terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Experimento Socio-interacionista - Técnico em Segurança do Trabalho – M43 – 3 º período


VONTADE PRÓPRIA
Como seria ficar sem fazer o que é possível, ter a vontade e não fazer, pois quer cumprir um objetivo? Eu fiz uma experiência, mas não senti solidão, senti angustia, não fazer a própria vontade apenas por causa de uma experiência de português.
Durante 24hs sem ter qualquer comunicação via sms ou internet, era meu objetivo e eu tinha que cumprir, se eu cedesse iria me sentir uma fracassada, então a técnica era fazer qualquer outra coisa. Primeiramente fui com minha amiga no shopping, ótimo lugar para se descontrair, depois fui dar uma pedalada, afinal o dia estava bonito, o que em Curitiba, isso é raro, quando voltei para casa para descansar, ao deitar no sofá meu celular toca e eu tinha recebido uma mensagem do meu primo, esse momento foi o pior, pois eu tinha que resistir a minha vontade e eu não podia perder, faltava ainda 12:00hs. Olhei pra janela e vi minha cachorrinha, sai correndo, sem olhar para trás e fui brincar com ela. Quando era por volta de umas 9:00hs meu primo me liga por telefone me convidando para uma partidinha de pôquer, e passou-se a noite. No dia seguinte foi mais tranquilo, pois eu tinha aula de manhã. Enfim cumpri meu objetivo, consegui manter o controle da situação, superei minha própria vontade.
RENATA PICOLOTO

O Experimento do Inexperiente
O desafio me foi colocado. Passar 24 horas sem ter acesso à internet, ou qualquer outro meio de comunicação que não fosse o "olho no olho", como quando nossos pais eram pequenos, quando a tecnologia não dominava as pessoas da forma como a faz hoje. Contudo, não é tão fácil quanto parece, a dependência é tão grande que passa despercebida aos olhos dos mais envolvidos.
Quando pensamos na interação de pessoas, logo vêm à mente boas conclusões, mas será que é só isso que a mesma traz? Pois então, não mesmo. O tempo passado na frente das telas de computadores, celulares e video-games acaba por passar a ideia de interatividade o tempo todo, mensagem a qual já está inserida na cabeça das pessoas, e então tudo se automatizou.
Com essa experiência, pude perceber o quão dependente de toda essa modernidade sou, e mesmo que por pouco tempo, reservei um momento para desligar a mente do mundo interativo, ter apenas um tempo para mim. Foi diferente, há algum tempo não estava "fora do ar", e mesmo que pensasse em mim mesma, não repetiria a experiência, descobri que prefiro muito mais pensar em coletivo, trocar informações que não só com minha própria consciência.
Giovanna Ribas Zandoná

O inverso do eu
O garoto estava sentado em um banco em forma de tronco de árvore. Possuía um cigarro entre os dedos e a parte de seus olhos que deveria ser branca fora preenchida pelo vermelho. Ele via o sol esquivar-se de nuvens imaculadas e subir cada vez mais para o que deveria ser o centro do céu. Era de manhã, ele não deveria estar ali. Não deveria ter cigarros.
Johnny tinha que estar em uma sala de aula, uma caneta entre seus dedos. Deveria escutar um ser mais experiente que ele dizer-lhe coisas que ele definitivamente não estava interessado em ouvir. Deveria ler e escrever. Deveria deixar a plantação de morangos em que vivia pelas noites e escolher uma carreira a se centrar.
Precisava ter amigos que seus pais ocupados chamariam de decentes. Precisava tomar banho todos os dias e dormir em casa.  Precisava abandonar uma vida rebelde sem ideologias e parar de se machucar. Precisava escolher algo para acreditar e ter fé. Johnny riu. Um riso amargo e descrente.
- Hipócritas - sussurrou, tragando mais uma vez apenas para observar a fumaça libertando-se.
Estava com fome, mas não tinha sono. Pensou em comprar uma coca-cola na lanchonete da esquina, no entanto, o japa que atendia a clientela sempre o olhava acusadoramente, como se somente sua presença pudesse trazer problemas.
Além do mais, precisava ir à escola. Não porque temesse represálias, é só pelo caso prático de que os caras provavelmente estariam lá. Ao contrário do garoto, seus amigos nunca faltavam. Não que eles possuíssem algum interesse também, não. Os caras só marcavam presença e conversavam entre si ou dormiam. Às vezes até dava para escutar alguma música se o professor não fosse um chato.
Pegou o ônibus suspirando, somente o fone em volume máximo para suportar todas aquelas pessoas com vidas medianas e previsíveis que não paravam de falar. Não via a hora de ter um carro, mas Johnny só tinha dezesseis. E nem se fosse mais velho seu pai seria inconsequente a ponto de lhe dar um automóvel antes que o garoto tomasse jeito.
Não demorou a chegar na escola. Precisou forçar a memória para lembrar-se da sala e mesmo assim não se recordava. Felizmente, visualizou um de seus colegas filhinhos-de-papai entrando em um dos cômodos, fazendo palhaçadas junto aos outros garotos iguais a ele.
Babacas, sussurrou sua mente. Sentiu-se incomodado com a palavra, mas assentiu, começando a caminhar.
Ao contrário do que muitos poderiam pensar, Johnny não falava palavrões. Sua mãe desde cedo o ensinara de que existiam palavras muito horríveis que realmente ofendiam as pessoas e que ele nunca deveria falar. Felizmente para ela, falara-lhe isto antes de seus dez anos e ele adotara como um princípio fundamental em sua existência.
Uma pena que ela tenha se esquecido de lhe dizer, enquanto ele se importava, que bebidas e drogas também eram monstros que destruiriam sua alma, já que depois dos dez Johnny passou a seguir a própria lógica e parou de filtrar informações exteriores.
Sentiu alguns olhos seguindo-no enquanto adentrava o local e cumprimentava o professor. Classificou-o como um novato, já que nunca tivera aulas com ele, mas não pensou mais no homem sorridente e com sotaque diferente que falava sobre vídeo games, pois era um professor. Deveria ser como os outros.
Escolheu um lugar ao fundo, cumprimentando os caras. Um deles olhava para a janela e o outro estava com a cabeça encostada em sua mala, quase adormecendo.
Só que Johnny já havia visto o céu e não estava com sono. Ele sabia que não deveria pegar seus aparelhos eletrônicos até saber se o professor se importava com eles. A aula já havia começado e se, por acaso, o homem tivesse dado avisos sobre o tema não toleraria o desrespeito as suas normas.
Encostou a cabeça em uma das mãos e tentou compreender do que falavam. Era tudo muito rápido e seus olhos acabaram encontrando uma plaquinha um tanto estranha enquanto seus ouvidos captavam a linha do tempo dos vídeo games.
"Keep calm and call Diório"
O garoto arqueou as sobrancelhas, estranhando. Poderia não estudar, mas sabia que só nomes próprios eram escritos em letras maiúsculas quando não estavam em início de frase. Diório deveria ser o nome do cara que falava sem parar de se mexer lá na frente.
Johnny confirmou a informação quando um dos nerds da turma levantou a mão para perguntar alguma coisa. Ele captou apenas duas palavras da frase cheia de nomes difíceis. Diório e solidão.
Aquele nerd realmente não tinha o ajudado a ficar por dentro do assunto. Ele não tinha nada contra nerds. Nem contra os filhinhos-de-papai. Só que, enquanto estes eram considerados babacas, os nerds eram os iludidos.
Eram adolescentes egocêntricos que acreditavam que sua inteligência iria mudar a sociedade em que viviam. Que iriam mudar o mundo ou fazer a diferença. Na verdade, Johnny não os odiava, mas tinha pena deles. Se iludiam com utopias quando se tornariam exatamente iguais aos outros, com sua vida normal e mediana. Talvez um pouco mais ricos, porém viveriam uma mentira.
Não que ele fosse conseguir viver fugindo disso, não era bobo o bastante para pensar assim. Ele só não planejava existir por muito tempo e não entendia porque as pessoas arregalavam seus olhos, horrorizadas, quando ele lhes contava isso.
A única pessoa que não se assustara com seus planos fora sua avó. Uma das únicas pessoas que Johnny realmente amava. Uma sábia mulher nem um pouco bondosa que criara sua filha com uma educação rígida, sempre crítica mesmo quando a menina crescera. Deveria ser esse o motivo de ter sido mandada para um asilo na primeira oportunidade.
Só que Sarah não tratava o neto da mesma maneira. Era o único que a visitava com frequência e culpava a filha por sua vida atual. Fora liberal demais e ele ficara assim.
Dessa maneira, gostava da companhia do garoto e aproveitava suas visitas como podia. Sempre tentando compreendê-lo e não criticá-lo de maneira nenhuma. Servindo-lhe chá e biscoitos com gotas de chocolate. Fazendo com que prometesse a ela, sempre antes de ir embora, que voltaria na semana seguinte.
Quando ele lhe contara seus planos, ela saiu da sala e voltara alguns minutos depois com um livro em suas mãos. Johnny leu o título com curiosidade: o apanhador no campo de centeio              .
- Quero que me prometa duas coisas dessa vez - disse ela, encarando-o. - Se não quiser voltar nunca mais, não o forçarei com juramentos, mas prometa que vai ler esse livro e, se continuar decidido a morrer jovem, que vai esperar que eu vá primeiro.
Confuso, o garoto prometeu. Indo embora com o livro embaixo dos braços. Não lera a sinopse ou procurara saber se a história era algum tipo de autoajuda. Apenas mergulhou no enredo e, em uma noite, Johnny não se drogou, somente leu.
Voltou a ver sua avó na semana seguinte. Devolveu-lhe o livro e a abraçou pela primeira vez em anos.
- Agora eu entendo que não sou único nesse dilema - disse.
- Vocês são um pouco diferentes em alguns termos, mas pensam que todos são cretinos da mesma forma - ela sorriu-lhe, os olhos cheios de lágrimas.
- Eu ainda vou morrer jovem.
- Pelo menos, sei que tentei.
Nunca mais falaram sobre morte ou livros e o chá não tinha mais gosto de pêssego, mas de hortelã.
Johnny pareceu acordar de seus pensamentos quando viu que quase todos da sala erguia as mãos. Até os caras que nunca pareciam nem respirar!
Virou-se para um dos caras, perguntando-lhe o que estava acontecendo. O outro riu.
- Velho, 'cê devia estar em uma puta viagem para não saber de nada - e continuou rindo.
O garoto apenas esperou que ele parasse, uma de suas características predominantes era a paciência e estava curioso.
Logo, seu amigo parou de rir e, sorrindo, contou-lhe sobre como os jovens viviam dentro de uma bolha cercada de tecnologia e que não tinham tempo para ficarem sozinhos ou até mesmo de pensar.
- Alguns até tomam banho com o celular por perto! - contou-lhe o outro, voltando a rir. Era mais extremista que Johnny, não dividia as pessoas por categorias. Para ele, todos eram idiotas que não mereciam ser considerados animais racionais, incluindo-o nisso.
Depois contou-lhe do desafio que havia sido imposto a eles e de como deveriam se comunicar com as pessoas pessoalmente, sem tecnologias. De como deveriam não enviar mensagens ou entrar em redes sociais. De como deveriam tentar descobrir o lado bom da solidão.
O garoto apenas assentiu, sem opinar. No entanto, quando a lista com os nomes de quem iria participar da experiência chegou até ele, Johnny não hesitou, escreveu seu nome e um "sim" ao lado dele.
Ele sabia exatamente como seria aquilo. Alguns não conseguiriam chegar até o fim, outros nem tentariam. Uns conseguiriam, mas não notariam nada de novo em sua vida, afinal um dia era muito pouco. Haveria jovens que achariam um horror ficar sem enviar mensagem e que não viam nada de bom na solidão. Provavelmente algum dos nerds diria que encontrou um ponto positivo para não decepcionar o professor Diório.
Johnny não conhecia o professor, confessava que não prestara atenção em quase nada do que ouvira. No entanto, achara legal de sua parte não obrigá-los a participar de algo, ameaçando-os com a perda de notas. Só o gesto da não obrigatoriedade já o tornava diferente dos outros. Por isso, ele aceitou ser uma cobaia.
Por aquele cara ali na frente que não se achara no direito de mandar que ele fizesse algo, ele faria seu desafio. Afinal, tinha suas próprias maneiras de se manter conectado, de não se manter só. Já que a essência de tudo era o pensamento sobre a solidão, a reflexão sobre si mesmo, ele não "viajaria" com os amigos por uma noite. Ele não fugiria da realidade se conectando com as drogas,  iria para casa por um dia inteiro.
Ele conversaria cara a cara com os pais, estaria consciente. Sairia de sua bolha particular para adentrar na mundana.
Naquele dia, ele jantou com sua mãe e seu pai. Desejou boa noite à empregada e até assistiu a uma partida de futebol com seu irmão mais novo.
Ainda era cedo demais para dormir. Nessas horas ele estaria dividindo uma garrafa de bebida barata com os amigos ou jogando online na internet. Quem sabe até estivesse passando um tempo nas redes sociais.
Então deitou em sua cama, deixando até mesmo a música de lado. Se era para refletir, Johnny refletiria.
Só que ele não conseguia pensar em coisas legais, pensava apenas no que estaria fazendo se não estivesse ali. Como aquele dia fora estranho e como não sentia nada de especial. Demorou alguns minutos, mas ele entendeu qual era seu problema.
Johnny percebeu que seus verdadeiros momentos de solidão ele tinha quando estava em meio às pessoas. Pensava sobre suas ideias e sua vida enquanto um professor passava fórmulas matemáticas, enquanto alguns colegas faziam piadas desrespeitosas sobre outros, enquanto esses outros copiavam a tudo como máquinas, sem contestar.
E descobriu o porquê de não gostar da escola. Não era somente porque pensava que tudo era sem utilidade, mas porque aquele lugar o fazia refletir sobre sua vida e a lembrar de memórias que talvez preferisse esquecer. Entendeu que sempre fugira da solidão.
Porque ficar sozinho o fazia pensar em como seus pais eram ausentes e de como sua avó estava em um lugar cinzento, sozinha, esperando a morte. De como ele, tão jovem, dizia que a amava, mas só pensava em fugir e morrer.
Compreendeu que sua bolha era ainda maior e mais difícil de ser furada do que a dos seus colegas amantes de tecnologia e que ele considerava alienados.
Percebeu que a solidão talvez não o fizesse querer salvar o mundo, mas a si mesmo.
Amanda Botelho

