo, peço que usem no o
máximo para o bem, doem meus órgãos, façam com que seja responsável por alguma
descoberta, uma nova cura, um novo conhecimento, e se algo dele restar, podem
cremá-lo e joguem as cinzas em uma briza qualquer, para que possa viajar por
aí, e conhecer lugares, os quais em vida não pude conhecer.
Att.
Aluno 2
O que eu gostaria que fosse feito com
meus restos mortais?
Eu gostaria que cada pedacinho fosse
sodomizado pela personalidade necrofila do Jason Momoa.
Ulálá!!!
Aluno 3
Querida Família,
Devido a uma atividade da
universidade achei que deveria endereçar esta carta à vocês, já que as coisas
que quero que façam com meu corpo, caso eu venha a falecer, estão aqui e vocês
são os que podem em partes fazer o que quero. Na verdade eu nunca havia pensado
nesta situação que é a morte ou o que vem a ocorrer quando se morre, quando o
professor Diório propôs este exercício foi quando parei para analisar, porém a
morte sempre será um mistério para o ser humano há tantas histórias, lendas,
mitos a verdade é que todos nós iremos morrer um dia, mas não sabemos quando ou
como, e é isto que nos intriga, pois tudo o que o ser humano desconhece nos
detalhes é o que nos prende a atenção e nos faz tentar desvendar o mistério que
está atrás desta situação que para uns significa um medo e para outros uma
ânsia em saber o que realmente ocorre.
Bom, parando para pensar eu acabei
tendo várias idéias que não sei se seriam aplicáveis, afinal não dependem de
mim, pois eu estaria morta haha, então cheguei a seguinte conclusão; que
gostaria de ter alguma utilidade e a maneira de isso ocorrer seria que meus
órgãos fossem doados as pessoas que necessitam de algum transplante, afinal eu
não necessitaria mais deles; outra coisa gostaria que se fosse para morrer, e
tomara que isso demore bastante, gostaria de morrer rapidamente e sem dor e que
meu corpo fosse cremado e as cinzas fossem atiradas em um lugar que fosse
especial para mim, um lugar que fosse calmo e bonito, como um campo florido.
É difícil pensar na morte, é algo
desconhecido não se sabe se há algo após ou se não há, mas quando se cita a
morte eu penso mais em coisas que gostaria que ocorressem antes que eu morresse
creio que a coisa mais importante para mim seria que eu já tivesse feito as
coisas que eu almejo fazer e que eu tivesse deixado lembranças boas para
pessoas que conviveram comigo aos amigos e aos familiares que lembrassem de mim
como uma pessoa amiga e feliz nos dias em que tivesse vivido.
Um forte abraço,
Aluno 4
Último
Contato
Queridos
Pai e Mãe,
Bom dia, tarde ou noite. Se bem que
aqui onde estou não precisamos mais nos preocupar com tempo. De qualquer forma,
se você está lendo este manuscrito significa que não estou mais entre os vivos.
Muitos dos meus companheiros atuais
continuam a se lamentar por tarefas incompletas, saudades ou simplesmente
antigos desejos não atendidos. Pois bem, este último é o motivo pelo qual tomei
emprestado o corpo deste carismático homem que, misteriosamente, realmente
possui o dom de entrar em contato conosco.
Tudo isto é muito novo para mim. No
começo não entendia o porquê sonhava que estava em um hospital, deitado numa
maca com manchas vermelhas e tubos ligados em todas as partes do meu corpo.
Conseguia ver as pessoas em volta, mas elas não pareciam notar minha presença.
Até que um dia uma garotinha veio de encontro comigo e parou em minha frente
fixando o olhar como se me enxergasse de uma maneira diferente. Sem eu estar
entendendo muito bem, ela pegou em minha mão e me levou até meu quarto onde eu
consegui me enxergar, creio que pela última vez, até ouvir em um aparelho um
barulho que indicaria a morte. E ai tudo fez sentido.
Em toda minha vida na Terra, sempre fui
uma pessoa egoísta. Não pensava em mais ninguém além de mim mesmo. Todos tinham
que satisfazer meus desejos e vontades, porém com uma óbvia certeza de que não
receberiam nada em troca. E agora percebo que estou arrependido, olho para trás
e só me lembro de coisas fúteis em minha vida, nunca nenhuma ação que tomei foi
para ajudar alguém.
