terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Experimento Socio-interacionista - Técnico em Gestão de Pequenas e Médias Empresas – T61 – 6º período


Um mundo de viciados
Que a internet é uma evolução absurda para a nossa sociedade, ninguém pode negar, mas o problema começa quando há uma necessidade insaciável de usá-la a todo o momento.
Quando o professor Diório sugeriu um experimento para nós provarmos um pouco da solidão, achei uma ideia muito interessante, já que realmente não temos tempo para nós mesmos, sempre ligados com pessoas que estão distante, seja pela internet ou pelo celular. Particularmente, eu não tive muitos problemas para cumprir essas 24 horas sem redes sociais e sem trocar mensagens pelo celular, mas sei que muitos tiveram. Eles estão acostumados a se comunicar o tempo inteiro, muitas vezes deixando as pessoas que estão presentes no mesmo local de lado, focando apenas nas pessoas com quem conversam pelo celular. Isso também é comum no ambiente familiar, pois as crianças e adolescentes ficam muito mais tempo no computador do que interagindo com seus pais, o que é o começo de muitos problemas familiares.
Esse experimento foi importante para percebermos quão dependentes das redes sociais nós somos, pois creio que todos sentiram falta de entrar no facebook, twittar o que fez no dia ou postar uma foto no instagram. E também foi igualmente importante para que nós tivéssemos um momento de reflexão, para ver se às vezes não é melhor desligar o computador, deixar uma mensagem sem resposta e parar um pouco para ler um livro ou ficar um pouco com a família. Talvez alguns tenham tido o mesmo pensamento que eu, mas creio que a maioria nem pensou nisso, o que eu acho uma pena, já que se desligar um pouco do mundo pode ser muito benéfico.
Luiz Eduardo Adriano Eifler

Todo dia quando chego da UTFPR a primeira coisa que eu faço é ligar o computador, além do mais é inegável que eu uso o celular para mandar mensagens de texto o dia inteiro, sendo essa minha forma de comunicação, muitas vezes o receptor da mensagem não está há nem 50 metros de distância de mim, algumas pessoas eu nem tenho contato pessoa-pessoa, somente por sms ou redes sociais. Na atualidade é impossível ficar desconectado, tudo agora é via internet, colegas de classe têm e-mails da turma e grupos em que conversam e trocam ideias sobre as matérias escolares, contato humano se tornou dispensável, ou melhor, desnecessário.
Como algumas pessoas eu aceitei fazer a experiência de ficar longe da tecnologia por 24 horas, o dia que fiquei foi quarta-feira junto com mais alguns de meus colegas de turma, coincidentemente tinha um aniversário para ir e eu também tinha adiantamento à tarde. Do colégio fui para a casa da minha mãe e dormi até o horário da festa, lá pelas 19:00, e só fui embora às 23:00, então por mais que eu quisesse não teria tempo para me conectar a internet, sendo assim decidi fazer mais um dia, visto que o meu objetivo era realmente sentir falta da interação constante, fazer coisas mais produtivas do que apenas assistir séries no computador, atualizar o facebook e por que não pensar na vida?
Foi então que raiou o dia de quinta-feira e as mensagens continuavam se acumulando, alguns de meus amigos até se impressionaram de eu me submeter a mais um dia de experimento, era difícil para todos acreditar que eu queria me isolar por vontade própria. A manhã foi fácil, mas chegar em casa e não ligar o computador foi uma tentação, tentei arranjar algo para fazer, mas terminei arrumando meu quarto, reorganizei o armário, guardei as roupas que estavam em cima da cama, passei aspirador e arrumei meus cadernos jogados em cima da escrivaninha, o suficiente para ocupar meu tempo e minha cabeça. Costumo parar um pouco durante meu dia para pensar, refletir, mas normalmente isso acontece inconscientemente e só me traz más lembranças, a primeira associação que fiz quando o Diório falou do experimento foi com a reflexão da minha vida, mas eu estava esperando para tê-la.
Na sexta-feira comecei a ler um novo livro no ônibus que comprarei há mais de 6 meses atrás, mas nem começara a ler por “falta de tempo”, cheguei em casa direto da UTFPR e liguei o computador, como nos velhos tempos, entretanto antes de me conectar dormi um pouco. Como se não fosse tarde demais tive a minha esperada epifania, vinda pelo formato de um sonho ruim, não se classificava exatamente como pesadelo, porque não dava medo, apenas me mostrou algumas verdades que eu já tinha conhecimento, mas preferia não aceitar, mas isso não foi tudo, depois de mexer um pouco na internet, e ver algumas séries veio a segunda parte da minha epifania, todos os meus problemas pareceram se simplificar, vi os defeitos e as soluções, por mais que difíceis e algumas até exigissem tempo e força de vontade eu me comprometi a resolvê-los.
Mais de uma semana depois e eu continuo seguindo meu plano de metas, fiz questão de anotar minhas ideias para que assim não pudesse dizer que me esqueci qual é o problema e a solução mais adequada. Sei como é difícil mudar, mas também sei o quanto é prazeroso quando se muda para a melhor. Não me arrependo de ter participado da experiência, na verdade gostei e definitivamente faria de novo, pois acho que só tem a me acrescentar na vida e quem sabe eu não comece a fazê-la pelo menos uma vez por mês?
Lívia Sajovic Alegre Petramali

Apenas um experimento...
Fico realmente feliz em perceber que não sou um prisioneiro do mundo atual. Todos os dias eu mando mensagens, mexo nas minhas redes sociais, me interajo com o mundo, mas ao realizar o experimento, percebi que não é uma coisa que me faça ter abstinência.
Consegui realizar as 24 horas combinadas. Na verdade fiquei mais o fim de semana inteiro sem entrar no facebook nem no twitter. Mensagens eu mandei somente na manha de sábado.
Percebi que mesmo avisando meus colegas sobre o experimento, muitos deles continuaram me mandando mensagens de bom dia, boa noite, horas iguais e até mesmo fazendo perguntas. Até algumas ligações desesperadas recebi, mas não as atendi.
O que tiro de positivo desse experimento é que mesmo com a pressão que fazem sobre a sociedade, mesmo sem o encontro cara a cara, consegui ter um tempo para refletir e pensar sobre como está sendo minha vida, o que posso melhorar e sobre o que será do meu futuro, tempo que a partir de agora, irei tirar todos os dias, mesmo que sendo enganando meus amigos que irei dormir mais cedo.  
Matheus Felipe Fagundes das Neves  