“Solidão?”
Dizem que antigamente os jovens aproveitavam o campo, brincavam, se divertiam e faziam amizades, isso e muito mais com um grande detalhe, não precisavam do uso de eletrônicos para isso. Muitas vezes ficavam na real solidão positiva, tempo para pensarem sobre si, ver como estavam agindo e podendo muitas vezes planejar seus próprios futuros. Mas e hoje? Alguem já teve seu momento de solidão?  Foi o desafio lançado por meu professor, eu aceitei e adentrei nesta meta que era, ficar 24 horas desligado do mundo virtual, redes de comunicações, tentando alcançar meu objetivo : Solidão.
Começando ás 12 horas de quinta-feira, terminando ao mesmo horário do dia seguinte, teoricamente, uma vez que eu só consegui aguentar míseras 6 horas do desafio, mesmo alcançando o objetivo de ficar só, pensar e refletir sobre tudo, não foi muito produtivo, tive meu tempo para ler livros, oque eu habitualmente já faço, mas nesse tempo, desligado de tudo eu realmente parei para pensar, por um lado bom, eu pensei em coisas que ja me atrapalhavam a muito tempo, mas tem sempre o negativo, esses pensamentos me colocaram em situação difícil, exigindo que eu focasse mais neles, a ponto de ficar mal por isso. Mas quem nunca ficou assim? É extremamente normal pensar coisas inevitáveis, a questão é... como reagir diante disso. Eu fiquei essas 6 horas de desafio, o trajeto da universidade até minha casa, ao chegar em casa, me sentei na varanda e fiquei lendo, a batalha do apocalipse, livro bom e de reflexões pesadas, porém 75% da minha atenção estava muito além de letras em um papel, pensamentos os quais são muito pessoais e relativos à atividade. Não aguentei as 12 horas e por fim aproximadamente ás 18 horas de quinta, liguei o facebook, precisava interagir com alguém.
Após toda essa atividade pude ver, como somos pequenos, dependentes de algo inventado por nós mesmos, criamos nossos vícios, e não podemos culpa-los quando nos tiram a atenção, fazem com que fujamos dos objetivos, são nossos vícios hoje em dia que comandam nossas vidas, e não o contrário, que costumava ser tão banal tempos atrás. Esse foi minha reflexão.
Guilherme Luan Valesko         

