VONTADE
PRÓPRIA
Como seria ficar sem fazer o que é
possível, ter a vontade e não fazer, pois quer cumprir um objetivo? Eu fiz uma
experiência, mas não senti solidão, senti angustia, não fazer a própria vontade
apenas por causa de uma experiência de português.
Durante 24hs sem ter qualquer
comunicação via sms ou internet, era meu objetivo e eu tinha que cumprir, se eu
cedesse iria me sentir uma fracassada, então a técnica era fazer qualquer outra
coisa. Primeiramente fui com minha amiga no shopping, ótimo lugar para se descontrair,
depois fui dar uma pedalada, afinal o dia estava bonito, o que em Curitiba,
isso é raro, quando voltei para casa para descansar, ao deitar no sofá meu
celular toca e eu tinha recebido uma mensagem do meu primo, esse momento foi o
pior, pois eu tinha que resistir a minha vontade e eu não podia perder, faltava
ainda 12:00hs. Olhei pra janela e vi minha cachorrinha, sai correndo, sem olhar
para trás e fui brincar com ela. Quando era por volta de umas 9:00hs meu primo
me liga por telefone me convidando para uma partidinha de pôquer, e passou-se a
noite. No dia seguinte foi mais tranquilo, pois eu tinha aula de manhã. Enfim
cumpri meu objetivo, consegui manter o controle da situação, superei minha
própria vontade.
RENATA PICOLOTO
O
Experimento do Inexperiente
O desafio me foi colocado. Passar 24
horas sem ter acesso à internet, ou qualquer outro meio de comunicação que não
fosse o "olho no olho", como quando nossos pais eram pequenos, quando
a tecnologia não dominava as pessoas da forma como a faz hoje. Contudo, não é
tão fácil quanto parece, a dependência é tão grande que passa despercebida aos
olhos dos mais envolvidos.
Quando pensamos na interação de
pessoas, logo vêm à mente boas conclusões, mas será que é só isso que a mesma
traz? Pois então, não mesmo. O tempo passado na frente das telas de
computadores, celulares e video-games acaba por passar a ideia de
interatividade o tempo todo, mensagem a qual já está inserida na cabeça das
pessoas, e então tudo se automatizou.
Com essa experiência, pude perceber o
quão dependente de toda essa modernidade sou, e mesmo que por pouco tempo,
reservei um momento para desligar a mente do mundo interativo, ter apenas um
tempo para mim. Foi diferente, há algum tempo não estava "fora do
ar", e mesmo que pensasse em mim mesma, não repetiria a experiência,
descobri que prefiro muito mais pensar em coletivo, trocar informações que não
só com minha própria consciência.
Giovanna Ribas Zandoná
O
inverso do eu
O garoto estava sentado em um banco em
forma de tronco de árvore. Possuía um cigarro entre os dedos e a parte de seus
olhos que deveria ser branca fora preenchida pelo vermelho. Ele via o sol
esquivar-se de nuvens imaculadas e subir cada vez mais para o que deveria ser o
centro do céu. Era de manhã, ele não deveria estar ali. Não deveria ter
cigarros.
Johnny tinha que estar em uma sala de
aula, uma caneta entre seus dedos. Deveria escutar um ser mais experiente que
ele dizer-lhe coisas que ele definitivamente não estava interessado em ouvir.
Deveria ler e escrever. Deveria deixar a plantação de morangos em que vivia
pelas noites e escolher uma carreira a se centrar.
Precisava ter amigos que seus pais
ocupados chamariam de decentes. Precisava tomar banho todos os dias e dormir em
casa. Precisava abandonar uma vida rebelde sem ideologias e parar de se
machucar. Precisava escolher algo para acreditar e ter fé. Johnny riu. Um riso
amargo e descrente.
- Hipócritas - sussurrou, tragando mais
uma vez apenas para observar a fumaça libertando-se.
Estava com fome, mas não tinha sono.
Pensou em comprar uma coca-cola na lanchonete da esquina, no entanto, o japa
que atendia a clientela sempre o olhava acusadoramente, como se somente sua
presença pudesse trazer problemas.
Além do mais, precisava ir à escola.
Não porque temesse represálias, é só pelo caso prático de que os caras
provavelmente estariam lá. Ao contrário do garoto, seus amigos nunca faltavam.
Não que eles possuíssem algum interesse também, não. Os caras só marcavam
presença e conversavam entre si ou dormiam. Às vezes até dava para escutar
alguma música se o professor não fosse um chato.
Pegou o ônibus suspirando, somente o
fone em volume máximo para suportar todas aquelas pessoas com vidas medianas e
previsíveis que não paravam de falar. Não via a hora de ter um carro, mas
Johnny só tinha dezesseis. E nem se fosse mais velho seu pai seria
inconsequente a ponto de lhe dar um automóvel antes que o garoto tomasse jeito.
Não demorou a chegar na escola.
Precisou forçar a memória para lembrar-se da sala e mesmo assim não se
recordava. Felizmente, visualizou um de seus colegas filhinhos-de-papai
entrando em um dos cômodos, fazendo palhaçadas junto aos outros garotos iguais
a ele.
Babacas,
sussurrou sua mente. Sentiu-se incomodado com a palavra, mas assentiu,
começando a caminhar.
Ao contrário do que muitos poderiam
pensar, Johnny não falava palavrões. Sua mãe desde cedo o ensinara de que
existiam palavras muito horríveis que realmente ofendiam as pessoas e que ele
nunca deveria falar. Felizmente para ela, falara-lhe isto antes de seus dez
anos e ele adotara como um princípio fundamental em sua existência.
Uma pena que ela tenha se esquecido de
lhe dizer, enquanto ele se importava, que bebidas e drogas também eram monstros
que destruiriam sua alma, já que depois dos dez Johnny passou a seguir a
própria lógica e parou de filtrar informações exteriores.
Sentiu alguns olhos seguindo-no
enquanto adentrava o local e cumprimentava o professor. Classificou-o como um
novato, já que nunca tivera aulas com ele, mas não pensou mais no homem
sorridente e com sotaque diferente que falava sobre vídeo games, pois era um
professor. Deveria ser como os outros.
Escolheu um lugar ao fundo,
cumprimentando os caras. Um deles olhava para a janela e o outro estava com a
cabeça encostada em sua mala, quase adormecendo.
Só que Johnny já havia visto o céu e
não estava com sono. Ele sabia que não deveria pegar seus aparelhos eletrônicos
até saber se o professor se importava com eles. A aula já havia começado e se,
por acaso, o homem tivesse dado avisos sobre o tema não toleraria o desrespeito
as suas normas.
Encostou a cabeça em uma das mãos e
tentou compreender do que falavam. Era tudo muito rápido e seus olhos acabaram
encontrando uma plaquinha um tanto estranha enquanto seus ouvidos captavam a
linha do tempo dos vídeo games.
"Keep calm and call Diório"
O garoto arqueou as sobrancelhas,
estranhando. Poderia não estudar, mas sabia que só nomes próprios eram escritos
em letras maiúsculas quando não estavam em início de frase. Diório deveria ser
o nome do cara que falava sem parar de se mexer lá na frente.
Johnny confirmou a informação quando um
dos nerds da turma levantou a mão para perguntar alguma coisa. Ele captou
apenas duas palavras da frase cheia de nomes difíceis. Diório e solidão.
Aquele nerd realmente não tinha o
ajudado a ficar por dentro do assunto. Ele não tinha nada contra nerds. Nem
contra os filhinhos-de-papai. Só que, enquanto estes eram considerados babacas,
os nerds eram os iludidos.
Eram adolescentes egocêntricos que
acreditavam que sua inteligência iria mudar a sociedade em que viviam. Que
iriam mudar o mundo ou fazer a diferença. Na verdade, Johnny não os odiava, mas
tinha pena deles. Se iludiam com utopias quando se tornariam exatamente iguais
aos outros, com sua vida normal e mediana. Talvez um pouco mais ricos, porém
viveriam uma mentira.
Não que ele fosse conseguir viver
fugindo disso, não era bobo o bastante para pensar assim. Ele só não planejava
existir por muito tempo e não entendia porque as pessoas arregalavam seus
olhos, horrorizadas, quando ele lhes contava isso.
A única pessoa que não se assustara com
seus planos fora sua avó. Uma das únicas pessoas que Johnny realmente amava.
Uma sábia mulher nem um pouco bondosa que criara sua filha com uma educação
rígida, sempre crítica mesmo quando a menina crescera. Deveria ser esse o
motivo de ter sido mandada para um asilo na primeira oportunidade.
Só que Sarah não tratava o neto da
mesma maneira. Era o único que a visitava com frequência e culpava a filha por
sua vida atual. Fora liberal demais e ele ficara assim.
Dessa maneira, gostava da companhia do
garoto e aproveitava suas visitas como podia. Sempre tentando compreendê-lo e
não criticá-lo de maneira nenhuma. Servindo-lhe chá e biscoitos com gotas de
chocolate. Fazendo com que prometesse a ela, sempre antes de ir embora, que
voltaria na semana seguinte.