Um momento de reflexão
Não achei muito difícil ficar 24 horas sem me comunicar virtualmente, exceto nos momentos de ciúmes. Não cumpri com a experiência, pois mandei uma mensagem na quinta-feira à noite para saber onde meu namorado estava. Imagino que para quem é ciumento, como eu, não foi nada fácil!
Apesar disso, consegui controlar a vontade de entrar no Facebook, e nesse tempo, aproveitei para pensar em mim, nas minhas metas, nos meus sentimentos, nas minhas atitudes, etc. Foi um momento muito proveitoso, pois consegui organizar a minha mente e me sentir bem.
Muitas vezes tentamos fugir dos problemas e procuramos algo que nos divirta, como por exemplo, as redes sociais, e não percebemos que seria muito mais fácil resolvê-los se parássemos para pensar no tal problema.
Yullie Gabir Prandel

Ilhado
 “Passe 24 horas sem acesso ao facebook, twitter, tumblr, Skype, jogos online, isto é, sem acesso a internet. Além disso, não mande mensagens de texto! O celular só é válido no caso de alguma emergência e para fazer ligações. O tempo que você usava para essas coisas, deve ser utilizado para pensar um pouco em si mesmo”. Sim, em pleno século XXI, ao ouvirmos algo desse tipo pensamos imediatamente que se trata de alguma brincadeira. Mas, no entanto, foi exatamente a proposta que o professor Diório nos fez.
Essa experiência deveria ser efetuada das 18 horas do dia 6 de dezembro até às 18 horas do dia 7. Logo a primeira vista, ficou claro, para mim, que seria muito difícil completar essa tarefa, já que mandar torpedos e verificar atualizações do facebook tornou-se praticamente um vício.
Desde a manhã do dia 7, avisei as pessoas para quem usualmente mando mensagens sobre a experiência que iria realizar, a fim de que não ficassem preocupadas. Ás 17:59, mandei minha última mensagem e comecei o experimento. Arrumei a mala para o dia seguinte, organizei alguns cadernos e minha escrivaninha, preparei o jantar, tomei banho...  Foi quando percebi que não tinha mais o que fazer, eram 21:00.
Resolvi deitar na cama e ouvir música. Alguns pensamentos começaram a surgir em minha mente, um em especial chamou minha atenção: Comecei a lembrar de muitos amigos que passaram pela minha vida, e vi que estava sentindo saudades deles, com isso percebi que no mundo atual, onde todos se comunicam com todos, o mundo da internet, eu incrivelmente tinha perdido o contato com eles. Tratei de afastar esse pensamento, uma vez que a vontade de ligar o computador e procurar tais colegas no facebook era imensa.
Muitas outras reflexões passaram pela minha cabeça, principalmente algumas dificuldades que tive na mesma semana. Novamente a vontade de entrar na internet surgiu, não obstante, entendo que dessa vez o desejo surgiu como forma de evitar pensar nos problemas, o que de certa forma fiz ao ir ver televisão. Vi um trecho de um filme e voltei para a cama, pois já era meia-noite e tinha aula pela manhã.
Quando deitei não consegui dormir, logo voltei a refletir em outras coisas que aconteceram durante a semana, principalmente em algumas atitudes que tinha tomado. No dia seguinte, acordei atrasado e acabei acidentalmente enviando uma mensagem para um amigo guardar um lugar na sala para mim e outras mensagens em seguida. Foi quando recebi uma mensagem em resposta, que percebi o que tinha feito. Dessa forma o experimento acabou, e fiquei “ilhado” somente por 12 horas, o que me deixou um pouco frustrado, pois demonstrou que sou realmente “viciado” em me comunicar a distância com outras pessoas, ou em outras palavras, não consigo mais ficar só.
Apesar de não ter conseguido completar o que me foi proposto, foi algo muito interessante de ser realizado e que me acrescentou duas coisas importantes: Primeiro muitas vezes não nos damos conta de que a internet esta cada vez mais conectando as pessoas ao mundo, e devemos usá-la para achar pessoas com as quais muitas vezes perdemos contato; e segundo, pelo ritmo frenético que as nossas vidas têm, muitas vezes não paramos para pensar nas ações que tomamos no dia-a-dia, podemos machucar pessoas com as quais convivemos sem mesmo nos darmos conta. A experiência me ajudou a adotar o hábito de diariamente passar uma hora inteiramente sozinho, refletindo sobre mim mesmo.
Filipe de Luca Hartje

A obrigação
A solidão positiva é caracterizada por um momento particular de crescimento pessoal através da reflexão. Para se chegar a ela não basta apenas ficar longe de pessoas e desligar seus dispositivos móveis e imóveis.
Quando me “desliguei do mundo” e fiquei sem fazer nada, as únicas coisas em que conseguia pensar eram em como organizar minhas atividades semanais e que precisa, no sentido mais próximo de obrigação, fazer um momento de reflexão.
O saldo de tudo isto é a certeza de já nos acostumamos a viver para o mundo. Prova disto é que mesmo sem poder criar coisas para o mundo só pensamos nelas.
Eduardo Rodrigues Maneira

Foi talvez por reconhecer que sou prisioneira da comunicação à distância para a comunicação geral que nem quis participar do experimento. Os compromissos são marcados por facebook; as notícias são acompanhadas por blogs e twitter; as conversas com as pessoas importantes para mim são por sms e facebook. Eu não gasto tempo vendo timelines. Seleciono atualizações de quem me interessa para receber. Mas se eu pudesse trocar, preferiria mil vezes ter aulas online, por exemplo, para poder gastar tempo presencial com as pessoas que eu amo. Dessa forma, acho que eu não trataria a situação como um vício em facebook, ou em mandar sms, mas trataria como uma necessidade de comunicação, que precisa ser satisfeita meio a muitas coisas para se fazer. Não é um vício no meio de comunicação. É que é o único meio mesmo. Ou, muitas vezes, o mais eficiente. Há épocas em que não consigo separar tempo para sair com os amigos, encontrá-los pessoalmente.     
Mesmo assim, valorizo o tempo comigo mesma, como uma das tarefas a serem cumpridas. De outra forma não consigo lidar com a quantidade de obrigações. Preciso refletir sobre tudo. Isso talvez aconteça devido à minha personalidade introvertida. Eu tenho essa necessidade de parar para refletir, procurar textos e músicas que possam acrescentar algo aos meus pensamentos.  
Talvez pessoas extrovertidas não tenham essa necessidade tão forte, mas se eu não paro para desembaraçar meus pensamentos eles me perseguem embaraçados e não me deixam estudar ou fazer qualquer outra coisa. São momentos curtos, mas essenciais estes separados: banho, ônibus, hora do pôr-do-sol e hora de dormir.  Portanto, eu sou dependente das redes sociais e do celular para a comunicação, o que talvez seja ruim, mas eu não vejo como mudar agora. Entretanto, isso pouco me prejudica nos momentos que eu separo para a “solidão saudável”.
Raquel Purin de Sousa