24 horas, será?
Em um dia normal, igual a todos os outros, tive uma aula de português em que o professor começou a falar sobre solidão. Confesso que inicialmente interpretei tal sentimento como algo ruim, algo que deixasse as pessoas sozinhas, sem ter com quem conversar, com quem interagir. Ele então começou a se aprofundar no assunto, fez uma ligação com a internet, com as conversas via mensagem de texto e outros meios de comunicação que não permitem contato físico. Creio que todos já imaginavam o que ele iria sugerir, e sim, foi isso mesmo. A proposta foi a seguinte: passar 24 horas sem acesso as nossas redes sociais, nem enviar sms ou quaisquer outras atividades onde houvesse uma comunicação virtual.
No começo pensei que eu não iria conseguir passar todo o tempo sugerido, mas mesmo assim aceitei a proposta, até mesmo para ver até onde a internet é necessária em minha vida.
Até que chegou o dia em que combinamos para realizar o experimento. Acordei e logo pensei que aquele dia eu não poderia checar as atualizações das minhas redes sociais. Tudo bem, levantei da cama e logo peguei meu celular para enviar uma mensagem, mas foi neste exato momento que me lembrei da proposta e logo o guardei novamente no bolso. Sim, ele ficou no meu bolso, pois mesmo sabendo que eu não o usaria, de qualquer forma eu achava importante tê-lo ali para qualquer imprevisto ou coisa do tipo. No dia escolhido eu não tive aula, então logo após tomar meu café da manhã decidi aproveitar que não tinha muita coisa para fazer e fui para a academia fazer um pouco de exercício. Depois do almoço, voltei a ler um livro que há muito eu não o fazia, prestei bastante atenção na história, até captei mais informações do que de costume, e após ler um bom número de páginas, decidi jogar um pouco no meu computador.
Creio que foi neste momento que eu tive mais vontade de quebrar o compromisso e acessar minhas redes sociais, porém resisti, fui direto ao jogo e coloquei no modo offline assim como era proposto. Passei cerca de duas horas jogando, até que cansei. Já que não tinha nada para fazer, voltei ao livro e li mais alguns capítulos, e mesmo sem ter usado nada online, ainda não tinha alcançado o objetivo principal do trabalho: chegar em um momento de solidão.
As horas passaram e eu achei que este momento não chegaria naquele dia, que ela só vem quando você não esta bem ou quando menos quer. Até que fui dormir, e foi nesta hora que eu me surpreendi.
Já que eu estava realmente sem fazer nada, apenas com os olhos abertos olhando para o teto no breu do meu quarto, comecei a pensar na vida, nos fatos que vêm ocorrendo, nas atitudes que tenho tomado, enfim, em tudo. Pensei e repensei, até que conclui que a solidão não é aquela coisa ruim que eu imaginava, mas sim algo que não raro pode ser bom, que nos permite pensar mais nas coisas, analisar, regenerar os pensamentos, algo realmente recompensador se visto desta forma.
No dia seguinte, acordei e vi que eu havia conseguido executar o trabalho proposto pelo professor de forma completa, e foi muito útil, até um tanto agradável, e pretendo fazer isto novamente, só que agora sem que ninguém peça, apenas para que eu relaxe e aproveite para pensar um pouco mais.
Solidão não significa se isolar, querer sofrer, ela vem para nos fazer retratar sobre os acontecimentos, nos faz tentar ser melhores, procurar uma forma de não fazer de novo aquilo que trouxe arrependimento, ela da tempo livre para esfriar a cabeça, ou as vezes só para relaxar e não fazer nada. Um pouco de solidão é bom para todo mundo, desde que a pessoa tenha controle sobre ela. Pelo menos essa é minha nova percepção sobre a solidão, agora eu vejo o lado positivo desta, o lado bom.
Robson Cristhyan Mosele

Entendimento Disperso e Abstrato o Nirvana Adolescente
Vivemos numa redoma, ela nos protege e da esfinge que alguns não têm nem mesmo ideia de sua existência, andamos pela sutil, e quase imperceptível, redoma como se fosse a manifestação mais absoluta e sólida que o universo possa proporcionar. Como se a redoma fosse tudo, como se a esfinge não existisse.
Um belo dia o professor chega para nos dar sua aula, a primeira aula conosco, e nos dar um desafio, o desafio que poucos tiveram o luxo de pensar (e poder) aceitar, ter um encontro com a esfinge, um dia plenamente fora da redoma, a aventura, o medo e a chance de falhar em sua forma mais tentadora, a proposta de aprendizado. O dia seria uma quinta feira, começaria ao meio dia e acabaria no mesmo horário da sexta feira, a proposta foi aceita, a ideia era absoluta, aprender e decifrar a quimera que essa esfinge era.
No início era como se a esfinge não passasse de uma estátua, não falava, não se mexia, não intimidava. Mas quando a noite chegou, a esfinge começou a agir, se aproximou como a chuva se aproxima da terra, interrogou e me desafiou como o ultimato da cruz. Os seus enigmas e seu mistério despertaram sentimentos que haviam se trancado em um quarto claustrofóbico do calabouço de minha mente.
A insana descoberta foi absoluta, foi incrível e gratificante.
A esfinge se refere à solidão que nos faz crescer se soubermos lidar com ela
A redoma representa o mundo interativo que não lhe permite se deparar com a solidão produtiva.
As perguntas são o efeito da solidão.
A revelação é o autoconhecimento.
Giovanni Yuji Enomoto de Luca

Relatorio 24 horas off line
Sexta-feira 07/12/12.
12:00-13:00: Primeira hora sem a conectividade, sem problemas, almoço com os amigos no restaurante universitário da UTFPR.
13:00-15:30: Sem nenhum problema quanto a falta de conectividade, por estar em horário de aula.
15:30-15:50: Intervalo, me encontrei com alguns amigos na arquibancada da quadra externa e lá conversamos até a hora de ir novamente para a aula.
15:50-17:30: Aulas e novamente, com a cabeça ocupada, não houve problemas quanto a falta de celular.
17:30-18:30: Ida de ônibus do centro até a academia Chute Boxe Sniper no bairro Vila Oficinas, ouvindo musica, mas sem mandar mensagens, nesse meio tempo senti a falta de conversar com alguém ou de mandar sms, mas ouvindo musica, passou rápido.
18:30-19:00: Inscrição e pesagem para a luta e programação das lutas.
19:00-20:00: Preparação (aquecimentos, alongamentos e concentração) para a luta e expectativa para o inicio da minha assistindo outras lutas
20:00-21:00: Entre esses horários entrei no ring, inicio um combate de Muay Thai em 3 rounds de 5 minutos, venci por pontos em decisão unanime dos juízes, ao fim do combate recebi a medalha e ao fim do GP fui comemorar e dizer ao meu namorado Ricardão via SMS e Facebook, quebrando assim o proposito da pesquisa.
Kelvyn Gomes dos Santos Servo

Off-line do mundo
O avanço tecnológico das ultimas décadas, principalmente na parte da eletrônica e da informática, como jogos, mensagens de texto e a internet, tornam-se cada vez mais populares. O fato é que a cada dia mais e mais pessoas têm compulsão por usar a internet.
Tal fato, vem causando o isolamento social, a piora no rendimento escolar e acadêmico, além de o indivíduo não ter momentos para reflexão ou até mesmo ler um livro “off-line” do mundo.
Baseado nisso foi proposto um experimento sócio-interacionista pelo professor de Língua Portuguesa, cujo objetivo era conseguir permanecer 24h sem redes sociais, mensagens de texto e jogos on-line.
Confesso que não agüentei. Ou melhor, consegui me desligar de tudo por apenas seis horas. Ainda mais porque acabei ganhando meu presente de natal adiantado, bem no dia do experimento e a tentação de usá-lo foi maior que eu.
Barbara Ribeiro

Opção?
Será mesmo que sabemos o que é estar só? Totalmente só?
Rodeados por gente em todos os lugares, vivendo uma rotina apertada e corrida. Sem tempo para desejar bom dia às pessoas todas as manhãs ou então sorrir para quem atravessa nosso caminho nas ruas. Não conhecemos a solidão. Não por completo.
Conectados a todo o tempo, temos a chance de nos comunicar quando e como quisermos com todos que desejarmos. Ficar sozinho é opção. Permanecer assim, não.
Opção para quem, por um momento, deseja encontrar o que a multidão não traz. Opção para quem está à procura da alma. Alma que permanece em silêncio até o momento em que buscamos respostas, respostas das quais precisamos para continuar sorrindo, prosseguindo em frente. Sempre em frente, sem parar nem por um mísero segundo.
Afinal, se pararmos estaremos sozinhos novamente e seremos obrigados à refletir sobre aquilo que não queremos, não é? Ficar sozinho é sinônimo de fazer planos que possivelmente não se cumprirão e sonhar sonhos irrealizáveis. Esse é o motivo da correria diária, quem sabe?
Temos medo da solidão como tememos um fantasma que nos persegue.
Por isso, só os sábios escolhem estar sozinhos. Sozinhos com seus próprios sentimentos e pensamentos. É necessário autocontrole e confiança para determinar, entre tantos planos e emoções que surgem do nada e sem razão, o que realmente é importante na nossa vida.
Viver sem pensar é mais cômodo e menos doloroso; a solidão machuca e nos faz refletir. Preferimos trilhar pelo caminho duvidoso e incerto que as circunstâncias nos permitem do que buscar na razão o que é melhor. Isso, talvez, porque não desejamos ser culpados caso algo dê errado.
É mais fácil colocar a culpa no acaso. Seguimos vivendo, conectados e comunicando-nos sempre para que não sobre tempo para pensar e, consequentemente, para a autopiedade e martírio.
Acompanhados sempre, mas contando somente com a sorte.    
Flávia Batistão Cavalheiro.

