Solidão
Positiva
O intuito de provar um pouco da “solidão
positiva”,que muitos psicanalistas descrevem como um momento de reflexão,um
tempo só para pensar,foi comprovado com 24 horas off-line.
Ficar sem internet e mensagens no celular não é um
bicho de sete cabeças para mim. Não senti nenhuma falta.Tenho sempre o costume
de refletir sobre meu dia durante o trajeto de ônibus até em casa.As perguntas
que mais vieram a minha mente foram “como?Por quê?” .A primeira coisa que veio
a minha cabeça é “qual o meu destino?”,o que irei fazer da minha vida e como
que eu irei aplicar tudo o que eu aprendi na escola.Como tudo que está a nossa
volta consegue se manter em equilíbrio.Em um segundo momento comecei a olhar
para o mundo ao meu redor,como que as coisas funcionam.Pensei também na
comodidade do povo brasileiro.
Eu tentarei fazer esse experimento mais vezes,para
tentar se desconectar um pouco e aproveitar melhor o meu tempo livre.
Régis Vinícius de Mello
Um dia após o outro
Comecei o experimento assim como o combinado e me
mantive firme até dormir. O objetivo de ficar off-line não foi tão difícil de
se manter, já que fico o dia inteiro fora praticamente. Costumo chegar em casa
tarde da noite e já cansado, não tenho tempo para coisas supérfluas, tais como
ficar perdendo tempo no facebook ou tuitando resumo de obras. Minha disciplina
não foi tentada nem um pouco durante esse período. Porém, ao acordar com o
despertador do celular notei que havia uma mensagem. Estava eu em baixo estado
de consciência, acabado de ter meu tranquilo sono restaurador trucidado por um
aparato barulhento chamado despertador, quem me lembrava mais do experimento.
Li a mensagem, e só quando já estava no CEFET lembrei do que o professor havia
dito na sala de aula. Depois pensei: “Ah, é o Diório mesmo, não vai fazer mal
nenhum não ter cumprido com a meta”. Passei o resto do dia trocando mensagens
com meus amigos pensando que falhado uma vez não adiantaria mais continuar
off-line.
Raul Yukio Harada
Relatorio
24 horas off line
Sexta-feira 07/12/12.
12:00-13:00: Primeira hora sem a conectividade, sem
problemas, almoço com os amigos no restaurante universitário da UTFPR.
13:00-15:30: Sem nenhum problema quanto a falta de
conectividade, por estar em horário de aula.
15:30-15:50: Intervalo, me encontrei com alguns
amigos na arquibancada da quadra externa e lá conversamos até a hora de ir
novamente para a aula.
15:50-17:30: Aulas e novamente, com a cabeça
ocupada, não houve problemas quanto a falta de celular.
17:30-18:30: Ida de ônibus do centro até a academia
Chute Boxe Sniper no bairro Vila Oficinas, ouvindo musica, mas sem mandar
mensagens, nesse meio tempo senti a falta de conversar com alguém ou de mandar
sms, mas ouvindo musica, passou rápido.
18:30-19:00: Inscrição e pesagem para a luta e
programação das lutas.
19:00-20:00: Preparação (aquecimentos, alongamentos
e concentração) para a luta e expectativa para o inicio da minha assistindo
outras lutas
20:00-21:00: Entre esses horários entrei no ring,
inicio um combate de Muay Thai em 3 rounds de 5 minutos, venci por pontos em
decisão unanime dos juízes, ao fim do combate recebi a medalha e ao fim do GP
fui comemorar e dizer aos amigos via SMS e Facebook, quebrando assim o
proposito da pesquisa.
Kelvyn Gomes dos Santos Servo
Tempo para pensar
Ficar sem internet ou
contato com outras pessoas por meio da tecnologia não é uma novidade para mim,
faço isso com frequência inconscientemente, vezes por não ter créditos ou por
não ter vontade mesmo.
Mas de toda forma ficar
sem o contato com eletrônicos é uma coisa boa, traz apenas vantagens, além de
ser um vicio para alguns, você tem um tempo para pensar e reflectir sobre a
vida, como é o propósito do tema.
Nesse tempo que eu
fiquei sem contato com a internet ou pessoas virtualmente eu sai, assisti
televisão, joguei video game, foi bem tranquilo, realizei a experiência sem
muito esforço.
A idéia do professor
Diório veio com uma boa intenção, é algo a se pensar o fato de ficar sem
conectividade por um tempo, se deparando apenas consigo mesmo e mais nada ou
ninguém, colocar as ideias em ordem, dar um tempo para você e sua cabeça, gostei
de participar, realizaria ele novamente com certeza, mesmo que sem querer.