Uma pergunta que venho me fazendo há algum tempo é até que ponto chega a correlação entre a socialização moderna e a interconexão pela mídia manipuladora. Se há algo a ser discutido, é o modo como se trata da diferença entre a solidão, do inglês loneliness, e a solitude. Como não há consenso do significado dessas palavras, tentarei ser o mais claro possível. Pode-se imaginar que são termos equivalentes, porém compartilham uma drástica diferença. A solidão é uma espécie de isolamento emocional e representa uma doença psíquica, que se não tratada pode se tornar cronica. Já a solitude é o isolamento social que algumas pessoas têm necessidade, como um momento usado para reflexão.
Como seres humanos são criaturas sociais por natureza, o isolamento da sociedade afeta fortemente nossa saúde mental e física. Alguns de nós apresentam predisposição a enfraquecer as conexões sociais, preferindo atividades individuais ao invés de se envolver com os outros.
Ler, escrever e refletir profundamente exigem momentos de solitude, que nos estimulam a ser criativos. Eles nos renovam, para que possamos enfrentar os desafios por vir e voltar a comandar nossa própria vida. Também, temos outras perspectivas de análise para o que fizemos ou faremos.
Praticar esse tipo de atividade num mundo inter-conectado é coisa para poucos, motivo pelo qual o Prof. Diório, linguista na UTFPR, nos propôs seu experimento “Sócio-interacionista”: teríamos que permanecer 24 horas sem qualquer tipo de conversa virtual com nossos amigos. Como não sou muito fã de redes sociais, completei com certa facilidade a tarefa. Apesar de usar o Facebook para me atualizar, não fui prejudicado, devido à experiência ter acontecido ainda na segunda semana de aulas.
O fato é que vários foram os momentos de solitude, inclusive por ter sido numa tarde livre. Diversos foram os temas por mim analisados, mesmo sendo quase inconscientemente. Pensei na aula de Filosofia que tive pela manhã e em tudo o mais, que já nem lembro. Por ser uma experiência subjetiva, haverão de concordar que cada um obteria um resultado diferente. E foi isso que aconteceu. Alguns sucumbiram à vontade de mandar mensagens e outros sequer conseguiram concentrar-se numa reflexão, talvez por falta de vontade ou por terem achado desnecessário. Por minha vez, digo que é preciso prestar muita atenção para não acabar ultrapassando o limiar entre a solitude e a solidão, e ter a sensação negativa de isolamento.
Vinícius Henrique Sezanosky Pinto

Realizei a atividade proposta em sala de aula que consistia em permanecer vinte e quatro horas sem acesso a meios de comunicação interativos. Ao realizá-la, em nenhum momento acessei qualquer tipo de informação interativa, tendo concluído a mesma sem muitos problemas. Esta atividade me levou a concluir que, em nosso tempo e contexto social, a maior parte da informação que acessamos está de certa forma vinculada a esse tipo de meio de comunicação.
Geralmente, utilizo muito a internet para me manter informado, tanto sobre noticias quanto sobre atrações ou eventos em geral que possam me interessar. Gosto de me comunicar por mensagens ou por chat. estou acostumado a utilizar mecanismos instantâneos de mensagem pela praticidade e interatividade.Durante as horas da atividade, tive problemas em me comunicar com meus amigos, de me informar a respeito de eventos e atividades que poderiam ser do meu interesse e de acessar noticias. Estava planejando me encontrar com alguns amigos em um evento durante a atividade e não pude nem me comunicar com eles, nem acessar as informações sobre o evento. Esta dificuldade me gerou um sentimento de certa incapacidade e isolamento.
O tempo que antes eu destinava para acessar essas mídias, eu utilizei para adiantar alguns trabalhos e outras atividades. Apesar de sentir falta do acesso rápido à comunicação e à informação, não me senti muito reflexivo e não tive meu humor alterado. Já tenho o costume de dedicar um tempo para atividades solitárias, um tempo “para mim”, mesmo que não com muita freqüência. Costumo, às vezes, tirar um dia para ler um livro ou ficar algumas horas apenas escutando música, sem me conectar à internet ou trocar mensagens. Porém, só faço isso quando não tenho nenhum interesse, ou necessidade de me conectar.
Particularmente falando, talvez pelo tempo estipulado, a atividade não chegou a fazer eu me sentir completamente sozinho. Creio que a solidão na qual me encontrei durante a atividade represente mais um sentimento de isolamento do que algo emocional ou reflexivo. Porém, considero a atividade válida para avaliarmos o quanto de nossas vidas está vinculado com esses meios de comunicação. Acho que, quem não está acostumado com um tempo pra si pode tirar um bom proveito dela.
RAPHAEL SOMENZARI

Redescobrindo a Solidão Integradora, um Paradoxo Coerente
O fenômeno da comunicação e sua relação com o comportamento da sociedade, uma das temáticas mais importantes da disciplina de Língua Portuguesa, foi alvo de um experimento, do qual participei, realizado em algumas turmas do Ensino Técnico da UTFPR sob orientação do Professor Diório. A proposta consistia em avaliar até que ponto o tempo dedicado pelas pessoas a uma “solidão positiva” não estaria sendo prejudicado pelo excesso de interatividade por meios eletrônicos a que são submetidas diariamente.
Dessa forma, dividiu-se a experiência em 4 etapas principais: uma breve exposição dos objetivos do experimento e levantamento de hipóteses, a prática (24 horas sem comunicação virtual), o relato das vivências da prática em forma de questionário e conversa informal em sala com base em certa literatura sobre o tema e, por fim, a produção de relatos pessoais em forma de texto pelos alunos e a organização dos dados levantados para discussão.
Assim, o processo como um todo não se limitou às 24 horas de “martírio”, tempo considerado por boa parte dos alunos insuficiente para a obtenção de resultados relevantes. Mais do que isso, presumo que foram as 2 semanas “com a pulga (em algum nível) atrás da orelha” a principal causa de maiores reflexões e até mesmo vivências sobre o tema.
Nesta altura, cabe comentar que minha vivência pessoal da parte prática do experimento não revelou grandes surpresas, na verdade só fui dormir meia hora mais cedo. Já tenho o hábito de reservar algum tempo sozinho em meu dia quer para investigar minha própria subjetividade, quer simplesmente para curtir a tranquilidade e a comodidade de não precisar interagir com outrem (apesar das reclamações, desligo o celular mesmo). A isto se somou o fato de que, por serem em dias de semana, as 24 horas “off” já estavam quase que totalmente preenchidas por atividades durante as quais não me utilizo de comunicação virtual.
Por fim, avalio como positiva a atividade, visto que questões como o desinteresse da mídia e comércio pela solidão, a atual dependência da interatividade e os aspectos importantes da solidão humana desencadearam boas reflexões conjuntas. Paradoxalmente, talvez a solidão cumpra inclusive um papel integrador nas relações humanas. Até porque, muitas vezes é preciso que nos afastemos de algo ou de alguém para poder melhor enxerga-lo melhor e reconhecer seu valor.   
Daniel Havro da Silva