Então, antes de perder o contato quero
deixar aqui o pedido para realizarem o meu último desejo. Meu corpo ainda está
bem preservado e eu não o utilizo mais, não tem mais função alguma que este
possa ofertar para mim, porém ele poderá ajudar a outros. Creio que vocês já
entenderam, sim, doem todos os meus órgãos que ainda estejam em condições boas.
E após isto quero que meu corpo seja cremado. Um motivo especial para isto?
Não, apenas quero respeitar uma tradição de família e ser lembrado não apenas
como a ovelha negra.
Enfim, espero que esta ação dê
resultados positivos e que muitas famílias permaneçam unidas por mais algum
tempo. Até logo queridos, creio que estou prestes a perder o contato.
Com amor,
Aluno 5
Caríssimos,
Se vocês estão lendo esta carta é
porque já estou curtindo umas “heaven’s party” e, para a desgraça de todos, meu
corpinho flácido ficou aí (se bem que devo estar com o bumbum durinho por causa
do rigor mortis...). Enfim, como este é o meu dia especial, vou fazer uns
pedidos. Primeiro em relação aos meus pertences: deixo os jogos do Xbox e a
girafa rosa para o Eduardo, os livros do George R. R. Martin e outras coisinhas
especiais que estão escondidas na gaveta de calcinhas para a Larissa.
Quanto ao meu receptáculo, quero que
meus órgãos sejam doados. O resto que sobrar pode ser cremado, porque melhor
tacar fogo do que os bichos te comerem. Mas o que fazer com as cinzas? Aí está
uma questão complicada. Primeiro, numa ideia mais romântica, queria que elas
fossem jogadas nos lugares que eu mais gostava de estar. Se fosse hoje,
jogariam tudo na frente do computador e do video-game. Então melhor escolher
outra opção, poderiam me guardar num pote bem bonito: mas qual a finalidade de
ter um defunto em pó dentro de casa? Então o melhor é escolher outra opção: um
dia estava lendo uma reportagem em que as pessoas faziam discos de vinil com as
cinzas do presunto misturadas. Penso que seria uma boa ideia e bem mais
romântica que a primeira: morrer e virar música! Então decidi!
Quero virar um disco de vinil! A
playlist será facilmente encontrada no meu celular.
Beijos da eternidade de uma mente sem lembranças,
Aluno 6
P.S.: Se fizerem um velório, por favor, não
coloquem aquelas flores fedidas com cheiro de morto, prefiro flor de plástico
da casa China do que aquelas coroas. E toquem Born This Way quando me tirarem
do carro para que eu nasça diva na outra vida.
Querida amiga/irmã,
Dizem que, quando se está perto da
morte, as pessoas pensam mais na vida, no que fizeram, no que deixaram de
fazer, nas oportunidades que desperdiçaram, nos erros cometidos e nos
evitados... enfim, nessa as pessoas pesam o tempo que passaram na terra, passam
a viver de suas memórias, se conformam com a morte e ficam esperando para ver
se vão acordar ou não na próxima manhã.
Acho que estou nessa fase. Só que, cada
vez que tento colocar minha vida na balança penso: “porra, não acredito que vou
embora com tão pouca bagagem”. É uma pena. Meu plano era começar a me pensar na
morte perto dos 80 anos, para poder dizer: “estou velha e cansada! Já vi
demais, já vivi demais, trabalhei, sofri, perdi meus amigos, parentes,
vizinhos, cachorros, marido, mãe, pai... quero descansar para sempre, ir para a
glória! Estou pronta!”. Mas parece que Alguém teve um plano diferente e
resolveu não fazer a minha vontade. Vou tentar não reclamar, afinal sempre pedi
que Ele ditasse as regras na minha vida.
Já que não posso escolher quando e como
vou partir, vou dizer o que gostaria que fosse feito do meu corpo. Dessa vez,
por favor, que seja feita a minha vontade.