Quando ele lhe contara seus planos, ela
saiu da sala e voltara alguns minutos depois com um livro em suas mãos. Johnny
leu o título com curiosidade: o apanhador no campo de centeio
.
- Quero que me prometa duas coisas
dessa vez - disse ela, encarando-o. - Se não quiser voltar nunca mais, não o
forçarei com juramentos, mas prometa que vai ler esse livro e, se continuar
decidido a morrer jovem, que vai esperar que eu vá primeiro.
Confuso, o garoto prometeu. Indo embora
com o livro embaixo dos braços. Não lera a sinopse ou procurara saber se a
história era algum tipo de autoajuda. Apenas mergulhou no enredo e, em uma
noite, Johnny não se drogou, somente leu.
Voltou a ver sua avó na semana
seguinte. Devolveu-lhe o livro e a abraçou pela primeira vez em anos.
- Agora eu entendo que não sou único
nesse dilema - disse.
- Vocês são um pouco diferentes em
alguns termos, mas pensam que todos são cretinos da mesma forma - ela
sorriu-lhe, os olhos cheios de lágrimas.
- Eu ainda vou morrer jovem.
- Pelo menos, sei que tentei.
Nunca mais falaram sobre morte ou
livros e o chá não tinha mais gosto de pêssego, mas de hortelã.
Johnny pareceu acordar de seus
pensamentos quando viu que quase todos da sala erguia as mãos. Até os caras que
nunca pareciam nem respirar!
Virou-se para um dos caras,
perguntando-lhe o que estava acontecendo. O outro riu.
- Velho, 'cê devia estar em uma puta
viagem para não saber de nada - e continuou rindo.
O garoto apenas esperou que ele
parasse, uma de suas características predominantes era a paciência e estava
curioso.
Logo, seu amigo parou de rir e,
sorrindo, contou-lhe sobre como os jovens viviam dentro de uma bolha cercada de
tecnologia e que não tinham tempo para ficarem sozinhos ou até mesmo de pensar.
- Alguns até tomam banho com o celular
por perto! - contou-lhe o outro, voltando a rir. Era mais extremista que
Johnny, não dividia as pessoas por categorias. Para ele, todos eram idiotas que
não mereciam ser considerados animais racionais, incluindo-o nisso.
Depois contou-lhe do desafio que havia
sido imposto a eles e de como deveriam se comunicar com as pessoas
pessoalmente, sem tecnologias. De como deveriam não enviar mensagens ou entrar
em redes sociais. De como deveriam tentar descobrir o lado bom da solidão.
O garoto apenas assentiu, sem opinar.
No entanto, quando a lista com os nomes de quem iria participar da experiência
chegou até ele, Johnny não hesitou, escreveu seu nome e um "sim" ao
lado dele.
Ele sabia exatamente como seria aquilo.
Alguns não conseguiriam chegar até o fim, outros nem tentariam. Uns
conseguiriam, mas não notariam nada de novo em sua vida, afinal um dia era
muito pouco. Haveria jovens que achariam um horror ficar sem enviar mensagem e
que não viam nada de bom na solidão. Provavelmente algum dos nerds diria que
encontrou um ponto positivo para não decepcionar o professor Diório.
Johnny não conhecia o professor,
confessava que não prestara atenção em quase nada do que ouvira. No entanto,
achara legal de sua parte não obrigá-los a participar de algo, ameaçando-os com
a perda de notas. Só o gesto da não obrigatoriedade já o tornava diferente dos
outros. Por isso, ele aceitou ser uma cobaia.
Por aquele cara ali na frente que não
se achara no direito de mandar que ele fizesse algo, ele faria seu desafio.
Afinal, tinha suas próprias maneiras de se manter conectado, de não se manter
só. Já que a essência de tudo era o pensamento sobre a solidão, a reflexão
sobre si mesmo, ele não "viajaria" com os amigos por uma noite. Ele
não fugiria da realidade se conectando com as drogas, iria para casa por
um dia inteiro.
Ele conversaria cara a cara com os
pais, estaria consciente. Sairia de sua bolha particular para adentrar na
mundana.
Naquele dia, ele jantou com sua mãe e
seu pai. Desejou boa noite à empregada e até assistiu a uma partida de futebol
com seu irmão mais novo.
Ainda era cedo demais para dormir.
Nessas horas ele estaria dividindo uma garrafa de bebida barata com os amigos
ou jogando online na internet. Quem sabe até estivesse passando um tempo nas
redes sociais.
Então deitou em sua cama, deixando até
mesmo a música de lado. Se era para refletir, Johnny refletiria.
Só que ele não conseguia pensar em
coisas legais, pensava apenas no que estaria fazendo se não estivesse ali. Como
aquele dia fora estranho e como não sentia nada de especial. Demorou alguns
minutos, mas ele entendeu qual era seu problema.
Johnny percebeu que seus verdadeiros
momentos de solidão ele tinha quando estava em meio às pessoas. Pensava sobre
suas ideias e sua vida enquanto um professor passava fórmulas matemáticas,
enquanto alguns colegas faziam piadas desrespeitosas sobre outros, enquanto
esses outros copiavam a tudo como máquinas, sem contestar.
E descobriu o porquê de não gostar da
escola. Não era somente porque pensava que tudo era sem utilidade, mas porque
aquele lugar o fazia refletir sobre sua vida e a lembrar de memórias que talvez
preferisse esquecer. Entendeu que sempre fugira da solidão.
Porque ficar sozinho o fazia pensar em
como seus pais eram ausentes e de como sua avó estava em um lugar cinzento,
sozinha, esperando a morte. De como ele, tão jovem, dizia que a amava, mas só
pensava em fugir e morrer.
Compreendeu que sua bolha era ainda
maior e mais difícil de ser furada do que a dos seus colegas amantes de
tecnologia e que ele considerava alienados.
Percebeu que a solidão talvez não o
fizesse querer salvar o mundo, mas a si mesmo.
Amanda
Botelho
“Solidão?”
Dizem que antigamente os jovens
aproveitavam o campo, brincavam, se divertiam e faziam amizades, isso e muito
mais com um grande detalhe, não precisavam do uso de eletrônicos para isso.
Muitas vezes ficavam na real solidão positiva, tempo para pensarem sobre si,
ver como estavam agindo e podendo muitas vezes planejar seus próprios futuros.
Mas e hoje? Alguem já teve seu momento de solidão? Foi o desafio lançado
por meu professor, eu aceitei e adentrei nesta meta que era, ficar 24 horas
desligado do mundo virtual, redes de comunicações, tentando alcançar meu
objetivo : Solidão.
Começando ás 12 horas de quinta-feira,
terminando ao mesmo horário do dia seguinte, teoricamente, uma vez que eu só
consegui aguentar míseras 6 horas do desafio, mesmo alcançando o objetivo de
ficar só, pensar e refletir sobre tudo, não foi muito produtivo, tive meu tempo
para ler livros, oque eu habitualmente já faço, mas nesse tempo, desligado de
tudo eu realmente parei para pensar, por um lado bom, eu pensei em coisas que
ja me atrapalhavam a muito tempo, mas tem sempre o negativo, esses pensamentos
me colocaram em situação difícil, exigindo que eu focasse mais neles, a ponto
de ficar mal por isso. Mas quem nunca ficou assim? É extremamente normal pensar
coisas inevitáveis, a questão é... como reagir diante disso. Eu fiquei essas 6
horas de desafio, o trajeto da universidade até minha casa, ao chegar em casa,
me sentei na varanda e fiquei lendo, a batalha do apocalipse, livro bom e de
reflexões pesadas, porém 75% da minha atenção estava muito além de letras em um
papel, pensamentos os quais são muito pessoais e relativos à atividade. Não
aguentei as 12 horas e por fim aproximadamente ás 18 horas de quinta, liguei o
facebook, precisava interagir com alguém.
Após toda essa atividade pude ver, como
somos pequenos, dependentes de algo inventado por nós mesmos, criamos nossos
vícios, e não podemos culpa-los quando nos tiram a atenção, fazem com que
fujamos dos objetivos, são nossos vícios hoje em dia que comandam nossas vidas,
e não o contrário, que costumava ser tão banal tempos atrás. Esse foi minha
reflexão.
Guilherme Luan Valesko
24
horas, será?
Em um dia normal, igual a todos os
outros, tive uma aula de português em que o professor começou a falar sobre
solidão. Confesso que inicialmente interpretei tal sentimento como algo ruim,
algo que deixasse as pessoas sozinhas, sem ter com quem conversar, com quem
interagir. Ele então começou a se aprofundar no assunto, fez uma ligação com a
internet, com as conversas via mensagem de texto e outros meios de comunicação
que não permitem contato físico. Creio que todos já imaginavam o que ele iria
sugerir, e sim, foi isso mesmo. A proposta foi a seguinte: passar 24 horas sem
acesso as nossas redes sociais, nem enviar sms ou quaisquer outras atividades
onde houvesse uma comunicação virtual.
No começo pensei que eu não iria
conseguir passar todo o tempo sugerido, mas mesmo assim aceitei a proposta, até
mesmo para ver até onde a internet é necessária em minha vida.
