domingo, 17 de junho de 2012

Texto comparativo de uma música com um poema simbolista - 5º período Segurança no Trabalho – CE05A T43


Observando e analisando o poema de Eduardo Guimaraens “Ah, não dirás, por certo…” e a música dos Titãs “Isso”, podemos detectar algumas semelhanças. O paralelo que pode ser traçado é de que em ambos retratam um relacionamento de casais onde houve os tradicionais problemas que uma relação enfrenta em sua vida diária, porém no poema podemos ter a interpretação de que o eu- lírico perdeu a sua amada, pois ela morreu e assim tudo na casa que o casal habitava e as coisas que o casal fazia perdeu a graça e agora o que restam são apenas saudades. Já na música que se diferencia do poema vemos um casal em pleno o conflito, onde uma das partes tenta fazer com que a outra compreenda que o que está ocorrendo com eles é algo normal da convivência, e que isto não se é restrito somente a eles, mas sim a todos que têm uma convivência de casal, e que ambos sabiam que não seria fácil serem tão íntimos, mas que como companheiros devem superar os obstáculos que a vida oferece na vida conjugal.
Aluno 1
Lembranças

Lembranças, quem não as tem? Sejam boas ou ruins, elas sempre farão parte de nossas vidas. Um quadro, um lugar, uma música, uma poesia... O simples jogar de palavras em versos, rimando e ritmando, podem não fazer sentido algum para você. Mas, para mim, pode ter certeza de que fazem.
Aquela historinha aparentemente melosa e bobinha da música Velha Infância, dos Tribalistas, enche-me o corpo de sensações únicas e muito sublimes: saudade do passado (e há como ser diferente?), sofrimento pelo futuro, um amor muito grande. Nunca esquecerei aquela cena. Eu tinha não mais que 10 anos e segurava um coração de papelão na mão, embalando-o de um lado a outro, no mais alto onde meus braços podiam chegar, ao ritmo da declaração de amor cantada. A cada palavra que meu fraco peito bradava, a cada grito sincero e cândido, via minha mãe ali na arquibancada, provavelmente “botando ovos” (expressão muito utilizada por ela, diga-se de passagem), emocionada até o último fio de cabelo.
Era dia das mães, ou melhor, a apresentação de dia das mães que todo ano fazíamos no colégio. Até hoje acho que a escolha desta música foi simplesmente brilhante. Digo, para a ocasião. O fato é que declarações de amor (principalmente no mundo pós-surgimento do sertanejo universitário) banalizaram-se, viraram arma de conquista barata e superficial, sendo que elas deveriam ser medidas e o mínimo possível utilizadas. O que quero dizer é que pouquíssimas pessoas que marcaram nossas vidas, que nos deixaram boas lembranças, merecem ter nossa existência colocada em prova por causa delas. E me arrisco a dizer mais: uma música tão linda e profunda como a que embalou as memórias relacionadas à mamãe não poderia, não deveria ser dedicada a mais ninguém... A não ser ela mesma.
Não me envergonho nem um pouco de me declarar à minha amada genitora, muito menos de dizer que ela é a única pessoa nesse mundo merecedora de declarações – verdadeiras – de amor. Não me envergonho de dizer que ela faz parte das minhas melhores lembranças. Se “meu melhor amigo é o meu amor” e não há amor maior que de mães e filhos, bem, a frase já ficou autoexplicativa.
É, deu pra perceber que essa música mexe comigo mesmo. A questão, porém, não é somente esta. Junto a tudo isto, gostaria de citar o poema simbolista “A E I O U”, de Alphonsus de Guimarães. Retomando o início deste texto, a poesia também é guardiã de lembranças, memórias, sentimentos – o movimento do simbolismo, então, foi simplesmente abarrotado destes! -. A obra citada, portanto, consegue fazer conexão com todo o escrito e lido aqui, principalmente devido ao seu conteúdo. Passando por cada fase da vida, Alphonsus “metaforizou” o clima presente na infância, na juventude, na maturidade e na velhice. Sendo assim, não há como não relembrar, de forma mais efêmera que seja, um pouco de cada passagem da nossa própria vida. Ela consegue, assim, exprimir o que eu chamaria de essência das tão faladas lembranças.
Sendo assim, concluo dizendo que, sejam na forma que forem, as memórias constroem o “a e i o u” da nossa vida, trazendo velhas infâncias à tona, nos enchendo de sensações e tornando simples lugares ou objetos, extraordinários.