O APELO DE UMA SOLIDÃO
Quando faço cair lagrimas dos olhos de faces infelizes, não os agrado, aliás, a maioria deles não gostam de mim, pois acreditam que eu seja inútil para suas vidas, acham que sou só mais uma delas, que causam a tristeza, que os impedem de sorrir, de se comunicar. Sou odiada por adultos, crianças, idosos, todos me desprezam, e repugnam minha presença. Às vezes trago um pouco de tristeza sim, mas afinal sem ela que felicidade existiria? Mesmo eu estando presente em todos seus passos, em todos seus desejos, tentam me afastar da maneira mais rápida possível, me substituindo por outros, preenchendo o vazio em que algum dia eu poderia me encaixar.
Atualmente minha existência só é vista para vender tristeza. Já meu oposto? Ah esse é o mais aceito, é requisitado por todos! Seja para ser vendido em propagandas de produtos, quanto de ideias. Sei que ele é mais atraente, mais bonito, mais alegre do que eu, porém muitos não sabem que ele é feito somente de fachada, que por trás dele só exista um grande vazio, um pequeno resquício de mim, que nunca é preenchido. Pensam que se ELE estiver presente serão aceitos, felizes, “rodeados” por todos. Ah! mal sabem eles de que isso não é verdade. De que eu sou necessária, de que sem mim a presença e a saudade, não existiriam.
Sou necessária para a reflexão, para o autoconhecimento, aliás, sem mim, muitas teorias cientificas não existiriam. Se eu não existisse, todos seriam rodeados por todos, sem haver uma opinião pessoal, sem uma personalidade de cada um. Simplesmente, as pessoas seriam iguais, teriam as mesmas ideias, os mesmo gostos, as mesmas manias, os mesmos ideais. Leriam os mesmos livros, ouviriam as mesmas musicas, comeriam as mesmas coisas, se vestiriam da mesma maneira. O que infelizmente já está acontecendo.
Não sou má. E imploro para que me pratiquem, nem que seja por alguns minutos durante seu dia, sendo na viagem de ônibus, dentro de casa durante uma tempestade, ou até mesmo na hora de dormir. Onde se sentir mais sozinho estarei lá, e saberá então da minha importância. Perceberá que sou necessária tanto quanto a interação, pois não quero competir, nem ser mais intensa, ou mais necessária do que ela. Não quero ocupar todo o seu tempo. Apenas um equilíbrio entre mim e a tão almejada interação. Só desejo que se desliguem e pensem em como a vida pode ser mais do que uma troca de informações, que o seu melhor amigo é você mesmo!
Prazer, SOLIDÃO, a tão “temida Solidão”!
Rebeca Dias dos Reis

TEMPO PARA PENSAR
Na aula em que foi dado o desafio, o professor explicou porque seria bom realizá-lo: o motivo era porque em nossa geração não temos tempo para parar e pensar, refletir sobre a vida ou sobre nós mesmos pelo fato de estarmos sempre ocupados com as redes sociais ou nos relacionando com alguém, nunca estamos realmente sozinhos.
Em uma das aulas também foi dito que havia um lado bom da solidão, que as vezes é bom estar sozinho para podermos somente esquecer o mundo lá fora ou até mesmo para questionar- lo. E no dia do experimento pude ver como realmente é bom estar a só por alguns instantes.
Ao chegar da escola fui direto ligar o computador para entrar no face e convidar algumas pessoas para uma festa que teria em minha casa. Aí lembrei que não podia entrar em nenhuma rede social, logo peguei o telefone e liguei um por um, conversando e trocando ideias com cada pessoa. Então sem ter o que fazer fui ler um livro que já fazia tempo que queria ler e depois liguei o som e fui escutar música, deitei em minha cama e comecei a pensar sobre como seria minha vida sem computador ou jogos online: cheguei a conclusão de que seria muito melhor e produtivo, ligar para as pessoas ao invés de só trocar mensagens, e ouvir música para aprende-las a tocar na bateria.
Então depois do experimento comecei a ter momentos a sós, onde para de fazer tudo e começo a refletir e pensar, sem estar no computador em alguma rede social ou jogando online com meus amigos ou pessoas desconhecidas.
Pedro Emanuel M. Linczuk

Online sim, sozinha também
Algumas pessoas acham a internet fútil. A internet pra mim é uma fonte de vida. Sem exageros. Admito que sou totalmente dependente dela. Assim como as pessoas gostam de sair com os amigos, eu gosto de ficar on com eles. Essa experiência pra mim foi como trancar uma pessoa festeira num quarto e não deixá-la sair por um dia. Meu dia se resume em ir pra aula, mandar mensagens, e ficar online. Com a experiência, parte do meu dia foi arrancado, me senti sozinha.  Algumas pessoas acham diferente ter amigos no colégio e ter amigos nas redes sociais. Eu não. Pra mim é a mesma coisa, mesma sensação de confiança, mesmas risadas, mesma alegria por ter a pessoa perto. “Perto”. Díriamos que a sensação que eu tenho conversando com alguém por webcam e microfone, é a mesma de ter a pessoa na minha frente. Não tem o contato físico, mas isso é o de menos.
Inicialmente não senti falta da internet. Estava em aula, acordei e saí correndo, atrasada como sempre. O problema é ir para a aula e voltar de lá sem mandar mensagens, meu sofrimento começou nesse ponto. Mas tudo bem, peguei meu livro e a vontade diminuiu. Chegando em casa, fui ligar o meu computador e não pude. Tudo bem, só faltavam mais 18 horas de experimento. O problema é quando a noite chega. Toda sexta as 21 horas eu marco com meus amigos de jogar uma partida de algum jogo, a gente liga o skype e fica conversando pelo microfone, rindo, é sempre muito divertido. Faz meu dia. Mas nessa sexta não pude fazer isso, e essa parte foi a pior. Tentei ir dormir mais cedo, mas estou acostumada a dormir tarde. Não deu. Fiquei lendo, fazendo outras coisas, tentando fazer outras coisas. E então eu percebi mais do que nunca o quanto esses meus amigos são importantes pra mim. Eles me fazem muito feliz, a internet me faz muito feliz. Conheci tantas pessoas. Amigos de verdade, raros hoje em dia. Eu até gosto da solidão, mas da solidão boa. Não sou muito de sair, gosto de estar sozinha, prefiro ficar em casa. Mas online. A partir do momento que estou off, a solidão ruim invade a minha alma. Quando eu viajo para lugares que não tem internet, tudo bem por mim, sinto falta, mas as mensagens aliviam. E pensar que você não tem acesso a internet ajuda. Agora, pensar que a internet está na sua frente e não usá-la é uma tarefa bem mais complicada. E foi isso que concluí com esse experimento.
Mikaela

Com tantas horas em um dia, a maioria passamos conectados, interagindo uns com os outros. Muitas vezes por medo de ficar só, mas estar sozinho é diferente de ser sozinho.
Estar sozinho é opcional, você quem escolhe. Vem da vontade da pessoa de ter um momento só para ela, para refletir, pensar, ou até mesmo ficar de bobeira, só relaxando. Sei que pensar só em si mesmo é egoísmo, mas só alguns instantes não vão fazer mal, aliás, vão é ajudar, esquecer das coisas que estão acontecendo ao redor do mundo, da vizinhança ou escola e, pensar mais em você e como vai sua vida, vão fazer bem. Mas isso vai de pessoa para pessoa. Tem gente que tira esse tempo na hora do banho. Mas quando a solidão chega a um ponto triste, incômodo, é só mandar mensagens, acessar a internet que você não está mais só, fim do problema. Mas ser sozinho não tem jeito, você está sozinho, e provavelmente vai continuar, a não ser que mude sua forma acuada e tímida de interagir com o mundo.
Cintia Camargo Secco

Aula de Verão
Em um belo dia de verão, com o céu azul e poucas nuvens brancas, um forte calor e eu encontrava-me na sala de aula. Sentado, imaginando o que poderia estar fazendo de melhor, quando ouço que o professor começa a falar de um desafio, logo fico interessado. Bom, este desafio se constituía basicamente em ficar um dia, ou seja, 24 horas sem internet, mensagens de textos e outros meios de comunicação virtual, no começo confesso que achei aquilo bobo, afinal, para que fazer isso? Foi então que o professor começou a explicar, falou sobre a solidão positiva, da qual muitos nunca tiveram a chance de provar. Resolvi aceitar.
Era uma quinta-feira, estávamos em aula, eis então que começou o desafio, que viria a acabar ao meio dia de sexta-feira. Bom, para resumir, consegui ficar as 24 horas sem meios de comunicação virtual. O resultado final foi que tive mais tempo para refletir, não acho que cheguei a ter uma solidão, mas consegui refletir melhor, pensar no mundo, em meus sonhos, meus objetivos, e realmente acho que valeu a pena.      
Leonardo Alberti Wolochyn