SOLIDÃO POSITIVA
Em relação ao experimento socio-interacionista, que consistiu em todos os alunos ficarem “24 horas off-line”, na tentativa de “experimentar” a solidão positiva, ou melhor, ter um tempo para si mesmo, considero-o positivo.
Na realidade, o dia estipulado foi em uma quinta-feira, porém acabei fazendo a minha experiência no domingo, o que foi até melhor, porque meus familiares tinham compromissos e fiquei sozinha em casa, eu e a solidão! Fiquei escutando músicas pensando na vida, estudei um pouco e tracei alguns objetivos para o próximo ano. Porém, em minha opinião, achei que o tempo estipulado foi relativamente curto para sentir-me solitária. Talvez se ele fosse maior, como comentado em sala, uma semana off-line, conseguiríamos resultados mais significativos para este experimento.
No entanto, em outro momento da minha vida eu me senti realmente solitária. Uma vez, eu a minha família viajamos para a casa da minha avó, e naquele tempo ela ainda morava em um sítio, literalmente no meio do mato. Passamos uma semana na casa dela. Como já mencionei, era no meio do mato, ou seja, sem internet, sem celular, porque só ficava fora de área, se você mandasse uma mensagem eu iria receber depois de uns três dias. Mas enfim, chegava ao final da tarde e não tinha nada para fazer, eu sentia uma coisa ruim, ficava angustiada porque não fazia absolutamente nada a não ser comer e dormir. Senti muita, muita falta do facebook. Ainda bem que agora a minha avó mora na cidade e não preciso mais sofrer deste mal.
Com isso, consegui perceber que quando estamos sozinhos (na solidão) e pensando, estamos simultaneamente no dois-em-um do diálogo sem som, você consigo mesmo, e para ser uma “solidão positiva” creio que o indivíduo deve ter seu outro eu, ou seja, sua consciência moral, como um amigo e não chegar ao ponto do diálogo contradizer-se, assim, pode-se ilustrar nos dizeres de Hannah Arendt, “não importa em que séries o pensamento se engaje; para o eu que nós todos somos, importa cuidar de não fazer nada que torne impossível para os dois-em-um serem amigos e viverem em harmonia”, caso contrário, se você não está em paz consigo mesmo, a solidão tornar-se negativa.
Enfim, mesmo não conseguindo resultados significativos neste experimento, o avalio como positivo, pois pude o comparar com outro que vivenciei e com os dizeres de Hannah Arendt, que nos mostra a importância do pensamento para a vida moral de cada indivíduo, pois cabe a cada um pensar e analisar, rever seus princípios, valores, credos, convenções com o intuito de conhecer a verdade a partir de seus próprios pensamentos, assim vê-se a necessidade de mudá-los ou não. E é com relação a tudo isso que avalio a solidão positiva como algo de grande importância para a vida de cada um.
Katiane Dalla Vecchia

EXPERIMENTO “SOLIDÃO POSITIVA”
Atualmente, no mundo agitado e corrido em que vivemos, é comum faltar tempo para tudo, até mesmo para si próprio. As consequências deste fato são enormes, afinal, nos tornamos escravos das informações vinculadas pelos meios de comunicação, na medida em que não dispomos do tempo necessário para digeri-las antes de assimila-las.
Pensar é um ato que por si só exige tempo e ambiente propicio, o que hoje em dia esta cada vez mais difícil. Não há melhor momento para pensar do que quando se está só, quando nos desligamos da agitação do mundo para, simplesmente, pensar, pensar e pensar.
Porém, a sociedade e as organizações chegaram a tal ponto de visualizar a solidão como algo negativo, sinônimo de retração, de isolamento. O “normal” considerado pela sociedade é estar rodeado de pessoas todos os dias, em meio à grande agitação, assim como afirma Tomei (2008) e Fortunato (2008), citando Katz (1996):
[...] é preciso aprender a ser só e parte da convicção de que nem sempre isolamento rima com sofrimento, ou seja, há uma solidão positiva. O autor prega o direito de não se comunicar, de não externar sentimentos e opiniões ou compartilhar momentos quando o mundo tagarela dos meios de comunicação exige justamente o contrário.
Essa “Solidão Positiva” é algo de que precisamos cada vez mais. Ter um momento para refletir e avaliar nossas ações diárias é extremamente importante, pois nos traz a possibilidade de mudanças construtivas sejam elas relacionadas à nossa personalidade e atitudes, ou à nossa capacidade crítica perante tudo o que nos é apresentado pelas mídias de hoje. Afinal, segundo Paz (1984), citado pelas autoras, “a solidão pode ser positiva na medida em que somente na solidão é possível uma ruptura com um mundo caduco e a criação de um outro novo. A solidão é a profundeza última da condição humana”.
O experimento realizado em sala objetivou fazer com que boa parte dos alunos buscassem a  experiência da chamada “Solidão Positiva”. O tema surpreendeu muitos, mas levou-nos a parar e perceber o quanto a sociedade e a tecnologia nos limitam em todos os momentos. Hoje em dia não vivemos sem internet, computador ou celular. Estamos o tempo todo conectados sem ao menos dar-nos conta; muitas vezes estamos ocupados demais para pensar e refletir sem interferências.
A proposta do experimento foi privar-se de toda a forma de comunicação virtual, via celular ou mensagens, durante 24 horas, com exceção para casos particulares. Deste modo, esperava-se que, em algum momento deste período, tivéssemos um momento a “sós consigo mesmos” onde pudéssemos pensar um pouco mais a respeito de nossa vida e de nossas atitudes, buscando soluções para os possíveis questionamentos encontrados.
Os resultados apresentados foram os mais diversos, porém, a meu ver, satisfatórios. Muitos foram aqueles que, por algum motivo, não conseguiram cumprir todas as 24 horas estipuladas e desistiram algum tempo antes. Outros sentiram dificuldade, mas realizaram todo o experimento. Alguns, ainda, não realizaram o experimento por motivos pessoais.  Apesar disso, todos os resultados foram válidos e demonstraram o quanto dependemos e somos influenciados por estes meios nos dias atuais.
Ao discutirmos sobre os resultados obtidos, pudemos perceber os vários pontos positivos do mesmo. Muitos perceberam que o ato de reservar um tempo para si é algo muito valioso e, de certa forma, prazeroso. Já outros reconheceram a grande importância que estes meios exercem em suas vidas (marcar reuniões, receber um aviso de ultima hora, etc.). Com relação à minha experiência, pude refletir sobre muitas coisas que passavam despercebidas no meu dia a dia, pensei no que poderia fazer para ser mais pontual e ainda aproveitei para programar minha semana.
O experimento, bem como o aprendizado repassado através dele, foram muito válidos, pois  permitiram-nos o contato com um tema relativamente recente e que passava, por vezes, despercebido em nosso dia a dia: a importância da Solidão Positiva. Agora, daqui pra frente, sabemos que reservar um tempo para ficar só, para pensar e refletir, é algo não só positivo, mas, sobretudo benéfico e transformador.
REFERÊNCIAS ADICIONAIS:
Vanessa Aline dos Santos