Aluno 2
Nada faz sentido

Na primeira terça-feira de aula desse semestre, o professor de língua portuguesa fez a chamada de um jeito diferente: fez perguntas um tanto pessoais aos alunos, no lugar de apenas chamar pelo nome, e, no lugar de responder “presente!”, os alunos deveriam responder a pergunta; pelas perguntas feitas, quase acreditei que o professor realmente ouvia espíritos, porque elas tocavam exatamente nos assuntos complexos de responder. Não lembro exatamente qual a pergunta feita a mim, mas lembro que tinha a ver com coração, namorados e pretendentes. Na resposta, falei que tinha um pouco de dificuldade em me apegar as pessoas, em confiar nelas, em me entregar... Falei que não conseguia ter um amor por semana e que, por isso, não “quebrava a cara” como a maioria das garotas da minha idade, ou seja, falei que era uma garota meio fria, no que diz respeito ao coração.
O que eu quis dizer com essa história toda? Algo bem simples: para mim, é complicado escrever um texto sobre ‘o que eu senti ao ler determinado poema’ ou ‘o que eu senti ao ouvir determinada música’. Mas, vamos lá! As músicas são: “Tenha Dó – Los Hermanos” e “Ta Bom – Los Hermanos”, e o poema é: “Trio romanesco - Alphonsus de Guimaraens”.
Músicas foram criadas para levar as pessoas para outra dimensão, e elas normalmente cumprem sua missão. Cada música que escuto me leva a uma viagem pelas minhas lembranças: umas boas, outras não tão boas assim, algumas felizes, outras – extremamente raras – tristes, lembranças bobas, de situações engraçadas, outras trazem fantasmas do passado ou prometem coisas ao futuro. “Tenha Dó” e “Ta Bom” trazem os dois últimos tipos de lembranças, respectivamente “fantasmas do passado” e “promessas ao futuro”.
A primeira, lembra um ex-“quase-namorado” que fez exatamente o que diz a música: me trocou por um outro alguém, depois se arrependeu, descobriu “que me ama, que sem mim você não vive, que foi apenas um deslize, que você preza pelo meu amor” e quis voltar. A minha resposta é semelhante ao refrão da música: “Tenha dó, não mereces o afago nem de Deus nem do Diabo, quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti”. Sem complicações, a música me lembra o nosso fim e ele, mas gosto disso. Só não digo “já superei o que o ‘Fulano’ me aprontou” porque, graças minha pequena deficiência em me entregar, não cheguei a ficar abalada. Pelo contrário, foi uma experiência interessante... na minha opinião, lidar com cafajeste é sempre interessante.
A segunda música faz promessas ao futuro: um novo “Fulano” decidiu que não vai desistir enquanto não me ensinar a ser fofinha, enquanto não “passar pela muralha de gelo que cerca meu coração”. Acho que esse moço vai quebrar a cara, mas estou pagando para ver e essa nova experiência tem tudo para ser tão interessante quanto a que eu falei antes, ou mais.
O poema fala sobre coração: uma camponesa que compara o coração humano aos jasmineiros, um velho que compara a uma sepultura e um poeta a uma laranjeira. Eu vejo o coração como jasmineiros, sepulturas, laranjeiras e um monte de outras coisas socadas dentro de um músculo que é essencial para a saúde do corpo e da alma. No coração estão sonhos que ainda vão desabrochar, esperanças que morreram, outras que vivem e ficam mais fortes a cada dia, ilusões, desejos, saudades e essas coisas que as vezes estão lá dentro e a gente desconhece até que, sem explicação aparente, elas brotam. O coração humano é um mundo de sensações, dentro de um músculo do tamanho da mão humana. Simples, não? Não, mas não fui eu quem inventou, então não cabe a mim tentar entender.
Alego ser fria mas não falei de outra coisa a não ser coração e seus assuntos. Estou apaixonada? Não. Essa contradição diz o que as duas músicas e o poema tem em comum, entre eles, com o meu texto e comigo: nada disso faz sentido. Gosto da primeira música porque lembra um “ex” do qual não gosto mas não tenho mágoa. Acredito que um dia vou encontrar um alguém, pelo qual vou me apaixonar, vou amar, casar, construir uma vida a dois, depois construir uma família, ter filhos, viver feliz para sempre, até que o “para sempre” acabe, mas não acho que o “Fulano” da segunda música seja esse alguém e gosto da música por isso. Já o poema mostra três visões diferentes sobre algo que, ao meu ver, é as três visões misturadas e com uma pitadinha de complexidade. Ou seja, nada faz sentido.

Aluno 3

Paralelo entre música e poema

A música escolhida por mim é Ai, ai, ai da Vanessa da Mata. Não é pela letra, e nem pela cantora que essa musica me marcou, mas pelo simples fato das lembranças que me remetem quando a ouço. Lembro-me que em 2009 estava na 8ª série e tínhamos que fazer um trabalho para a matéria de educação artística, por algum motivo eu e meus amigos escolhemos fazer a paródia dessa música, o dia da gravação foi um dia memorável, a gravação não foi algo tenso ou forçado, simplesmente fluiu. Ainda rio muito ao lembrar desse dia, mas o que mais me deixa feliz ao ouvir a canção é saber que ainda mantenho a amizade com a maioria das pessoas que gravaram comigo, e que a amizade se fortaleceu, mesmo com a distância.
Já o motivo por ter escolhido o poema Acrobata da dor de Cruz e Sousa é que não tenho motivo, sim, é isso mesmo, simplesmente o escolhi rapidamente por ser o primeiro a aparecer, porém o que não esperava é que hoje, quando fui procurar entende-lo percebi que é algo muito comum em minha vida (não só na minha, mas como na vida de todas as pessoas), o poema mostra que a dor faz parte da existência humana, sendo necessário conviver com ela e aceita-la da melhor maneira possível. E é isso que normalmente fazemos, mascaramos a nossa dor, tentamos não demonstra-la. Tem um trecho do poema que demonstra bem o que fazemos: “Nervoso, ri, num riso absurdo, inflado, de uma ironia e de uma dor violenta”, ou seja, rimos, porém por dentro estamos cheios de dor, mágoas, por diversos motivos.
Tentando fazer uma conexão entre a musica e o poema percebi que naquela época (8ª série) eu provavelmente tinha alguma mágoa que encobria, ria, mas por dentro estava triste, e veja só, hoje não me lembro do motivo, então será que valia a pena eu deixar de aproveitar tudo que poderia aproveitar por algum motivo “besta”? Muitas vezes deixamos de aproveitar algo por estar magoado, e logo nem nos lembramos mais do motivo da magoa, devemos superar essas magoas, devemos ser feliz, seguir em frente, como a musica mesmo diz: brindar a vida, tomar um banho de chuva. Devemos ser “um artista nos palcos da vida”.

