O experimento realizado, a partir da visão do professor
Diório – referente à diferença entre o “eu solitário” de hoje com o “eu
solitário” de décadas anteriores – nos confirma o fato de que não temos um
tempo a sós com nós mesmos devido à imposição dos meios de comunicação em massa
que nos cerca.
Quarenta anos atrás, aproximadamente,
acontecimentos ou fatos que impedissem de encontrar alguém ( amigo(a), parente,
namorado(a), etc.) davam a oportunidade de encontrarmo-nos sozinhos e refletir
sobre nós mesmos, nossas vidas, nossos desejos e vontades, nossas lembranças e
saudades porém, redes sociais (Facebook, Orkut, etc.) e aparelhos eletrônicos
(Tablets, Notebooks, Celulares, entre outros) são exemplos de serviços de
última geração e de fácil acesso que nos “impõem”, de alguma forma, a estarmos
sempre atualizados, interligados e em constante comunicação, com familiares ou
não, sem a necessidade de estarmos próximos. Tornando a comunicação virtual.
Particularmente, meu experimento não teve o impacto
desejado, pois foi realizado entre as 12h03min e 22h30min de terça-feira,
aproximadamente, e nesse período ocorria constante comunicação pessoal devido
ao trabalho profissional e as aulas da faculdade. Além disso, não foi possível
a conclusão das 24 horas previstas por razão da necessidade em realizar contato
conjugal via sms.
Apesar do impedimento em concluir o experimento de
forma integral, o mesmo teve o alcance proposto, pois foi possível perceber e
visualizar a diferença entre os tempos (hoje e antigamente), com relação à
solidão, através da discussão ocorrida em sala sobre o assunto aqui descrito.
Clayton Fabiano Rodrigues Novak
A área da tecnologia evoluiu muito nos últimos 12
anos. Começou com a popularização do celular e da internet. De início p celular
mal fazia ligações e a internet era discada (um verdadeiro teste para a
paciência). Passamos pelo MP3, conhecemos as redes sociais, chegamos no tablet.
A não ser pelas redes sociais, os outros produtos foram sendo desvalorizados no
decorrer dos anos. E a última novidade é o Iphone 5, uma mistura de celular,
internet, MP3, acesso as redes sociais... uma loucura. O mundo está conectado.
E o comportamento das pessoas diante disso? Conexão significa não ser
solitário... Será? A velocidade com que as coisas mudaram e as pessoas mudaram
foi uma imposição?
Algumas pessoas acreditam em manipulação de massa:
“compre isto!”, “agora compre este porque aquele já está desatualizado...!”. Em
partes isso até poder ser verdade, porém tambpem acredito que isso é devido a
cobrança da humanidade, sempre tentando buscar algo melhor. Ou seja, aquele que
fornece o melhor produto com o melhor argumento, vende e agrada o seu
consumidor.
E quanto a nós, indíviduos, pertencentes a uma
sociedade. Toda essa tecnologia prejudicu nossa vida em sociedade? Em partes
sim. Conheço pessas que passam o dia inteiro conectado no Facebook já que o
acesso pelo celular facilitou isso. Eu consigo ficar longe disso sem sofrer.
Mas já tive meus momentos de loucura em que não podia ficar um dia sem entrar
no Orkut. Só que hoje tenho muito mais coisas com o que me preocupar.
E quanto a solidão e gostar de estar sozinho. Isso
é importante. Mas nem sempre. Quando estou cansada, ou triste, ou quando quero
ir ao cinema, estudar ou dançar. As vezes é bom. Mas existem coisas que são
muito mais divertidas quando em grupo. E falo por mim: quando quero, nenhuma
rede social me segura.
Jaqueline Miriam Cascaes
Segundo uma teoria empírica, baseada nas
observações cotidianas do Professor de Comunicação Linguísitca da Universidade
Tecnológica Federal do Paraná, professor Diório, cada vez mais as pessoas
encontram dificuldade em ficarem sozinhas. Com o maior acesso à internet e com
a super popularização das redes sociais, o “estar sozinho” – ou seja, encontrar
um tempo ou um modo de desfrutar a sua própria companhia, seja para pensar,
refletir, planejar [...] – tornou-se uma atitude “rara” ou até mesmo impensável
nas sociedades de padrões capitalistas modernos.
Inspirado nessas observações foi proposto um
Experimento Socio-Interacionista batizado de “24 horas off-line”. O
experimento consiste em tentar permanecer 24 horas sem usar a internet,
celular, ou outro meio virtual de comunicação.