Seria bacana doar meu corpo para
pesquisas em alguma faculdade... mas, quando falei isso quase apanhei da mãe,
então aborta esse plano. Se, nas atuais circunstâncias, alguma parte do meu
corpo puder seu aproveitada(rins, coração, fígado, córneas – sim, córneas, não
vou mais precisar mais dos meus olhos... acho – e sei lá mais o que) quero que
seja doada. Pensar que alguma pessoa pode viver usando um pedaço meu é mais
legal que pensar num bando de alunos de medicina abrindo e “fuçando” o meu
corpo.
Quero ser velada com uma roupa
bonitinha e maquiada – nada exagerado, por favor – e, me deixem em paz na
madrugada, vão para as suas casas, durmam, comam, façam qualquer coisa, mas me
deixem sozinha ma meia noite as oito horas da manhã. Por que isso? Não percam
uma preciosa noite por minha causa, prometo esperar todos pela manhã,
deitadinha no mesmo lugar.
Ah, não quero aquelas flores comuns em
velório(crisântemo, se não me engano), quero rosas, ou qualquer outra flor que
não seja crisântemo. Odeio aquelas malditas flores. Prometo voltar puxar o pé
de quem aparecer com crisântemo no meu velório.
Prometo voltar atormentar também aqueles
que ficarem sofrendo ou falando “pobre moça, se foi tão cedo e de uma maneira
tão horrorosa!”, sei que sou importante para alguns (né, mãe?), mas não quero
ninguém parando de viver porque eu morri.
Vou descansar, caramba! Vou esperar
pelo cumprimento do Apocalipse num lugar seguro e confortável, me preparar para
passar a eternidade no bem bom, lá no Céu. No lugar de ficar mal por mim, se
prepare para me encontrar nas Bodas do Cordeiro.
Atenciosamente,
Futura in memoriam
Aluno 7
Um dia qualquer em minha vida,
uma das cidades que morei.
Escrevo essa carta para demonstrar o
meu sentimento em relação ao meu corpo após a minha morte. Não sei quem a lerá,
mas espero que seja alguém próximo.
Quando eu morrer... Ah quando eu morrer
o meu corpo não terá mais utilidade alguma, a não ser servir de amparo para as
lágrimas dos meus familiares e conhecidos, coisa que por sinal não é do meu
agrado. Quando eu morrer quero que meus conhecidos lembrem dos momentos bons
que passaram comigo, em meu funeral não quero lágrimas, mas sim música! E por
que não bebidas e comidas? Afinal, a vida acabou pra mim e não para os meus
familiares que estarão ali presentes. Não me importo com o destino que deem ao
meu corpo, desde que o lugar em que ele for depositado seja um lugar alegre,
sou uma pessoa alegre em vida, busco passar alegria aos outros, quando morta
não quero que seja diferente. Também não quero que meus familiares gastem uma
fortuna com um caixão bonito e com um tumulo de mármore, desejo que esse
dinheiro seja investido em roupas, festas ou qualquer outra coisa, porque
afinal um túmulo de mármore não vai me render uma entrada VIP para céu!
Desejo também, que se possível, doem
meus órgãos, pois entre servir de alimento aos vermes e prolongar a vida de
outra pessoa, com certeza escolho a segunda opção.
Quando vocês lerem essa carta,
provavelmente já estarei morta, mas lembrem-se, meu corpo morreu, mas minha
alma continua viva dentro de cada um de vocês.
VIVA,
Aluno 8
Minha amada esposa,
A quem sempre contei tudo, entretanto
com receio de te fazer sofrer acabei por escrever essa carta, assim contando o
meu último desejo.
Como essa carta só chegara a suas mãos
depois de muita coisa ter acontecido, quero deixar claro que não te contei nada
do que esta escrito aqui pois me odiaria por te magoar.
Tudo começou quando estava em meu
escritório, há alguns meses atrás, por já ser tarde acabei cochilando e tive um
sonho angustiante, em que eu morria. Não sei explicar o porquê, mas pressenti
que o sonho era verdade, morreria em breve.
Foi devido ao pressentimento que
organizei todas as questões legais envolvidas. Só deixeis duas coisas a serem
resolvidas por você, que fazem parte do meu último pedido: Quero ser enterrado,
e ,quando você partir desse mundo também, quero que você seja enterrada ao meu
lado, para assim, seguirmos em paz.