"Voltando para a realidade"
Sem internete por vinte e quatro (24) horas? Parece uma proposta um tanto absurda nos dias atuais, mas se pararmos um pouco e voltarmos no tempo veremos que nossos pais e avós não tinham as facilidades que a nossa geração dispõe, as redes sociais e as mensagens (sms) nos dão conforto e praticidade quando nos sentimos sozinhos e precisamos conversar ou simplesmente interagir e nos divertir.
Nas primeiras horas achei que seria impossível mas em vez de ficar pensando em Facebook e celular aproveitei esse tempo para fazer coisas que estava adiando, como ler um livro que ainda não tinha terminado, fazer uma limpa no meu quarto para separar coisas que não uso mais, fui ao parque para me distrair e quando vi ja tinha se passado o dia e como na manhã seguinte teria aula fui dormir. Ficar sem acesso a internete não foi tão ruim, mas sem mandar mensagens foi bem difícil.
Reconheço que pensei em desistir do experimento mas apesar de tudo precisava de um tempo para pensar um pouco e ficar sozinha, o que acabou sendo bom, sair da rotina não foi algo tão terrível.
Georgia de Andrade

Um dia sem a tecnologia
Na primeira aula de português, com o professor Diório, tivemos um trabalho que tínhamos que praticar em casa. E este trabalho não era como os outros, ele não tinha pesquisas, e nem relatórios. O objetivo era ficar um dia sem a internet, e sem se comunicar com outras pessoas mandando mensagens. Era uma experiência de como é se sentir só. Sem poder conversar com outras pessoas de uma forma “tecnológica”, mas podendo fazer ligações.
Nesta experiência sem a internet, fiquei meio que sem ter o que fazer, pois quase todas as noites, jogo com meus amigos on-line, fico nas redes sociais ou vendo vídeos na internet e a tarde costumo ver séries on-line. Mas aquele dia, tive que resistir a tentação. Fiquei tentando achar outra coisa para fazer, fui conversar mais com a minha mãe e meu irmão, fui assistir TV e ler uma revista.
O tempo pareceu que rendeu mais, passou mais devagar, aproveitei mais minha família, estudei mais e consegui um tempo para pensar na vida, mas isso é algo que pratico quase todos os dias. Passar mais tempo com minha família, e pensar mais nos meus objetivos, é algo que tenho que fazer mais. A solidão, na hora de refletir sobre os fatos da vida não foi ruim, foi uma solidão boa, que é necessária para alguns momentos.
Gabriel Kotelok Marquezoni

Tempo para pensar
Ficar sem internet ou contato com outras pessoas por meio da tecnologia não é uma novidade para mim, faço isso com frequência inconscientemente, vezes por não ter créditos ou por não ter vontade mesmo.
Mas de toda forma ficar sem o contato com eletrônicos é uma coisa boa, traz apenas vantagens, além de ser um vicio para alguns, você tem um tempo para pensar e reflectir sobre a vida, como é o propósito do tema.
Nesse tempo que eu fiquei sem contato com a internet ou pessoas virtualmente eu sai, assisti televisão, joguei video game, foi bem tranquilo, realizei a experiência sem muito esforço.
A idéia do professor Diório veio com uma boa intenção, é algo a se pensar o fato de ficar sem conectividade por um tempo, se deparando apenas consigo mesmo e mais nada ou ninguém, colocar as ideias em ordem, dar um tempo para você e sua cabeça, gostei de participar, realizaria ele novamente com certeza, mesmo que sem querer.
Yohan de Mello Uhdre

1 hora: não senti diferença
2 hora: comecei a sentir uma tentação de olhar o celular, mas era controlável
3 hora: estavam me mandando mensagem no celular e eu tive que resistir, já estava mais difícil.
4 hora: fui para o shopping
8 hora: não aguentei mais e tive que olhar as minhas mensagens.
conclusão:senti uma certa dependência da tecnologia pois no mundo atual somos criados mexendo no celular e no computador, deixando essa ligação ainda mais forte
Nathalia Riscarolli

Virtual
Vivemos em um tempo dominado pela tecnologia e modernidade. Os meios de comunicação evoluíram, se modificaram, transformaram, inovaram e acima de tudo afetaram grande parte da população, sobretudo os jovens. Há quem diga que isso só trouxe benefícios, e também os que discordam totalmente desta suposição. Ao meu ponto de vista, existe um meio termo. Existem diversos aspectos tanto positivos, quanto negativos. A troca rápida de informações, a conectividade, a interatividade e muitos outros pontos realmente nos ajudam.
Mas será que não é justamente o fato de estarmos conectados o tempo todo que nos prejudica? Isso pode acabar se tornando um vício, que nos mantém longe da realidade.
Passando por um experimento direcionado pelo professor Diório, cujo objetivo era de nos tirar por pelo menos um dia desse mundo virtual, obtive um resultado totalmente diferente do que eu esperava.
Ao contrário de me manter afastada, esse experimento me fez pensar e indagar a respeito de coisas que eu não via importância. Falando com uma pessoa virtualmente, é praticamente impossível saber o que ela realmente está sentido, ou se ela esta sendo sincera e honesta. É completamente diferente de falar pessoalmente ou por uma ligação. E além do mais, quando se esta cara a cara com alguém, nem são precisas muitas palavras, olhares já podem bastar.
Ana Paula Crupzacki

Estava la eu almoçado quando parei de usar qualquer tipo de tecnologia de comunicação então fui para casa e cai no sono. Tive um sonho muito interessante, porem não é relevante, então acordei as 11h00min h, depois voltei a dormir. Sonhei novamente, mas também não era relevante. Fui a aula e de repente já era 12h00min. Não senti muito impacto, pois passei a maior parte do tempo dormindo e não sou uma pessoa que necessita muito de comunicação.
Lara Kandauroff

24 Horas sem internet
A cada dia todos nós estamos dependendo cada vez mais de recursos de comunicação como  a internet e  mensagens de texto e isso tem suas vantagens e suas desvantagens. Ficar um dia inteiro sem usar a internet foi um desafio difícil, tão difícil que não consegui concluí-lo, após algumas horas (mais precisamente 6 horas) eu acabei entrando na internet.
Mesmo não tendo completado o desafio acho ele interessante, e sinceramente estaria disposto a tentar novamente, pois essa geração não vive e nem vê as coisas como as passadas, acho que estamos muito presos à um vicio banal, pois podemos nos comunicar com os outros através de ligações e falando pessoalmente, a internet de certa forma faz com que as pessoas deixem de se interagir fora dos computadores e fiquem apenas na frente do monitor digitando freneticamente.
Em relação a falta de tempo sozinho eu não vejo a internet como uma grande vilã nesse aspecto, pois querendo ou não sempre temos um momento, nem que seja antes de dormir que paramos apenas para pensar nas coisas. Nisso também podemos tirar um aspecto bom da internet, não nos sentimos sozinhos, porque ninguém na verdade gosta disso, todos gostam de ter alguém com quem falar e compartilhar o que está sentindo.
Tiago ‘’Ousado’’ Ballin

