Há muito tempo que seres humanos caçam
os jacarés. Eles o caçam para se alimentar de sua carne ou usar sua pele para
roupas. Mas isso está mudando. Agora não são mais os seres humanos que caçam os
jacarés. Os jacarés se rebelaram, e querem mostrar de que são capazes. Eles
estão batendo nas portas das casas e se alimentando dos homens sem dó e nem
piedade. Já não estamos vivendo em um mundo de paz, a vingança habita nele.
(Bárbara Amin)
É engraçado e ao mesmo
tempo inesperado o comportamento do jacará da tirinha por ele se comportar
educadamente como um ser humado, saber lidar com elevadores, campainhas e
utensílios humanos e, ainda sim manter seu comportamento irracional e animal
Também é perceptível como as pessoas estão vulneráveis ao atenderem suas
portas. Publicitários, criminosos, vendedores se aproveitam dessa falta de
desconfiança e filtro (para pessoas e informações) para conseguir o que querem.
O texto ou, no caso, a tirinha, como permite múltiplas interpretações por não
ter falas ou textos escritos, pode também ser uma alusão a isso.
JOSÉ ROBERTO CAHALI
MARTINHO FILHO
Frequentemente
pessoas são vítimas de violência dentro de suas próprias casas, visto que são
abordadas
de formas surpreendentes num espaço em que pensamos ser seguro. No entanto,
deve-se levar em conta a falta de cuidados contra essas ações.
Podem
parecer conselhos bobos, mas existem medidas simples de precaução contra
assaltos. Na verdade, gostaríamos mesmo é de ter segurança.
Aline Kubrak
Primeiramente, ao analisar
o texto proposto pelo professor, lembrei-me de minha infância quando assistia
“Jurassic Park”, onde repteis atacam pessoas. Mas ao discutir com minha colega
pude ter uma analise mais incisiva. Percebi uma analogia entre o reptil com um
assassino, num momento que um motorista entra distraído no edifício, o
“assassino” entra pelo portão ainda aberto, se dirige furtivamente ao
apartamento da vítima e a mata. No caminho para a saída, o assassino é
flagrado, e num tipo de “queima de arquivo” mata a pessoa.
Matheus Paulmichl Hahnemann
O Jack, o aligátor da boca maldita,
espreita a entrada do Condomínio Irlanda na espera de uma chance para fazer
mais uma vítima. De baixo de um arbusto, ele espera a hora certa até que sai um
rapaz andando rapidamente do prédio, Jack se arrasta passando pela porta antes
que essa se fechasse automaticamente. A essa hora da noite o movimento de
pessoas pelos corredores e escadas do prédio é quase nulo, e Jack pode caminhar
pelas portas dos apartamentos, apenas ouvindo os sons que saem deles, e
escolhendo o seu prato do dia. Passando por uma das portas ele ouve uma mulher
que aparenta ser de meia idade, cozinhando e resmungando do salário de gerente
de um grande banco, que era um bom salário, Jack odeia pessoas que reclamam de
barriga cheia, ele resolve tocar a campainha. – Aaaaaa – gritou a mulher ao
abrir a porta, Jack a abocanha e em segundos a senhorita tinha virado papinha
pra jacaré. Uma testemunha, havia mais um rapaz na cozinha, mas o Jack não
deixa testemunhas, apenas alguns segundos e Jack tinha terminado o serviço,
aproveitou e lambeu o chão e já tratou de fechar a porta e sair do apartamento,
parece que ninguém ouviu o grito, Jack consegue sair sorrateiramente do prédio
e volta ao seu lago onde planejara outros ataques.
IGOR ALEGRO
NAZARIO
O jacaré
da história representa um assassino que não tem culpa de ser quem ele é, pois,
a sociedade deixou marcas nele e fez com que ele se tornasse um monstro. Ele
faz com as pessoas o que fizeram com ele e usa isso como forma de alívio e
vingança.