Com amor,
De seu Marido
Aluno 9
A
quem importar...
Se você está lendo esta carta significa que minha
voz não pode ser mais ouvida neste plano e minha alma não habita mais meu
corpo.Essa missiva será curta, afinal, não há motivos para preâmbulos já que o
ocorrido não pode ser mudado. Não desejo terminar minha existência
corpórea como comida de vermes. Sendo assim prefiro ser cremada, que minhas
cinzas sejam plantadas e sobre elas a muda de uma árvore, dessa forma minha
alma permanecerá viva enquanto a planta também viver. Tal ritual deve ser feito
na casa de meus descendentes para que as futuras gerações de minha família
saibam quem jaz ali, esse terreno jamais poderá ser vendido para alguém que
seja da família. Como ultimo desejo quero que talhem minhas iniciais no tronco
da árvore quando esta completar cinco anos, desse modo meu túmulo e lápide
poderão ser reconhecidos e minha alma viverá para sempre entre meus parentes.
Assinado Póstumamente,
Aluno 10
A meus amados familiares e amigos,
Caso estejam lendo esta carta, creio que não estou
mais entre vós. Sinto em deixa-los, mas a vontade de nosso criador deve ser
atendida. Escrevi este comunicado para que saibam o que fazer com meu corpo ou
o que sobrou dele.
Quando escrevi a carta, como já é de se esperar e
lógico, não sabia qual seria a causa de minha morte e nem o estado em que
ficaria a minha carcaça após minha partida para outra vida ou algo assim.
Quanto aos órgãos, meu desejo é que sejam doados
para que salvem outras pessoas, caso isso seja possível. Acho que é o mais
sensato, humano e católico a se fazer. Façam isso, talvez aliviem meus pecado.
Quanto ao resto se existir, não quero velório,
cremação ou enterro. Não quero causar mais sofrimento ou estragar a felicidade
e nem dar esse gosto de vingança a alguns com esse tipo de despedida. Sem falar
nos custos, pois na vida e na morte nada é barato.
Sei que é tradição em nossa família enterrar os
falecidos, em uma cerimonia bem tradicional e tudo mais, não quero
desrespeita-la, mas não acho digno receber tal honra.
Quero que meu corpo seja doado à ciência se
possível, pois apesar de ser religioso, não acredito em ressureição do
corpo, mas creio também na ciência. Sendo assim estarei contribuindo para a
humanidade também. Acho que não regressarei para este mundo. Pelo menos não com
o corpo, mas saibam que estarei sempre presente, ao lado de todos, para
protegê-los até o dia em que possamos nos reencontrar como ectoplasma ou algo assim.
Atenciosamente, de um ser que um dia vagou por
essas terras,
Aluno 11
Querida Família,
Eu, Aluno 12, me encontrando no meu
perfeito juízo, decidi fazer esta carta, como efetivamente a faço, na qual
relato a minha última vontade pela forma e maneira seguinte:
Se, dentro de todos os requisitos, eu
for considerada potencial doadora, gostaria que após meu falecimento, todos os
meus possíveis órgãos fossem doados.
Penso que após a minha morte, com meus
órgãos, alguém poderá voltar a enxergar o colorido da vida, o céu iluminado, o
pôr-do-sol encantador, a lua nas suas mais lindas fases...
Alguém poderá sentir por mais tempo o
pulsar da vida...
Alguém poderá voltar a sorrir, a amar e
o mais importante, poderá voltar a VIVER...
Penso que cada um dos meus órgãos irá
trazer força de vontade para alguém encarar a vida, onde há várias lutas e
assim várias derrotas, mas que no final irá descobrir que há muito mais
vitórias e que valeu a pena ter esperado...
E, ainda assim, ficarei eternizada no
coração de quem ainda vive!
Caso contrário ou após a retirada de
todos os possíveis órgãos, gostaria que meu corpo fosse cremado, pois considero
a cremação um jeito mais “limpo”, porque evita o processo de decomposição.