Dando um tempo para si mesmo
"Você conseguiria ficar 24 horas sem nenhum acesso à internet ou a restrição do uso das mensagens instantanêas de telefone móvel?". Essa foi a pergunta que a minha prima me fez quando sai na primeira terça-feira de aula e me foi lançado o desafio. Não pensei duas vezes e respondi que sim, afinal, não sou dependente disso...pelo menos era o que eu pensava. Mas não parou por aí, me veio questionar qual era o objetivo do tal desafio, e a expliquei que era mostrar que os jovens não sabem mais ficar sozinhos em momento algum, e que todos nós merecemos um momento de reflexão solitária. E sem pestanejar já emitiu a sua opinião sobre o assunto: " Prima, eu acho mesmo é que os jovens de hoje estão sempre solitários, e estão a todo momento conectados de forma impessoal para não sentirem isso."
Na hora eu até me assustei com tal opinião, mas depois de passar um tempo pensando cheguei até a concordar com ela. Claro que para essa opinião ser formada eu não poderia deixar de levar em consideração a minha parte da experiência, afinal, eu consegui sim ficar as 24 horas off-line. Estaria mentindo se falasse que ficou tudo bem, que nem senti falta de olhar na tela do telefone e ver o "envelopinho" e seus múltiplos ou de entrar nas redes sociais e ver o que aconteceu enquanto tive ausente. Quando você esta concentrada na atividade que precisa desempenhar fica fácil, mas quando se esta em uma recepção esperando ser atendida ou faz o trajeto de volta para casa a coisa fica bem mais complicada, você quer mandar uma mensagem para jogar conversa fora, ou para falar de coisas sérias que quando se estava junto não foi possível.
Não sou esse tipo de adolescente que transformou o celular em um apenas bloquinho de mensagens, normalmente ligo para as minhas amigas e fico horas conversando, mas ao mesmo tempo utilizo o recurso da mensagem como todos, chegando ao ponto de digitar as palavras no celular sem precisar estar olhando para as teclas ou o visor, a coisa passa a ser automática.
Resistindo aos momentos de mandar as mensagens era a melhor opção passei para a outra parte crítica: chegar em casa e não acessar as redes sociais. Novamente, nos encontramos tão dependentes, que você nem respira dentro de casa e já esta ligando o computador. Procurando fugir a tentação nem me dei ao trabalho de ligar o computador, já pensei em outras atividades que não tinham nenhuma ligação com isso: vou passear com a minha cachorrinha. Perfeito! Faço a alegria da criança e ainda faço um exercício para diminuir o sedentarismo. Dito e feito. Fomos eu e dona Sany passear pelo bairro, que gostoso, tinha me esquecido de como era bom fazer isso, e de como fazia pelo menos 1 ano que não sai para andar na rua sem precisar. O melhor foi chegar em casa, tomar um banho e ir dormir, como fui deitar cedo naquele dia, mas isso não me fez pensar coisa nenhuma, capotei.
No dia seguinte desempenhei as atividades normalmente, mas novamente o maior dos problemas foi a ida para o colégio sem me comunicar com os meus colegas. Todos adoram receber uma mensagem de bom dia antes da aula, dá até aquela animada. Mas aguentei firme, e no fundo mesmo me desligando de tudo, não tive muito tempo para refletir.
Depois do meio dia a vida voltou ao normal, mandei mensagens, entrei nas redes sociais, mas não me afetou muito, o problema mesmo era alguém dizer para você que não poderia acessar e você sentir a pressão da coisa por ser algo já tão automático e do dia-a-dia. A lição que pude tirar disso tudo é que as horas do final da tarde e a noite não são tão curtas como eu um dia imaginei, o problema é que você liga o computador e nem sente o tempo passando, e só com a experiência pude ver como o meu tempo pode ser melhor aproveitado. Também perdi um compromisso, mas felizmente não era importante, além de no fim de tudo concordar mais ainda com a minha prima de que os jovens estão tão conectados porque não suportam a própria companhia, a ideia de pensar na vida que esta construindo ou nas atitudes que toma é tão perturbadora que nos afasta cada vez mais de nós mesmos. O que as pessoas precisam começar a enxergar é que não é o número de amigos no facebook, ou a quantidade de "retweets" que vai tornar você mais ou menos solitário, com mais ou menos problemas, mas se de vez em quando você puder fazer um balanço geral de tudo o que vivência, ou já viveu e de quem é, você não vai morrer por isso, e a tendência, é apenas acalmar as angústias da alma que se encontra encaixada nesse corpinho.
Alana Emanuelle Plucinski Vicente.

Status: Ausente por um dia
Será a solidão algo tão ruim? Ao final da pergunta, parei de me distrair com um lápis e olhei curioso para o professor Diório. Repeti a pergunta mentalmente, como se buscasse algum sentido nela. Olhei então para meus colegas, acreditando que, pelo menos algum deles, pensavam o mesmo que eu: “ora, se as pessoas solitárias são tristes, como poderia ter algum lado bom na solidão?”. O professor voltou a falar, agora para alunos mais interessados. Percebi então, entre uma ou outra frase, que não é bem como eu estava pensando. A solidão pode sim ser algo bom, desde que seja controlada. Quem nunca se sentiu melhor depois de passar algum tempo sozinho, pensando na vida?! A aula continuou normal, até que o professor propôs que os alunos passem 24 horas (das 12:00 da quinta-feira até as 12:00 da sexta-feira) sem mandar nenhuma SMS e sem entrar na Internet, de modo que, uma hora ou outra, o aluno conseguisse ficar sozinho. O aluno teria assim uma chance para pensar sobre suas atitudes, idéias, opiniões e tantas outras coisas que esquecemos de vez em quando. Alguns pareceram achar isso impossível, mas eu aceitei com boa vontade.
Chegou então o dia proposto, no qual eu tive tanto aulas de manhã como no final da tarde. Passei as primeiras horas do desafio estudando na biblioteca, só pegando o celular para saber que horas eram. Depois do intervalo, minha aula de Química 4 começou. Talvez pelo conteúdo exigir uma maior concentração, eu não tive dificuldades em controlar o desejo de mandar alguma SMS. Mas quando a aula acabou, aí sim começou o desafio pra mim! Tenho que pegar 5 ônibus para voltar da Sede Ecoville, demorando cerca de uma 1 hora e 20 minutos para chegar em casa. Esperava que durante o trajeto conseguisse me desligar do mundo a minha volta e meus pensamentos se clareassem, mas o cansaço das aulas não permitiu. Chegando em casa, busquei ler algum livro, só que a exaustão foi maior, e logo estava dormindo.
No outro dia, tive que acordar cedo para conseguir chegar na aula. Sonolento demais para pensar em alguma coisa, concentrei-me só em não perder a hora de descer do ônibus. Durante as aulas de Direito Ambiental, percebi que alguns de meus colegas já haviam desistido ou talvez esquecido do desafio, mas a grande maioria o cumpriu. Com o final da aula, tive que ir para o Centro, onde teria aula de tarde. Quando cheguei lá, fui direto almoçar. Algum tempo depois, peguei novamente meu celular para ver o horário; descobri que o desafio tinha acabado.
Não mandei nenhuma SMS e nem entrei na Internet, como pediu o professor, mas tampouco consegui alcançar o real objetivo proposto. Acredito que, durante o período de férias, tentarei cumprir novamente o desafio, buscando aprender a transformar os momentos sozinhos em algo bom e proveitoso; uma busca pelo autoconhecimento.
Marcelo Sefrin Nascimento Pinto

Solidão Dioriana
Em nossos dias, o tempo é algo tão escasso em relação ao montante de tarefas que temos que quando conseguimos parar para pensar já estamos com  outras coisas em mente, planejando viagens, trabalhos, etc.
Quando nos deitamos para dormir, cansados de mais um dia estressante, é que geralmente temos um tempo só pra pensar na vida, relaxar, refletir sobre tudo o que somos, temos e fazemos. No entanto, essa é a hora em que menos queremos pensar na vida, pois cada minuto que se “perde” pensando é um a menos dormindo e descansando para o próximo, extenuante e rotineiro dia.
Atualmente, algo que retém muito de nosso tempo é a Internet, redes sociais e entretenimento ao alcance da maioria das pessoas em um único toque. A Internet nos trouxe uma conectividade e interatividade que se tornou praticamente indispensável em várias atividades que exercemos cotidianamente, por exemplo, trabalhos acadêmicos, que outrora eram feitos em bibliotecas e os indivíduos se encontravam em um local para discutir e realizar o trabalho, hoje não é necessário nem sair de casa, já que aplicativos permitem um bate-papo entre várias pessoas simultâneamente e em tempo real, além de sites que fornecem conteúdos - neste caso acadêmico – variados e pesquisas sobre determinados assuntos. Por outro lado, gastamos muito tempo conectados ao mundo inteiro e ao mesmo tempo desconectados do mundo real, podemos saber o que está acontecendo do outro lado do globo, mas não sabemos o nome do nosso vizinho, ou se nosso amigo está fazendo aniversário, sem sermos notificados pelas redes sociais.
Percebendo isso, nosso professor resolve nos propor uma espécie de desafio, permanecer 24 horas sem comunicação virtual, ou seja, sem redes sociais, enviar e/ou receber mensagens, e casos do tipo, tendo como objetivo utilizar o tempo em outras atividades ou simplesmente pensar na vida. O propósito principal era de que realmente tivéssemos uma hora onde não seria possível não pensar na vida, além de avaliar o quanto somos viciados em Internet.
Durante as primeiras horas sem redes sociais e afins, foi fácil achar outras coisas para fazer, ler um livro, adiantar trabalhos da escola. Chegando perto do pôr do sol, fui correr na praça perto da minha casa, e ali já comecei a pensar na vida, mas sempre me distraindo com pessoas ao redor.
Chegando em minha casa novamente, infelizmente já não havia mais o que me impedisse de ficar sozinho com meus pensamentos, era quase hora de dormir. Foi aí que percebi qual o motivo do desafio, pelo menos comigo aconteceu que nesse tempo sem internet pude reagrupar e refletir tudo o que estava em minha mente. Quando acordei faltavam poucas horas para o término do horário combinado, e não houve dificuldades para me manter sem internet.
A solidão que muitos evitam, pode ser benéfica a ponto de realinhar sua realidade, ou apenas fazer pensar nos últimos fatos. É realmente triste que nossa geração, com tanta informação e interatividade, já não consegue ter esse precioso tempo para simplesmente ficar sozinho.  
Jhenyson Thiago dos Santos

