De acordo com a atividade prática realizada na
quarta feira dia 05/12, onde o aluno deveria ficar "desconectado" da
sociedade, foi possível se destacar alguns pontos importantes sobre a solidão e
a tecnologia.
Ao ficar sem utilizar a internet e sem manter
contato com as pessoas que conheço, pude perceber a dependência que possuo e a
influência que a tecnologia exerce em minha vida. Em alguns momentos eu me via
ligando o computador só para suprir a necessidade de estar conectado junto com
a sociedade.Mesmo sendo somente um dia para realizar esse experimento, parei
para pensar se o mesmo fosse mais duradouro e o "sofrimento" que eu
teria para conseguir largar esse vício.Não que se manter conectado seja uma
coisa muito ruim, mais depois de realizar o experimento e ficar sem
"tecnologia" pude perceber a gravidade da situação e o quanto o ser
humano passou a ser dependente dessa tal tecnologia.
Mas, em contrapartida, o tal dia se tornou muito
mais lucrativo, onde pude estudar por mais tempo , e realizar muitas outras
atividades que não poderia realizar caso ficasse em frente ao computador
conectado , por exemplo.Além disso, me "isolando" dessa sociedade
tecnológica, pude parar pra pensar a respeito da vida e até mesmo de planos
futuros, fazendo com que essa solidão me fizesse bem e que eu pudesse refletir
um pouco mais sobre o universo e tudo mais.
Depois de realizar esse experimento, resolvi que
devo estender essa atividade por mais tempo.Não irei ficar sem a tecnologia,
mais o fato curioso é que pude concluir que seria interessante reduzir a carga
horária desse tal "vício tecnológico" e realizar outras atividades ,
pois a vida não se resume a ficar o dia inteiro no computador, não é mesmo ? E
por fim, muitas pessoas consideram a solidão como fonte de problemas, mais
muitas vezes um tempo sozinho pode fazer com que essas pessoas pensem melhor
sobre tudo ao seu redor e com isso tomem decisões e atitudes que tornem o mundo
um pouco melhor e mais reflexivo.
FERNANDO ADELINO DA SILVA
Todo dia quando chego da UTFPR a primeira coisa que
eu faço é ligar o computador, além do mais é inegável que eu uso o celular para
mandar mensagens de texto o dia inteiro, sendo essa minha forma de comunicação,
muitas vezes o receptor da mensagem não está há nem 50 metros de distância de
mim, algumas pessoas eu nem tenho contato pessoa-pessoa, somente por sms ou
redes sociais. Na atualidade é impossível ficar desconectado, tudo agora é via
internet, colegas de classe têm e-mails da turma e grupos em que conversam e
trocam ideias sobre as matérias escolares, contato humano se tornou
dispensável, ou melhor, desnecessário.
Como algumas pessoas eu aceitei fazer a experiência
de ficar longe da tecnologia por 24 horas, o dia que fiquei foi quarta-feira
junto com mais alguns de meus colegas de turma, coincidentemente tinha um
aniversário para ir e eu também tinha adiantamento à tarde. Do colégio fui para
a casa da minha mãe e dormi até o horário da festa, lá pelas 19:00, e só fui
embora às 23:00, então por mais que eu quisesse não teria tempo para me
conectar a internet, sendo assim decidi fazer mais um dia, visto que o meu
objetivo era realmente sentir falta da interação constante, fazer coisas mais
produtivas do que apenas assistir séries no computador, atualizar o facebook e
por que não pensar na vida?
Foi então que raiou o dia de quinta-feira e as
mensagens continuavam se acumulando, alguns de meus amigos até se
impressionaram de eu me submeter a mais um dia de experimento, era difícil para
todos acreditar que eu queria me isolar por vontade própria. A manhã foi fácil,
mas chegar em casa e não ligar o computador foi uma tentação, tentei arranjar
algo para fazer, mas terminei arrumando meu quarto, reorganizei o armário,
guardei as roupas que estavam em cima da cama, passei aspirador e arrumei meus
cadernos jogados em cima da escrivaninha, o suficiente para ocupar meu tempo e
minha cabeça. Costumo parar um pouco durante meu dia para pensar, refletir, mas
normalmente isso acontece inconscientemente e só me traz más lembranças, a
primeira associação que fiz quando o Diório falou do experimento foi com a
reflexão da minha vida, mas eu estava esperando para tê-la.