Yohan de Mello Uhdre
21/12/2012
e a Comunicação Virtual
Descubra a relação de um experimento simples com o fim do mundo
O experimento, que consistia em estar por 24h
desconectado do mundo virtual, não foi realizado por mim de tal maneira a
alcançar seu alvo, mas consegui concluir algumas coisas. Desde o início, às
18h00, até as 23h00 do mesmo dia, quando eu dormi, não tive quaisquer problemas
relacionados ao experimento. Ao acordar acreditei que continuaria a ser fácil
cumprir o “pacto”. Porém, às 9h00 recebi uma mensagem de um amigo, pensei em
não abrir, me contive por algum tempo, mas sabia que a mensagem estava
relacionada com o final de semana e tive que olha-la e responde-la. Como haviam
sido apenas três mensagens, pensei que continuar o experimento a partir daquele
ponto não seria problema. Até ás 13h00 não havia me conectado com o mundo
virtual, porém, recebi uma mensagem de outra pessoa, quando eu ia abri-la, meu
amigo retirou com força o celular da minha mão e só me devolveu após longos 10
minutos. Com o aparelho em mãos, abri e respondi a mensagem rapidamente sem que
o meu amigo se desse conta. Depois deste episódio desisti de vez do experimento
e aprendi que a desconectividade é algo difícil de ser alcançado, mesmo sendo
apenas 24h, e que o dia em que as companhias de telecomunicação falharem por um
longo período “o bicho pega” e o mundo acaba.
Leonardo Moura de Abreu
Desplugados
Esse mês foi feito um experimento pelo professor
Diório, de Linha Portuguesa 6 no Câmpus UTFPR Curitiba, com os alunos do Ensino
Médio Técnico. O Estudo teve por objetivo mostrar a dificuldade que os jovens
da “nova geração” apresentam ao ficarem desplugados, com a intenção de se
manterem solitários e pensarem na vida. Seria um tempo para si.
O experimento consistiu em os alunos, aqueles que
pudessem e que gostariam de participar, ficarem um dia inteiro sem acesso à
internet, redes sociais, jogos online e mensagens de celular, salve os
casos com extrema necessidade, por exemplo trabalho.
A experiência que tive foi muito boa, pois pude ver
que tenho tempo para pensar e refletir sobre eu mesma e o mundo, e que tenho
feito isso também. Porém devo confessar que fracassei. Embora fosse de uma
necessidade, fiz de forma incorreta. No dia seguinte, passando-se 19 horas
invictas, enviei uma mensagem SMS à minha amiga perguntando qual era a sala da
aula. No momento em que mandava o torpedo, lembrei-me da promessa e tentei
cancelar. Passado 1 minuto recebi a resposta. Incrível como realmente funciona
essa tecnologia, pois o sinal era fraco e cancelei enquanto dizia enviando.
O que pude perceber é que é difícil de se
desprender dos costumes e do conforto que os aparatos tecnológicos de
comunicação e expressão em massa nos oferecem. E que nos sentimos muito
sozinhos se não conseguimos acesso a isso. Desde pequenos fomos acostumados a
ver a solidão como algo ruim, depressivo e incompreensível. Contudo, dizem
especialistas, há a solidão boa, que nos faz pensar, refletir e ter um tempo de
privacidade com nós mesmos, conhecer nossa mente e corpo, e refletir sobre os
atos e a moral.
Pode-se resumir os resultados em algumas palavras:
impossível ficar desconectado, difícil ficar sozinho, complicado demais
refletir, boa experiência e proveitosos resultados.
Fernanda Splett
Sem
conexões
Após uma semana sem conectividade, tive algumas
experiências com a chamada “Solidão Positiva”, conhecida por trazer benefícios
ao indivíduo que a experimenta, ajudando-o a ter maior clareza na hora de tomar
decisões, aprendemos a conviver melhor conoscos mesmos e com os outros
que estão ao nosso redor.
Apesar de já ter momentos nos quais fico apenas
junto de meus pensamentos, isso se evidenciou neste tempo em que me distanciei
das redes sociais e de formas rápidas de comunicação, como e-mails e mensagens
via celular. Neste período, minha produtividade aumentou bastante, minha
atenção ficou melhor e pude redescobrir minha criatividade para ocupar o tempo
no qual costumava desperdiçar frente à tela do computador sem fazer
absolutamente nada de muito produtivo.