Offline
No primeiro dia da matéria de português, recebemos a tarefa de fazer algo extremamente dificil para alguns e impossível para outros: ficar um dia sem se conectar com outras pessoas. Muitos desistiram no inicio. Alguns desistiram no meio do caminho, enquanto outros chegaram no final. Contudo todos com algum tipo de conclusão. Essa podendo ser tanto positiva quanto negativa. A "solidão" que passaram foi difícil para muitos, porém para mim que sempre tive vontade de me manter "offline" não foi um problema. Isso também não foi uma vantagem, já fiquei mais de quatro meses sem me conectar. Então no final das contas, minha percepção do mundo muda a quase todo instante, ou seja, o fato de ter ficado um dia sem estar ligado a rede não trouxe nenhuma diferença a minha vida.
Bruno Ferreira Glir

Equilibro entre solidão e mundo virtual
No dia 07/12, foi lançado um desafio à turma: ficar 24 horas sem qualquer tipo de comunicação virtual. A proposta foi realizada com o intuito de nós (jovens do século XXI) conhecermos o que é a “solidão”, já que num mundo globalizado como o de hoje não se possui mais tempo de ficarmos sozinhos e pensar sobre a vida.
Bom, vamos ao que interessa. Experimento começando a partir do meio-dia. De primeira vista foi tranqüilo, pensei: “Ah, algumas horinhas sem computador e celular, tá de boa”, mas logo que cheguei em casa em pensei comigo mesmo: “E agora? O que eu faço?”. Estava calor e resolvi tomar uma ducha. O que era pra ser um banhinho refrescante tornou-se um banho filosófico, sei que desperdiçar água não é uma atitude muito legal e blábláblá, sentei nos azulejos do banheiro e com a água caindo sobre minha cabeça e comecei a pensar em coisas que nunca tinha imaginado. Depois do longo banho, almocei, e claro, na seqüência fui dormir, torcendo que meu sono durasse ate meio-dia do dia seguinte para poder então entrar nas redes sociais. Porem descobri algo muito ruim: meu sono tem limite. Sem nada para fazer, minha mãe sugeriu que eu lesse um livro, que há muito tempo ela vivia me enchendo o saco, mas que nunca lia porque sempre estava conectado a internet e não tinha tempo. Acabei percebendo que ler é fantástico e muito prazeroso, mudando assim minha opinião de que livros são chatos.
Basicamente foi isso que eu fiz nessas 24 horas sem comunicação virtual. Achei a experiência muito importante, pois me mostrou que o mundo não é só estar conectado em redes sociais atualizando seu status, vai muito alem disso. Me incentivou também a fazer outras atividades que antes não fazia com frequência, como: ler livros, estudar mais, tocar violão e não só ouvir como também apreciar músicas. Porem achei horrível o fato de ficar sem conversar com meus amigos. Acho que o equilíbrio entre ficar “solitário” e conectado proporciona um bom modo de vida para a pessoa, já que ela não vai ficar totalmente solitária e não muito viciada no mundo virtual.
Renan Bagnolin

24 horas de reflexão
Na vida de algumas pessoas tornou- se  uma necessidade estar sempre conectado sempre.Depois das redes sociais, mensagens instantâneas e meios de interação no geral, não se têm mais momentos para ficar sozinho ou conversar –fisicamente- com os que estão ao nosso redor.
Ao participar de um experimento em que não deveria ser utilizado nenhum meio de interação  por vinte quatro horas, percebi que não tenho uma necessidade descontrolada de estar sempre conectada. Essas horas foram tranquilas; se fosse necessário, poderia ter ficado mais tempo longe dessas ferramentas sem problema algum.
Esse período afastada das redes sociais, foi um bom momento para estudos e também para algumas reflexões que só poderiam ser feitas em sossego e sozinha, portanto estou feliz por ter participado desta experiência.
Raquel Britto

Atualmente a solidão é vista como algo de todo ruim. É usada como punição para crianças que não se comportaram e transmite sentimentos ruins, afinal, quem não fica com pena quando vê alguém comendo, sentado na aula ou andando sozinho? É natural para nós hoje em dia, sair, andar, ir para a aula, comer e até estudar em grupos. O que nos faz refletir: Qual é o grande problema da sociedade com a solidão? Em demasia é realmente algo ruim, que faz mal ao psicológico do ser humano, animal tão acostumado e que necessita viver em sociedade. Mas somente nos momentos de solidão é que nos permitimos à reflexão sobre a vida em todos os seus aspectos. Poderia o mundo ser um lugar melhor se seus habitantes desligassem, por uma hora que seja seus eletrônicos e pensassem sobre suas ações? A internet, hoje cada vez mais popular, nos permite o acesso a mais variada gama de informações e, no entanto nos fechamos em nossas redes sociais e em nossos probleminhas cotidianos.
Acredito que a proposta de ter um tempo para refletir, desligando-se das redes sociais e mensagens de texto é somente benéfica para aqueles que já estão receptivos a passar por essa experiência e refletir sobre ela. “Desligar-se” somente para cumprir a proposta não trará benefício algum, pois a reflexão não acontecerá. A experiência não me agregou nenhum pensamento novo, pois não sou muito dependente de interação por sms e redes sociais, prefiro conversar pessoalmente e tenho o hábito de refletir por longos períodos no dia, no ônibus e antes de dormir.
Talvez o grande problema da sociedade atual com a solidão é que quando estamos solitários acabamos sempre em pensamentos que entristecem como a fome, miséria e tantas falhas existentes na “civilização”, afinal, é muito mais fácil pensarmos nos nossos seguidores no twitter e fecharmo-nos em nossas redes sociais que sofrer por tantos infortúnios pelos quais dificilmente podemos fazer algo positivo.
Carolina Carvalho Dias

Solitude soluta
Segundo Chain Katz, a solidão pode ser positiva para o ser humano, contrariando o que as redes sociais nos proporcionam diariamente.
Semana passada, permaneci 24 horas sem qualquer tipo de interação virtual e mensagens de texto, com o objetivo de experimentar a solitude. A experiência foi bastante agradável e tranquila, pois não possuo tamanha afinidade com tais meios de comunicação, entretanto, entendo a importância que a reflexão sobre um bom romance, o ato de observar o balanço das árvores ou simplesmente a paisagem se transformando por entre as janelas do ônibus, podem nós proporcionar. Estes momentos, além de trazerem refrigério a coração, nos ajudam a compreender melhor as lógicas sem lógicas da vida...
Flávia Elisa Guerios

Meu mundo real
Acordei, mas como de costume não vir as mensagem do celular  , apenas  levantei  e fui para a aula,  afinal, hoje era um dia atípico, porque eu havia  aceitado o desafio , e agora enfrentaria  24 horas desconectada,  ao levantar a mão quando o professor perguntou quem aceitaria participar da experiência, não  achei que  seria  difícil, pois não sou a menina mais  blogueira, viciada em redes sociais, o que mais me encanta no uso da internet é  facilidade,  pegar um dicionário  na estante era  uma lembrança  falha.
A minha tarde foi tranquila, além de estar quente e agradável consegui finalmente terminar  A Garota das Laranjas, livro de Jostein Gaarder no qual eu já me arrastava a duas semanas, sempre gostei de ler e isso era também uma das minhas atividades na internet, mas nada se compara ao som que as paginas reproduzem ao serem viradas, sentir o papel nos dedos. Os livros possuem uma certa magia, adoro pegar livros antigos, e imaginar como ele chegou até a mim, quantas pessoas os leram, será que ele conseguiu mudar a vida de alguém, os mistérios que envolvem aquele maço de papel com capas rasgadas me fazem viajar tanto como a sua historia. Sensação única que pude redescobrir ao passar um tarde apenas lendo, sem me preocupar com mensagens ou redes sociais. Ao anoitecer sentei com os meus pais na sala e diferentemente dos outros dias,  eu  não estava simplesmente lá, mas estava lá por completo, ouvindo o que eles diziam, rindo de suas piadas e participando. Percebi que meu pai havia cortado o cabelo,  ficara com aparência mais jovial, eu o elogiei e rindo ele me disse que havia quase uma semana que havia mudado.  Não mandei uma mensagem de boa noite para o meu namorado, eu liguei para ele, conversamos durante  3 horas,  entre os risos contamos cada detalhe do nosso dia,  rimos de nós mesmos,  nos achando bobos, pois deveríamos estar dormindo.
Quando as 24 horas se passaram o meu celular tocou, lembrei-me que  havia colocado um despertador para tocar ao fim da experiência, se não fosse por ele nem me lembraria que estava participando, estava com tantas ocupações que não senti falta da tecnologia e do mundo virtual.
Márcia Jose Damasio