Acho sim que a minha geração é uma geração conectada, e que isso aumenta cada dia mais. Os momentos de solidão são cada vez mais raros, e os de reflexão também. Por isso penso que o experimento proposto foi bastante positivo, nos possibilitando um tempo “livre”. Apenas acho que o tempo foi pouco, apenas 24 horas, se fosse maior (uma semana talvez) os resultados seriam ainda melhores.
Em um primeiro momento, achei que o experimento seria muito difícil de se realizar. Mas com o passar das horas, parece-me que foi ficando cada vez mais fácil. No começo, mantive meu celular no bolso, e a todo o momento pegava-o com a intenção de mandar uma mensagem, depois lembrava das horas que deveria passar sem a prática, e guardava-o novamente. Depois de um tempo, passei a deixar o celular dentro da mochila, e não sentia mais esse ímpeto de usá-lo. Ao final do experimento, me sentia um pouco ais livre, sem a ansiedade que normalmente sinto com a espera das respostas das mensagens.
Ficar sem o celular foi mais difícil do que sem as redes sociais. Mesmo ficando algumas horas por dia usando-as, é com o celular que passo as 17 horas em que estou acordada, mandando mensagens e conversando com os amigos o tempo todo. Ficar sem poder ler o que me contavam foi difícil, principalmente quando usava o celular para ver as horas e lia “4 mensagens não lidas”.
Pela minha rotina ser bastante cheia durante a semana, acabei não tendo muitos momentos em que não tinha nada para fazer, mas sem o celular passei algum tempo a mais refletindo, sem as interrupções causadas pela vibração que anuncia a chegada das sms. Mas mesmo assim considero que o experimento teve um resultado muito bom, acabei percebendo que consigo, e com relativa facilidade, passar 24 horas sem celular e sem redes sociais. Que não sou uma total alienada como diz o meu pai.
Helena Resende Ribas

JÁ É COMUM
Já parou pra pensar quantos dos seus amigos não tem celular? Ou quantos não estão em nenhuma rede social? Ou ainda quantos não usam a internet regularmente?
Pois é, a resposta pra essas perguntas provavelmente será “nenhum” ou “pouquíssimos”, e isso se deve totalmente pelo o avanço da tecnologia e a acessibilidade de tal. Hoje em dia todos os jovens tem acesso a internet, e todos são “obrigados” a estar nas redes sociais simplesmente pra não ficar “por fora” do que acontece. Mas não podemos culpar ninguém por isso, pois já virou algo tão comum no nosso dia a dia, que não se é visto como um vicio maligno, e querendo ou não a nossa vida “virtual” já está totalmente interligada com o nossa vida “real”, por exemplo, os eventos do fim de semana são todos planejados, marcados nas redes sociais; as fotos da noite passada; até mesmo o parabéns e dito em tais redes;
Eu mesma, não participei do experimento proposto pelo professor, porque no mesmo dia eu iria participar de um evento, onde todas as informações estavam sendo ditas por facebook. Eu realmente gostaria de ter participado, mas a comunicação acontece por esses meios e chegamos a um ponto que é impossível ficar sem comunicação, já é comum, já é normal.
Temos cada vez menos tempo de viajar nos próprios pensamentos, ou viajar para um outro mundo através de livros, conversamos cada vez menos pessoalmente com as pessoas.
Pois é, as redes sociais tem muitos prós, nos permite estar conectado com todo mundo ao mesmo tempo, mas nos impede de ficarmos sozinhos com nós mesmos de vez em quando, isso é um contra, que vem junto.
Kesller Cristina Silva de Almeida

Enlouquecer
Nossa geração nasceu escrava da tecnologia. Acessamos a internet em qualquer lugar, mandamos mensagens a qualquer momento. E se pararmos de fazer isto, simplesmente nos isolamos do mundo, e esquecemos que também existe o corpo a corpo.
Não fiz a experiência porque não fui para a aula no dia e também porque não me imagino 24 horas off-line, 24 horas sem contato com o mundo.
Acho que eu enlouqueceria, sei que sou prisioneira da tecnologia, passo o dia mandando mensagens e acessando o facebook.
Não me imagino “vivendo” em uma solidão positiva, mesmo porque não acredito que a solidão possa se transformar em algo positivo. As vezes gosto de parar para pensar na vida, ler um livro, organizar minhas coisas, estar sempre rodeada de amigos. Mas parto do principio de que posso fazer isso sem deixar de lado o bom e velho celular, fiel companheiro de todas as horas.
Fernanda da Costa Machado

Solidão Positiva
Quando se pergunta a um jovem brasileiro o que ele pensa sobre a solidão a resposta, quase sempre, é negativa. A geração X e Y têm um medo e uma aversão à solidão muito grande. Eles estão o tempo todo conectados de alguma forma com o mundo. E nunca passam mais de uma ou duas horas interruptas sem se comunicar de alguma forma com alguém.
Um experimento ministrado pelo Professor Diório numa turma do terceiro ano da UTFPR colocou essa teoria à prova. Ele propôs que a turma inteira ficasse 24 horas sem uso de celular e internet. Ele acredita que esses são os dois motivos que fazem os jovens nunca se sentirem sozinhos.
Depois das 24 horas, os alunos foram reunidos e debateram sobre o assunto em sala de aula. A maioria dos alunos descobriu que ficar sozinho pode ser além de bom, produtivo. Alguns disseram que aproveitaram para arrumar o quarto, outros, simplesmente pensaram na vida em seu momento de solidão.
Existem estudos que indicam o lado positivo da solidão e esse experimento serviu para mostrar que realmente, em medidas pequenas, a solidão pode fazer muito bem para as pessoas, e principalmente os jovens.
Leonardo Winocur