Também consegui refletir muito sobre diferentes
assuntos, que normalmente deixo de lado por considerar sem importância.
Solucionei problemas, ganhei alguns dilemas e impasses, além de ter um
aprendizado maior sobre mim mesmo. Acredito que esta tenha sido a maior
vantagem, pois além de simplesmente me redescobrir, conheci melhor meus
defeitos e medos, e encontrei meios de superá-los.
Por fim, pude concluir o quanto é bom ter um momento
consigo mesmo, mas sem deixar de viver em sociedade. Mas se souber como
utilizar desta solidão, consegue-se organizar muitas coisa em sua mente e em
sua vida.
Esta experiência acrescentou muito em minha vida e
a repetiria sem problema algum, e aconselho à todos que tirem um tempo para si
mesmos para se conhecer melhor.
William dos Santos Peddinghaus
Status: Ausente.
Nossa geração cresceu cercada pelos avanços
implacáveis da tecnologia, e para nós, jovens, parece quase impossível se
manter desligado do mundo virtual. No experimento realizado pelo
professor Diório e seus alunos, pode-se perceber que nosso impulso de se
conectar é espontâneo, automático. Não sabemos ficar nem mesmo 24 horas sem
utilizarmos as famigeradas redes sociais ou até mesmo das mensagens de texto
com planos que nos encantam pela facilidade de acesso. Afinal, nos dias atuais,
temos acesso ao mundo, na palma de nossas mãos e com apenas um toque, que
acabamos nos tornando escravos dos meios de comunicação.
Eu, particularmente, não participei do experimento,
mas por intermédio dos depoimentos dos meus colegas pude observar que muitas
vezes o objetivo foi quebrado por desatenção ou apenas pela força do habito.
Vivemos tão ligados à ideia de estarmos sempre tão próximos da informação, que
quando nos mantemos afastados, essa situação acaba nos perturbando.
Existe, é claro, o lado bom da experiência.
Manter-se desconectado nos abre um horizonte repleto de diversas oportunidades
de entretenimento e um certo desprendimento com a rotina. Mas, por outro lado,
hoje em dia é muito complicado nos mantermos “ausentes”, afinal, estar
desligado do mundo virtual ou até mesmo sem comunicação fácil, é praticamente
impossível na agitação cotidiana.
Stela Maziero Gazabine
Desconectados?
Talvez.
A necessidade excessiva dos meios de comunicação
por parte da população mundial, sobre tudo a internet, vem se tornando um sério
problema para a sociedade, uma vez que a vida passa ser algo essencialmente
digital, e o convívio entre as pessoas, característica presente desde os
primórdios da humanidade, vai sendo colocado em segundo plano.
Tendo em vista que esse problema assola, em sua
grande maioria, a população mais jovem (isto devido ao forte avanço
tecnológico-informático nesta última década), foi-nos proposto, turma T51,
sexto período, UTFPR, para que pudéssemos refletir sobre essa vida digital, um
experimento. Esse consistia em deixarmos de utilizar os meios de comunicação
internet e celular (este exclusivamente em situações de mensagens de texto),
durante um dia inteiro, com horários determinados, para que pudéssemos
descobrir a diferença que isto faria, ou não, em nosso dia. O período de tempo
selecionado foi do dia 6 de dezembro, às 18hs, ao dia 7 de dezembro, também às
18hs, totalizando assim as vinte e quatro horas.
A participação da turma no experimento não foi
totalizada em 100%, porém a grande maioria participou e o concluiu de forma
satisfatória, incluindo nesta lista eu, Evandro Santiago. Os resultados por mim
obtidos não foram diferentes dos esperados. A internet, ou celular, não são
instrumentos de extrema necessidade para mim. Já vivi, algumas vezes, situações
nas quais estive completamente desligado de qualquer meio de comunicação,
inclusive televisão e telefone. Aqui, o único problema visível, com o grande
número de informações que percorrem estes meios, é que foi um tempo no qual
estive completamente desinformado sobre qualquer acontecimento do mundo ao
redor. Não digo que internet não é algo importante para mim, pelo contrário,
utilizo e muito, sendo em redes sociais ou sites de informações. A não
dificuldade em concluir o experimento pode residir exatamente nisso, o fato de
já ter realizado isso antes, e em períodos de tempo consideravelmente maiores.
Talvez, resultados mais expressivos pudessem ter sido obtidos se tivéssemos
mais tempo.