Assim, tendo expressado esta carta
particular, a minha última vontade: peço aos meus familiares que faça cumprir o
que está contido e declarado.
Dou assim, por concluída a minha carta.
Aluno 12
Querida família e amigos,
Se estiverem lendo esta carta é porque
certamente morri, e é por meio dela que faço meu último pedido. Acredito
que o aceitarão sem titubear, pois poupará o trabalho de vocês – trabalho este
de ficar me visitando no cemitério e de pagar o mesmo – e também me farão feliz
aonde quer que eu esteja. Antes de dizer qual é o meu pedido e me despedir para
sempre, queria dizer que amei cada um de vocês e apesar de algumas desavenças
não guardei rancor algum. Peço também que não chorem tanto por mim, a morte é
inevitável e, ironicamente, faz parte da vida. Guardem de mim lembranças boas e
também as ruins, porque elas fizeram parte de mim, mostravam quem eu era.
Enfim o pedido: quero, ao invés de ser
enterrada de baixo da terra, ser cremada. Espero que tenham realizado o outro
pedido que fiz ainda em vida, o de não desperdiçarem meus órgãos e de tê-los
doados, se estes tinham condições de proporcionar vida a outros, não precisarei
deles e assim minha morte teve alguma finalidade. O que fazer com as minhas
cinzas fica por conta de vocês, não me importarei se a jogarem ao mar ou ao
vento, ou simplesmente guardarem-na numa urna, decidam o que é melhor.
Por fim, desejo a todos uma vida feliz
e longa.
Com carinho,
Aluno 13
Prezado amigo Nerd,
Venho por meio desta carta, falar sobre
minha obcessão pela vida. Sabemos que temos normalmente uma chance de viver.
Porém Gostaria que esta se extendesse, através do congelamento de cadáver,
assim como o “Capitão América.
Quero ver o futuro e fazer parte dele e
ver meus descendentes nesse contexo. Escreci para você, pois, apenas um “nerd”
entende esses anseios.
Obrigado pela Atenção,
Aluno 14
Querida Mamãe,
Deixo essa carta com o objetivo de te
fazer meu último pedido: o que quero que seja feito com meus restos mortais.
Bem, peço encarecidamente que não haja
cremação, queimaduras me apavoram. Também detestaria ser enterrada, estar presa
debaixo da terra sendo devorada por vermes é uma ideia que não me agrada nem um
pouco.
Então o que nos resta? Primeiramente
quero que doe meus órgãos, já que não fiz nada de bom durante a vida, minha boa
ação será depois da morte. E por fim, lhe peço que use dá técnica de
polimerização para conservar as sobras e expor meu cadáver ao público junto a
outros corpos.
Obrigada por me compreender.
Daquela que te ama hoje e sempre,
Aluno 15
Queridos
Filho, Netos, Esposo e Família,
Chega um tempo em que as coisas se invertem: quando
jovens nós temos disposição e saúde, mas falta tempo e sobra preguiça. Hoje
lembro vagamente de como é levantar-se de uma poltrona sem magoar a coluna. De
nada na minha vida me arrependi, das histórias do meu amor e meu pequeno (que
não é tão pequeno assim com 53 anos), os sorrisos que estão e já estiveram em
minha vida, fui e sou muito feliz.
Exatamente por estar feliz gostaria de tocar em um
assunto muito importante na vida de todos:a morte. Agora que já me tornei
senhora, imagino que não tenha mais tantas dezenas de aniversários por vir ( ou
quem sabe, vazo ruim não quebra)... Então deixo essa carta para quando o meu
dia chegar, para vocês - as pessoas que amo - entendam como quero partir, e
caso não cumpram (e vida após a morte realmente exista) irei puxar o pé de cada
responsável por fazer o que eu não pedi.
Sempre tentei entender ou levar o falecimento como
algo natural, mas por mais natural que seja nunca me conformei com isso - creio
que como a maioria das pessoas - e morro de medo de morrer. Aquilo que não
conhecemos e não sabemos as razões sempre se tornam algo obscuro. Mas só vai a
fica, quando alguém (eu, no caso) bater a caçoleta lembrem-se dos momentos bons
e sorriam, chorem sem questionar o acontecido, por que eu já vivi bastante e
deixei os tesouros que gostaria nesse mundo.