Na sexta-feira comecei a ler um novo livro no
ônibus que comprarei há mais de 6 meses atrás, mas nem começara a ler por
“falta de tempo”, cheguei em casa direto da UTFPR e liguei o computador, como
nos velhos tempos, entretanto antes de me conectar dormi um pouco. Como se não
fosse tarde demais tive a minha esperada epifania, vinda pelo formato de um
sonho ruim, não se classificava exatamente como pesadelo, porque não dava medo,
apenas me mostrou algumas verdades que eu já tinha conhecimento, mas preferia
não aceitar, mas isso não foi tudo, depois de mexer um pouco na internet, e ver
algumas séries veio a segunda parte da minha epifania, todos os meus problemas
pareceram se simplificar, vi os defeitos e as soluções, por mais que difíceis e
algumas até exigissem tempo e força de vontade eu me comprometi a resolvê-los.
Mais de uma semana depois e eu continuo seguindo
meu plano de metas, fiz questão de anotar minhas ideias para que assim não
pudesse dizer que me esqueci qual é o problema e a solução mais adequada. Sei
como é difícil mudar, mas também sei o quanto é prazeroso quando se muda para a
melhor. Não me arrependo de ter participado da experiência, na verdade gostei e
definitivamente faria de novo, pois acho que só tem a me acrescentar na vida e
quem sabe eu não comece a fazê-la pelo menos uma vez por mês?
Lívia Sajovic Alegre Petramali
Atualmente, é muito raro separarmos um tempo para
nós. Um tempo para correr ou tomar sol no parque, ler um livro, realmente estar
“desconectado do mundo”. Eu, por mim mesmo, digo que faço curso de línguas
quase como uma obrigação do mercado de trabalho e poucas vezes paro para
pensar, ter um tempo para mim. Faço curso de música, treino durante a semana e
mesmo assim uso a internet ou jogar algo como saída para passar o tempo.
Nesse momento que digito este trabalho, vejo os
meus e-mails, curto alguns posts no facebook. O twitter já deixei de usar
porque comecei a achar totalmente perda de tempo. Celular uso mais para ver o
horário, mandar mensagens para os amigos ou escutar música. Por mais que nós
achemos todos estes recursos grandes perdas de tempo, não conseguimos ficar
“desconectados” por insegurança, por uma solidão que começa a ser sentida.
Claro, em nosso cotidiano não conseguimos viver sem
internet. Precisamos usar o e-mail, ver notícias, se atualizar, pois são
necessários para o aumento da nossa opinião, nossa informação.
É possível viver sem estes recursos, ou com uso
moderado. Começar com pequenos intervalos como 12h, e assim vai aumentando como
24h, 1 semana. Não é fácil, sempre vai dar vontade de abrir a internet. Mas o
resultado é prazeroso. Voltar a ler um livro, estudar uma música a fundo,
desenhar, tomar um solzinho no parque e conversar mais com os amigos (não mais
por internet que quando se encontra não há mais assunto) são alguns exemplos de
que pode haver mais prazer nas pequenas coisas que deixamos de fazer por causa
da nossa interação com a internet.
Matheus Tadashi Natume
Apesar de já aproveitar de momentos de solidão por
vontade própria, senti certa dificuldade de participar do experimento de ficar
24 horas “desconectada”.
Eu pensei que seria fácil, até consegui ignorar as
mensagens recebidas ao longo do dia, mas quando cheguei em casa e me vi quase
ligando o computador automaticamente, a tarefa tornou-se complicada. A
vontade de acessar minhas redes sociais me arrebatou como os sintomas de um
vicio.
A reflexão que tive foi que não usamos apenas as
redes sócias para nos comunicar ou passar uma determinada mensagem, às vezes
simplesmente expressamos coisas desnecessárias e essa dependência nessa
comunicação virtual ou pela de acessar o meio que proporciona isso nos impede
de ter os momentos de solidão, que de tristes não tem nada, neles você pode
aproveitar para refletir, planejar, aproveitar melhor um livro ou uma musica.