Os
moradores do prédio são as vítimas e são atacados de surpresa, sem esperar tal
violência vinda de um inocente animal, que na verdade, é um predador que mata a
sangue frio. Isso é uma realidade social.
A tira tem
um ar de suspense e horror ao mesmo tempo em que trata o assunto de uma forma irônica.
Juliana Arcângelo
Hoje foi divulgado o
desaparecimento de 5 pessoas no edifício Jontepié. Acredita-se que esse fato
tenha haver com o assassino, foragido, Jacaré. Uma das moradoras do prédio a
estudante de design Ana Tereza que ligou para a polícia acabou de depor. Em
entrevista a imprensa ela afirma ter ouvido passos e gritos no prédio e decidiu
trancar a porta. A polícia orienta que os moradores dessas redondezas
permaneçam alertas, o assassino é extremamente perigoso, e costuma invadir
locais que possuem facilidade de acesso. Mais notícias você vê aqui no jornal
das nove. Fiquem agora com a novela "e o telefone tocou”. Obrigado
Anderson Caléfi de Almeida
Os
instintos animais determinam comportamentos extremos dos indivíduos, sejam
selvagens, domesticados ou humanos. É o mesmo impulso que leva um jacaré a
espreitar outro animal e então comê-lo, que manda um cachorro esconder um osso,
e que manda faz o homem trair seu cônjuge. O homem, apesar de dizer-se
civilizado, é capaz de tomar atitudes gratuitas que nem mesmo bichos teriam:
matam, machucam, provocam dor com plena consciência do que estão fazendo. Os
selvagens caçam e mutilam para defender-se, para alimentarem-se, apenas, não
por sadismo, vingança, ganância, como é capaz o homem. Ainda assim, as pessoas
esquecem-se das atrocidades cometidas por sua própria espécie e acham-se no
direito de julgar o animal selvagem que não conhece ética, que é movido somente
por seu instinto.
Gabriela
Bara
O texto em
quadrinhos produzido por Laerte se refere, de forma irônica e sutilmente cômica,
à facilidade que o criminoso de hoje tem para cometer tais atos. Age de forma rápida
e cautelosa. Essa crítica é mostrada de forma subentendida no texto. Portanto, inicialmente,
surge um sentimento de dúvida em alguns leitores, não sabendo se a história é
engraçada, pois, geralmente, Laerte produz textos de comédia, além de, nesse caso
específico, a história ser isenta de palavras, permitindo diversas análises.
O
protagonista, criminoso, é representado por um jacaré que consegue achar uma vulnerabilidade
no sistema de garagem em um prédio. O animal, aproveitando a oportunidade,
entra sem ser visto enquanto o portão está sendo aberto e vai em cada apartamento
comer os moradores, os quais abrem a porta para o predador. Entretanto, tal violência
poderia ter sido evitada caso um morador tivesse se precavido ao abrir a porta
e alertasse aos vizinhos sobre a invasão.
Assim,
Laerte consegue, peculiarmente, mostrar como o criminoso age sobre sua ingênua
presa que com um simples ato poderia evitar certas atrocidades. Pode-se verificar
que o ser humano, certo da segurança nos próprios aposentos, perde a noção de que
a propriedade particular é um equívoco. Em outras palavras, o ser não tem mais
total segurança nem total privacidade nos dias atuais. É importante manter-se
alerto.
(Karyne Elise)
O
Assassino Selvagem
O jacaré é um assassino por instinto e
está atrás de vítimas. Ele espera abrir um portão entra e toca a campainha da
1º casa. Come a mulher que abre a porta, sem dó nem piedade, percebe que o
homem viu o ataque e mata ele também e depois mata outra pessoa e outra e outra
e outra também.
((Ana Paula Conde))
A rotina nos dá a sensação
de segurança. Entretanto, quando algo que não esperamos ocorre e somos
surpreendidos, a insegurança passa a fazer parte de nosso cotidiano. Esta
situação ocorre no quadrinho de Laerte: uma senhora e um senhor foram engolidos
por um jacaré, após o descuido de um vizinho do prédio que não percebeu a
presença do gigante réptil quando a garagem foi aberta.