Durante o tempo livre que tive, pude aproveitar
para ler um pouco mais, ou ainda, pude sair e ir a lugares onde não teria ido
se tivesse acesso à internet, que, porém, visito com muita frequência, por isso
não senti grande diferença. Acredito que a experiência foi inteiramente válida,
pois, para mim pode não ter feito muito efeito, entretanto, em outras pessoas,
esse efeito pode ser sentido. Essa necessidade de reservar algum tempo para si
mesmo, de estar sozinho, e utilizar esse tempo para realizar algum tipo de
atividade diferente, seja lendo, pensando, ou até mesmo dormindo é extremamente
necessária para o melhor desenvolvimento do ser humano como pessoa racional.
Repetiria, com certeza, o experimento.
Evandro Lima Santiago
Um dia
offline
Como o objetivo do trabalho (entendido por mim) era
passar 24 horas sem conexão nenhuma com internet, sms e afins, após um breve
momento de reflexão, percebi que, no meu caso, o experimento praticamente não
produziria resultados muito significativos, já que das 24 horas do experimento,
10 horas seriam dormindo, 6 horas seriam na Universidade, sobrando assim, 8
horas no dia, distribuídas praticamente em 3 ou 4 horas de leitura (1 hora
dentro de ônibus e 2 ou 3 horas em casa), 2 ou 3 horas ouvindo poadcasts ou
música ou mais tempo com leitura ou um filme ou na internet mesmo (o que é um
período muito pequeno).
Gustavo Motonori Tsuboi
Conectados?
O orientador pensou no experimento de “se
desconectar” após refletir sobre como a dita atual geração está em um
permanente estado de “não-solidão”, pois encontra-se continuamente conectada
(através de protocolos HTML, SMS, etc..) com seus amigos, conhecidos, e muitas
outras pessoas. O autor deste textículo (veja bem, textículo com “x”) não pôde
cumprir com a proposta de se manter desconectado, entretanto, já experimentou o
que significaria estar continuamente conectado e diz que: Nunca estivemos mais
solitários.
O que inicialmente foi concebido como um sistema de
comunicação voltado para o profissional (mensagens de texto instantâneas via
internet) tomou proporções absurdas, ao ponto de se tornar boa parte do contato
entre as pessoas. Por mais que estejamos conectados com os outros são tantas
pessoas em um intervalo curto de tempo e tamanha overdose de informação fazendo
com que a mente humana não consiga lidar com tudo isso como deveria, acabando
por interpretar errado e manter o nível da conversa tão supérfluo quanto a
conexão existente entre os interlocutores. Seria como tentar compreender a
emoção de um “Eu te amo” enviado por SMS do mesmo jeito que compreenderia se
este fosse dito ao vivo, da mesma maneira que quem enviara tal mensagem talvez
não tivesse a dito ao vivo. Ou seja, a maioria das conexões mantidas pela
tecnologia estão limitadas a caracteres, resultando em interpretações erradas e
superficialidade. Inclusive, a conexão com as outras pessoas se tornou tão
superficial que acabamos sem conseguir compartilhar de verdade nossas emoções
mais profundas, somente mensagens de texto. Mas se estamos tão sozinhos, onde
estão os benefícios da reflexão pessoal? Os mais conectados podem já nem
conseguir tempo para tal, já que estão minimamente ligados com pessoas demais o
tempo todo, implicando em não ter um instante nem para si próprios. Há
informação inútil demais e não conseguimos lidar com ela. Há pessoas demais e
não sabemos nem quem importa mais para nós. É uma geração tão conectada com o
supérfluo a ponto de ter se desconectado do que é realmente importante, onde
estão todos juntamente sozinhos e talvez sem nem ter tempo para refletir e
perceber: “Meu Deus, o que estou fazendo da minha vida?”
Luiz Eduardo Narahara
Perotti
Na
velocidade da comunicação
Tendo em vista a forte dependência social que a
sociedade moderna no geral tem das redes sociais, o professor Diório propôs o
seguinte desafio à nossa turma: passar 24 horas sem utilizar qualquer meio de
comunicação via internet ou celular.