Enfim vou direto ao ponto: não quero ser cremada e
se puder não quero ser enterrada tradicionalmente. Doem tudo que der - se
sobrar algo - e não se prendam ao meu físico (apesar dele ser lindo, mesmo na
flor dos 78 anos de idade). Humano depois que morre vira poluição (na verdade é
a vida inteira), se conseguirem façam com a empresa sueca Promessa Organic
S.A., aquela super ecológica. Se o investimento for caro demais, depois de doar
tudo podem fazer o que quiser exceto um velório com a tampa do caixão aberta ou
algo mais muito espalhafatoso e poluente.
Com amor,
Aluno 16
Querido filho/filha/parente/responsável pelo
pagamento,
É meu desejo que meus órgãos sejam
doados e que meu corpo seja cremado, se não tiver dinheiro suficiente para a
cremação gostaria que me enterrassem na terra, e não em túmulo, e ainda assim
se não tiver dinheiro nem pra me enterrar na terra ou em um túmulo me enterre
como indigente, e só Deus/ R’hllor/ Os Sete/ Deuses mitológicos/ Deuses
nórdicos/ Tupã/ Deuses Celtas pode te julgar. Desejo apenas que não tenham
flores fedidas caso eu tenha um caixão e quero o meu braço esquerdo reto ao
lado do meu corpo e o direito cruzado em cima do peito.
Att,
Aluno 17
P.S: Favor enterrar/cremar o meu HD junto comigo, e
não me julgue pelo conteúdo impróprio que se localiza na pasta “Pasta”, aliás,
de preferência, não abra ela, se abrir, é por sua conta e risco.
P.S 2: Caso me cremar, favor guardar minhas cinzas
dentro da meia suja que se encontra na minha segunda gaveta do guarda-roupas.
Amigos e familiares se estão lendo esta
carta é porque obviamente estou morto. Que coisa estranha escrever isso,
confesso que me senti mal ao escrever um documento tão sério sendo que minha
vida toda foi uma piada, sempre alegre não importando a situação, mas de toda
forma não estou aqui para falar sobre isso trago a vocês meus desejos de o que
fazer com meu corpo.
Gostaria que doassem meus órgãos que
ainda tem algum valor, por favor, não vendam em algum tipo de mercado negro,
sejam justos e doem mesmo a quem precisa em algum hospital local. Como eu não
sei qual será o motivo da minha morte, tentem dar uma arrumadinha no meu rosto
e visual para que assim pelo menos uma vez na vida eu fique bonito e possa
tentar alguma coisa com as mulheres do outro mundo. Não sejam mesquinhos e não
economizem no caixão e nas decorações do velório simplesmente porque é um dia
especial aonde vocês vão estar livres de mim, então caprichem. Tentem não roubar
muito meus pertences, pois batalhei para ter o pouco que consegui, não fui a
melhor das pessoas, mas ao menos finjam que vão sentir minha falta nem que usem
cebola pra chorar.
Por enquanto é isso, qualquer coisa eu
volto em espírito para assombrar vocês, até logo e tenham uma boa vida.
Aluno 18
Caro advogado, família, amigos, ou outros que encontrarem meu corpo,
Esta carta é de suma importância e deve
ser lida antes de fazerem qualquer coisa com meu corpo, que a esta altura, se
encontra sem vida.
A vida humana é como um pote de
Nutella: quando você percebe, já acabou. Através deste documento, não pretendo
discutir ou descrever os acontecimentos de minha breve vida (deixarei isso para
outra carta), mas sim, fazê-los a respeito de outra coisa: minha morte. Na
verdade, não necessariamente minha morte, e sim, meu corpo morto.
Por ser uma carta generalizada, não sei
como ele se encontra no momento: está intacto? Está deformado devido a algum
acidente? Foi encontrado tarde demais? Está muito velho e acabado? No momento,
eu, agora viva, não faço ideia das respostas para essas perguntas, que deverão
estar claras no futuro (no seu presente, caro interlocutor), mas uma coisa é
certa: não me venham com essa história de me transformar em um monte de pó e
jogar no Grand Canyon*.
