terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Experimento Socio-interacionista - Tecnologia em Processos Ambientais – N61 – 1º período


O experimento realizado, a partir da visão do professor Diório – referente à diferença entre o “eu solitário” de hoje com o “eu solitário” de décadas anteriores – nos confirma o fato de que não temos um tempo a sós com nós mesmos devido à imposição dos meios de comunicação em massa que nos cerca.
Quarenta anos atrás, aproximadamente, acontecimentos ou fatos que impedissem de encontrar alguém ( amigo(a), parente, namorado(a), etc.) davam a oportunidade de encontrarmo-nos sozinhos e refletir sobre nós mesmos, nossas vidas, nossos desejos e vontades, nossas lembranças e saudades porém, redes sociais (Facebook, Orkut, etc.) e aparelhos eletrônicos (Tablets, Notebooks, Celulares, entre outros) são exemplos de serviços de última geração e de fácil acesso que nos “impõem”, de alguma forma, a estarmos sempre atualizados, interligados e em constante comunicação, com familiares ou não, sem a necessidade de estarmos próximos. Tornando a comunicação virtual.
Particularmente, meu experimento não teve o impacto desejado, pois foi realizado entre as 12h03min e 22h30min de terça-feira, aproximadamente, e nesse período ocorria constante comunicação pessoal devido ao trabalho profissional e as aulas da faculdade. Além disso, não foi possível a conclusão das 24 horas previstas por razão da necessidade em realizar contato conjugal via sms.
Apesar do impedimento em concluir o experimento de forma integral, o mesmo teve o alcance proposto, pois foi possível perceber e visualizar a diferença entre os tempos (hoje e antigamente), com relação à solidão, através da discussão ocorrida em sala sobre o assunto aqui descrito.
Clayton Fabiano Rodrigues Novak

A área da tecnologia evoluiu muito nos últimos 12 anos. Começou com a popularização do celular e da internet. De início p celular mal fazia ligações e a internet era discada (um verdadeiro teste para a paciência). Passamos pelo MP3, conhecemos as redes sociais, chegamos no tablet. A não ser pelas redes sociais, os outros produtos foram sendo desvalorizados no decorrer dos anos. E a última novidade é o Iphone 5, uma mistura de celular, internet, MP3, acesso as redes sociais... uma loucura. O mundo está conectado. E o comportamento das pessoas diante disso? Conexão significa não ser solitário... Será? A velocidade com que as coisas mudaram e as pessoas mudaram foi uma imposição?
Algumas pessoas acreditam em manipulação de massa: “compre isto!”, “agora compre este porque aquele já está desatualizado...!”. Em partes isso até poder ser verdade, porém tambpem acredito que isso é devido a cobrança da humanidade, sempre tentando buscar algo melhor. Ou seja, aquele que fornece o melhor produto com o melhor argumento, vende e agrada o seu consumidor.
E quanto a nós, indíviduos, pertencentes a uma sociedade. Toda essa tecnologia prejudicu nossa vida em sociedade? Em partes sim. Conheço pessas que passam o dia inteiro conectado no Facebook já que o acesso pelo celular facilitou isso. Eu consigo ficar longe disso sem sofrer. Mas já tive meus momentos de loucura em que não podia ficar um dia sem entrar no Orkut. Só que hoje tenho muito mais coisas com o que me preocupar.
E quanto a solidão e gostar de estar sozinho. Isso é importante. Mas nem sempre. Quando estou cansada, ou triste, ou quando quero ir ao cinema, estudar ou dançar. As vezes é bom. Mas existem coisas que são muito mais divertidas quando em grupo. E falo por mim: quando quero, nenhuma rede social me segura.
Jaqueline Miriam Cascaes