Particularmente, não participei do experimento, e
presumo que tampouco conseguiria terminá-lo com sucesso, assim como a grande
parte dos meus colegas de sala. As conclusões que podemos tirar do experimento
desse seleto grupo de pessoas da sala pode também ser usadas para definir a
sociedade atual como um todo: não sabemos mais viver sem estar conectados a
todos a todo momento. Podemos claramente perceber isso, por exemplo, na
indústria de informação e comunicação. Produtos que oferecem maior
conectividade, que despejam informações fáceis e rápidas, muitas vezes inúteis
e desnecessárias, são os que mais vendem. Essa interação excessiva nos torna
ávidos à pertencer ao todo, muitas vezes deixando a singularidade própria
pessoa de lado, ou seja, temos tempo demais para os outros e nossas atividades
inúteis, e pouco tempo para nós mesmos. Não que a interação social com as
pessoas não seja importante, bem pelo contrário, mas ela está danificada e
perdendo seu sentido. Dificilmente paramos pra ter uma boa conversa frente a
frente com uma pessoa, pois é muito mais fácil conversar na frente de um
computador ou celular.
Estamos sujeitos a um ritmo implacável, mal temos
tempo de organizar nossos próprios pensamentos, fazer nossas vontades
verdadeiras e definir nossa prioridades pessoais, pois todo esse choque de
informações e interações supérfluas com as pessoas nos obriga a estar o tempo
todo com a mente em movimento de forma a satisfazer esse fluxo, dando pouco
importância ao que provavelmente deveria ser muito importante: a satisfação
obtida única e exclusivamente por meios próprios.
William Souza
Loucuras de
um dia sem internet
A comunicação sempre foi algo muito importante para
todas as pessoas, pois age sobre questões pessoais como sociais. Assim com a
evolução das tecnologias como o computador e o desenvolvimento da internet, as
pessoas acabaram por estar amplamente conectadas umas com as outras, como,
através de redes sociais. Logo, a partir de 2000, essa geração de indivíduos
que estava por vir estaria em uma época, onde não há “solidão”, pois esses
ficam tão conectados uns com os outros, pelos seus celulares, tablets,
notebooks e outros eletrônicos, que acabam por ficar sem um próprio espaço para
si. E é por isso que foi feita a proposta, pelo professor Diório, de ficar um período
pré-definido de um dia selecionado sem usar a internet ou se conectar através
de mensagens.
Assim foi iniciada a experiência no dia 6 de
Dezembro às 18h até às 18h do dia seguinte. Para mim está experiência foi
indiferente, pois praticamente todo o período da experiência não tinha
permanecido em casa. Na hora em que começou, estava na aula de francês que
durou até as 20h, após, fui para casa onde cheguei e já fui dormir, no dia
seguinte de manhã, fui para o meu estágio onde não tive nenhum contato com internet
ou mensagens e após o estágio estive na UTFPR, sendo que também não tive nenhum
contato com internet,acabando a aula 17h30 e indo para minha casa onde terminou
o tempo da experiência com total êxito,de ficar 24h sem utilizar nenhum meio de
comunicação social.
Mas para mim esta experiência proposta acabou sendo
indiferente, porque ficar sem internet não chega a ser um sacrifício, pois na
maior parte do tempo prefiro fazer outras coisas sem que esteja na internet,
como, ver filme, séries, escutar músicas. Deste modo, acabou sendo algo que não
me afetou na minha vida.
Luiz Fernando Cauduro
Jr.
Um dia
off-line
Na minha experiência de ficar 24h totalmente
off-line foi um tanto que interessante. Durante essa experiência eu percebi a
diferença no tempo, pois ele não passava, e mesmo tendo avisado a todos que
estaria totalmente off-line das 18h de quinta-feira dia seis de Dezembro até o
mesmo horário do dia seguinte eu continuava a olhar para o meu celular como se
estivesse esperando uma mensagem que sabia que não ia vir até às 18h do dia
seguinte. Mas esse tempo de 24h foi produtivo, pois deu para pensar um pouco
sobre a vida e descobri que, como adoro frio, vou querer morre o móis perto
possível de um dois pólos, acho que isso seria bastante legal. Mas com o tempo
a gente começa a pensar demais que acaba pensando coisas que ao são nada
legais, como arruinar a vida de alguém ou matar alguém que você detesta, ai a
criatividade rola solta, mas cheguei a um ponto onde ao queria mais pensar
nisso e acabei indo escutar musica para passar o tempo. Essas 24h foram as mais
lentas que eu já tive, mas consegui cumprir essa meta e sobrevivi.
Thiago Kenhiti Yoshida
Um dia para
refletir
A experiência de ficar um dia sem qualquer tipo de
conexão foi bastante interessante e satisfatória, embora o tinha tenha sido
bastante tedioso senti que havia me tornado mais produtivo e que, querendo ou
não, acabei pensando na vida, refletindo dos assuntos mais cotidianos aos mais
absurdos e inimagináveis, acabei fazendo todo tipo de tarefa que estava
atrasada ou que ainda seria entregue.