Meu corpo deverá ser analisado para
verificar se alguma parte sua ainda é útil para quem quer que seja. Caso um ou
mais órgãos ou outras partes ainda estejam em um estado que possam ser
reutilizados por alguém que tem problemas de saúde, quero que sejam doados para
essa(s) pessoa(s), EXCETO OSSOS.
O órgão ou outro item deve ser doado
com preferência para quem tem mais urgência de seu uso em meu país natal,
Brasil. Se for muito difícil identificar quem tem mais urgência em todo país,
então se deve identificar isso em minha cidade natal, Curitiba (Paraná,
Brasil).
Se qualquer pessoa, organização ou
instituição oferecer dinheiro ou outras recompensas em troca da utilização de
meus órgãos, a oferta deve ser aceita e a recompensa transferida respectivamente
para, caso existam e estejam vivos:
1. Meu marido, meus filhos e meus
netos.
2. Meu pai, minha mãe e minhas irmãs.
3. Meus sobrinhos.
Se nenhum deles estiver vivo no
momento, caro interlocutor, então essa recompensa deve ser distribuída às
caridades. De preferência, instituições que cuidam de crianças pobres, ou
pobres em geral. Se todos ou quase todos estiverem vivos, o valor deve ser
distribuído na quantia de 70% para o primeiro item, 70% da sobra para o segundo
item e a sobra para o terceiro item. Em cada item, dividir o valor igualmente
entre os indivíduos.
Se ninguém quiser reutilizar nenhum dos
meus órgãos ou se eles estiverem impossibilitados de serem reutilizados, assim
como se alguma parte minha for reutilizada, mas meu corpo ainda se encontrar em
um estado possível de ser enterrado (dentro de padrões que não saiam muito da
normalidade), então peço que ele seja enterrado no cemitério de minha família,
onde foi enterrado meu avô paterno.
Se lhe for questionado uma roupa ou
vestimenta, peço que isso fique a critério e escolha de meus parentes.
Obrigada pela atenção.
Atenciosamente,
Da morta-viva**,
Aluno 19
* Referência ao filme Um parto de viagem,
que, aliás, eu nem gostei tanto.
** Brincadeira. É que estou viva agora, no seu
passado. Em seu presente, caro interlocutor, estou morta. Não se preocupe.
Caro professor Diório, decidi lhe
escrever esta carta depois que, ontem à noite quando voltava para casa
presenciei um acidente de trânsito com vítimas fatais. Esse fato me fez
refletir sobre morte. Sei que ninguém gosta de tratar sobre esse assunto, mas a
única certeza que temos é que todos nós morreremos algum dia.
Pensei sobre diversas coisas: se existe
algo além de nossas vidas, para onde vamos, se existe algum “julgamento” do que
fizemos durante a nossa jornada, enfim, sobre diversas questões. Entretanto, o
assunto que mais me marcou foi: o que farão com meu corpo? Vão me colocar uma
roupa bonita, ficar me velando num caixão de madeira para depois me enterrar?
Tanta gente lutando pela vida em um hospital por falta de algum transplante de
órgãos e eu, que não vou mais usá-los, deixarei para que sirvam para alimento
de vermes simplesmente?
Quero que doem meus órgãos. Quanto ao
resto, podem dar o destino que acharem melhor. Para alguém que sempre viveu na
escuridão quero dar o prazer de ver um amanhecer. Desejo que alguém que está
preso a uma cama de hospital possa retornar a sua vida normal. Quero servir
para alguma coisa.
Quanto aos meus familiares, todos já
estão informados sobre meu desejo, mas penso que alguns deles possam relutar a
doação por motivos emocionais. Então, como o senhor é capaz de lidar bem com
esse assunto, peço para que se isso vir a acontecer, converse com eles,
enfatize que esta era a minha vontade e que só assim poderei morrer feliz.
Ass:
Aluno 20
À quem possa interessar,
Enquanto em vida, não pude presenciar a
revolução da raça humana, raça qual se multiplicou descontroladamente e sem
nenhum tipo de planejamento. Chega a hora em que nem para a mais bem aventurada
das pessoas, poderia se dizer que a vida no planeta Terra valhe-se a pena.