Segundo uma teoria empírica, baseada nas observações cotidianas do Professor de Comunicação Linguísitca da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, professor Diório, cada vez mais as pessoas encontram dificuldade em ficarem sozinhas. Com o maior acesso à internet e com a super popularização das redes sociais, o “estar sozinho” – ou seja, encontrar um tempo ou um modo de desfrutar a sua própria companhia, seja para pensar, refletir, planejar [...] – tornou-se uma atitude “rara” ou até mesmo impensável nas sociedades de padrões capitalistas modernos.
Inspirado nessas observações foi proposto um Experimento Socio-Interacionista  batizado de “24 horas off-line”. O experimento consiste em tentar permanecer 24 horas sem usar a internet, celular, ou outro meio virtual de comunicação.
A minha experiência aconteceu por acaso, a partir das 20:00 horas do dia 8 de dezembro as 21:00 do dia 9 do mesmo mês. Viajei para o interior de Santa Catarina nessa ocasião, e não acessei a internet ou usei o telefone celular nesse meio tempo. Nada de diferente aconteceu. Não fiquei tempo o suficiente longe da “civilização virtual” para chegar a sentir falta de tal. Mas creio que uma semana seria bem mais difícil. Tornou-se um hábito publicar sua vida em uma página virtual, e consequentemente pesquisar sobre a vida alheia nas mesmas “pages”.
Porém, devo discordar totalmente do pensamento do professor Diório. Acho uma ideia improvável a de que  alguém não conseguir ficar sozinho pelo menos em algum momento do dia. Ao menos, não lembro de alguma vez ter conversado com alguém que não precisasse de um tempo para pensar na própria vida, seja o que fez com ela, ou o que fará. Aliás, muito contrariamente, pesquisas apontam que cada vez mais as pessoas encontram-se sozinhas, conectadas virtualmente com pessoas do mundo todo, mas sem nenhum contato pessoal ou físico com pessoas de suas cidades, meios sociais ou vizinhos.
Toda essa visão que o professor Diório compartilhou, fez-me lembrar de uma citação muito conhecida de Albert Einstein: “Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à nossa humanidade: o mundo terá apenas uma geração de idiotas.” As pessoas optam por estarem sozinhas, ou mesmo, são impostas a isso, construindo “laços virtuais” com pessoas longes, tendo fácil acesso a todo tipo de conhecimento, porém de maneira superficial, não utilizando adequadamente tecnologias que criam um mundo sem fronteiras.
Sobre estar  só ser difícil, creio que o contrário aconteça. Difícil mesmo é achar um modo de desplugar todas essas pessoas da solidão virtual e voltar a inserir-lás no mundo real, para criar laços que as realmente façam fazer parte de um grupo físico e não de apenas um faz de conta tão frágil, que um simples corte na energia torne-a vulnerável ao se deparar com a realidade.
Lúcio Miguel Ruthes

De acordo com o dicionário Houaiss, a palavra conectar tem o seguinte significado: 1 estabelecer conexão entre; ligar-se. 2 interligar (-se) [dispositivos, computadores] para transferir dados. 3 acessar por meio de dispositivos, computadores postos em comunicação. Baseado nesses significados, o uso dos dispositivos moveis aumenta de acordo com a tecnologia e as principais funcoes que o eletronico disponibiliza. Claro que muitos desses aparelhos eletronicos tem um custo alto para obte-lo, e desses se tem praticamente um ‘’mini-computador’’ em mãos.
A referencia a ‘’mini-computador’’ se da pelo fato, de que, praticamente há duas décadas atrás, o uso de cada função hoje nos aparelhos eletronicos, se usavam separadamente, por exemplo: antigamente para se falar com alguém se ‘’falavam’’ por meios de cartas, depois telefone fixo para aqueles que tinha melhores condicoes financeiras, depois o telefone publico que hoje quase não se vê pela e quando se encontra algum e o que não funciona... E assim foi indo. Hoje, ao contrario do que tinha no passado, a coisa e totalmente diferente e pratico. Posso citar o meu celular, por exemplo, ele faz tudo que um aparelho tem que fazer hoje, se não não acompanha as expectativas do consumidor. Faz e recebe chamada e de video-chamada, onde você fala e vê a pessoa como se ela estivesse pessoalmente conversando com você, acessar as redes sociais e tudo mais.
Agora, com relação ao experimento sugerido pelo professor Diorio, de ficar as  24 horas seguidas sem o uso da tecnologia para acompanhar redes sociais, televisões, o envio de sms, não foi pra mim uma experiência como foi para os colegas de classe. Digo que não fiz o experimento porque já saberia do resultado final, que desde já não iria conseguir alcançar nem as minhas e nem as expectativas do professor porque o vicio e tanto que não consigo me distanciar do aparelho celular, para acessar as redes sociais, como o Facebook.
O ficar sozinho, ter seu tempo dedicado pra si mesmo, existe. Só acho que cada um precisa estar consciente no mundo em que vive, tanto o real quanto o virtual. Pois e com a conexão do mundo virtual que sabemos de tudo que se passa ao nosso redor. O que seria de nos, hoje, sem a tecnologia? Posso lhe dizer, nada.
ALICE ZHENG