No final a experiência foi extremamente positiva,
tirei ótimas conclusões das reflexões que tive e notei que é possível diminuir
a conectividade e que isso seria bastante produtivo.
Lucas Olivoto Cardoso
O Advento
do Mundo Virtual
Nascida e criada em meio aos enormes avanços
tecnológicos alcançados nas últimas décadas, a nova geração de crianças e
adolescentes se encontra imersa em um mundo virtual, intangível, que demonstra
uma influência cada vez maior na formação de uma pessoa.
Esse mundo virtual como qualquer outro apresenta
seus pontos positivos e negativos. Enquanto ele possibilita a troca e o debate
intenso de informações em seus domínios, ele “rouba” sorrateiramente um tempo
que poderia ser aplicado no real, no debate boca a boca, num momento de
reflexão.
Muitos dos jovens de hoje não sabem o que é ter um
momento de reflexão, um momento apenas para si mesmo. Imersos nesse advento
tecnológico que consome cada vez mais o tempo das pessoas, parar apenas para
pensar é cada vez mais mais raro e quando se tem esse pequeno momento, não é
suficiente.
O experimento vem justamente para causar esse
momento de pausa, de pensamento, através da privação da utilização de qualquer
meio de comunicação virtual, valorizando o contato interpessoal.
Eu, particularmente, escolhi por não participar do
desafio, pois realmente dependo desse grande mundo virtual para trabalhar, para
interagir, para buscar informações. Mas não é por isso que deixo de ter meus
momentos de reflexão. Eles são vários e muitas vezes duradouros. Ao elaborar
esse texto já tenho meu próprio momento de reflexão. Ao ouvir música no ônibus
em meu eterno e diário deslocamento pela cidade tenho esses momentos. Mesmo que
não sejam tão grandes, são de suma importância para mim, pois são neles em que
analiso e decido pelo meu presente. Quem nunca parou para pensar na vida
naqueles minutos antes de adormecer? Todos temos esse tempo, mas não são todos
que sabem aproveitá-lo da maneira correta.
Portanto, é inegável a existência de inúmeros
desses momentos de reflexão no dia a dia de uma pessoa. Mesmo com a ocupação
cada vez maior do nosso tempo com essa “vida virtual”, é indispensável o
aproveitamento dos raros momentos de contemplação do presente, seja lendo ou
seja nos minutos contados de banho.
Luís Guilherme Moreira
da Silva
Um futuro conectado
A interatividade virtual
é algo que está presente na vida de muitas pessoas, principalmente na atual
geração, que já nasceram nesse meio. Por isso, muitos não têm um tempo para si
só, não tem um tempo para refletir sobre as coisas da vida. Por isso a ideia de
ficar sem interagir virtualmente com ninguém por 24h, seja pela internet ou por
outros meios que não sejam cara-a-cara, parece impossível para alguns.
Decidi não participar
desse experimento pois já tenho esse hábito, talvez por achar que não tenho
tanta necessidade de sempre estar se comunicando com alguém. Porém, vejo que
muitas pessoas tem essa necessidade, por isso, para elas esse experimento seria
bem mais difícil e importante.
Acredito que tornar isso
um hábito torna o dia mais produtivo e satisfatório, mas para nossa geração
isso é algo difícil e se tonará ainda mais difícil para nossas futuras
gerações, pois a cada dia que passa surge mais e mais formas de estar todo o
dia conectado com outros, mesmo que estejam longe.
Guilherme Chulis
Um dia off-line
O experimento consistia
em ficar 24 horas sem se comunicar com pessoas de forma virtual. O objetivo era
provar que a solidão pode ser positiva, desde que de forma controlada, e não em
excesso.
Não foi um período
totalmente positivo nem totalmente negativo. Desse período foi possível
perceber que a solidão não é algo negativo, pode até ser bom ter um período
para pensar sobre a vida.
Com isso, provou-se que
a solidão pode realmente ser positiva, mesmo que atualmente não seja algo muito
fácil “estar sozinho”, é bom reservar um tempo para isso.
Guilherme Toni do
Nascimento
O Mal do Século
Na minha experiência de
abstinência da conectividade, eu não senti muita diferença, pois não sou
usuário da internet 3G. A solidão pode ser positiva, desde que seja
moderada se você pensar na vida e refletir sobre a filosofia, por exemplo, a de
Platão.