Até que chegou o dia em que combinamos
para realizar o experimento. Acordei e logo pensei que aquele dia eu não
poderia checar as atualizações das minhas redes sociais. Tudo bem, levantei da
cama e logo peguei meu celular para enviar uma mensagem, mas foi neste exato
momento que me lembrei da proposta e logo o guardei novamente no bolso. Sim,
ele ficou no meu bolso, pois mesmo sabendo que eu não o usaria, de qualquer
forma eu achava importante tê-lo ali para qualquer imprevisto ou coisa do tipo.
No dia escolhido eu não tive aula, então logo após tomar meu café da manhã
decidi aproveitar que não tinha muita coisa para fazer e fui para a academia
fazer um pouco de exercício. Depois do almoço, voltei a ler um livro que há
muito eu não o fazia, prestei bastante atenção na história, até captei mais
informações do que de costume, e após ler um bom número de páginas, decidi
jogar um pouco no meu computador.
Creio que foi neste momento que eu tive
mais vontade de quebrar o compromisso e acessar minhas redes sociais, porém
resisti, fui direto ao jogo e coloquei no modo offline assim como era proposto.
Passei cerca de duas horas jogando, até que cansei. Já que não tinha nada para
fazer, voltei ao livro e li mais alguns capítulos, e mesmo sem ter usado nada
online, ainda não tinha alcançado o objetivo principal do trabalho: chegar em
um momento de solidão.
As horas passaram e eu achei que este
momento não chegaria naquele dia, que ela só vem quando você não esta bem ou
quando menos quer. Até que fui dormir, e foi nesta hora que eu me surpreendi.
Já que eu estava realmente sem fazer
nada, apenas com os olhos abertos olhando para o teto no breu do meu quarto,
comecei a pensar na vida, nos fatos que vêm ocorrendo, nas atitudes que tenho
tomado, enfim, em tudo. Pensei e repensei, até que conclui que a solidão não é
aquela coisa ruim que eu imaginava, mas sim algo que não raro pode ser bom, que
nos permite pensar mais nas coisas, analisar, regenerar os pensamentos, algo
realmente recompensador se visto desta forma.
No dia seguinte, acordei e vi que eu
havia conseguido executar o trabalho proposto pelo professor de forma completa,
e foi muito útil, até um tanto agradável, e pretendo fazer isto novamente, só
que agora sem que ninguém peça, apenas para que eu relaxe e aproveite para
pensar um pouco mais.
Solidão não significa se isolar, querer
sofrer, ela vem para nos fazer retratar sobre os acontecimentos, nos faz tentar
ser melhores, procurar uma forma de não fazer de novo aquilo que trouxe
arrependimento, ela da tempo livre para esfriar a cabeça, ou as vezes só para
relaxar e não fazer nada. Um pouco de solidão é bom para todo mundo, desde que
a pessoa tenha controle sobre ela. Pelo menos essa é minha nova percepção sobre
a solidão, agora eu vejo o lado positivo desta, o lado bom.
Robson Cristhyan Mosele
Entendimento
Disperso e Abstrato o Nirvana Adolescente
Vivemos numa redoma, ela nos protege e
da esfinge que alguns não têm nem mesmo ideia de sua existência, andamos pela
sutil, e quase imperceptível, redoma como se fosse a manifestação mais absoluta
e sólida que o universo possa proporcionar. Como se a redoma fosse tudo, como
se a esfinge não existisse.
Um belo dia o professor chega para nos
dar sua aula, a primeira aula conosco, e nos dar um desafio, o desafio que
poucos tiveram o luxo de pensar (e poder) aceitar, ter um encontro com a
esfinge, um dia plenamente fora da redoma, a aventura, o medo e a chance de
falhar em sua forma mais tentadora, a proposta de aprendizado. O dia seria uma
quinta feira, começaria ao meio dia e acabaria no mesmo horário da sexta feira,
a proposta foi aceita, a ideia era absoluta, aprender e decifrar a quimera que
essa esfinge era.
No início era como se a esfinge não
passasse de uma estátua, não falava, não se mexia, não intimidava. Mas quando a
noite chegou, a esfinge começou a agir, se aproximou como a chuva se aproxima
da terra, interrogou e me desafiou como o ultimato da cruz. Os seus enigmas e
seu mistério despertaram sentimentos que haviam se trancado em um quarto
claustrofóbico do calabouço de minha mente.
A insana descoberta foi absoluta, foi
incrível e gratificante.
A esfinge se refere à solidão que nos
faz crescer se soubermos lidar com ela
A redoma representa o mundo interativo
que não lhe permite se deparar com a solidão produtiva.
As perguntas são o efeito da solidão.
A revelação é o autoconhecimento.
Giovanni Yuji Enomoto de Luca
Relatorio
24 horas off line
Sexta-feira 07/12/12.
12:00-13:00:
Primeira hora sem a conectividade, sem problemas, almoço com os amigos no
restaurante universitário da UTFPR.
13:00-15:30: Sem
nenhum problema quanto a falta de conectividade, por estar em horário de aula.
15:30-15:50:
Intervalo, me encontrei com alguns amigos na arquibancada da quadra externa e
lá conversamos até a hora de ir novamente para a aula.
15:50-17:30: Aulas e
novamente, com a cabeça ocupada, não houve problemas quanto a falta de celular.
17:30-18:30: Ida de
ônibus do centro até a academia Chute Boxe Sniper no bairro Vila Oficinas,
ouvindo musica, mas sem mandar mensagens, nesse meio tempo senti a falta de
conversar com alguém ou de mandar sms, mas ouvindo musica, passou rápido.
18:30-19:00:
Inscrição e pesagem para a luta e programação das lutas.
19:00-20:00:
Preparação (aquecimentos, alongamentos e concentração) para a luta e
expectativa para o inicio da minha assistindo outras lutas
20:00-21:00: Entre
esses horários entrei no ring, inicio um combate de Muay Thai em 3 rounds de 5
minutos, venci por pontos em decisão unanime dos juízes, ao fim do combate
recebi a medalha e ao fim do GP fui comemorar e dizer ao meu namorado Ricardão
via SMS e Facebook, quebrando assim o proposito da pesquisa.
Kelvyn Gomes dos Santos Servo
Off-line
do mundo
O avanço tecnológico das ultimas
décadas, principalmente na parte da eletrônica e da informática, como jogos,
mensagens de texto e a internet, tornam-se cada vez mais populares. O fato é
que a cada dia mais e mais pessoas têm compulsão por usar a internet.
Tal fato, vem causando o isolamento
social, a piora no rendimento escolar e acadêmico, além de o indivíduo não ter
momentos para reflexão ou até mesmo ler um livro “off-line” do mundo.
Baseado nisso foi proposto um
experimento sócio-interacionista pelo professor de Língua Portuguesa, cujo
objetivo era conseguir permanecer 24h sem redes sociais, mensagens de texto e
jogos on-line.
Confesso que não agüentei. Ou melhor,
consegui me desligar de tudo por apenas seis horas. Ainda mais porque acabei
ganhando meu presente de natal adiantado, bem no dia do experimento e a
tentação de usá-lo foi maior que eu.
Barbara
Ribeiro
Opção?
Será mesmo que sabemos o que é estar
só? Totalmente só?
Rodeados por gente em todos os lugares,
vivendo uma rotina apertada e corrida. Sem tempo para desejar bom dia às
pessoas todas as manhãs ou então sorrir para quem atravessa nosso caminho nas
ruas. Não conhecemos a solidão. Não por completo.
Conectados a todo o tempo, temos a
chance de nos comunicar quando e como quisermos com todos que desejarmos. Ficar
sozinho é opção. Permanecer assim, não.
Opção para quem, por um momento, deseja
encontrar o que a multidão não traz. Opção para quem está à procura da alma.
Alma que permanece em silêncio até o momento em que buscamos respostas, respostas
das quais precisamos para continuar sorrindo, prosseguindo em frente. Sempre em
frente, sem parar nem por um mísero segundo.
Afinal, se pararmos estaremos sozinhos
novamente e seremos obrigados à refletir sobre aquilo que não queremos, não é?
Ficar sozinho é sinônimo de fazer planos que possivelmente não se cumprirão e
sonhar sonhos irrealizáveis. Esse é o motivo da correria diária, quem sabe?
Temos medo da solidão como tememos um
fantasma que nos persegue.
Por isso, só os sábios escolhem estar
sozinhos. Sozinhos com seus próprios sentimentos e pensamentos. É necessário
autocontrole e confiança para determinar, entre tantos planos e emoções que
surgem do nada e sem razão, o que realmente é importante na nossa vida.
Viver sem pensar é mais cômodo e menos doloroso;
a solidão machuca e nos faz refletir. Preferimos trilhar pelo caminho duvidoso
e incerto que as circunstâncias nos permitem do que buscar na razão o que é
melhor. Isso, talvez, porque não desejamos ser culpados caso algo dê errado.
É mais fácil colocar a culpa no acaso.
Seguimos vivendo, conectados e comunicando-nos sempre para que não sobre tempo
para pensar e, consequentemente, para a autopiedade e martírio.
Acompanhados sempre, mas contando
somente com a sorte.
Flávia Batistão Cavalheiro.
