domingo, 17 de junho de 2012

Texto comparativo de uma música com um poema simbolista - 5º período Gestão de Pequenas e Médias Empresas – CE05A T61


Level Up

O nome da música escolhida é “Poção – A Banda Mais Nerd da Cidade”, da banda Negrayscow, com participação de Guilherme de Siervi e apoio da equipe do Nerdice.com. Há vários motivos pela qual escolhi esta música. Faz-me lembrar de nostálgicas memórias de minha infância, fazendo menção de vários jogos que marcaram a minha vida, e também faz muitas referências do universo “nerd” predominante no meio em que estou inserido. Já o poema escolhido é “Violoncelo”, de Camilo de Pessanha (escritor português). O critério de escolha foi um tanto peculiar: Digitei “Poema simbolista” em um site de buscas e fui logo para a segunda página de pesquisa e cliquei no primeiro link, pois sabia que na primeira página estariam os poemas que meus colegas escolheriam.
A forma afetiva que os versos da música se desenrolam se misturam com elementos geeks, envolvendo o público. Talvez não da mesma forma, mas o poema também é envolvente: faz uso de versos que dão a entender estímulos sensoriais mentalmente. O sombrio som grave de um violoncelo com os arrepios causados pelo frio intenso das geleiras nos faz adentrar no cenário. Talvez o poema nem tenha sido escrito para se entender. Talvez o objetivo seja apenas o de fazer o leitor sentir. A sensação que temos ao ler um poema não é o mesmo quando escutamos uma música. Mesmo o a poesia contida num papel sendo mais elaborada e poética, muitas vezes é a letra de uma música que marca um período de nossas vidas. Isso provavelmente aconteça porque precisamos de um estímulo extra para “sentir”. É muito mais fácil escutar o som físico emitido pela vibração das cordas de uma guitarra amplificadas por um aparato eletrônico do que o som imaginário de um violoncelo. Mas continuo com os meus pobres e escassos versos poéticos musicais do que símbolos abstratos impressos numa folha de papel.

Aluno 1

A música “Rock do Diabo”, de Raul Seixas, tem como foco diferenciar o diabo bíblico do que realmente existe, na música retratado como o diabo do “toque”. Este que pode ser representado pela ganância, pelo egocentrismo, pela inveja e características totalmente humanas do gênero. Apesar do poema “Ismália”, de Alphonsus de Guimaraens, visar algo mais espiritual do que material, ambos os textos tem algo em comum: procuram diferenciar algo imaginário do real, no poema, a vontade de Ismália ir para o céu (mundo espiritual) ou fica na terra e na música, os tipos de mal (diabo) existentes, o que atua concretamente, o diabo do toque, e o que atua psicológicamente, o diabo religioso.
De qualquer modo, os textos ainda apresentam características muito distintas, como a linguagem utilizada. Na música “Rock do Diabo”, são utilizadas gírias e palavras banais, tornando o contexto totalmente informal, ao contrário do que ocorre no poema, onde a linguagem utilizada é culta e sofisticada. Também pode se diferenciar o “tom de agressividade” utilizado pelo autor. Na música de Raul Seixas, ele é agressivo e, de certo modo, o rock ajuda nisto e, na poesia, o tom é suave focando a mente do leitor.

Aluno 2

O poema “Acrobata da dor”, de Cruz e Souza, relata a trajetória de um sofrimento que deve ser suprimido, não necessariamente rejeitado, mas sim, exaltado pela ausência de escapatória, como algo que não pode ser manejado. Um sofrimento que tende a loucura, que não pode ser sentido pelos expectadores, trazendo a tona a dissimulação e a manobra falha com os sentimentos.
Já a música “Diggin’ me down”, de Ozzy Osbourne, expõe, aos que são aptos a entender, questionamentos a redor da religião, jogando no refrão o sofrimento de pessoas devido a fome e carência de valores ou itens básicos à sobrevivência digna, e perguntando sobre a influência negativa de valores dados pela Igreja Cristã à seus fiéis e relacionando isso à falta de dignidade de gerações populares. Causando assim, dúvidas a respeito da existência dos ícones paradoxais expostos e impostos pela Igreja.
Relacionando o poema e a música, notamos o debate entre sentimentos e mentiras, onde ambos são gerados pelo ser humano, no poema notamos a manobra em tentar esconder sentimentos e ao fim a ação de entrega e deleite a dor profunda, na música também podemos imaginar futuras manobras que serão feitas pela igreja para justificar tais assuntos paradoxais, colocando como principal argumento, o mais fraco, porém aceito, a ira de deus sobre todos que não o aceitam.