Pendrive
Sentimento estranho. Me senti uma peça de computador, ou de qualquer aparelho eletrônico, que sempre está conectado a outras pecinhas e só assim ele funciona. Depois de fazer um experimento proposto por meu professor de Língua Portuguesa, me senti assim. A experiência proposta por ele foi um desafio á todas as pessoas da sala ficarem 24 horas sem internet ou qualquer interação que não fosse pessoalmente. Eu, lógico, não agüentei até o fim. Ficar sem internet não foi tão difícil, mas ficar sem mandar mensagem foi desconfortável.
Talvez as pessoas mais experientes tenham razão quando falam que a geração atual é viciada, conectada demais. Os adolescentes não ficam mais sozinhos, sempre estão interagindo com alguém... Mas isso, pra mim, é bom. A geração atual é como um grande computador, e eu sou apenas mais uma pequena pecinha.
Mas por quê? Será que a solidão é ruim? Provavelmente não. Então por que eu gosto tanto de ter alguém pra conversar? Medo será? Acho que não. Mas a solidão é complicada.      Durante o tempo que agüentei ficar ser mandar mensagem eu não me senti mais uma peça, e sim um pendrive. Apenas um simples pendrive, desconectado do computador, isolado, sozinho. Um objeto isolado e cheio de informações para serem compartilhadas. E eu, sendo um pendrive, acessei sozinha todas as informações dentro de mim... Só pra relembrar, pensar, refletir.
Mas a experiência de ser um pendrive não é muito boa, e até mesmos os pendrives são conectados ao computador para serem compartilhados. Eu ainda prefiro ser uma pecinha. Prefiro me conectar ao mundo, compartilhar tudo o que acontece, e receber as informações que os outros compartilham comigo também.
Amanda Rupel

Uma visão da solidão
Uma moça vai ao cinema, sozinha, e senta-se na poltrona cinco da décima segunda fileira. Desliga o celular e aguarda até o início do filme. Em seguida, outra moça entra, nesta mesma sala, e senta-se na nona poltrona da quinta fileira. O filme começa.
A partir disto, lanço a seguinte pergunta: qual destas moças é a mais solitária?
Se a sua resposta foi as duas, você está completamente enganado. Apenas uma está realmente sozinha: a que não tem amor, a que não tem a vida preenchida de afetos, que está rodeada de falsos amigos, que quando realmente precisa nunca estão presentes. Já a outra foi sozinha por opção, pois tem em casa seus pais, irmãs, cachoro, alguém que estará a esperando. Ela tem um álibi.
Muitas pessoas já viveram isso. Você viaja sozinha, dorme sozinha, almoça sozinha, mas não se sente verdadeiramente só, pois é apenas uma contingência do momento. Você sabe que terá alguém que está lhe aguardando, e esta retaguarda alivia a sensação de solidão. Você está sozinha, não é sozinha. É uma opção e não uma imposição.
Mas, mudemos nosso olhar agora. Está tudo bem, mas aí você perde seu grande amor, alguém que realmente era importante, que fazia a real diferença em sua vida. A sua percepção de solidão muda completamente, você pode até mesmo fazer tudo o que fazia antes (viajar sozinha, dormir sozinha, almoçar sozinha), mas agora a solidão pesará como nunca havia pesado antes. Agora ela deixou de ser uma opção, é um fardo!
Isso não é nenhuma novidade, acontece com todos. Infelizmente, a nossa visão de solidão ainda está vinculada com o nosso status social. Se você está com alguém, encara a vida com outro olhar, seus medos diminuem significativamente, e já não se preocupa com o que os outros tem a dizer, lida com a sua solidão com maturidade e bom humor. No entanto, se está carregando a estigma de solitária, sua solidão aumentará, ela não será algo fácil de carregar como uma caneta, mas pesará como uma cruz de chumbo. E na sua percepção, todos estão lhe apontando: “Olhem! Ela está sozinha no cinema por falta de companhia”. E você pensa: por que ninguém aponta para a outra que está igualmente sozinha?
A resposta é muito simples: porque ninguém está, de fato, apontando para nenhuma das duas. Quem aponta somos nós mesmos, para nossa própria carnificina. Somos nós que nos cobramos e julgamos. Então, relaxe. A solidão só é ruim quando não se está feliz com a própria companhia.
Djiuliany Larissa de Souza Siqueira

Apenas a sós
Aí está ela, mais uma vez só. Isso era o que os que estavam a sua volta sussurravam. Ao contrário do que as pessoas ao seu redor diziam, ela não estava, nem tão pouco
sentia-se assim e muito menos encarava aquilo como solidão. E o que seria a solidão? Será que estar só é  o mesmo que permitir que a solidão aproprie-se de si?
Não era nenhuma novidade para ela estar ali desconectada, desconectada ao olhos dos outros, é claro, pois para ela os conceitos de solidão não passavam de uma questão de percepção e status. Ela acreditava que a solidão era invisível e só sentia aquele que permitisse deixa-la adentrar em seus pensamentos e quando adentrada nunca poderia ser percebida pelas pessoas.
Passavam se as horas e já não eram as mesmas pessoas que estavam ao seu redor, conversas percorriam entre os corredores, ela aparentava interagir com tudo e todos, porém permanecia quieta e pensativa. Diferente dos que estavam por perto ela não via motivo algum para combater a suposta solidão através das redes sociais.
A noite se aproximava,  teria que ir para seu apartamento, quando foi surpreendida por uma pessoa que acabava de entrar pela porta. Era uma amiga, puseram-se a conversar sobre a rotina. Agora a jovem não estava só, mas a solidão havia lhe  tomado conta, e procurava formas de combate-la naquele instante.
Amanda Regina da Silva

Eu e a Geração Digital
Sem dúvidas, as novas gerações fazem jús ao apelido "geração digital". A internet, o celular, os jogos, dentre outros aparelhos eletrônicos são as ferramentas que levaram ao nome "geração digital". Adolescentes e crianças são vítimas dessa onda de tecnologia, que pode ou não refletir em um efeito positivo em suas vidas.
Dentre as consequências que esse novo mundo trás, foi-me proposto assim como para todos os meus colegas, que ficássemos 24 horas sem usufruirmos destes aparelhos pois nosso professor queria nos oferecer a experiência e dar a oportunidade de nos sentir como nossos pais, avós e outras gerações passadas, que sem esse tipo de tecnologia e informações exerciam as mesmas atividades que nós só que "à moda antiga".
Alguns de meus colegas como confessado em sala de aula, apresentaram certa dificuldade em permanecer nessa "greve" de tecnologia. Uns sentiram-se só, mas continuaram com a tarefa, alguns começaram mas tiveram que interromper pois necessitaram usar seus aparelhos para atividades diárias, já outros nem tentaram pois sabiam que lidariam com o fracasso.
Para mim, que não sou nenhuma viciada em internet e aparelho celular, a experiência não soou nem um pouco tentadora mas fiz mesmo assim. Como esperava não senti uma mudança drástica em meus afazeres diários e isso fez com que eu me sentisse satisfeita. Percebi que dentre muitos adolescentes não me encaixo 100% ao termo "geração digital".
Carolina Antunes

Abster-me de algo que me satisfaz tanto como a internet,causou-me tristeza e um grande tédio,mas ao mesmo tempo proporcionou-me momentos familiares dos quais eu já não participava há um bom tempo.É confuso isso,como algo que te deixa triste pode tembem causar felicidade?Não procurei algo com explicação cientifica para tentar explicar isso,prefiro eu mesma tirar minhas conclusões atraves de minhas reflexões, e para mim a unica explicação plausivel é que a internet não me deixe solitaria,e isso ne faz bem,ter sempre alguem para conversar,que eu posso me distrair,e que me faz muito bem.
Passo grande parte do meu dia conectada,talvez eu seja viciada em internet ou talvez seja falta do que fazer,bom isso não é,pois sempre tenho trabalhos para fazer,provas para estudar,é,sou viciada.
Meu convivio familiar e distante,converso pouco com minha mãe,raramente faço as refeições em familia,normalmente estou no computador ou dormindo.Não tenho paciencia para conversar com meus pais,fico estressada de ter que sair do computador para atender a um chamado da minha mãe.
As 24 horas que passei sem me conectar,sem ao menos ligar meu computador foi bom para o meu convivio familiar,conversei muito com minha mãe,joguei videogame com meu irmão,esse ato de dar atenção ao meu irmão deixou minha mãe muito feliz,pois eu nunca faço nada com ele.Mas com o passar das horas o tédio foi tomando conta de mim e a vontade de entrar no facebook,conversar com meus amigos estava tão grande que eu comecei a ficar chata e estressada e dormir era o que me restava,pois só assim as horas passariam mais rápido,antes das 21 horas eu já estava indo dormir,pensando que assim que acordasse iria dar uma no meu facebook, e foi o que eu fiz,antes de ir pra aula entrei na internet e fui direto ver minhas atualizações no facebook.
obs: essas 24 horas sem internet me proporcionaram bons momentos familiares e também me deu uma boa noite de sono,no dia seguinte fui descansada para a aula e acredito que meu dia escolar foi mais produtivo.
Bruna Januário Marques 

2 comentários:

  1. Todos os textos estão ótimos, mas gostei particularmente do "Uma visão da solidão". Parabéns aos alunos e (claro) ao professor.

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