domingo, 22 de abril de 2012

Texto individual final - 1º período Bacharelado em Design – CE62A – S31


Há muito tempo que seres humanos caçam os jacarés. Eles o caçam para se alimentar de sua carne ou usar sua pele para roupas. Mas isso está mudando. Agora não são mais os seres humanos que caçam os jacarés. Os jacarés se rebelaram, e querem mostrar de que são capazes. Eles estão batendo nas portas das casas e se alimentando dos homens sem dó e nem piedade. Já não estamos vivendo em um mundo de paz, a vingança habita nele.
(Bárbara Amin)

É engraçado e ao mesmo tempo inesperado o comportamento do jacará da tirinha por ele se comportar educadamente como um ser humado, saber lidar com elevadores, campainhas e utensílios humanos e, ainda sim manter seu comportamento irracional e animal Também é perceptível como as pessoas estão vulneráveis ao atenderem suas portas. Publicitários, criminosos, vendedores se aproveitam dessa falta de desconfiança e filtro (para pessoas e informações) para conseguir o que querem. O texto ou, no caso, a tirinha, como permite múltiplas interpretações por não ter falas ou textos escritos, pode também ser uma alusão a isso.
JOSÉ ROBERTO CAHALI MARTINHO FILHO

Frequentemente pessoas são vítimas de violência dentro de suas próprias casas, visto que são
abordadas de formas surpreendentes num espaço em que pensamos ser seguro. No entanto, deve-se levar em conta a falta de cuidados contra essas ações.
Podem parecer conselhos bobos, mas existem medidas simples de precaução contra assaltos. Na verdade, gostaríamos mesmo é de ter segurança.
Aline Kubrak

Primeiramente, ao analisar o texto proposto pelo professor, lembrei-me de minha infância quando assistia “Jurassic Park”, onde repteis atacam pessoas. Mas ao discutir com minha colega pude ter uma analise mais incisiva. Percebi uma analogia entre o reptil com um assassino, num momento que um motorista entra distraído no edifício, o “assassino” entra pelo portão ainda aberto, se dirige furtivamente ao apartamento da vítima e a mata. No caminho para a saída, o assassino é flagrado, e num tipo de “queima de arquivo” mata a pessoa.
Matheus Paulmichl Hahnemann

O Jack, o aligátor da boca maldita, espreita a entrada do Condomínio Irlanda na espera de uma chance para fazer mais uma vítima. De baixo de um arbusto, ele espera a hora certa até que sai um rapaz andando rapidamente do prédio, Jack se arrasta passando pela porta antes que essa se fechasse automaticamente. A essa hora da noite o movimento de pessoas pelos corredores e escadas do prédio é quase nulo, e Jack pode caminhar pelas portas dos apartamentos, apenas ouvindo os sons que saem deles, e escolhendo o seu prato do dia. Passando por uma das portas ele ouve uma mulher que aparenta ser de meia idade, cozinhando e resmungando do salário de gerente de um grande banco, que era um bom salário, Jack odeia pessoas que reclamam de barriga cheia, ele resolve tocar a campainha. – Aaaaaa – gritou a mulher ao abrir a porta, Jack a abocanha e em segundos a senhorita tinha virado papinha pra jacaré. Uma testemunha, havia mais um rapaz na cozinha, mas o Jack não deixa testemunhas, apenas alguns segundos e Jack tinha terminado o serviço, aproveitou e lambeu o chão e já tratou de fechar a porta e sair do apartamento, parece que ninguém ouviu o grito, Jack consegue sair sorrateiramente do prédio e volta ao seu lago onde planejara outros ataques.
IGOR ALEGRO NAZARIO

O jacaré da história representa um assassino que não tem culpa de ser quem ele é, pois, a sociedade deixou marcas nele e fez com que ele se tornasse um monstro. Ele faz com as pessoas o que fizeram com ele e usa isso como forma de alívio e vingança.
Os moradores do prédio são as vítimas e são atacados de surpresa, sem esperar tal violência vinda de um inocente animal, que na verdade, é um predador que mata a sangue frio. Isso é uma realidade social.
A tira tem um ar de suspense e horror ao mesmo tempo em que trata o assunto de uma forma irônica.
Juliana Arcângelo

Hoje foi divulgado o desaparecimento de 5 pessoas no edifício Jontepié. Acredita-se que esse fato tenha haver com o assassino, foragido, Jacaré. Uma das moradoras do prédio a estudante de design Ana Tereza que ligou para a polícia acabou de depor. Em entrevista a imprensa ela afirma ter ouvido passos e gritos no prédio e decidiu trancar a porta. A polícia orienta que os moradores dessas redondezas permaneçam alertas, o assassino é extremamente perigoso, e costuma invadir locais que possuem facilidade de acesso. Mais notícias você vê aqui no jornal das nove. Fiquem agora com a novela "e o telefone tocou”. Obrigado
Anderson Caléfi de Almeida