Aluno 3

Ao analisarmos e compararmos o poema denominado “Acrobata da Dor”, de Cruz e Souza, com a música escolhida “Em cada sonho”, cantada e traduzida por Sandy, pudemos constatar algumas semelhanças e diferenças entre estes dois estilos “textuais”. Entre estas características estão:
Vocabulário: Quanto ao Vocabulário, no poema “Acrobata da dor” pode-se identificar a utilização de um vocabulário mais requintado e erudito, sendo a força das imagens na poética bem evidente. Em contrapartida, a música selecionada contém uma letra e linguagem mais simples e acessível ao leitor, pelo fato de a música possuir finalidade distinta de um poema, ou seja, mais direcionada ao entretenimento do público do que a expressão do sentimento de um poeta.
Presença de Metáfora no título: Ao iniciar a leitura do poema, o título imediatamente desperta a atenção do leitor: quem seria este “Acrobata da Dor”? A metáfora “Acrobata da Dor” simboliza o coração. Apesar de ser sugerida no título do poema e revelada somente em seu último verso, é possível perceber que durante todo o poema, o poeta vai dando “pistas” ao leitor, sugestões que se encaminham para o “coração” e o concretizam nesta metáfora de "Acrobata da Dor". Dentre elas, temos: “gargalhada sanguinolenta” (verso 5), e outras palavras que se contrapõe às atitudes de um “palhaço” comum.
O título presente na música é mais direto e claro: “Em cada sonho”. Ele nos remete exatamente à música, ao seu sentido, não ficando sob responsabilidade do leitor “interpretá-lo” como no poema. “Em cada sonho” diz respeito à lembrança da pessoa perdida, que fora junto ao mar e que nunca mais voltará, portanto sua presença se dá apenas em um sonho.
Realidade que exprime: Ao analisarmos os dois textos, identificamos que ambos expressam uma determinada “realidade” ao leitor ou ouvinte, contida em suas “entrelinhas”. No caso do poema, ele afirma que a dor é parte integrante da existência humana, sendo necessário, portanto, conviver com ela e aceitá-la da melhor maneira possível. Assim, seriam necessárias inúmeras “acrobacias” no intuito de superar as dificuldades, os sofrimentos e as angústias. Se referindo à música, ela expressa a dor, a saudade e demais sentimentos que geralmente atingem aqueles que perdem uma pessoa muito querida, como um namorado, por exemplo. A música foi escrita como trilha sonora do filme Titanic, e devido à este fato relaciona esta “perda” ao mar, o qual tem o poder de levar uma pessoa e nunca mais trazê-la, embora seja este o maior desejo do eu lírico na música. Isso pode ser percebido no verso que diz: “Persiste o desejo”; “De trazer de volta do mar”.
Intensa exploração da Musicalidade: Tanto o poeta quanto a autora da música utilizam-se de efeitos sonoros, como a assonância, que compõem a musicalidade do poema. Exemplificando a assonância, temos:

No poema: “Nervoso ri, num riso absurdo, inflado” (verso 3)
   “De uma ironia e uma dor violenta” (verso 4)
                     - Repetição da vogal “i”

Na música: “Por mais que eu tente aceitar”
                  “De repente atinge”
                     - Repetição da vogal “e”