Gosto muito de pensar
com meus cachorros, porque quanto mais eu conheço as pessoas, mais eu gosto
deles, porque possuem um amor do cão, pois me amam pra cachorro. Além disso
acho que o facebook aliena as pessoas e faz elas ficarem bitoladas no mundo
virtual, tenso assim uma falsa sensação de companhia.
Minha conclusão é que
pode ajudar pessoas com dependência virtual que não conseguem sair do mundo
irreal, que pode trazer perigos como a pedofilia . É melhor um amigo na vida do
que 5000 no facebook.
Daniel Siqueira Garcia
P.S.: Muitas pessoas
podem ter lido esse texto e ter achado que é uma gozação, mas é a minha
verdadeira opinião.
5/12/12 era uma quarta
feira de sol escaldante, estava na sala de aula depois do intervalo esperando
por meu novo professor de português quando Diório entra na sala. Como qualquer
professor novo ele se apresenta, e logo informa a turma que será substituído
apos as três primeiras semanas. Com tão pouco tempo ele faz uma proposta para
seus novos alunos, um experimento de 24 horas de duração, no qual esses alunos
deveriam permanecer desconectados. As regras eram simples aqueles que
aceitassem participar deveriam ficar sem acesso a internet e a comunicações via
mensagens de texto, após isso todos da turma deveriam escrever um texto baseado
na sua experiência ou na discussão feita em sala aula, o período determinado
foi das 18 horas do dia 6/12/12 até as18 horas do dia 7/12/12. O professor
demonstrou uma expectativa de que tivéssemos momentos sozinhos de reflexão
durante esse período, e gostaria de saber onde nossa mente nos levaria, pelo
menos foi o que ele nos disse.
Eu fui um dos que
aceitaram fazer parte do experimento, não vi grande dificuldade na tarefa de
permanecer desconectado já que não tenho nenhum perfil em redes sociais e não
sou aficionado por internet. Pensei que a experiência não ia dar em nada, mas
no mesmo dia quando voltava para casa estava pensando em que levou Diório a
fazer o tal experimento com seus alunos. Supus algumas coisas como, que ele
esperasse que o experimento falha-se para provar que a conexão é algo que esta
na natureza dos jovens e que não tem como permanecerem desconectados, entre
outras mas nada muito conclusivo pois como disse era um professor novo para mim
e não o conhecia para tirar conclusões. Dentro das 24 horas de
experimento acabei voltando a pensar no objetivo do professor mas logo parei
porque vi que não chegaria a lugar algum, e comecei a pensar em como seriam os
resultados dos meus colegas quantos acabariam falhando e as razões possíveis
para essas falhas. Consegui concluir o experimento sem nenhuma dificuldade.
Na semana seguinte apos
a discussão em sala vi que algumas de minhas suposições estavam corretas e
muitas outras erradas. Diório não mostrou aspiração para resultados além do que
havia comentado anteriormente, ele nos trousse uma pequena pesquisa a respeito
de que ter um momento sozinho para refletir ou relaxar é algo benéfico. Apesar
de não comprovar que o professor tinha uma segunda intenção com o experimento
minhas outras reflexões não estavam de todo erradas, aconteceram falhas por pua
distração pelo fato da conectividade ser algo natural hoje, mas elas foram
poucas em relação a o que imaginei. Para mim a experiência não teve um grande
resultado, o que eu consegui constatar com ela foi uma característica minha a
qual já conhecia que é se perguntar o porque das coisas quando me são impostas.
Erik S. M. Blois
Há algum tempo atrás, parei para pensar sobre a minha “falta de tempo”. Concluí, então, que na realidade não me faltava tempo, mas sim autodisciplina. Computador, televisão, videogame e afins, tomavam grande parte dos meus dias. Decidi, então, diminuir o tempo gasto com essas coisas e aproveitar de forma mais produtiva o tempo que sobrava. Isso foi muito bom! E, desde que comecei a me “desconectar” um pouco mais, por assim dizer, descobri o valor de coisas simples, mas preciosas – como escrever uma carta, por exemplo. Vivemos num mundo onde tudo é tão rápido e tão simples, que muitas coisas acabam perdendo seu valor, sem que percebamos. Tocar violão, ler um livro, escrever, ler a bíblia ou simplesmente pensar na vida, foram simples atividades que com o passar dos dias se tornaram hábitos. Ao participar de um experimento do professor Diório, no qual me comprometi a ficar 24 horas sem internet, não tive muitos problemas. Foram 24 horas tranqüilas, nas quais eu fiz minhas atividades cotidianas e também tive, como em quase todos os dias, o meu tempo. Estudei, li a bíblia, comecei um novo livro, escrevi no meu diário e, sim, ainda sobrou tempo! Foi um dia bem produtivo.