SOLIDÃO COMO FORMA DE REFLEXÃO
A solidão, em certos casos, deve ser incentivada e ser vista como algo positivo e produtivo, assim como no contexto de Solidão Positiva abordado em sala de aula. Atualmente, recebemos uma enorme carga de informação a todo o momento, notícias de todo o mundo, opiniões de todos os tipos, cultura, ou a falta da mesma, vinda de todos os lugares possíveis de se imaginar. Essa sobrecarga tende a minimizar os efeitos da solidão, dos seus pontos positivos e negativos. Porém, não significa que a geração atual seja escrava da tecnologia e da mídia, da mesma forma que seria impossível afirmar que gerações anteriores eram escravas de cartas e telefonemas. Pode-se afirmar que existe uma dependência dos meios de comunicação e interação em massa, pois não existe uma maneira mais eficiente, que nos permita entrar em contato fisicamente sempre que precisamos nos comunicar com alguém, e se tal tecnologia existisse os efeitos da solidão seriam eliminados completamente, pois estaríamos sempre cercados de pessoas. Quanto ao experimento, eu participei e tive relativo sucesso, não foi um sucesso completo, pois precisei responder mensagens dos meus familiares, e em razão disso prolonguei o experimento para pouco mais de 24h. Posso concluir com base nessa experiência que sou muito apegado aos meios de comunicação existentes e senti falta das mensagens de texto que facilitariam todas as situações. Porém, posso afirmar que não sou necessariamente dependente desses meios de comunicação. Continuarei a utilizá-los, pois são práticos e cômodos e não porquê não consigo deixar de usá-los. Também manterei os meus momentos de reflexão e os momentos reais com as pessoas que amo e que estão próximas a mim.
Leonidas Lopes Filho

A necessidade de estar conectado
Hoje as pessoas criaram uma coisa que eu chamo de necessidade de estar conectado, é algo como se fosse um vício, algo que consome as pessoas, deixando-as ansiosas, impulsivas, nervosas, inquietas, é como se fosse uma luta consigo mesmo, uma obrigação de olhar o facebook, de escrever alguma coisa no twitter, de postar algo no tumblr.
Meu professor de Português me lançou um desafio, passar 24 horas desconectado. Isso pode soar simples, “há, o que são 24 horas” porém, se você estiver em um estágio de conectividade elevado, não será tão simples assim. Como eu já tenho um hábito de passar algum tempo sozinho quando vou acampar, não entrei nessa onda, porém vou lhes falar sobre minhas experiências. Ao estar sozinho, numa floresta, em frente a uma fogueira, o melhor que eu poderia fazer era pensar, pensar sobre o que? Sobre tudo, sobre nada, sobre a vida, sobre mim, sobre os outros, sobre coisa, objetos, pensar sobre pensamentos, teorias, enfim o pensamento é algo magnífico, pois para ele não há barreiras, ele vai alem e alem, e o impressionante é que tudo isso num piscar de olhos, ou simplesmente em uma noite.
As pessoas estão tão ligadas a tudo que esquecem de uma coisa que nos da jus ao nome ser humano, que é o ato de pensar, mas não é um pensar como “o que vou fazer hoje a noite” mas sim um pensar diferente, um pensar reflexivo, um pensar sobre as coisas, e como estamos tão acostumados a tecnologia, acabamos por não pensar e simplesmente perguntamos a ela.
Guilherme Augusto Silva Surek

Vícios e Necessidades
Ao realizar o experimento de privação de mídias sociais e tecnologias, tive a proposta de passar 24 horas totalmente afastado do meu smartphone, comutador, email, SMS, etc. Por algumas horas pude perceber o quão interessante é ter mais tempo livre. Senti que eu fiquei mais produtivo. Durante as horas em que estava no meu estágio no Banco do Brasil, acabei as funções que levaria um dia para executar em pouco mais de uma hora. É importante saber se desligar do mundo virtual para realizar algumas funções no mundo real. Apesar de já ter a consciência disso, achei o experimento muito válido.
Acho que um dia todos nós deveríamos experimentar períodos mais longos sem acesso a internet e às novas tecnologias. O experimento despertou em mim esse desejo e num futuro próximo espero vir a enfrentar essa situação. Terei mais tempo para ler, pensar, conversar com meus amigos(pessoalmente), namorar...
Apesar da válida experiência, em um mundo cada vez mais conectado, é muito difícil se desligar. Estar afastado da tecnologia implica ser difícil de atingir, indisponibilidade. Dificulta contatos, sejam eles de amigos, profissionais ou até mesmo familiares. A rede social mais utilizada pelos brasileiros na atualidade, o Facebook, já passou a marca de 1,5 bilhão de usuários. Não participar de um meio onde tantas pessoas estão inseridas dificulta muito a comunicação e resulta em pessoas ‘ilhadas’ da sociedade. Totalmente isoladas.
Não consegui cumprir as 24 horas e apesar de me interessar pela experiência do isolamento, fiquei muito feliz em viver em uma época onde a comunicação é tão facilitada pela tecnologia. Talvez por ser muito comunicativo e a todo momento estar vidrado no meu celular, lendo livros, sites de notícias, redes sociais, etc. tenha sido muito mais desafiador para mim. Confesso que não resisti e tive que responder um SMS. Sou viciado, sim. Mas também uso da tecnologia para que com a quantidade de informação que adquiro, não me torne fútil e superficial.
Luiz Gustavo Agostinho Franco Bueno

Em nossa rotina mal percebemos o quanto estamos a todo instante ligados com a tecnologia, isso se tornou tão comum que não notamos o quão depende estamos. Não temos um tempo apenas para nós mesmos. O fato de não conseguirmos e nem tentarmos ficar sozinhos, talvez seja por medo da solidão. Mas nunca paramos para pensar que talvez exista uma solidão positiva, uma solidão na qual podemos tirar um tempo somente para nós mesmos, seja para ler um bom livro, um tempo para pensarmos um pouco na vida, descansar ou até mesmo ouvir uma música.
Quando o professor Diório propôs esse experimento de “desligar-se” por 24 horas logo pensei em não realiza-lo, pois saberia que não seria fácil. Analisei melhor e aceitei o desafio, confesso que não foi nada fácil ficar 24 horas sem poder mandar mensagens para alguns amigos ou até mesmo acessar o facebook para saber das novidades, pois são costumes que já fazem parte da minha rotina. Por outro lado tive um momento só para mim, episódio que não ocorria há um bom tempo. Esse experimento também me fez enxergar como é bom podermos estar conectados aos nossos amigos mesmo eles não estando perto,  visto que a solidão só é positiva quando se é visitada uma vez ou outra, mas não é uma boa ideia adota-la como morada.
Jayne Caroline Souza Skrepka