O
APELO DE UMA SOLIDÃO
Quando faço cair lagrimas dos olhos de
faces infelizes, não os agrado, aliás, a maioria deles não gostam de mim, pois
acreditam que eu seja inútil para suas vidas, acham que sou só mais uma delas,
que causam a tristeza, que os impedem de sorrir, de se comunicar. Sou odiada
por adultos, crianças, idosos, todos me desprezam, e repugnam minha presença.
Às vezes trago um pouco de tristeza sim, mas afinal sem ela que felicidade
existiria? Mesmo eu estando presente em todos seus passos, em todos seus
desejos, tentam me afastar da maneira mais rápida possível, me substituindo por
outros, preenchendo o vazio em que algum dia eu poderia me encaixar.
Atualmente minha existência só é vista
para vender tristeza. Já meu oposto? Ah esse é o mais aceito, é requisitado por
todos! Seja para ser vendido em propagandas de produtos, quanto de ideias. Sei
que ele é mais atraente, mais bonito, mais alegre do que eu, porém muitos não
sabem que ele é feito somente de fachada, que por trás dele só exista um grande
vazio, um pequeno resquício de mim, que nunca é preenchido. Pensam que se ELE
estiver presente serão aceitos, felizes, “rodeados” por todos. Ah! mal sabem
eles de que isso não é verdade. De que eu sou necessária, de que sem mim a
presença e a saudade, não existiriam.
Sou necessária para a reflexão, para o
autoconhecimento, aliás, sem mim, muitas teorias cientificas não existiriam. Se
eu não existisse, todos seriam rodeados por todos, sem haver uma opinião
pessoal, sem uma personalidade de cada um. Simplesmente, as pessoas seriam
iguais, teriam as mesmas ideias, os mesmo gostos, as mesmas manias, os mesmos
ideais. Leriam os mesmos livros, ouviriam as mesmas musicas, comeriam as mesmas
coisas, se vestiriam da mesma maneira. O que infelizmente já está acontecendo.
Não sou má. E imploro para que me
pratiquem, nem que seja por alguns minutos durante seu dia, sendo na viagem de
ônibus, dentro de casa durante uma tempestade, ou até mesmo na hora de dormir.
Onde se sentir mais sozinho estarei lá, e saberá então da minha importância.
Perceberá que sou necessária tanto quanto a interação, pois não quero competir,
nem ser mais intensa, ou mais necessária do que ela. Não quero ocupar todo o
seu tempo. Apenas um equilíbrio entre mim e a tão almejada interação. Só desejo
que se desliguem e pensem em como a vida pode ser mais do que uma troca de
informações, que o seu melhor amigo é você mesmo!
Prazer, SOLIDÃO, a tão “temida
Solidão”!
Rebeca Dias dos Reis
TEMPO
PARA PENSAR
Na aula em que foi dado o desafio, o professor
explicou porque seria bom realizá-lo: o motivo era porque em nossa geração não
temos tempo para parar e pensar, refletir sobre a vida ou sobre nós mesmos pelo
fato de estarmos sempre ocupados com as redes sociais ou nos relacionando com
alguém, nunca estamos realmente sozinhos.
Em uma das aulas também foi dito que
havia um lado bom da solidão, que as vezes é bom estar sozinho para podermos
somente esquecer o mundo lá fora ou até mesmo para questionar- lo. E no dia do
experimento pude ver como realmente é bom estar a só por alguns instantes.
Ao chegar da escola fui direto ligar o
computador para entrar no face e convidar algumas pessoas para uma festa que
teria em minha casa. Aí lembrei que não podia entrar em nenhuma rede social,
logo peguei o telefone e liguei um por um, conversando e trocando ideias com
cada pessoa. Então sem ter o que fazer fui ler um livro que já fazia tempo que
queria ler e depois liguei o som e fui escutar música, deitei em minha cama e
comecei a pensar sobre como seria minha vida sem computador ou jogos online:
cheguei a conclusão de que seria muito melhor e produtivo, ligar para as
pessoas ao invés de só trocar mensagens, e ouvir música para aprende-las a
tocar na bateria.
Então depois do experimento comecei a
ter momentos a sós, onde para de fazer tudo e começo a refletir e pensar, sem
estar no computador em alguma rede social ou jogando online com meus amigos ou
pessoas desconhecidas.
Pedro Emanuel M. Linczuk
Online sim, sozinha também
Algumas
pessoas acham a internet fútil. A internet pra mim é uma fonte de vida. Sem
exageros. Admito que sou totalmente dependente dela. Assim como as pessoas
gostam de sair com os amigos, eu gosto de ficar on com eles. Essa experiência
pra mim foi como trancar uma pessoa festeira num quarto e não deixá-la sair por
um dia. Meu dia se resume em ir pra aula, mandar mensagens, e ficar online. Com
a experiência, parte do meu dia foi arrancado, me senti sozinha. Algumas
pessoas acham diferente ter amigos no colégio e ter amigos nas redes sociais. Eu
não. Pra mim é a mesma coisa, mesma sensação de confiança, mesmas risadas,
mesma alegria por ter a pessoa perto. “Perto”. Díriamos que a sensação que eu
tenho conversando com alguém por webcam e microfone, é a mesma de ter a pessoa
na minha frente. Não tem o contato físico, mas isso é o de menos.
Inicialmente
não senti falta da internet. Estava em aula, acordei e saí correndo, atrasada
como sempre. O problema é ir para a aula e voltar de lá sem mandar mensagens,
meu sofrimento começou nesse ponto. Mas tudo bem, peguei meu livro e a vontade
diminuiu. Chegando em casa, fui ligar o meu computador e não pude. Tudo bem, só
faltavam mais 18 horas de experimento. O problema é quando a noite chega. Toda
sexta as 21 horas eu marco com meus amigos de jogar uma partida de algum jogo,
a gente liga o skype e fica conversando pelo microfone, rindo, é sempre muito
divertido. Faz meu dia. Mas nessa sexta não pude fazer isso, e essa parte foi a
pior. Tentei ir dormir mais cedo, mas estou acostumada a dormir tarde. Não deu.
Fiquei lendo, fazendo outras coisas, tentando fazer outras coisas. E então eu
percebi mais do que nunca o quanto esses meus amigos são importantes pra mim.
Eles me fazem muito feliz, a internet me faz muito feliz. Conheci tantas
pessoas. Amigos de verdade, raros hoje em dia. Eu até gosto da solidão, mas da
solidão boa. Não sou muito de sair, gosto de estar sozinha, prefiro ficar em
casa. Mas online. A partir do momento que estou off, a solidão ruim invade a
minha alma. Quando eu viajo para lugares que não tem internet, tudo bem por
mim, sinto falta, mas as mensagens aliviam. E pensar que você não tem acesso a
internet ajuda. Agora, pensar que a internet está na sua frente e não usá-la é
uma tarefa bem mais complicada. E foi isso que concluí com esse experimento.
Mikaela
Com tantas horas em um dia, a maioria passamos conectados, interagindo uns com os outros. Muitas vezes por medo de ficar só, mas estar sozinho é diferente de ser sozinho.
Estar
sozinho é opcional, você quem escolhe. Vem da vontade da pessoa de ter um
momento só para ela, para refletir, pensar, ou até mesmo ficar de bobeira, só
relaxando. Sei que pensar só em si mesmo é egoísmo, mas só alguns instantes não
vão fazer mal, aliás, vão é ajudar, esquecer das coisas que estão acontecendo
ao redor do mundo, da vizinhança ou escola e, pensar mais em você e como vai
sua vida, vão fazer bem. Mas isso vai de pessoa para pessoa. Tem gente que tira
esse tempo na hora do banho. Mas quando a solidão chega a um ponto triste,
incômodo, é só mandar mensagens, acessar a internet que você não está mais só,
fim do problema. Mas ser sozinho não tem jeito, você está sozinho, e
provavelmente vai continuar, a não ser que mude sua forma acuada e tímida de
interagir com o mundo.
Cintia
Camargo Secco
Aula de
Verão
Em um belo dia de verão, com o céu azul
e poucas nuvens brancas, um forte calor e eu encontrava-me na sala de aula.
Sentado, imaginando o que poderia estar fazendo de melhor, quando ouço que o
professor começa a falar de um desafio, logo fico interessado. Bom, este
desafio se constituía basicamente em ficar um dia, ou seja, 24 horas sem
internet, mensagens de textos e outros meios de comunicação virtual, no começo
confesso que achei aquilo bobo, afinal, para que fazer isso? Foi então que o
professor começou a explicar, falou sobre a solidão positiva, da qual muitos
nunca tiveram a chance de provar. Resolvi aceitar.
Era uma quinta-feira, estávamos em
aula, eis então que começou o desafio, que viria a acabar ao meio dia de
sexta-feira. Bom, para resumir, consegui ficar as 24 horas sem meios de
comunicação virtual. O resultado final foi que tive mais tempo para refletir,
não acho que cheguei a ter uma solidão, mas consegui refletir melhor, pensar no
mundo, em meus sonhos, meus objetivos, e realmente acho que valeu a pena.