A minha experiência aconteceu por acaso, a partir
das 20:00 horas do dia 8 de dezembro as 21:00 do dia 9 do mesmo mês. Viajei
para o interior de Santa Catarina nessa ocasião, e não acessei a internet ou
usei o telefone celular nesse meio tempo. Nada de diferente aconteceu. Não
fiquei tempo o suficiente longe da “civilização virtual” para chegar a sentir
falta de tal. Mas creio que uma semana seria bem mais difícil. Tornou-se um
hábito publicar sua vida em uma página virtual, e consequentemente pesquisar
sobre a vida alheia nas mesmas “pages”.
Porém, devo discordar totalmente do pensamento do
professor Diório. Acho uma ideia improvável a de que alguém não conseguir
ficar sozinho pelo menos em algum momento do dia. Ao menos, não lembro de
alguma vez ter conversado com alguém que não precisasse de um tempo para pensar
na própria vida, seja o que fez com ela, ou o que fará. Aliás, muito contrariamente,
pesquisas apontam que cada vez mais as pessoas encontram-se sozinhas,
conectadas virtualmente com pessoas do mundo todo, mas sem nenhum contato
pessoal ou físico com pessoas de suas cidades, meios sociais ou vizinhos.
Toda essa visão que o professor Diório
compartilhou, fez-me lembrar de uma citação muito conhecida de Albert Einstein:
“Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à nossa humanidade: o mundo terá
apenas uma geração de idiotas.” As pessoas optam por estarem sozinhas, ou mesmo,
são impostas a isso, construindo “laços virtuais” com pessoas longes, tendo
fácil acesso a todo tipo de conhecimento, porém de maneira superficial, não
utilizando adequadamente tecnologias que criam um mundo sem fronteiras.
Sobre estar só ser difícil, creio que o
contrário aconteça. Difícil mesmo é achar um modo de desplugar todas essas
pessoas da solidão virtual e voltar a inserir-lás no mundo real, para criar
laços que as realmente façam fazer parte de um grupo físico e não de apenas um
faz de conta tão frágil, que um simples corte na energia torne-a vulnerável ao
se deparar com a realidade.
Lúcio Miguel Ruthes
De acordo com o dicionário Houaiss, a palavra conectar tem o seguinte significado: 1 estabelecer conexão entre; ligar-se. 2 interligar (-se) [dispositivos, computadores] para transferir dados. 3 acessar por meio de dispositivos, computadores postos em comunicação. Baseado nesses significados, o uso dos dispositivos moveis aumenta de acordo com a tecnologia e as principais funcoes que o eletronico disponibiliza. Claro que muitos desses aparelhos eletronicos tem um custo alto para obte-lo, e desses se tem praticamente um ‘’mini-computador’’ em mãos.
A referencia a ‘’mini-computador’’ se da pelo fato,
de que, praticamente há duas décadas atrás, o uso de cada função hoje nos
aparelhos eletronicos, se usavam separadamente, por exemplo: antigamente para
se falar com alguém se ‘’falavam’’ por meios de cartas, depois telefone fixo
para aqueles que tinha melhores condicoes financeiras, depois o telefone publico
que hoje quase não se vê pela e quando se encontra algum e o que não
funciona... E assim foi indo. Hoje, ao contrario do que tinha no passado, a
coisa e totalmente diferente e pratico. Posso citar o meu celular, por exemplo,
ele faz tudo que um aparelho tem que fazer hoje, se não não acompanha as
expectativas do consumidor. Faz e recebe chamada e de video-chamada, onde você
fala e vê a pessoa como se ela estivesse pessoalmente conversando com você,
acessar as redes sociais e tudo mais.
Agora, com relação ao experimento sugerido pelo
professor Diorio, de ficar as 24 horas seguidas sem o uso da tecnologia
para acompanhar redes sociais, televisões, o envio de sms, não foi pra mim uma
experiência como foi para os colegas de classe. Digo que não fiz o experimento
porque já saberia do resultado final, que desde já não iria conseguir alcançar
nem as minhas e nem as expectativas do professor porque o vicio e tanto que não
consigo me distanciar do aparelho celular, para acessar as redes sociais, como
o Facebook.