Solidão ou comunicação ?
Não é necessário que nos mostrem pesquisas e dados estatísticos para termos noção do tempo que as pessoas passam conectadas à internet, seja pelo computador, celular ou qualquer outro dos vários aparelhos que possibilitam navegar. Além da utilização cada vez mais ativa dos meios de comunicação em massa, como por exemplo as redes sociais.
É nossa realidade, mandar mensagens pelo celular durante as aulas ou mesmo em uma reunião, conferir emails e estar antenado no que acontece no Facebook, Twitter e afins. Estar constantemente conectado é a lei não só da nova geração mas de todos que precisam se comunicar, profissional ou pessoalmente.
Percebendo essa realidade, o professor Diório chegou à conclusão de que os jovens de hoje, não sabem o que é solidão e ter um tempo para refletir. Então ele propôs um experimento empírico: ficar desconectado durante 24 horas, sem ao menos mandar SMS. Particularmente foi uma tarefa muito difícil, tanto é que não durou nem duas horas para o primeiro SMS ser enviado. Meu namorado está morando em Ouro Preto e na correria do dia a dia às vezes não sobra tempo de conversar, o que resta é mandar mensagens. Não consegui segurar e falhei com experimento.
Há estudos com embasamento científico que mostram que a solidão é benéfica quando controlada. Que isso proporciona ao indivíduo tempo para refletir sobre os mais diversos assuntos e obter crescimento. O estudo nomeia o tema como Solidão Positiva e a referência no assunto é o autor Chaim M. Katz.
Porém, obviamente essa solidão não é o objetivo da indústria de consumo e da cultura de massa que lucram e são mantidas pela comunicação integralizada em rede. A solidão é um obstáculo para existência das empresas.
O experimento deixa de ser empírico pois há estudos sobre isso. Concordo que é bom ter momentos de reflexão e se desconectar um pouco da internet. Poder interagir com a família e amigos é muito importante. O contato humano é indispensável ou mesmo um tempo para fazer o que gostamos.
Juliene Pereira

Vinte e quatro horas costumam passar mais rápido quando se está conectado com o mundo através de diversas tecnologias. Percebi isso quando fiz o experimento sugerido pelo professor, ficando das 18 horas de quinta-feira até as 18 horas e sexta-feira sem entrar em internet e sem usar o celular para mensagens de texto. Como já me era esperado, a abdicação de mandar torpedos foi o que mais me “castigou”, a internet não foi problema, pois nunca fui um daqueles que se conectam diariamente. Costumo passar praticamente o dia inteiro conversando via SMS com mais de uma pessoa. Porém, minha expectativa era de um sofrimento maior. Apenas duas ou três vezes me vi com uma necessidade extrema de ler as mensagens recebidas. Nesses momentos lembrava de que avisara as pessoas com quem costumo conversar que iria estar “desplugado” por essas vinte e quatro horas, então não haveria problemas. Apesar de ter sido menos doloroso do que era esperado, quando o tempo do experimento acabou me apressei para responder as mensagens de texto.
A parte que fugiu mais do meu cotidiano foi quando me deitei para dormir, costumo sempre usar o celular alguns minutos antes de adormecer. Sem o aparelho, dei-me um tempo para pensar na vida, o que fazia tempo que não fazia. Senti a diferença em ter esse “tempo pra mim”, embora ele tenha durado muito pouco, até eu cair no sono.
Leonardo Franco Valente dos Santos
                                        
Desconectando a mente
Vivemos no mundo da internet. Acordamos e entramos no facebook para ver quantas notificações temos e vamos dormir mandando um “boa noite” a alguém que apenas conhecemos no mundo virtual. A experiência de ficar um dia sem contato virtual nenhum foi muito difícil porque temos acesso em praticamente todos os lugares. A princípio eu achei algo bem negativo, mas após algum tempo percebi que poderia utilizar o tempo em outras atividades que eu gosto mas que não realizava há algum tempo. Não deixei de pensar no facebook completamente e mesmo com vontade de acessar um pouquinho, resisti ao “vício”.
A experiência foi interessante e pude tirar um tempo só e de reflexão, me focar em outras atividades e ficar um tempo a mais com meus familiares. Faria novamente a experiência, mas não sempre, porque a internet faz realmente parte da nossa vida.
Pâmela Kieuteka

Equilíbrio
Quando pequena, ainda não tinha muita noção do que era estar “conectada”, apesar de chamarem a galera da minha idade de geração Y, não nasci adaptada à tecnologia. Com esse “novo mundo” fui crescendo, me adaptando; cada vez mais ouvia falar em pessoas viciadas na Internet, mas não achava que isso poderia ser uma coisa grave, achava que as pessoas estavam exagerando. Ganhei meu primeiro computador, e então, passei a entender o que os outros diziam. Sim, acabei entrando nesse vicio. Achei na Internet meios muito mais fáceis de me comunicar com os outros do que ter uma conversa cara a cara (o que era uma dificuldade imensa a mim, na época, a timidez me consumia).           
Mas ai, esse mundo novo me dominou, meu rendimento escolar caiu, e minha mãe pirou. Fiquei sem computador, os livros passaram a ser meu mundo. Terminado o bimestre, as notas voltaram ao normal, meu computador voltou pra mim, mas percebi que tudo tem limite, e que não podia me isolar do mundo físico. Assim aprendi o equilíbrio entre o mundo real e virtual, e desde então não ligo de não estar “conectada” por algum tempo.
A experiência proposta - de ter que ficar 24 hrs sem o meio virtual - , só me fez relembrar quando a minha história com a Internet começou e me fez refletir que tudo tem sua dosagem certa para funcionar com êxito.   
Bruna Santos Colaço