Leonardo Alberti Wolochyn
"Voltando para a realidade"
Sem
internete por vinte e quatro (24) horas? Parece uma proposta um tanto absurda
nos dias atuais, mas se pararmos um pouco e voltarmos no tempo veremos que
nossos pais e avós não tinham as facilidades que a nossa geração dispõe, as
redes sociais e as mensagens (sms) nos dão conforto e praticidade quando nos
sentimos sozinhos e precisamos conversar ou simplesmente interagir e nos
divertir.
Nas
primeiras horas achei que seria impossível mas em vez de ficar pensando em
Facebook e celular aproveitei esse tempo para fazer coisas que estava adiando,
como ler um livro que ainda não tinha terminado, fazer uma limpa no meu quarto
para separar coisas que não uso mais, fui ao parque para me distrair e quando
vi ja tinha se passado o dia e como na manhã seguinte teria aula fui dormir.
Ficar sem acesso a internete não foi tão ruim, mas sem mandar mensagens foi bem
difícil.
Reconheço
que pensei em desistir do experimento mas apesar de tudo precisava de um tempo
para pensar um pouco e ficar sozinha, o que acabou sendo bom, sair da rotina
não foi algo tão terrível.
Georgia de
Andrade
Um dia sem a tecnologia
Na primeira aula de português, com o
professor Diório, tivemos um trabalho que tínhamos que praticar em casa. E este
trabalho não era como os outros, ele não tinha pesquisas, e nem relatórios. O
objetivo era ficar um dia sem a internet, e sem se comunicar com outras pessoas
mandando mensagens. Era uma experiência de como é se sentir só. Sem poder
conversar com outras pessoas de uma forma “tecnológica”, mas podendo fazer
ligações.
Nesta experiência sem a internet,
fiquei meio que sem ter o que fazer, pois quase todas as noites, jogo com meus
amigos on-line, fico nas redes sociais ou vendo vídeos na internet e a tarde
costumo ver séries on-line. Mas aquele dia, tive que resistir a tentação.
Fiquei tentando achar outra coisa para fazer, fui conversar mais com a minha
mãe e meu irmão, fui assistir TV e ler uma revista.
O tempo pareceu que rendeu mais, passou
mais devagar, aproveitei mais minha família, estudei mais e consegui um tempo
para pensar na vida, mas isso é algo que pratico quase todos os dias. Passar
mais tempo com minha família, e pensar mais nos meus objetivos, é algo que
tenho que fazer mais. A solidão, na hora de refletir sobre os fatos da vida não
foi ruim, foi uma solidão boa, que é necessária para alguns momentos.
Gabriel
Kotelok Marquezoni
Tempo para pensar
Ficar sem
internet ou contato com outras pessoas por meio da tecnologia não é uma
novidade para mim, faço isso com frequência inconscientemente, vezes por não
ter créditos ou por não ter vontade mesmo.
Mas de toda
forma ficar sem o contato com eletrônicos é uma coisa boa, traz apenas
vantagens, além de ser um vicio para alguns, você tem um tempo para pensar e
reflectir sobre a vida, como é o propósito do tema.
Nesse tempo
que eu fiquei sem contato com a internet ou pessoas virtualmente eu sai,
assisti televisão, joguei video game, foi bem tranquilo, realizei a experiência
sem muito esforço.
A idéia do
professor Diório veio com uma boa intenção, é algo a se pensar o fato de ficar
sem conectividade por um tempo, se deparando apenas consigo mesmo e mais nada
ou ninguém, colocar as ideias em ordem, dar um tempo para você e sua cabeça,
gostei de participar, realizaria ele novamente com certeza, mesmo que sem
querer.
Yohan de
Mello Uhdre
1 hora: não senti diferença
2 hora: comecei a sentir uma tentação de olhar o celular, mas era
controlável
3 hora: estavam me mandando mensagem no celular e eu tive que resistir,
já estava mais difícil.
4 hora: fui para o shopping
8 hora: não aguentei mais e tive que olhar as minhas mensagens.
conclusão:senti uma certa dependência da tecnologia pois no mundo atual
somos criados mexendo no celular e no computador, deixando essa ligação ainda
mais forte
Nathalia
Riscarolli
Virtual
Vivemos em
um tempo dominado pela tecnologia e modernidade. Os meios de comunicação
evoluíram, se modificaram, transformaram, inovaram e acima de tudo afetaram
grande parte da população, sobretudo os jovens. Há quem diga que isso só trouxe
benefícios, e também os que discordam totalmente desta suposição. Ao meu ponto
de vista, existe um meio termo. Existem diversos aspectos tanto positivos,
quanto negativos. A troca rápida de informações, a conectividade, a
interatividade e muitos outros pontos realmente nos ajudam.
Mas será que
não é justamente o fato de estarmos conectados o tempo todo que nos prejudica?
Isso pode acabar se tornando um vício, que nos mantém longe da realidade.
Passando por
um experimento direcionado pelo professor Diório, cujo objetivo era de nos
tirar por pelo menos um dia desse mundo virtual, obtive um resultado totalmente
diferente do que eu esperava.
Ao contrário
de me manter afastada, esse experimento me fez pensar e indagar a respeito de
coisas que eu não via importância. Falando com uma pessoa virtualmente, é
praticamente impossível saber o que ela realmente está sentido, ou se ela esta
sendo sincera e honesta. É completamente diferente de falar pessoalmente ou por
uma ligação. E além do mais, quando se esta cara a cara com alguém, nem são
precisas muitas palavras, olhares já podem bastar.
Ana Paula Crupzacki
Estava la eu almoçado quando parei de usar qualquer tipo de tecnologia de comunicação então fui para casa e cai no sono. Tive um sonho muito interessante, porem não é relevante, então acordei as 11h00min h, depois voltei a dormir. Sonhei novamente, mas também não era relevante. Fui a aula e de repente já era 12h00min. Não senti muito impacto, pois passei a maior parte do tempo dormindo e não sou uma pessoa que necessita muito de comunicação.
Lara
Kandauroff
24
Horas sem internet
A cada dia todos nós estamos dependendo
cada vez mais de recursos de comunicação como a internet e
mensagens de texto e isso tem suas vantagens e suas desvantagens. Ficar
um dia inteiro sem usar a internet foi um desafio difícil, tão difícil que não
consegui concluí-lo, após algumas horas (mais precisamente 6 horas) eu acabei
entrando na internet.
Mesmo não tendo completado o desafio
acho ele interessante, e sinceramente estaria disposto a tentar novamente, pois
essa geração não vive e nem vê as coisas como as passadas, acho que estamos
muito presos à um vicio banal, pois podemos nos comunicar com os outros através
de ligações e falando pessoalmente, a internet de certa forma faz com que as
pessoas deixem de se interagir fora dos computadores e fiquem apenas na frente
do monitor digitando freneticamente.
Em relação a falta de tempo sozinho eu
não vejo a internet como uma grande vilã nesse aspecto, pois querendo ou não
sempre temos um momento, nem que seja antes de dormir que paramos apenas para
pensar nas coisas. Nisso também podemos tirar um aspecto bom da internet, não
nos sentimos sozinhos, porque ninguém na verdade gosta disso, todos gostam de
ter alguém com quem falar e compartilhar o que está sentindo.
Tiago
‘’Ousado’’ Ballin
Dando um tempo para si mesmo
"Você
conseguiria ficar 24 horas sem nenhum acesso à internet ou a restrição do uso
das mensagens instantanêas de telefone móvel?". Essa foi a pergunta que a
minha prima me fez quando sai na primeira terça-feira de aula e me foi lançado
o desafio. Não pensei duas vezes e respondi que sim, afinal, não sou dependente
disso...pelo menos era o que eu pensava. Mas não parou por aí, me veio
questionar qual era o objetivo do tal desafio, e a expliquei que era mostrar
que os jovens não sabem mais ficar sozinhos em momento algum, e que todos nós
merecemos um momento de reflexão solitária. E sem pestanejar já emitiu a sua
opinião sobre o assunto: " Prima, eu acho mesmo é que os jovens de hoje
estão sempre solitários, e estão a todo momento conectados de forma impessoal
para não sentirem isso."
Na hora eu até me
assustei com tal opinião, mas depois de passar um tempo pensando cheguei até a concordar
com ela. Claro que para essa opinião ser formada eu não poderia deixar de levar
em consideração a minha parte da experiência, afinal, eu consegui sim ficar as
24 horas off-line. Estaria mentindo se falasse que ficou tudo bem, que nem
senti falta de olhar na tela do telefone e ver o "envelopinho" e seus
múltiplos ou de entrar nas redes sociais e ver o que aconteceu enquanto tive
ausente. Quando você esta concentrada na atividade que precisa desempenhar fica
fácil, mas quando se esta em uma recepção esperando ser atendida ou faz o
trajeto de volta para casa a coisa fica bem mais complicada, você quer mandar
uma mensagem para jogar conversa fora, ou para falar de coisas sérias que
quando se estava junto não foi possível.
Não sou esse tipo de
adolescente que transformou o celular em um apenas bloquinho de mensagens,
normalmente ligo para as minhas amigas e fico horas conversando, mas ao mesmo
tempo utilizo o recurso da mensagem como todos, chegando ao ponto de digitar as
palavras no celular sem precisar estar olhando para as teclas ou o visor, a
coisa passa a ser automática.