A solidão nos dias atuais se tornou um processo dificultado, pelo bombardeamento das mídias sociais auxiliado na tecnologia de aparelhos cada vez mais versáteis (multifuncionais). Como celulares, smartphones, tablets etc. Aparelhos de fácil armazenamento e manipulação, em conjunto com a internet cada vez mais veloz. As redes sociais em simbiose com estes aparelhos geram impactos viciantes a novas gerações que nascem em meio a essa tecnologia.         
As pessoas nunca parecem estar só.  Há uma necessidade de estar conectado, comunicando–se com outros e trocando informações. Cerceando assim, o processo natural de ficar só. A solidão é uma necessidade natural do individuo. Pois esta permite a reflexão, a tomada de decisões, o planejamento, na qual ele reflete sobre suas atitudes diárias e sobre sua interação com os demais componentes da sociedade. Esses procedimentos e reflexões da experiência de vida gerado na prática da solidão são elementos que nos diferem como individuo, nos diferenciamos um dos outros nos permitindo ter uma visão diferente dos demais componentes no meio de convívio. Gerando um individuo único.
Muitas vezes, vemos a solidão como uma forma de castigo, da qual devemos fugir de todas as maneiras. Mas esta falsa ilusão de estarmos sempre acompanhados também não é um castigo? Cabe ao ser humano refletir e fazer da solidão uma ferramenta para o seu próprio bem.
As redes sociais como produto da mídia buscam gerar grupos de pessoas que pensam de forma similar, facilitando o induzimento de certos produtos ou induzindo o individuo a certo ponto de vista, sendo uma forma de ditadura no processo de pensar na sociedade.
Helver Francisco Mantovani Benevenuto     

A internet é um recurso importante para sociedade atual, pois permite a divulgação de notícias e acontecimentos mundiais em tempo real, propiciando a interação global. A rede também permite a comunicação escrita, visual e  auditiva entre indivíduos que tendem a compartilhar culturas e costumes de diferentes países agregando conhecimentos.
A comunicação e a necessidade de se relacionar com outras pessoas fez com que surgissem as redes sociais, as quais tendem aproximar as pessoas, compartilhar pensamentos e expressar opiniões. Porém, o surgimento de novas tecnologias que nos mantém conectados ao longo do dia nestas redes sociais, transformou o lazer em hábito e para muitos tornou-se necessidade diária.
O uso constante e indiscriminado destas ferramentas pode reverter os benefícios, tornando-se prejudicial ao interferir na saúde,  relacionamentos e atividades cotidianas. Criamos um mundo particular onde a aceitação pessoal é buscada através de imagens e divulgação de pensamentos. Sem perceber, nos mostram a ilusão de uma vida sem problemas, onde tudo é perfeito e todos são  rodeados de amigos.
Ao realizar a proposta apresentada em sala de aula, que tinha como objetivo vivenciar vinte e quatro horas desconectada de redes sociais, obtive um resultado satisfatório. Compreendi que participar de uma rede social é uma forma de lazer e não uma necessidade.
Podemos aproveitar os avanços tecnológicos e as redes sociais. Relacionar-se com outras pessoas é importante para o desenvolvimento, no entanto o convívio pessoal e a demonstração de sentimentos é indispensável para uma vida social saudável.
Amanda Mazepa