O ficar sozinho, ter seu tempo dedicado pra si
mesmo, existe. Só acho que cada um precisa estar consciente no mundo em que
vive, tanto o real quanto o virtual. Pois e com a conexão do mundo virtual que
sabemos de tudo que se passa ao nosso redor. O que seria de nos, hoje, sem a
tecnologia? Posso lhe dizer, nada.
ALICE ZHENG
A solidão nos dias atuais se tornou um processo
dificultado, pelo bombardeamento das mídias sociais auxiliado na tecnologia de
aparelhos cada vez mais versáteis (multifuncionais). Como celulares,
smartphones, tablets etc. Aparelhos de fácil armazenamento e manipulação, em
conjunto com a internet cada vez mais veloz. As redes sociais em simbiose com
estes aparelhos geram impactos viciantes a novas gerações que nascem em meio a
essa tecnologia.
As pessoas nunca parecem estar só. Há uma
necessidade de estar conectado, comunicando–se com outros e trocando
informações. Cerceando assim, o processo natural de ficar só. A solidão é uma
necessidade natural do individuo. Pois esta permite a reflexão, a tomada de
decisões, o planejamento, na qual ele reflete sobre suas atitudes diárias e
sobre sua interação com os demais componentes da sociedade. Esses procedimentos
e reflexões da experiência de vida gerado na prática da solidão são elementos
que nos diferem como individuo, nos diferenciamos um dos outros nos permitindo
ter uma visão diferente dos demais componentes no meio de convívio. Gerando um
individuo único.
Muitas vezes, vemos a solidão como uma forma de
castigo, da qual devemos fugir de todas as maneiras. Mas esta falsa ilusão de
estarmos sempre acompanhados também não é um castigo? Cabe ao ser humano
refletir e fazer da solidão uma ferramenta para o seu próprio bem.
As redes sociais como produto da mídia buscam gerar
grupos de pessoas que pensam de forma similar, facilitando o induzimento de
certos produtos ou induzindo o individuo a certo ponto de vista, sendo uma
forma de ditadura no processo de pensar na sociedade.
Helver Francisco Mantovani Benevenuto
A internet é um recurso importante para sociedade atual, pois permite a divulgação de notícias e acontecimentos mundiais em tempo real, propiciando a interação global. A rede também permite a comunicação escrita, visual e auditiva entre indivíduos que tendem a compartilhar culturas e costumes de diferentes países agregando conhecimentos.
A comunicação e a necessidade de se relacionar com
outras pessoas fez com que surgissem as redes sociais, as quais tendem
aproximar as pessoas, compartilhar pensamentos e expressar opiniões. Porém, o
surgimento de novas tecnologias que nos mantém conectados ao longo do dia
nestas redes sociais, transformou o lazer em hábito e para muitos tornou-se
necessidade diária.
O uso constante e indiscriminado destas ferramentas
pode reverter os benefícios, tornando-se prejudicial ao interferir na saúde,
relacionamentos e atividades cotidianas. Criamos um mundo particular onde
a aceitação pessoal é buscada através de imagens e divulgação de pensamentos.
Sem perceber, nos mostram a ilusão de uma vida sem problemas, onde tudo é
perfeito e todos são rodeados de amigos.
Ao realizar a proposta apresentada em sala de aula,
que tinha como objetivo vivenciar vinte e quatro horas desconectada de redes
sociais, obtive um resultado satisfatório. Compreendi que participar de uma
rede social é uma forma de lazer e não uma necessidade.
Podemos aproveitar os avanços tecnológicos e as
redes sociais. Relacionar-se com outras pessoas é importante para o
desenvolvimento, no entanto o convívio pessoal e a demonstração de sentimentos
é indispensável para uma vida social saudável.
Amanda Mazepa
Solidão. Quando lemos está palavra, automaticamente
nos vem a mente algo inviável. Com a correria do dia a dia e a imposição da
falsa necessidade de nos comunicarmos 24 horas por dia, inviável mesmo, se
torna a possibilidade de obtermos um tempo só nosso, para reflexão pessoal. “24
horas off-line”, esse foi o tema proposto pelo professor de Comunicação
Línguística da Universidade Tecnológica Federal do Paraná , Diório. Visando quebrar
o tabu de que solidão é algo ruim, e mostrando o lado bom do mesmo, como já foi
feito por grandes psicanalistas e até mesmo a cantora Zélia Duncan, na canção
"O lado bom".