Resistindo aos
momentos de mandar as mensagens era a melhor opção passei para a outra parte
crítica: chegar em casa e não acessar as redes sociais. Novamente, nos
encontramos tão dependentes, que você nem respira dentro de casa e já esta
ligando o computador. Procurando fugir a tentação nem me dei ao trabalho de
ligar o computador, já pensei em outras atividades que não tinham nenhuma
ligação com isso: vou passear com a minha cachorrinha. Perfeito! Faço a alegria
da criança e ainda faço um exercício para diminuir o sedentarismo. Dito e
feito. Fomos eu e dona Sany passear pelo bairro, que gostoso, tinha me
esquecido de como era bom fazer isso, e de como fazia pelo menos 1 ano que não
sai para andar na rua sem precisar. O melhor foi chegar em casa, tomar um banho
e ir dormir, como fui deitar cedo naquele dia, mas isso não me fez pensar coisa
nenhuma, capotei.
No dia seguinte
desempenhei as atividades normalmente, mas novamente o maior dos problemas foi
a ida para o colégio sem me comunicar com os meus colegas. Todos adoram receber
uma mensagem de bom dia antes da aula, dá até aquela animada. Mas aguentei
firme, e no fundo mesmo me desligando de tudo, não tive muito tempo para
refletir.
Depois do meio dia a
vida voltou ao normal, mandei mensagens, entrei nas redes sociais, mas não me
afetou muito, o problema mesmo era alguém dizer para você que não poderia
acessar e você sentir a pressão da coisa por ser algo já tão automático e do
dia-a-dia. A lição que pude tirar disso tudo é que as horas do final da tarde e
a noite não são tão curtas como eu um dia imaginei, o problema é que você liga
o computador e nem sente o tempo passando, e só com a experiência pude ver como
o meu tempo pode ser melhor aproveitado. Também perdi um compromisso, mas
felizmente não era importante, além de no fim de tudo concordar mais ainda com
a minha prima de que os jovens estão tão conectados porque não suportam a
própria companhia, a ideia de pensar na vida que esta construindo ou nas
atitudes que toma é tão perturbadora que nos afasta cada vez mais de nós
mesmos. O que as pessoas precisam começar a enxergar é que não é o número de
amigos no facebook, ou a quantidade de "retweets" que vai tornar você
mais ou menos solitário, com mais ou menos problemas, mas se de vez em quando
você puder fazer um balanço geral de tudo o que vivência, ou já viveu e de quem
é, você não vai morrer por isso, e a tendência, é apenas acalmar as angústias
da alma que se encontra encaixada nesse corpinho.
Alana Emanuelle
Plucinski Vicente.
Status:
Ausente por um dia
Será a solidão algo tão ruim? Ao final
da pergunta, parei de me distrair com um lápis e olhei curioso para o professor
Diório. Repeti a pergunta mentalmente, como se buscasse algum sentido nela.
Olhei então para meus colegas, acreditando que, pelo menos algum deles,
pensavam o mesmo que eu: “ora, se as pessoas solitárias são tristes, como
poderia ter algum lado bom na solidão?”. O professor voltou a falar, agora para
alunos mais interessados. Percebi então, entre uma ou outra frase, que não é
bem como eu estava pensando. A solidão pode sim ser algo bom, desde que seja
controlada. Quem nunca se sentiu melhor depois de passar algum tempo sozinho,
pensando na vida?! A aula continuou normal, até que o professor propôs que os
alunos passem 24 horas (das 12:00 da quinta-feira até as 12:00 da sexta-feira)
sem mandar nenhuma SMS e sem entrar na Internet, de modo que, uma hora ou
outra, o aluno conseguisse ficar sozinho. O aluno teria assim uma chance para
pensar sobre suas atitudes, idéias, opiniões e tantas outras coisas que
esquecemos de vez em quando. Alguns pareceram achar isso impossível, mas eu
aceitei com boa vontade.
Chegou então o dia proposto, no qual eu
tive tanto aulas de manhã como no final da tarde. Passei as primeiras horas do
desafio estudando na biblioteca, só pegando o celular para saber que horas
eram. Depois do intervalo, minha aula de Química 4 começou. Talvez pelo
conteúdo exigir uma maior concentração, eu não tive dificuldades em controlar o
desejo de mandar alguma SMS. Mas quando a aula acabou, aí sim começou o desafio
pra mim! Tenho que pegar 5 ônibus para voltar da Sede Ecoville, demorando cerca
de uma 1 hora e 20 minutos para chegar em casa. Esperava que durante o trajeto
conseguisse me desligar do mundo a minha volta e meus pensamentos se
clareassem, mas o cansaço das aulas não permitiu. Chegando em casa, busquei ler
algum livro, só que a exaustão foi maior, e logo estava dormindo.
No outro dia, tive que acordar cedo para
conseguir chegar na aula. Sonolento demais para pensar em alguma coisa,
concentrei-me só em não perder a hora de descer do ônibus. Durante as aulas de
Direito Ambiental, percebi que alguns de meus colegas já haviam desistido ou
talvez esquecido do desafio, mas a grande maioria o cumpriu. Com o final da
aula, tive que ir para o Centro, onde teria aula de tarde. Quando cheguei lá,
fui direto almoçar. Algum tempo depois, peguei novamente meu celular para ver o
horário; descobri que o desafio tinha acabado.
Não mandei nenhuma SMS e nem entrei na
Internet, como pediu o professor, mas tampouco consegui alcançar o real
objetivo proposto. Acredito que, durante o período de férias, tentarei cumprir
novamente o desafio, buscando aprender a transformar os momentos sozinhos em
algo bom e proveitoso; uma busca pelo autoconhecimento.
Marcelo Sefrin Nascimento Pinto
Solidão
Dioriana
Em nossos dias, o tempo é algo tão
escasso em relação ao montante de tarefas que temos que quando conseguimos
parar para pensar já estamos com outras coisas em mente, planejando
viagens, trabalhos, etc.
Quando nos deitamos para dormir,
cansados de mais um dia estressante, é que geralmente temos um tempo só pra
pensar na vida, relaxar, refletir sobre tudo o que somos, temos e fazemos. No entanto,
essa é a hora em que menos queremos pensar na vida, pois cada minuto que se
“perde” pensando é um a menos dormindo e descansando para o próximo, extenuante
e rotineiro dia.
Atualmente, algo que retém muito de
nosso tempo é a Internet, redes sociais e entretenimento ao alcance da maioria
das pessoas em um único toque. A Internet nos trouxe uma conectividade e
interatividade que se tornou praticamente indispensável em várias atividades
que exercemos cotidianamente, por exemplo, trabalhos acadêmicos, que outrora
eram feitos em bibliotecas e os indivíduos se encontravam em um local para
discutir e realizar o trabalho, hoje não é necessário nem sair de casa, já que
aplicativos permitem um bate-papo entre várias pessoas simultâneamente e em
tempo real, além de sites que fornecem conteúdos - neste caso acadêmico –
variados e pesquisas sobre determinados assuntos. Por outro lado, gastamos
muito tempo conectados ao mundo inteiro e ao mesmo tempo desconectados do mundo
real, podemos saber o que está acontecendo do outro lado do globo, mas não
sabemos o nome do nosso vizinho, ou se nosso amigo está fazendo aniversário,
sem sermos notificados pelas redes sociais.
Percebendo isso, nosso professor
resolve nos propor uma espécie de desafio, permanecer 24 horas sem comunicação
virtual, ou seja, sem redes sociais, enviar e/ou receber mensagens, e casos do
tipo, tendo como objetivo utilizar o tempo em outras atividades ou simplesmente
pensar na vida. O propósito principal era de que realmente tivéssemos uma hora
onde não seria possível não pensar na vida, além de avaliar o quanto somos
viciados em Internet.
Durante as primeiras horas sem redes
sociais e afins, foi fácil achar outras coisas para fazer, ler um livro,
adiantar trabalhos da escola. Chegando perto do pôr do sol, fui correr na praça
perto da minha casa, e ali já comecei a pensar na vida, mas sempre me
distraindo com pessoas ao redor.
Chegando em minha casa novamente,
infelizmente já não havia mais o que me impedisse de ficar sozinho com meus
pensamentos, era quase hora de dormir. Foi aí que percebi qual o motivo do
desafio, pelo menos comigo aconteceu que nesse tempo sem internet pude
reagrupar e refletir tudo o que estava em minha mente. Quando acordei faltavam
poucas horas para o término do horário combinado, e não houve dificuldades para
me manter sem internet.
A solidão que muitos evitam, pode ser
benéfica a ponto de realinhar sua realidade, ou apenas fazer pensar nos últimos
fatos. É realmente triste que nossa geração, com tanta informação e
interatividade, já não consegue ter esse precioso tempo para simplesmente ficar
sozinho.