Solidão. Quando lemos está palavra, automaticamente nos vem a mente algo inviável. Com a correria do dia a dia e a imposição da falsa necessidade de nos comunicarmos 24 horas por dia, inviável mesmo, se torna a possibilidade de obtermos um tempo só nosso, para reflexão pessoal. “24 horas off-line”, esse foi o tema proposto pelo professor de Comunicação Línguística da Universidade Tecnológica Federal do Paraná , Diório. Visando quebrar o tabu de que solidão é algo ruim, e mostrando o lado bom do mesmo, como já foi feito por grandes psicanalistas e até mesmo a cantora Zélia Duncan, na canção "O lado bom".
Se desconectar um dia inteiro dos meios e modos de comunicação, pode não ser desconfortável para alguns, mas de modo geral, podemos considerar um desafio para muitos. Será possível vivermos livres desse vício que o século XXI nos impõe ? Há quem diga que sim, há quem discorde. De qualquer forma, é por meio desse "vício" que você está lendo esses textos. A sociedade moderna não nos deixa escolhas, ou nos adaptamos e fazemos parte do senso comum, ou corremos o risco de ficarmos um passo atrasado.
A necessidade de nos conectarmos está mesmo presente no nosso cotidiano, entretanto, não podemos ignorar o fato da urgência de um tempo pessoal. Somente com esse tempo, podemos escapar do senso comum. Analisando a situação do lado de fora, podemos tirar nossas próprias conclusões sobre "n" assuntos, e não a conclusão já pronta que a mídia nos oferece. Pessoas que pensam por si próprias e que não são levadas pela opinião em massa, é o que precisamos. Cidadãos críticos que antes de argumentar sobre qualquer assunto, reserva um tempo e reflete sobre. Então, o que você prefere ser ? A pessoa que tem seu tempo solitário, com opiniões próprias, ou a pessoa conectada 24 horas por dia, marionete da mídia ?
Vanessa da Silva Carvalho

A experiência de ficar “24 horas off-line” foi interessante, pois pude perceber o quanto a sociedade vem mudando, e como de certa forma a mídia está moldando isso.
Hoje eu digo que mesmo não tendo feito a experiência por completo, com certeza não teria dificuldade em tentar fazê-la novamente, acredito que eu conseguiria concluir sem muitos traumas. Para mim, creio que não é difícil ficar um tempo sem conectividade virtual, pois não tenho muita paciência para esse tipo de interação, (facebook, twitter e afins), além da paciência não tenho tempo. Acredito que um dos fatores que influenciam as pessoas a serem mais suscetíveis a esse tipo de interatividade, são o tempo ocioso e a necessidade de preencher esse tempo, e como a mídia diz “conecte-se”, isso faz com que as pessoas acessem com mais freqüência e torne disso um hábito.
O intuito da experiência foi ter aquele momento “eu e eu mesmo”. Acredito que a geração que não teve um contato tão forte com a interação virtual (tecnologia) normalmente tem e precisa desse momento particular, que é entendido como solidão positiva, colocar as idéias em ordem, planejar o que pretende fazer dali em diante. Para elas é importante fazer algo como um retrospecto da vida e pensar no que deve ser feito para viver cada vez melhor. Já os mais jovens, creio que ainda não existe tanto essa percepção da vida, e o que melhor define é que eles vivem o aqui e agora, e não se preocupam tanto, conforme o tempo passa a prioridade das tarefas faz com que esse hábito diminua e perca a graça. Trabalhar e estudar torna o tempo tão precioso que a meu ver, é melhor descansar e pensar na vida do que ficar na frente do computador.
Entendo que há muitos adultos e pessoas de idade que gostem de utilizar essas ferramentas modernas de comunicação, mas pelo exemplo que tenho em casa, também sabem dividir o tempo e ter o seu momento pessoal.
Caroline da Silva Baptista

É fato que as redes sociais estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia. Mas até que ponto elas são capazes de nos influenciar? Com base no experimento proposto pelo prof. Diório - “24 horas off-line” - e em pesquisas realizadas na internet, é possível dizer que somos praticamente escravos delas e que, como quase todas as outras coisas, possuem um lado positivo e outro negativo.
Podemos ver muitos jovens se organizando por meio das redes sociais em prol de um bem comum a todos, aderindo a campanhas sociais e trocando informações úteis. Por outro lado, as redes sociais expõe nosso lado narcisita. Não o digo no sentido de amor próprio, mas sim no de carência.
O usuário narcisita do Facebook, por exemplo, é aquele que atualiza o status várias vezes ao dia, e que possui o hábito de se marcar nas fotos. A rede dá às pessoas a chance de se sentirem bem com relação a elas mesmas e ainda se tornarem o centro das artenções. Talvez essa seja a explicação para muitos jovens relatarem o sentimento de vazio e ansiedade ao tentar ficar 24 horas desconectados.

Maria Helena Niedermaier Anze

Um comentário:

  1. Espero que voltando a entrar em contato com textos científicos, eu consiga melhorar a minha escrita e as minhas idéias.

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