Na correria do
dia-a-dia, praticamente “voamos”. Entretanto, é importante ter um tempo para
si. E quando entendi isso, a correria não parou, afinal, crescemos e as
responsabilidades crescem junto. Mas uma coisa, digo, com certeza: a maturidade
para enfrentar essas responsabilidades aumentou. Portanto, para mim, o
experimento foi bom e reforçou a idéia de que é, sim, muito importante ter um
tempo para si mesmo.
Juliane Lima
O dia sem
conexão
O uso da tecnologia está
interferindo com a vida cotidiana e a aprendizagem de nós estudantes. Somos uma
geração que aprende a se comunicar online desde cedo e tem acesso a diferentes
meios de informação. Habilidades estão sendo construídas. Estamos diante de um
novo século, com novo formato de receber e transmitir informação. Sendo assim,
o medo de ficar incontactável às vezes até prejudica a vida pessoal e
profissional. A dependência do celular, do computador, da Internet é
cada vez mais crescente. Então, fomos questionados pelo professor Diório
para o seguinte desafio: “Passar 24 horas off-line”, nada de computador,
internet ou mensagens SMS.
Às vezes, passo até 3
dias sem entrar na internet, logo, consegui realizar o experimento. Não foi
difícil. Como eu estudo de manhã, à tarde e à noite, ou seja, saio de casa bem
cedo e volto bem tarde, não tenho disposição nem vontade para me conectar ao
Facebook, Twitter ou outras redes sociais. O único tempo disponível que tive,
fora o tempo para dormir, foi gasto escutando músicas, assistindo séries ou
lendo. O experimento foi válido e achei muito interessante, porém não causou
nenhuma grande mudança nos meus hábitos, pois não sou alienada à tecnologia ou
conectividade. Porém, tenho certeza que este experimento foi curioso para
algumas pessoas, pois puderam sentir o quanto “dependentes” estão da tecnologia
e das redes sociais.
Fico assustada com a
velocidade que tudo muda. Parece que estamos em um vendaval. Quando pensamos
que conseguimos aprender algo, aquilo já está antiquado. Atualmente, as
crianças nos assustam, pois não são mais crianças, mas sim, pequenos adultos muito
sábios. Afinal, apesar de sermos livres, também somos reféns das novas
tecnologias. Realmente, não há mais aquela amizade do passado, em que se tinha
uma comunicação física e presencial. Hoje é tudo diferente. Devemos procurar
nos ocupar com outras atividades para não vivenciar esse uso exagerado das
comunicações e da tecnologia.
Luana
Camila Pavelski
Offline
Na ultima quinta-feira, 06 de dezembro de 2012, as
18 horas, me desconectei da internet e mensagens no celular. Conforme proposto
no experimento, porém antes de fazer tal coisa, avisei parte dos meus contatos
que estaria ausente por 24 horas. Para não causar tanto alvoroço, porém as
18:42 recebi uma mensagem. Isso me angustiou, porém fui forte resisti a
tentação.
Logo antes de dormir, 00:00, como de costume
atualizo meu e-mail e o facebook, porém naquela noite não fiz desta maneira.
Como estava sem sonho, peguei um livro que estava lendo a mais de um mês e
tinha parado por “falta de tempo”. Estou lendo ele até hoje, mas agora tenho
tempo. Ao final das 24 horas contava os segundos para atualizar meu facebook e
responder a mensagem do dia anterior.
Tive como conclusão, que passar mais que uma hora
por dia no facebook, é perda de tempo. Mas as mensagens pelo celular, são algo
impossível de não utilizar, não praticas, rápidas e fáceis. Sem eles fico
sozinho, mesmo estando cercado de pessoas.
Angelo Gastaldi
Pequeno comenário: seis são fádamãe... não se pode mais dormir em aulas chatas em paz que já tem nego passando pasta de dente na cara XD. Enfim, posso dizer que depois dessa experiência (coisa de louco) comecei a pensar mais no objetivo da proposta. Pensar um pouco nas coisas, sobre o que é viver (não, eu não fumei maconha)(também não vou me suicidar, já que acham que japoneses têm alto potencial suicida). Mas enfim, lembrei de meus sonhos de criança, e muitas outras coisas...
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