Ideia de predomínio da sugestão sobre a nominação: O título do poema, "Acrobata da Dor" já apresenta inicialmente uma sugestão, que não é revelada de imediato e de forma direta ao leitor, fazendo-o seguir as “pistas” deixadas ao longo do poema para descobrir a verdadeira simbologia do termo. Além disto, pode-se perceber também a intenção sugestiva da utilização de reticências em versos no interior do poema, através dos quais o poeta sugere que o próprio leitor tire suas conclusões, tal como se evidencia nos versos abaixo:

“Pelo estertor dessa agonia lenta...” (verso 8)
“Nessas macabras piruetas d’aço...” (verso 11)

Porém, se tratando da música selecionada, esta possui uma linguagem mais direta, já esmiuçando um pouco mais o conteúdo para o ouvinte ou leitor. O que podemos notar na letra da música, é um leve tom de suspense presente no verso: “O meu coração... não!”, o qual causa uma expectativa no leitor, na espera de uma resposta.

Aluno 4

A música de Arnaldo Antunes, “Debaixo d´água”, trabalha com a idéia de se estar “embaixo d'água”; essa frase pode ser interpretada de diversas maneiras. A primeira e mais óbvia, que até mesmo é citada no poema (“Debaixo dágua se formando como um feto sereno confortável amado completo sem chão sem teto sem contato com o ar”), é a parte inicial da vida, quando a pessoa está se desenvolvendo na barriga da mãe. Neste estágio, estamos totalmente em paz, basicamente sem interferência do mundo exterior. No decorrer da música, no entanto, podemos entender esse verso de outra forma: “debaixo d'água” pode significar uma ausência, um “exílio” da sociedade, feito por escolha própria ou até sem perceber o que se está fazendo. Isso pode ocorrer de várias formas, como um viciado em drogas que foge do mundo real para o mundo “sem fome sem frio sem medo sem vontade de voltar”através das substâncias que usa. Uma pessoa acomodada em sua vida, que vive sem perceber que há algo mais, que podemos sair do mundo confortável em que estamos e pensar e experienciar coisas novas também está “embaixo d'água”. Porém, como diz a música, “Debaixo dágua tudo era mais bonito mais azul mais colorido só faltava respirar”. Temos que respirar, viver e pensar por conta própria, nos aventurar, errar... O mundo é muito amplo e interessante para nos determos no confortável pelo resto da vida.
O poema Ismália, de Alphonsus de Guimaraens, retrata uma mulher louca presa em uma torre que, buscando a lua do céu e o seu reflexo no mar, pula desta torre. Essa mulher se nega a aceitar o mundo “embaixo d'água”, quer alcançar a lua, o exagerado, o inalcançável. Em sua dita “loucura”, ela se diferencia do cardume de pessoas normais e é enclausurada numa torre, sendo isolada da sociedade. Sair da normalidade e se aventurar a “respirar” é algo muito nobre mas muito difícil, e em nossa sociedade muitas vezes considerado loucura. Talvez a louca Ismália seja mais lúcida do que todos nós, por buscar algo mais do que o minimamente necessário.

Aluno 5
   
O poema escolhido para analisá-lo com a música “Do Lado de Cá”, Chimarruts, foi “Velhas Tristezas”, de Cruz e Sousa.
Ao avaliar, pude perceber que uma das coisas em comum entre o poema e a música é a marcante presença da musicalidade, podendo ser ilustrada sob um trecho da música a seguir, “Do lado de cá, A vista é bonita, A maré é boa de provar, Do lado de cá.”, e em um pedaço do poema, “Murmúrios incógnitos de gruta, onde o Mar canta os salmos e as rudezas, de obscuras religiões - voz impoluta, de todas as titânicas grandezas”. Enfim, conforme os exemplos, percebe-se uma importante característica simbolista marcando a grande afinidade entre a música e a poesia.
No poema, Cruz e Sousa utiliza maiúsculas alegorizantes, com a finalidade, de absolutizar a palavra e ampliar a sua significação, o poeta utiliza-se de letra maiúscula em substantivo comum, como se observa na palavra Mar. Já na música, há ausência dessa particularidade.
Há também, outra característica em comum da música com o poema, que é a ideia de predomínio da sugestão sobre a nomeação, ou seja, pelos seus respectivos títulos, tanto o poema quanto a música apresentam uma ideia do que tratarão. E essa sugestão não é revelada de imediato e de forma direta ao leitor, fazendo-o seguir as “pistas” deixadas ao longo do poema (ou da música) para descobrir a verdadeira simbologia do termo.
Enfim, poucas características ou pontos entre “Do lado de Cá” e “Velhas Tristezas” puderam ser identificadas em comum, pois no que tange ao subjetivismo e ao conteúdo irracional, só pode ser atribuído ao poema, que é simbolista.