Aluno 4

Ideologia: eu quero uma para viver

Composição de Cazuza e Roberto Frejat, a música Ideologia, de 1988, vem carregada de críticas à política da época. Contudo, antes de eu pesquisar o contexto histórico em que a música está inserida, ela adquiriu, para mim, um valor muito particular e oposto às críticas da maioria.
Esta música esteve presente numa faixa de transição um tanto quanto complicada de minha vida: a passagem de uma fase preocupada, revolucionária e crítica para outra completamente indiferente, e quem sabe, no fundo, insegura. Não que eu considere isto uma coisa boa, mas é o que temos para hoje.
Os versos que mais traduzem o que sinto são os que dizem: “Pois aquele garoto/Que ia mudar o mundo/Mudar o mundo/Agora assiste a tudo/Em cima do muro”. A menina que era interessada nos mais variados assuntos, desde os mais polêmicos aos mais triviais, que não tinha medo de expressar o que pensava, passa a mera expectadora do mundo. Provavelmente influenciada pelos padrões impostos por nossa sociedade: “Escreva entre 10 e 15 linhas”. Como uma pessoa vai escrever tudo o que realmente pensa em 10 linhas? Depois de entrar no ensino médio posso dizer com certeza que minhas produções textuais pioraram: não em relação à gramática ou à amada norma culta, mas sim ao conteúdo, 10 linhas são superficiais. Mas isso somente não justifica minha perda de interesse, outro fator importante foi em relação à correção: num texto dissertativo recebi na correção minha nota e uma observação de que eu deveria ser “mais sutil” em meus argumentos... Pelo que observo entre meus colegas, são poucas as pessoas que ainda tem algum senso crítico, e, quando o pomos à mostra, somos aconselhados a sermos “mais sutis”.
Contudo, é difícil para mim, parar para refletir e concluir que sou indiferente a tudo e a todos. E, muito mais fácil que assimilar que você se tornou o que sempre criticou é enterrar seus problemas: “Eu vou pagar/A conta do analista/Pra nunca mais/Ter que saber/Quem eu sou”.
O poema Sete Damas, de Alphonsus Guimarães, tomou um valor parecido para mim. O poema fala de sete damas que vêm e beijam o poeta, e, ele querendo ou não, elas vinham com frequência. Depois disso as damas o deixam e morrem. As sete damas adquiriram um valor parecido às minhas crenças e indagações: fossem elas de cunho religioso, político ou moral. Minhas perplexidades que eram frequentes e ocorriam mesmo contra a minha vontade me deixaram e morreram, assim como as damas do poeta.
Todavia, mesmo indiferente à maioria dos assuntos que envolvem a nossa sociedade, ainda tenho a esperança de que essas mudanças estejam relacionadas à idade e que, um dia, eu volte a ser com fui. Que eu volte a ter uma ideologia para viver.

Aluno 5

O poema simbolista de Alceu Wamosy, “Duas almas”, e a música “Mata virgem”, de Raul Seixas, são textos que em suas nuances poéticas, combinam, por assim dizer.
No poema “Duas almas”, o eu lírico explicita duas almas que, no auge da solidão, se encontram e se deitam em uma alcova tépida e quando uma partir deixará um pouco de cada uma na outra, portanto a solidão já não será tão grande.
Já a letra da música “Mata virgem”, o eu lírico evidencia um diálogo entre um homem desejoso por uma virgem prestes a se abrir para o amor.
No texto de Alceu Wamosy mostra, claramente, a relação sentimental entre duas personagens assim como no texto de Raul Seixas.
Os dois textos se encontram no âmbito sexual, o primeiro texto por descrever duas personagens, uma masculina e a outra feminina, que se deitam na mesma alcova e a saudade que as personagens irão sentir e quando esse encontro acabar nenhum será mais tão só e o segundo, pelo desejo de um dos personagens pelo outro.

Aluno 6

Um comentário:

  1. Muito complicado comentar aqui prof, mas td bem né
    Foi a melhor proposta de texto do semestre até agora ;)
    Tchau e bj
    Anne :p

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