Jhenyson Thiago dos Santos
Offline
No primeiro dia da matéria de
português, recebemos a tarefa de fazer algo extremamente dificil para alguns e
impossível para outros: ficar um dia sem se conectar com outras pessoas. Muitos
desistiram no inicio. Alguns desistiram no meio do caminho, enquanto outros
chegaram no final. Contudo todos com algum tipo de conclusão. Essa podendo ser
tanto positiva quanto negativa. A "solidão" que passaram foi difícil
para muitos, porém para mim que sempre tive vontade de me manter
"offline" não foi um problema. Isso também não foi uma vantagem, já
fiquei mais de quatro meses sem me conectar. Então no final das contas, minha
percepção do mundo muda a quase todo instante, ou seja, o fato de ter ficado um
dia sem estar ligado a rede não trouxe nenhuma diferença a minha vida.
Bruno Ferreira Glir
Equilibro
entre solidão e mundo virtual
No dia 07/12, foi lançado um desafio à
turma: ficar 24 horas sem qualquer tipo de comunicação virtual. A proposta foi
realizada com o intuito de nós (jovens do século XXI) conhecermos o que é a
“solidão”, já que num mundo globalizado como o de hoje não se possui mais tempo
de ficarmos sozinhos e pensar sobre a vida.
Bom, vamos ao que interessa.
Experimento começando a partir do meio-dia. De primeira vista foi tranqüilo,
pensei: “Ah, algumas horinhas sem computador e celular, tá de boa”, mas logo
que cheguei em casa em pensei comigo mesmo: “E agora? O que eu faço?”. Estava
calor e resolvi tomar uma ducha. O que era pra ser um banhinho refrescante
tornou-se um banho filosófico, sei que desperdiçar água não é uma atitude muito
legal e blábláblá, sentei nos azulejos do banheiro e com a água caindo sobre
minha cabeça e comecei a pensar em coisas que nunca tinha imaginado. Depois do
longo banho, almocei, e claro, na seqüência fui dormir, torcendo que meu sono
durasse ate meio-dia do dia seguinte para poder então entrar nas redes sociais.
Porem descobri algo muito ruim: meu sono tem limite. Sem nada para fazer, minha
mãe sugeriu que eu lesse um livro, que há muito tempo ela vivia me enchendo o
saco, mas que nunca lia porque sempre estava conectado a internet e não tinha
tempo. Acabei percebendo que ler é fantástico e muito prazeroso, mudando assim
minha opinião de que livros são chatos.
Basicamente foi isso que eu fiz nessas
24 horas sem comunicação virtual. Achei a experiência muito importante, pois me
mostrou que o mundo não é só estar conectado em redes sociais atualizando seu
status, vai muito alem disso. Me incentivou também a fazer outras atividades
que antes não fazia com frequência, como: ler livros, estudar mais, tocar
violão e não só ouvir como também apreciar músicas. Porem achei horrível o fato
de ficar sem conversar com meus amigos. Acho que o equilíbrio entre ficar
“solitário” e conectado proporciona um bom modo de vida para a pessoa, já que
ela não vai ficar totalmente solitária e não muito viciada no mundo virtual.
Renan Bagnolin
24
horas de reflexão
Na vida de algumas pessoas tornou- se
uma necessidade estar sempre conectado sempre.Depois das redes sociais,
mensagens instantâneas e meios de interação no geral, não se têm mais momentos
para ficar sozinho ou conversar –fisicamente- com os que estão ao nosso redor.
Ao participar de um experimento em que
não deveria ser utilizado nenhum meio de interação por vinte quatro
horas, percebi que não tenho uma necessidade descontrolada de estar sempre
conectada. Essas horas foram tranquilas; se fosse necessário, poderia ter
ficado mais tempo longe dessas ferramentas sem problema algum.
Esse período afastada das redes
sociais, foi um bom momento para estudos e também para algumas reflexões que só
poderiam ser feitas em sossego e sozinha, portanto estou feliz por ter
participado desta experiência.
Raquel Britto
Atualmente a solidão é vista como
algo de todo ruim. É usada como punição para crianças que não se comportaram e
transmite sentimentos ruins, afinal, quem não fica com pena quando vê alguém
comendo, sentado na aula ou andando sozinho? É natural para nós hoje em dia,
sair, andar, ir para a aula, comer e até estudar em grupos. O que nos faz
refletir: Qual é o grande problema da sociedade com a solidão? Em demasia é
realmente algo ruim, que faz mal ao psicológico do ser humano, animal tão
acostumado e que necessita viver em sociedade. Mas somente nos momentos de
solidão é que nos permitimos à reflexão sobre a vida em todos os seus aspectos.
Poderia o mundo ser um lugar melhor se seus habitantes desligassem, por uma
hora que seja seus eletrônicos e pensassem sobre suas ações? A internet, hoje
cada vez mais popular, nos permite o acesso a mais variada gama de informações
e, no entanto nos fechamos em nossas redes sociais e em nossos probleminhas
cotidianos.
Acredito que a proposta de ter um tempo
para refletir, desligando-se das redes sociais e mensagens de texto é somente
benéfica para aqueles que já estão receptivos a passar por essa experiência e
refletir sobre ela. “Desligar-se” somente para cumprir a proposta não trará
benefício algum, pois a reflexão não acontecerá. A experiência não me agregou
nenhum pensamento novo, pois não sou muito dependente de interação por sms e
redes sociais, prefiro conversar pessoalmente e tenho o hábito de refletir por
longos períodos no dia, no ônibus e antes de dormir.
Talvez o grande problema da sociedade
atual com a solidão é que quando estamos solitários acabamos sempre em
pensamentos que entristecem como a fome, miséria e tantas falhas existentes na
“civilização”, afinal, é muito mais fácil pensarmos nos nossos seguidores no
twitter e fecharmo-nos em nossas redes sociais que sofrer por tantos
infortúnios pelos quais dificilmente podemos fazer algo positivo.
Carolina Carvalho Dias
Solitude
soluta
Segundo Chain Katz, a solidão pode ser
positiva para o ser humano, contrariando o que as redes sociais nos
proporcionam diariamente.
Semana passada, permaneci 24 horas sem
qualquer tipo de interação virtual e mensagens de texto, com o objetivo de
experimentar a solitude. A experiência foi bastante agradável e tranquila, pois
não possuo tamanha afinidade com tais meios de comunicação, entretanto, entendo
a importância que a reflexão sobre um bom romance, o ato de observar o balanço
das árvores ou simplesmente a paisagem se transformando por entre as janelas do
ônibus, podem nós proporcionar. Estes momentos, além de trazerem refrigério a
coração, nos ajudam a compreender melhor as lógicas sem lógicas da vida...
Flávia Elisa Guerios
Meu
mundo real
Acordei, mas como de costume não vir as
mensagem do celular , apenas levantei e fui para a aula,
afinal, hoje era um dia atípico, porque eu havia aceitado o desafio
, e agora enfrentaria 24 horas desconectada, ao levantar a mão
quando o professor perguntou quem aceitaria participar da experiência, não
achei que seria difícil, pois não sou a menina mais
blogueira, viciada em redes sociais, o que mais me encanta no uso da
internet é facilidade, pegar um dicionário na estante era
uma lembrança falha.
A minha tarde foi tranquila, além de
estar quente e agradável consegui finalmente terminar A Garota das
Laranjas, livro de Jostein Gaarder no qual eu já me arrastava a duas semanas,
sempre gostei de ler e isso era também uma das minhas atividades na internet,
mas nada se compara ao som que as paginas reproduzem ao serem viradas, sentir o
papel nos dedos. Os livros possuem uma certa magia, adoro pegar livros antigos,
e imaginar como ele chegou até a mim, quantas pessoas os leram, será que ele
conseguiu mudar a vida de alguém, os mistérios que envolvem aquele maço de
papel com capas rasgadas me fazem viajar tanto como a sua historia. Sensação
única que pude redescobrir ao passar um tarde apenas lendo, sem me preocupar
com mensagens ou redes sociais. Ao anoitecer sentei com os meus pais na sala e
diferentemente dos outros dias, eu não estava simplesmente lá, mas
estava lá por completo, ouvindo o que eles diziam, rindo de suas piadas e
participando. Percebi que meu pai havia cortado o cabelo, ficara com
aparência mais jovial, eu o elogiei e rindo ele me disse que havia quase uma
semana que havia mudado. Não mandei uma mensagem de boa noite para o meu
namorado, eu liguei para ele, conversamos durante 3 horas, entre os
risos contamos cada detalhe do nosso dia, rimos de nós mesmos, nos
achando bobos, pois deveríamos estar dormindo.
Quando as 24 horas se passaram o meu
celular tocou, lembrei-me que havia colocado um despertador para tocar ao
fim da experiência, se não fosse por ele nem me lembraria que estava participando,
estava com tantas ocupações que não senti falta da tecnologia e do mundo
virtual.
Márcia Jose Damasio
Pendrive
Sentimento estranho. Me senti uma peça
de computador, ou de qualquer aparelho eletrônico, que sempre está conectado a
outras pecinhas e só assim ele funciona. Depois de fazer um experimento
proposto por meu professor de Língua Portuguesa, me senti assim. A experiência
proposta por ele foi um desafio á todas as pessoas da sala ficarem 24 horas sem
internet ou qualquer interação que não fosse pessoalmente. Eu, lógico, não
agüentei até o fim. Ficar sem internet não foi tão difícil, mas ficar sem
mandar mensagem foi desconfortável.