Se desconectar um dia inteiro dos meios e modos de
comunicação, pode não ser desconfortável para alguns, mas de modo geral,
podemos considerar um desafio para muitos. Será possível vivermos livres desse
vício que o século XXI nos impõe ? Há quem diga que sim, há quem discorde. De
qualquer forma, é por meio desse "vício" que você está lendo esses
textos. A sociedade moderna não nos deixa escolhas, ou nos adaptamos e fazemos
parte do senso comum, ou corremos o risco de ficarmos um passo atrasado.
A necessidade de nos conectarmos está mesmo
presente no nosso cotidiano, entretanto, não podemos ignorar o fato da urgência
de um tempo pessoal. Somente com esse tempo, podemos escapar do senso comum.
Analisando a situação do lado de fora, podemos tirar nossas próprias conclusões
sobre "n" assuntos, e não a conclusão já pronta que a mídia nos
oferece. Pessoas que pensam por si próprias e que não são levadas pela opinião
em massa, é o que precisamos. Cidadãos críticos que antes de argumentar sobre
qualquer assunto, reserva um tempo e reflete sobre. Então, o que você prefere
ser ? A pessoa que tem seu tempo solitário, com opiniões próprias, ou a pessoa
conectada 24 horas por dia, marionete da mídia ?
Vanessa da Silva Carvalho
A experiência de ficar “24 horas off-line” foi interessante, pois pude perceber o quanto a sociedade vem mudando, e como de certa forma a mídia está moldando isso.
Hoje eu digo que mesmo não tendo feito a
experiência por completo, com certeza não teria dificuldade em tentar fazê-la
novamente, acredito que eu conseguiria concluir sem muitos traumas. Para mim,
creio que não é difícil ficar um tempo sem conectividade virtual, pois não
tenho muita paciência para esse tipo de interação, (facebook, twitter e afins),
além da paciência não tenho tempo. Acredito que um dos fatores que influenciam
as pessoas a serem mais suscetíveis a esse tipo de interatividade, são o tempo
ocioso e a necessidade de preencher esse tempo, e como a mídia diz
“conecte-se”, isso faz com que as pessoas acessem com mais freqüência e torne
disso um hábito.
O intuito da experiência foi ter aquele momento “eu
e eu mesmo”. Acredito que a geração que não teve um contato tão forte com a
interação virtual (tecnologia) normalmente tem e precisa desse momento
particular, que é entendido como solidão positiva, colocar as idéias em ordem,
planejar o que pretende fazer dali em diante. Para elas é importante fazer algo
como um retrospecto da vida e pensar no que deve ser feito para viver cada vez
melhor. Já os mais jovens, creio que ainda não existe tanto essa percepção da
vida, e o que melhor define é que eles vivem o aqui e agora, e não se preocupam
tanto, conforme o tempo passa a prioridade das tarefas faz com que esse hábito
diminua e perca a graça. Trabalhar e estudar torna o tempo tão precioso que a
meu ver, é melhor descansar e pensar na vida do que ficar na frente do
computador.
Entendo que há muitos adultos e pessoas de idade
que gostem de utilizar essas ferramentas modernas de comunicação, mas pelo
exemplo que tenho em casa, também sabem dividir o tempo e ter o seu momento
pessoal.
Caroline da Silva Baptista
É fato que as redes sociais estão cada vez mais
presentes no nosso dia a dia. Mas até que ponto elas são capazes de nos
influenciar? Com base no experimento proposto pelo prof. Diório - “24 horas
off-line” - e em pesquisas realizadas na internet, é possível dizer que somos
praticamente escravos delas e que, como quase todas as outras coisas, possuem
um lado positivo e outro negativo.
Podemos ver muitos jovens se organizando por meio
das redes sociais em prol de um bem comum a todos, aderindo a campanhas sociais
e trocando informações úteis. Por outro lado, as redes sociais expõe nosso lado
narcisita. Não o digo no sentido de amor próprio, mas sim no de carência.
O usuário narcisita do Facebook, por exemplo, é
aquele que atualiza o status várias vezes ao dia, e que possui o hábito de se
marcar nas fotos. A rede dá às pessoas a chance de se sentirem bem com relação
a elas mesmas e ainda se tornarem o centro das artenções. Talvez essa seja a
explicação para muitos jovens relatarem o sentimento de vazio e ansiedade ao
tentar ficar 24 horas desconectados.
Maria Helena Niedermaier Anze
Maria Helena Niedermaier Anze
Espero que voltando a entrar em contato com textos científicos, eu consiga melhorar a minha escrita e as minhas idéias.
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