Vejo que até tem se tornado uma questão cultural,
as pessoas quando se encontram não comentam sobre aquilo que elas pensam, na
maioria das vezes é algo: “Você viu aquele post?” “Você curtiu aquele
comentário?” “Leu aquele tweet?” isso mostra que estão à mercê da comunicação
virtual. Na verdade desde sempre somos ensinados que solidão é algo ruim
e ficar sem se comunicar não é bom e se você não gosta de se socializar você é
um estranho. Mas nunca é dito o quão prazeroso e produtivo é estar só, não é
citado como aproveitar a solidão pelo contrario, sempre é advertido que se se
você está só deve procurar algo para lhe fazer companhia.
O que eu pretendo a partir dessa experiência é me
livrar do uso supérfluo da internet tirar mais tempo para mim, pois ao invés de
ficar curtindo fotos de humor eu poderia, por exemplo, estar escrevendo mais,
que é ao que gosto de fazer, mas que só consigo desenvolver satisfatoriamente
quando estou sozinha.
Magda Marianna Cavalheiro
Apesar de não ter comparecido na primeira aula de
português, onde este experimento foi apresentado à turma e não pude saber dos
detalhes da atividade, digamos que eu já tenha o realizado durante um período
mais longo há alguns meses atrás.
Foi quando passei a residir sozinho e ainda não
possuía um computador pessoal para ficar conectado por horas todo dia. A
conclusão foi simples: o tempo era predominantemente melhor aproveitado do que
é hoje. Eu ia à praça para praticar esportes regularmente (já que não havia
nada de interessante a fazer dentro de casa), além de aproveitar o resto do
tempo para praticar música e estudar melhor para provas e afins. Digamos que a
partir do momento em que pude passar mais tempo conectado à rede mundial de
computadores, mais da metade do que fazia antes (principalmente fora de casa)
foi deixado de lado pois há tantas opções do que se fazer diante de um
computador que todas as atrações externas parecem se esvair.
Posso, então, afirmar com total certeza que a boa
divisão entre tecnologia e ‘vida real’ se dá a partir da maturidade do usuário
em saber distinguir qual o momento correto de se desconectar da rede e passar a
ter reais interações com a sociedade e, na maioria das vezes, consigo mesmo.
Davi Schult Kohn
Rodeados como estamos pelos mais diferentes meios de inteiração, não existe mais tempo para o “eu”, a sociedade atual, densa, desenvolvida e cada vez mais, de fato, social, encontra-se na era da internet - na era do “nós”.
Muito embora nos tempos passados a solidão, para os
jovens especialmente, não fosse em si uma escolha e sim uma imposição criada
pelas dificuldades na comunicação, não tinha ela papel negativo no
desenvolvimento das pessoas, pois, tendo mais tempo para si, eram possíveis
diversos momentos de reflexão interna sobre a vida e sobre aquilo que as
rodeava. Posso colocar-me como testemunha dos fatos que aqui citei, pois
fazendo parte dessa “geração internet” há tempos percebi minha incapacidade de
conviver comigo mesmo, o silêncio tornou-se um problema devido ao constante
bombardeio de informações ao qual eu e com certeza o mundo todo estamos suscetíveis.
Mesmo as horas solitárias já não são exatamente “solitárias”, o ruído das
conversas, as músicas às quais nos apegamos para dissipar o sentimento de
solidão nos impedem de que estejamos verdadeiramente sós, impedindo-nos também,
por consequência, de que acertemo-nos com nossos próprios pensamentos.
Quem sabe seja esta a origem do mal do século; a
depressão. Quem sabe, por não estarmos acostumados viver sozinhos, e
incentivados veementemente a estarmos cada vez mais conectados com o mundo,
tenhamos aprendido a conviver com os outros e com seus diferentes pensamentos e
esquecido de aprender a conviver com os nossos próprios, num mundo onde
“solidão” tornou-se sinônimo de tristeza.