Os instintos animais determinam comportamentos extremos dos indivíduos, sejam selvagens, domesticados ou humanos. É o mesmo impulso que leva um jacaré a espreitar outro animal e então comê-lo, que manda um cachorro esconder um osso, e que manda faz o homem trair seu cônjuge. O homem, apesar de dizer-se civilizado, é capaz de tomar atitudes gratuitas que nem mesmo bichos teriam: matam, machucam, provocam dor com plena consciência do que estão fazendo. Os selvagens caçam e mutilam para defender-se, para alimentarem-se, apenas, não por sadismo, vingança, ganância, como é capaz o homem. Ainda assim, as pessoas esquecem-se das atrocidades cometidas por sua própria espécie e acham-se no direito de julgar o animal selvagem que não conhece ética, que é movido somente por seu instinto.
Gabriela Bara

O texto em quadrinhos produzido por Laerte se refere, de forma irônica e sutilmente cômica, à facilidade que o criminoso de hoje tem para cometer tais atos. Age de forma rápida e cautelosa. Essa crítica é mostrada de forma subentendida no texto. Portanto, inicialmente, surge um sentimento de dúvida em alguns leitores, não sabendo se a história é engraçada, pois, geralmente, Laerte produz textos de comédia, além de, nesse caso específico, a história ser isenta de palavras, permitindo diversas análises.
O protagonista, criminoso, é representado por um jacaré que consegue achar uma vulnerabilidade no sistema de garagem em um prédio. O animal, aproveitando a oportunidade, entra sem ser visto enquanto o portão está sendo aberto e vai em cada apartamento comer os moradores, os quais abrem a porta para o predador. Entretanto, tal violência poderia ter sido evitada caso um morador tivesse se precavido ao abrir a porta e alertasse aos vizinhos sobre a invasão.
Assim, Laerte consegue, peculiarmente, mostrar como o criminoso age sobre sua ingênua presa que com um simples ato poderia evitar certas atrocidades. Pode-se verificar que o ser humano, certo da segurança nos próprios aposentos, perde a noção de que a propriedade particular é um equívoco. Em outras palavras, o ser não tem mais total segurança nem total privacidade nos dias atuais. É importante manter-se alerto.
(Karyne Elise)

O Assassino Selvagem
O jacaré é um assassino por instinto e está atrás de vítimas. Ele espera abrir um portão entra e toca a campainha da 1º casa. Come a mulher que abre a porta, sem dó nem piedade, percebe que o homem viu o ataque e mata ele também e depois mata outra pessoa e outra e outra e outra também.
((Ana Paula Conde))

A rotina nos dá a sensação de segurança. Entretanto, quando algo que não esperamos ocorre e somos surpreendidos, a insegurança passa a fazer parte de nosso cotidiano. Esta situação ocorre no quadrinho de Laerte: uma senhora e um senhor foram engolidos por um jacaré, após o descuido de um vizinho do prédio que não percebeu a presença do gigante réptil quando a garagem foi aberta.
(Juliana Scottini)

A aluna interpretou a tira com certo humor. Da forma como ela se expressou, pudemos entender que o jacaré despertou medos de infância. Se traduzirmos a tira para os dias de hoje, podemos associar o jacaré com a figura do criminoso que age, assim como o jacaré, observando e esperando a chance de “atacar”.
1-      A colega interpretou da mesma forma que eu.
2-      Concordo com o que ela disse, sem mais.
3-      O autor teve criatividade, mas pela simplicidade da charge não tem muito o que comentar, para bom entendedor, ela fala por si só e a interpretação que tive é igual à desta aluna.
4-      Pra mim, ele significa um criminoso e mais especificamente um estuprador.
Outra interpretação é a que o fato de o jacaré ir subindo e ir comendo as pessoas, se partirmos de uma leitura mais maliciosa,  o  uso do termo comer, pode ter uma conotação sexual, tornando o jacaré, o representante de um estuprador. A aluna disse que o jacaré deixou ela com medo de alguém invadir a casa dela e comê-la.
1-      Acho a interpretação infantil.
2-      Achei desnecessário essa interpretação maliciosa.
3-      Achei que a interpretação não teve seriedade e apesar de o jacaré também poder representar um estuprador, o medo da leitora foi extremamente infantil.
4-      Concordo com o fato de ele representar um estuprador, e a malícia da leitura deu um divertimento à tira já que ela é bem sem sentido.
Conclusão pessoal
O trabalho realizado em sala de aula pelo professor Diório foi importante para nós, alunos, para que pudéssemos perceber como uma simples tira pode ter várias interpretações diferentes, às vezes semelhantes, e que para cada leitor ela desperta sensações diversas. Essas reações também podem variar de acordo com o contexto em que o leitor está inserido em um determinado momento, apesar de ela ter sido criada com uma determinada intenção.
Ana Luiza M. C.