(Juliana Scottini)
A aluna
interpretou a tira com certo humor. Da forma como ela se expressou, pudemos
entender que o jacaré despertou medos de infância. Se traduzirmos a tira para
os dias de hoje, podemos associar o jacaré com a figura do criminoso que age,
assim como o jacaré, observando e esperando a chance de “atacar”.
1-
A colega interpretou da mesma forma que eu.
2-
Concordo com o que ela disse, sem mais.
3-
O autor teve criatividade, mas pela
simplicidade da charge não tem muito o que comentar, para bom entendedor, ela
fala por si só e a interpretação que tive é igual à desta aluna.
4-
Pra mim, ele significa um criminoso e mais
especificamente um estuprador.
Outra
interpretação é a que o fato de o jacaré ir subindo e ir comendo as pessoas, se
partirmos de uma leitura mais maliciosa,
o uso do termo comer, pode ter
uma conotação sexual, tornando o jacaré, o representante de um estuprador. A
aluna disse que o jacaré deixou ela com medo de alguém invadir a casa dela e
comê-la.
1-
Acho a interpretação infantil.
2-
Achei desnecessário essa interpretação
maliciosa.
3-
Achei que a interpretação não teve seriedade e
apesar de o jacaré também poder representar um estuprador, o medo da leitora
foi extremamente infantil.
4-
Concordo com o fato de ele representar um
estuprador, e a malícia da leitura deu um divertimento à tira já que ela é bem
sem sentido.
Conclusão
pessoal
O trabalho
realizado em sala de aula pelo professor Diório foi importante para nós,
alunos, para que pudéssemos perceber como uma simples tira pode ter várias interpretações
diferentes, às vezes semelhantes, e que para cada leitor ela desperta sensações
diversas. Essas reações também podem variar de acordo com o contexto em que o
leitor está inserido em um determinado momento, apesar de ela ter sido criada
com uma determinada intenção.
Ana Luiza
M. C.
Jacaré
A natureza do jacaré é de caça, dizem
ser este um animal irracional. Porém, o jacaré da história parece pensar.
Independente de ser bom ou mau, ele arquiteta um plano para conseguir sua
refeição. Esperto e meticuloso, aguarda um morador chegar para por em prática
seu plano, que deve ter sido planejado nos mínimos detalhes. Curioso observar
como ele consegue apertar os botões do elevador e campainhas, mesmo sendo um
réptil. E que animal guloso! Mesmo comendo humanos inteiros, sempre há espaço
para mais um, tornando o episódio nada parecido com os que vemos nos programas
de vida selvagem na televisão, onde após ingerir uma presa grande estes bichos
ficam dias e dias digerindo-os. Que será que passa na cabeça de suas vítimas em
seus últimos momentos de vida? Qual a surpresa de um morador ao abrir a porta e
dar de cara com algo tão inesperado quanto um animal selvagem? Medo talves,
surpresa sem dúvida, e talvez não haja tempo para sentir mais nada.
(Paula
Carolina Polakoski)
A
habilidade que o s criminosos dos dias atuais apresentam para exercer suas
atividades são cada vez mais impressionantes, impactantes e inesperadas, a ação
deles parece verdadeiras histórias de terror, calculadas nos mínimos detalhes
para que não se tornem futuramente casos desvendáveis. Os criminosos conseguem
atingir e quebrar todas aquelas barreiras de proteção que criamos para fugir de
situações possíveis. Mas, não é mais possível planejar defesas competentes uma
vez que mais rápidas e aprimoradas se tornam as ações deles. Esta realidade a
que estamos expostos se torna cada vez mais semelhante ao que era ficção, o que
se via em
filmes, seriados, e livros, o que parecia somente fruto da imaginação de
autores agora faz parte dos noticiários e do drama diário vivido pela
sociedade, que fica diante das cenas mais absurdas e chocantes do dia-a-dia. Na
tirinha de Laerte é isso que vemos, o jacaré como o assassino, que ataca
friamente tendo sua primeira vitima e em seguida elimina também a testemunha.