Talvez as pessoas mais experientes
tenham razão quando falam que a geração atual é viciada, conectada demais. Os
adolescentes não ficam mais sozinhos, sempre estão interagindo com alguém...
Mas isso, pra mim, é bom. A geração atual é como um grande computador, e eu sou
apenas mais uma pequena pecinha.
Mas por quê? Será que a solidão é ruim?
Provavelmente não. Então por que eu gosto tanto de ter alguém pra conversar?
Medo será? Acho que não. Mas a solidão é complicada.
Durante o tempo que agüentei ficar ser mandar mensagem eu não me senti mais uma
peça, e sim um pendrive. Apenas um simples pendrive, desconectado do
computador, isolado, sozinho. Um objeto isolado e cheio de informações para
serem compartilhadas. E eu, sendo um pendrive, acessei sozinha todas as
informações dentro de mim... Só pra relembrar, pensar, refletir.
Mas a experiência de ser um pendrive
não é muito boa, e até mesmos os pendrives são conectados ao computador para
serem compartilhados. Eu ainda prefiro ser uma pecinha. Prefiro me conectar ao
mundo, compartilhar tudo o que acontece, e receber as informações que os outros
compartilham comigo também.
Amanda Rupel
Uma
visão da solidão
Uma moça vai ao cinema, sozinha, e
senta-se na poltrona cinco da décima segunda fileira. Desliga o celular e
aguarda até o início do filme. Em seguida, outra moça entra, nesta mesma sala,
e senta-se na nona poltrona da quinta fileira. O filme começa.
A partir disto, lanço a seguinte
pergunta: qual destas moças é a mais solitária?
Se a sua resposta foi as duas, você
está completamente enganado. Apenas uma está realmente sozinha: a que
não tem amor, a que não tem a vida preenchida de afetos, que está rodeada de
falsos amigos, que quando realmente precisa nunca estão presentes. Já a outra
foi sozinha por opção, pois tem em casa seus pais, irmãs, cachoro, alguém que
estará a esperando. Ela tem um álibi.
Muitas pessoas já viveram isso. Você
viaja sozinha, dorme sozinha, almoça sozinha, mas não se sente verdadeiramente
só, pois é apenas uma contingência do momento. Você sabe que terá alguém que
está lhe aguardando, e esta retaguarda alivia a sensação de solidão. Você está
sozinha, não é sozinha. É uma opção e não uma imposição.
Mas, mudemos nosso olhar agora. Está
tudo bem, mas aí você perde seu grande amor, alguém que realmente era
importante, que fazia a real diferença em sua vida. A sua percepção de solidão
muda completamente, você pode até mesmo fazer tudo o que fazia antes (viajar sozinha,
dormir sozinha, almoçar sozinha), mas agora a solidão pesará como
nunca havia pesado antes. Agora ela deixou de ser uma opção, é um fardo!
Isso não é nenhuma novidade, acontece com
todos. Infelizmente, a nossa visão de solidão ainda está vinculada com o nosso
status social. Se você está com alguém, encara a vida com outro olhar, seus
medos diminuem significativamente, e já não se preocupa com o que os outros tem
a dizer, lida com a sua solidão com maturidade e bom humor. No entanto, se está
carregando a estigma de solitária, sua solidão aumentará, ela não será algo
fácil de carregar como uma caneta, mas pesará como uma cruz de chumbo. E na sua
percepção, todos estão lhe apontando: “Olhem! Ela está sozinha no cinema por
falta de companhia”. E você pensa: por que ninguém aponta para a outra que está
igualmente sozinha?
A resposta é muito simples: porque
ninguém está, de fato, apontando para nenhuma das duas. Quem aponta somos nós
mesmos, para nossa própria carnificina. Somos nós que nos cobramos e julgamos.
Então, relaxe. A solidão só é ruim quando não se está feliz com a própria
companhia.
Djiuliany
Larissa de Souza Siqueira
Apenas
a sós
Aí está ela, mais uma vez só. Isso era
o que os que estavam a sua volta sussurravam. Ao contrário do que as pessoas ao
seu redor diziam, ela não estava, nem tão pouco
sentia-se assim e muito menos encarava
aquilo como solidão. E o que seria a solidão? Será que estar só é o mesmo que
permitir que a solidão aproprie-se de si?
Não era nenhuma novidade para ela estar
ali desconectada, desconectada ao olhos dos outros, é claro, pois para ela os
conceitos de solidão não passavam de uma questão de percepção e status. Ela
acreditava que a solidão era invisível e só sentia aquele que permitisse
deixa-la adentrar em seus pensamentos e quando adentrada nunca poderia ser
percebida pelas pessoas.
Passavam se as horas e já não eram as
mesmas pessoas que estavam ao seu redor, conversas percorriam entre os
corredores, ela aparentava interagir com tudo e todos, porém permanecia quieta
e pensativa. Diferente dos que estavam por perto ela não via motivo algum para
combater a suposta solidão através das redes sociais.
A noite se aproximava, teria que
ir para seu apartamento, quando foi surpreendida por uma pessoa que acabava de
entrar pela porta. Era uma amiga, puseram-se a conversar sobre a rotina. Agora
a jovem não estava só, mas a solidão havia lhe tomado conta, e procurava
formas de combate-la naquele instante.
Amanda Regina da Silva
Eu
e a Geração Digital
Sem dúvidas, as novas gerações fazem
jús ao apelido "geração digital". A internet, o celular, os jogos,
dentre outros aparelhos eletrônicos são as ferramentas que levaram ao nome
"geração digital". Adolescentes e crianças são vítimas dessa onda de
tecnologia, que pode ou não refletir em um efeito positivo em suas vidas.
Dentre as consequências que esse novo
mundo trás, foi-me proposto assim como para todos os meus colegas, que
ficássemos 24 horas sem usufruirmos destes aparelhos pois nosso professor
queria nos oferecer a experiência e dar a oportunidade de nos sentir como
nossos pais, avós e outras gerações passadas, que sem esse tipo de tecnologia e
informações exerciam as mesmas atividades que nós só que "à moda
antiga".
Alguns de meus colegas como confessado
em sala de aula, apresentaram certa dificuldade em permanecer nessa
"greve" de tecnologia. Uns sentiram-se só, mas continuaram com a
tarefa, alguns começaram mas tiveram que interromper pois necessitaram usar
seus aparelhos para atividades diárias, já outros nem tentaram pois sabiam que
lidariam com o fracasso.
Para mim, que não sou nenhuma viciada
em internet e aparelho celular, a experiência não soou nem um pouco tentadora
mas fiz mesmo assim. Como esperava não senti uma mudança drástica em meus
afazeres diários e isso fez com que eu me sentisse satisfeita. Percebi que
dentre muitos adolescentes não me encaixo 100% ao termo "geração
digital".
Carolina Antunes
Abster-me de algo que me satisfaz tanto
como a internet,causou-me tristeza e um grande tédio,mas ao mesmo tempo
proporcionou-me momentos familiares dos quais eu já não participava há um bom
tempo.É confuso isso,como algo que te deixa triste pode tembem causar felicidade?Não
procurei algo com explicação cientifica para tentar explicar isso,prefiro eu
mesma tirar minhas conclusões atraves de minhas reflexões, e para mim a unica
explicação plausivel é que a internet não me deixe solitaria,e isso ne faz
bem,ter sempre alguem para conversar,que eu posso me distrair,e que me faz
muito bem.
Passo grande parte do meu dia
conectada,talvez eu seja viciada em internet ou talvez seja falta do que
fazer,bom isso não é,pois sempre tenho trabalhos para fazer,provas para estudar,é,sou
viciada.
Meu convivio familiar e
distante,converso pouco com minha mãe,raramente faço as refeições em
familia,normalmente estou no computador ou dormindo.Não tenho paciencia para
conversar com meus pais,fico estressada de ter que sair do computador para
atender a um chamado da minha mãe.
As 24 horas que passei sem me
conectar,sem ao menos ligar meu computador foi bom para o meu convivio
familiar,conversei muito com minha mãe,joguei videogame com meu irmão,esse ato
de dar atenção ao meu irmão deixou minha mãe muito feliz,pois eu nunca faço
nada com ele.Mas com o passar das horas o tédio foi tomando conta de mim e a
vontade de entrar no facebook,conversar com meus amigos estava tão grande que
eu comecei a ficar chata e estressada e dormir era o que me restava,pois só
assim as horas passariam mais rápido,antes das 21 horas eu já estava indo
dormir,pensando que assim que acordasse iria dar uma no meu facebook, e foi o
que eu fiz,antes de ir pra aula entrei na internet e fui direto ver minhas
atualizações no facebook.
obs: essas 24 horas sem internet me
proporcionaram bons momentos familiares e também me deu uma boa noite de
sono,no dia seguinte fui descansada para a aula e acredito que meu dia escolar
foi mais produtivo.
Bruna Januário Marques
Todos os textos estão ótimos, mas gostei particularmente do "Uma visão da solidão". Parabéns aos alunos e (claro) ao professor.
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