Jacaré
A natureza do jacaré é de caça, dizem ser este um animal irracional. Porém, o jacaré da história parece pensar. Independente de ser bom ou mau, ele arquiteta um plano para conseguir sua refeição. Esperto e meticuloso, aguarda um morador chegar para por em prática seu plano, que deve ter sido planejado nos mínimos detalhes. Curioso observar como ele consegue apertar os botões do elevador e campainhas, mesmo sendo um réptil. E que animal guloso! Mesmo comendo humanos inteiros, sempre há espaço para mais um, tornando o episódio nada parecido com os que vemos nos programas de vida selvagem na televisão, onde após ingerir uma presa grande estes bichos ficam dias e dias digerindo-os. Que será que passa na cabeça de suas vítimas em seus últimos momentos de vida? Qual a surpresa de um morador ao abrir a porta e dar de cara com algo tão inesperado quanto um animal selvagem? Medo talves, surpresa sem dúvida, e talvez não haja tempo para sentir mais nada.
(Paula Carolina Polakoski)

A habilidade que o s criminosos dos dias atuais apresentam para exercer suas atividades são cada vez mais impressionantes, impactantes e inesperadas, a ação deles parece verdadeiras histórias de terror, calculadas nos mínimos detalhes para que não se tornem futuramente casos desvendáveis. Os criminosos conseguem atingir e quebrar todas aquelas barreiras de proteção que criamos para fugir de situações possíveis. Mas, não é mais possível planejar defesas competentes uma vez que mais rápidas e aprimoradas se tornam as ações deles. Esta realidade a que estamos expostos se torna cada vez mais semelhante ao que era ficção, o que
se via em filmes, seriados, e livros, o que parecia somente fruto da imaginação de autores agora faz parte dos noticiários e do drama diário vivido pela sociedade, que fica diante das cenas mais absurdas e chocantes do dia-a-dia. Na tirinha de Laerte é isso que vemos, o jacaré como o assassino, que ataca friamente tendo sua primeira vitima e em seguida elimina também a testemunha.
(Ariane)

O jacaré é retratado como rápido, oportunista e inteligente, alegando que o réptil sabe como e quando agir, mesmo com a fome e a gula lhe aporrinhando, institivamente busca mais vítimas seguindo a ordem decrescente dos apartamentos, andares e da fome que sentia (e também do elevador).
Segundo o autor dos 140 caracteres, o bicho é sagaz e humanizado, calculando minuciosamente cada passo de sua busca por comida, como se fosse uma saga. Não sendo apenas isso, o quadrinho mostra de forma divertida, a ação de oportunistas, com truques e malandragens, e como seria fácil a atuação desses atos.
(Danielly Fernandes Rosa)

Hoje em dia os animais estão sem habitat pela ocupação humana e assim eles acabam recorrendo as civilizaçõespara se alimentar, viver, procriar, etc.
Os humanos acabam destruindo o habitat animal, e isso causa transtorno ao mesmo e ao próprio ser humano, pois árvores são derrubadas assim causando um problema grande em relação ao oxigênio que afeta a todos. Então teria que ocorrer uma mobilização de conscientização social para melhorarmos o nosso ecossistema e melhorar a vida de todos no planeta. O ser humano não se preocupa com o ar, com a água, até precisar e não ter mais, aí todos vão ficar desesperados, só que o que vai acontecer futuramente já está “programado” a tempos e da mesma forma continuam gastando água demais e está sendo muito utilizado carros também, que acaba agredindo o meio ambiente.
A população tem que se conscientizar e cuidar do nosso planeta pois a tendência é o mundo acabar graças ao descuido humano.
(ANDRÉA CRISTINE OTTMANN)

Animais são seres irracionais, agem por instinto, e o jacaré da tirinha do Laerte não é diferente, apesar de agir como se soubesse o que estava fazendo, como se tivesse planejado o que fazia, realizando atos humanos, se escondendo e utilizando elevador e campainha.
Ainda assim, agiu como que por instinto de sobrevivência, percebendo que os humanos invadindo seu habitat natural, destruíram suas chances de sobreviver, os animais acabam indo para a zona urbana, tentando adaptar-se a esse novo meio, novas maneiras de sobreviver, e lá não têm nem alimentação adequada. Podemos ver que esse jacaré agiu de duas maneiras: a primeira seria num instinto assassino, e a segunda por sobrevivência, já que não havia meio de alimentar-se na natureza, saindo da mesma para caçar no meio urbano, se alimentando de pessoas.
Quando esses animais saem de seu habitat e vão para o meio urbanizado, dificulta a continuação da espécie, pois os mesmos se espalham e com dificuldade reproduzem-se. Este é um problema constante na atualidade, com a invasão e desmatamento das florestas brasileiras, os animais migram de seu habitat e outros morrem, dificultando a continuidade da espécie.
(Thayrine Eloíze Willrich Pires)

A rotina, além de fazer com que fiquemos sempre caindo em lugares-comuns, acaba nos trazendo uma certa segurança no cotidiano, nos atos que praticamos, de modo que, qualquer novidade ou ação inesperada, associadas a desatenção, faça com que nos sintamos deslocados dentro da própria rotina e surpresos ao ter que executar a vida diária. Se apropriar dessas “falhas” e da irracionalidade dos animais – no caso, um jacaré – foi, provavelmente, o modo para chamar a atenção dos leitores usado por Laerte. A irracionalidade e a improbabilidade que um jacaré no meio urbano poderia causar foi usada de forma irônica, pois se vê claramente nos quadrinhos que o animal raciocina de forma instintiva quanto ao que fazer e como agir.
(LAURA CAROLINA GAFURI)

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