(Ariane)
O
jacaré é retratado como rápido, oportunista e inteligente, alegando que o
réptil sabe como e quando agir, mesmo com a fome e a gula lhe aporrinhando,
institivamente busca mais vítimas seguindo a ordem decrescente dos
apartamentos, andares e da fome que sentia (e também do elevador).
Segundo
o autor dos 140 caracteres, o bicho é sagaz e humanizado, calculando
minuciosamente cada passo de sua busca por comida, como se fosse uma saga. Não
sendo apenas isso, o quadrinho mostra de forma divertida, a ação de
oportunistas, com truques e malandragens, e como seria fácil a atuação desses
atos.
(Danielly Fernandes Rosa)
Hoje
em dia os animais estão sem habitat pela ocupação humana e assim eles acabam
recorrendo as civilizaçõespara se alimentar, viver, procriar, etc.
Os
humanos acabam destruindo o habitat animal, e isso causa transtorno ao mesmo e
ao próprio ser humano, pois árvores são derrubadas assim causando um problema
grande em relação ao oxigênio que afeta a todos. Então teria que ocorrer uma
mobilização de conscientização social para melhorarmos o nosso ecossistema e
melhorar a vida de todos no planeta. O ser humano não se preocupa com o ar, com
a água, até precisar e não ter mais, aí todos vão ficar desesperados, só que o
que vai acontecer futuramente já está “programado” a tempos e da mesma forma
continuam gastando água demais e está sendo muito utilizado carros também, que
acaba agredindo o meio ambiente.
A população tem que se
conscientizar e cuidar do nosso planeta pois a tendência é o mundo acabar
graças ao descuido humano.
(ANDRÉA CRISTINE OTTMANN)
Animais
são seres irracionais, agem por instinto, e o jacaré da tirinha do Laerte não é
diferente, apesar de agir como se soubesse o que estava fazendo, como se
tivesse planejado o que fazia, realizando atos humanos, se escondendo e
utilizando elevador e campainha.
Ainda
assim, agiu como que por instinto de sobrevivência, percebendo que os humanos
invadindo seu habitat natural, destruíram suas chances de sobreviver, os
animais acabam indo para a zona urbana, tentando adaptar-se a esse novo meio,
novas maneiras de sobreviver, e lá não têm nem alimentação adequada. Podemos
ver que esse jacaré agiu de duas maneiras: a primeira seria num instinto
assassino, e a segunda por sobrevivência, já que não havia meio de alimentar-se
na natureza, saindo da mesma para caçar no meio urbano, se alimentando de
pessoas.
Quando esses animais saem
de seu habitat e vão para o meio urbanizado, dificulta a continuação da
espécie, pois os mesmos se espalham e com dificuldade reproduzem-se. Este é um
problema constante na atualidade, com a invasão e desmatamento das florestas
brasileiras, os animais migram de seu habitat e outros morrem, dificultando a
continuidade da espécie.
(Thayrine Eloíze Willrich Pires)
A rotina, além de fazer com que
fiquemos sempre caindo em lugares-comuns, acaba nos trazendo uma certa
segurança no cotidiano, nos atos que praticamos, de modo que, qualquer novidade
ou ação inesperada, associadas a desatenção, faça com que nos sintamos deslocados
dentro da própria rotina e surpresos ao ter que executar a vida diária. Se
apropriar dessas “falhas” e da irracionalidade dos animais – no caso, um jacaré
– foi, provavelmente, o modo para chamar a atenção dos leitores usado por
Laerte. A irracionalidade e a improbabilidade que um jacaré no meio urbano
poderia causar foi usada de forma irônica, pois se vê claramente nos quadrinhos
que o animal raciocina de forma instintiva quanto ao que fazer e como agir.
(LAURA
CAROLINA GAFURI)
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