Hoje, porém, declaro a mim mesmo que esse sonho não pode ser nada além de
sonho. Tudo acabado, só me resta a rendição à morte, estrela fugaz que
atravessa o universo na busca de alguém que tenha desistido do jogo que é
viver. Desejo portanto, quando chegar a hora de partir, que meu corpo seja
carbonizado e inutilizado. Aos meus familiares e amigos, peço sinceras
desculpas por ter desistido e que não haja tristeza, afinal esse é o ciclo humano.
Aluno 21
Querida Amiga,
Há algum tempo, em um trabalho de
escola , devíamos fazer uma carta endereçada à alguém em quem eu confiasse ,
dizendo a este alguém o que eu gostaria que fosse feito com o meu corpo quando
deixasse esse mundo canibal, e isso me fez cogitar várias hipóteses
interessantes na época .
Hoje, vinte anos depois, solteira e sem
filhos, realizada profissionalmente e devo dizer , com um closet maravilhoso
descobri que vou morrer em seis meses . Como você sabe eu sempre tive uma doença
autoimune , mas depois da ultima radioterapia , minha unha do mindinho caiu ,
fiquei profundamente chateada e perguntei ao médico especialista oq eu
aconteceria se eu parasse com o tratamento , então ele disse que eu teria uma
vida normal , até um belo dia , eu poderia passar mal , de uma hora para a
outra , e morrer . Logo , eu aceitei e bom , não tenho ninguém responsável pelo
meu corpo agora , imagine depois que eu for imóvel e inanimada ?!
Por isso querida , escolhi você ,
dentre tantas interesseiras que possuo ! Afinal , fui sua madrinha de casamento
, cuidei de seus filhos doentes , e também sou madrinha deles , nunca deixei de
dar presentes bons , apesar do descuido deles , sem querer questionar a
educação que lhes foi dada , claro , enfim chegou sua hora de retribuir ! rsrs
Minha escolha foi , doar órgãos , quer
dizer os que ainda prestam , hahaha , como por exemplo, meus lindos olhos
verdes . E por fim, doar o restante do meu corpo , para estudos científicos ,
para qualquer universidade de medicina que tenha interesse , pois quero que as
pessoas encontrem uma cura para essa doença . Acredito que você irá cumprir com
a minha vontade , sem mais para o momento e nem nos próximos .
Com amor,
Aluno 22
Queridos familiares,
Se vocês estiverem lendo esta carta é
porque provavelmente não estarei mais aqui. Mas não chorem e nem se desesperem,
pois a morte não é o fim. Por anos fiquei imaginando o que realmente este
evento significa em nossas vidas e chego à conclusão de que a frase “a luz no
fim do túnel” nada mais é do que a simples explicação dela. Aliás, o que seria
a morte se não o eterno alívio de conseguir ter enfrentado os desafios e
desilusões da vida? Não chorem por mim, e sim eu que choro por vocês, que
permanecerão na ignorância de não poder descobrir os mistérios da vida e do
universo.
Por esses motivos, não quero um
velório, enterro, missa de sétimo dia e tantos outros rituais inúteis. Não
quero pessoas que amo tanto numa sala escura e fria, com flores feias e
mórbidas, ouvindo os fungados de crianças chorosas beijando o meu cadáver.
Aliás, não quero nem ter um cadáver!
O corpo é apenas uma casca, sem
significado nenhum depois do desprendimento da alma, por isso, doem todos os
meus órgãos e doem meus membros para pesquisas acadêmicas. E o que sobrar,
cremem, nem que seja apenas uma orelha.
E o que farão das minhas cinzas? Ora,
joguem ao vento num campo florido em uma tarde de primavera, estarei mais feliz
entre as flores do que fria e sozinha de baixo da terra.
Despeço-me com muito amor e carinho
Abraços,
Aluno 23
Q criatividade do pessoal hsauhusah
ResponderExcluirEu tinha que ter escrito na minha carta: "Agora eu vou saber se realmente existe pão no céu" XD asuhsauhsauhsauh "Mamãe, no céu tem pão?" e morreu...
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