Fugindo da solidão
“Os jovens de hoje em dia não sabem o que é solidão”, foi a conclusão que o Profº Diório teve ao realizar esse experimento, e acredito que esse não é o primeiro momento que me deparo com esse questionamento.
Hoje em dia, muitas pessoas sem encontram dependentes de diversas coisas, de vícios que muitas vezes são imperceptíveis para essas pessoas, por não chegar a afetar diretamente o organismo, como drogas, cigarro, álcool, mas que servem como um ótimo instrumento para evitar que esses indivíduos não se sintam solitários, e a redes sociais, as mensagens via SMS se encaixam perfeitamente como um desses vícios.
Por natureza que o homem tende a viver em comunidade, longe da solidão, pois isso o torna mais feliz, e estar só, para pessoas que têm um psicológico mais fraco, os tornam muito suscetíveis a tristeza, e isso por ter como consequentemente, doenças muito comuns na sociedade de hoje, como depressão, síndrome do pânico, etc.
Houve uma período da minha vida que não podia me ver longe das redes sociais, do MSN, de games online, onde sentia uma aflição quando ficava privado, mesmo que por poucas horas, de entrar em contato com pessoas através do mundo virtual, e isso perdurou até o momento que me vi dependente de toda essa interatividade, que aquele mundo novo que me era apresentado, tornou-se um vicio para mim. Porém, quando tive a oportunidade de me apegar a uma religião, essas inúmeras coisas que eu era dependente, já não me eram mais necessárias, pois aquele vazio que sentia dentro de mim, aquele medo me estar solitário, hoje, encaro com muita tranquilidade, pois a paz interna que sinto por crer em um Deus, já é muito maior.
Por isso realizar esse experimento, não foi nenhum pouco difícil para mim, pois já fazia isso e ainda faço, para poder refletir sobre mim, e poder discernir com maturidade as melhores escolhas que devo fazer em minha vida, diferente de boa parte das pessoas que ainda se encontram escravas de muitas coisas, que apenas não passam uma fuga da solidão.
Muryel Ovídio M. M. e Pereira

Solidão Saciada de Forma Solitária
A questão é que seres humanos foram programados para viver em comunidade, sempre que isso é contrariado, instintivamente tendemos a procurar por companhia, seja virtual ou não.
Com o advento da internet, comunicação via celular, providos pela alta tecnologia, possibilitou um preenchimento da solidão, com as redes sociais e envio de mensagens, o que acabou por tornar as pessoas mais individualizadas, pois ninguém marca um encontro para envio de sms ou patê – babo online, essas práticas acontecem solitariamente. E essa solidão é percebida quando paramos para analisar ou ficamos realmente sozinhos, pode ser devido à falta de bateria do celular ou estar em uma área sem cobertura de sinal onde você permanecerá um longo tempo, mero acaso, já que a atitude de reflexão simplesmente por querer raramente acontece.
A experiência realizada de privação de interatividade virtual proposta pelo professor Diório de português da UTFPR durante 24 horas, possibilitou a percepção desta solidão, da qual nossa geração, Y, está eminentemente escrava.
Tal experiência não foi de cunho difícil, o que para outros foi justamente o contrario, essa facilidade foi devido ao processo de que eu não sou “ligada” em tecnologia. Sem demagogia, mas eu realmente conseguiria viver sem internet ou telefone celular, já que tive uma experiência parecida, pois uma vez aprontei e fiquei dois meses “enclausurada”, detalhe era nas férias, fiquei sem celular e internet e sem sair...
O que me incomodou um pouco foi a fato de NÃO poder mandar uma mensagem ou utilizar a internet, uma situação imposta da qual estava recordando-me a todo instante, não Flávia você não pode por 24 horas.
O fruto colhido foi à comprovação da minha opinião em relação à interação virtual, em que pessoas estão buscando saciar sua solidão de uma forma solitária, como desabafos em redes sociais sem ao menos perceber o quão solitárias se encontram e como as pessoas não utilizam a solidão de uma forma positiva, para reflexão.
O ponto é que a tecnologia possibilitou interação, facilidade na comunicação, dispersão das informações a velocidade da luz, porém ela trouxe também a solidão e a falta de solidão para reflexão.
Flávia Mariane Wrubel Marchiori

Quase que um dia normal
A maioria das pessoas hesita em ficar um dia sem utilizar objetos eletrônicos em busca de um momento reflexão, porém realizar esta experiência diferenciada não foi tão complicado como parecia. Entre os motivos para esta maior facilidade pode-se citar : o fato de meu dia-a-dia não ter mudado muito, pois foram dois dias corridos de aula e  as distrações além dos eletrônicos (livros, cartas de Magic, etc...).
De vez em quando eu já tinha tempo para esses momentos de reflexão, porém devo admitir que durante o tempo no experimento eu tive muito mais tempo para pensar na vida, no magic, na comida, no jogo novo do professor Diório e até em comprar o seu livro! (só que não, se eu tivesse mais dinheiro pelo menos). Não sei se foi inclusive por isso que aumentaram um pouco das brigas com a minha mãe, pois ao invés de trabalhar tinha vontade de ficar o dia inteiro deitado sem fazer nada. Apesar deste aspecto ruim, acredito que foi uma experiência interessante e também acredito que isto não mudou muito a minha vida, pois no dia seguinte voltei a ter um dia normal estressante.
Paulo Otavio Panichek Ribeiro

Tudo começou na aula de português, quando o professor Diório sugeriu um experimento: 24 horas sem mandar mensagens e sem entrar em redes sociais. Particularmente, não foi difícil durante o dia, pois estudo o dia inteiro. Porém quando cheguei em casa, depois da aula, deu aquela vontade de mexer no computador. Mas, decidi passar um tempo com a minha família, ficamos na varanda conversando e foi muito legal. Assim percebi que estava perdendo de passar um tempo de qualidade com a minha família para ficar na internet. Depois de ficar junto com eles, separei uns minutos para pensar sobre a minha vida.
Hoje nós estamos tão cheio de atividades, que não temos tempo para pensar sobre a nossa vida. Seria bom se nós separássemos todos os dias alguns minutos das nossas vinte e quatro horas para refletir, pensar sobre algumas atitudes e sobre o futuro.
Concluí as vinte e quatro horas e foi muito interessante fazer esse experimento, pois obtive lições importantes com ele!
Thais Caroline Graff 

2 comentários:

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  2. OOii Diório :) O experimento realizado durante o inicio da disciplina foi muitoo bacana e proveitoso! Pudemos refletir acerca de um tema ao qual nunca haviamos dado devida atenção porém, creio eu, que é muito importante, visto que hoje em dia com toda a tecnologia disponível acabamos interagindo com outras pessoas o tempo todo e não separamos um tempo necessário para nós mesmos. Valeu pela oportunidade!

    Vamos sentir falta das aulas "descontraidas" do Diório.. kkk

    *obs. Não esquece de considerar o comentário ein... ausahsu

    Att, Vanessa Aline

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