Aluno 6

Na relação do poema simbolista “Acrobata da Dor”, de João da Cruz e Sousa, com a música “Geração Coca-Cola”, da banda Legião Urbana, pode-se observar que o vocabulário do poema, que é erudito e de difícil entendimento, é bem diferente da música de Renato Russo, que usa dialetos e uma linguagem bem informal.
A musicalidade, evidentemente, é uma característica em comum entre a letra da música e o poema simbolista.
O sentido que as palavras querem dizer é diferente da propriamente dita. Por exemplo (no poema): “Da gargalhada atroz, sanguinolenta”. Exemplo na música: “Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês”. Em ambos os casos os autores usaram expressões com sentido figurado: “sanguinolento”, no poema, e “cuspir de volta o lixo”, na música.
Além da musicalidade e do sentido figurado das expressões, tanto o poema simbolista como a música, têm sugestões sobre a nomeação, ou seja, o título chama a atenção fazendo nos questionar qual será o assunto abordado e , logo, instiga a vontade de ler ou ouvir, no caso da música.

Aluno 7

Ao ler e tentar entender o poema do Cruz e Sousa, “Cárcere das almas”, pude notar e fazer algumas correlações com a música do Projota, “Muleque doido”, que fala justamente de uma solução para a problemática que o Cárcere das Almas traz. A alma deve ser liberta, e se possível, desde a infância, onde o ser está aberto para novos ideais, está apto para o aprendizado, tanto positivo quanto negativo. Por isso, deve-se manipular e cuidar dos lugares freqüentados e companhias dessa criança. Sendo assim, a vida deve ser vivida como se não houvesse amanhã. Com intensidade, com dignidade, um pouco de ingenuidade, e claro... Malandragem. Pois, só tem história para contar quem vive. A alma deve crescer e amadurecer junto ao corpo e a mente; deve aprender que está interligada. O individuo só fica no cárcere se quiser ficar, pois as oportunidades surgem para todo mundo, podendo não ser de forma igual e ideal, mas surgem; basta saber a hora e o jeito de aproveitá-las.
Sem a vivência com a inocência de uma criança, sem as brincadeiras e traquinagens, sem as broncas e sem a imaturidade, nenhum ser pode crescer e amadurecer a ponto de falar: Estou apto a seguir nosso caminho e realizar os pedidos que você tem a pedir, estou pronto para te ensinar o que aprendi e dizer e mostrar o quanto tenho a oferecer e qual é o meu valor. Pode ser tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Sendo assim, a chave para que a alma seja liberta é a própria mente do individuo, que comanda, manipula e ordena o estado dela.

Aluno 8

2 comentários:

  1. YAY, O NÍVEL DE NERDICE DO ICHIBAN É DE MAIS DE 1F40!!!

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  2. Achei essa proposta mais difícil de fazer do que as outras. Embora deva ter ajudado os alunos a aprenderem sobre essa escola literária, não consegui manter-me totalmente concentrada na hora da leitura. Mas, muito válida a ideia de relacionar com música; acredito, que tenha sido algo mais prazeroso para quem realizou o trabalho.

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