Leonardo Adamante Batista
Ao observar algumas declarações em sala, a grande
maioria falou sobre como experimentar a solidão foi algo importante e como
descobriram pontos positivos sobre ela. Pra mim, não houve nada novo a se
acrescentar, nada foi descoberto pois esta não foi uma experiência nova nem
única.
Houve um período em que optei por isolamento
e de certa forma me fez bem, me ajudou a pensar sobre algumas coisas e a
desenvolver algumas ideias sem influencias externas. Havia chego a
conclusão que pessoas não me atraem, são desinteressantes. não que o mundo
atual não me agrade, o problema são as pessoas que o habitam.
Porém hoje penso que apesar de uma, ou poucas,
todos precisam de alguma forma estarem conectados a outras pessoas, é uma
necessidade humana. O problema que vejo é o número excessivo de conexões
fracas. As pessoas se ligam de forma indireta, sem realmente procurar essas
conexões, se deixam levar pelo fluxo de interação, o que resulta em uma espécie
de alienação em meio a uma maré de ligações frágeis, ou seja, todos conhecem a
todos mas ninguém conhece ninguém. Acredito que o a sociedade precisa de
ligações mais fortes e interações reais ao invés de relacionamentos
superficiais protegidos por cascas. E acredito ainda que só a experiência da
solidão por um período prolongado possa fazer as pessoas refletirem e chegarem
a esta conclusão sobre sua necessidade de estarem ligadas a outras. Não fomos
feitos para vivermos sozinhos, é por isso que existem outros.
Alan de Farias
O experimento de ficar um dia sem se conectar, seja
pelo computador ou pelo celular, foi uma tarefa extremamente difícil e que não
consegui concluir. Consegui me desconectar por algum tempo, cerca de 6 horas,
mas quando cheguei em casa não consegui evitar de ligar o computador e entrar
em redes sociais para combinar detalhes de compromissos e jogar um pouco com
meus amigos. Penso que se tivesse conseguido ficar as 24 horas sem me conectar
conseguiria fazer coisas mais produtivas e que me ajudariam a longo prazo em
minha vida.
Antônio Luís de Oliveira Martins
Eu gostaria de ter realizado esse experimento,
porém, no dia do mesmo não consegui porque não pude vencer a minha vontade de
me conectar para jogar com os meus amigos online. Além disso, eu
precisava da internet para aprender algumas músicas, pois tinha ensaio com uma
de minhas bandas.
Já havia realizado esse experimento há um tempo
quando viajei para o sitio de meu pai e como lá não tinha sinal no celular, nem
internet, pude refletir sobre muitas coisas e consegui ler um livro bem mais
rápido do que o normal, eu estava bem mais focado e foi uma experiência muito
reconfortante. Pensei que nunca ficaria três dias sem internet e sem
conversar com meus amigos, mas o que aconteceu foi o contrário, senti-me
totalmente livre de tal dependência. Foi como uma terapia. Quando voltei para
casa eu não tive muita vontade de entrar na internet, apenas havia entrado para
avisar meus amigos que havia retornado, depois disso fui ler novamente.
Anderson Luiz de Souza Kmetiuk
O experimento “24 horas offline” tinha como
objetivo mostrar o que é a solidão e como é estar sozinho. Para tal, foi
proposto que o aluno que aceitasse participar ficasse 24 horas sem contato com
a internet ou qualquer meio digital que permitisse o contato com outras
pessoas. Tendo participado do experimento, posso afirmar o quão produtivo foram
estas 24 horas, principalmente pela reflexão que pude fazer sobre como tenho
levado a minha vida. Paralelamente, encontrei certa dificuldade em ficar 24
horas desconectado, tendo em vista que sou uma pessoa muito dependente dos
recursos que encontramos na internet, como redes sociais e principalmente jogos
online.
Além de refletir sobre mim, também comecei a pensar
sobre a própria solidão, me perguntando: “Será que estou sozinho por não ter
contato com outra pessoas, ou posso estar sozinho mesmo no meio de uma
multidão?”. Neste instante, me veio a mente as várias imagens que já presenciei
de pessoas na rua jogadas, normalmente feridas, ou seja, necessitando de uma
ajuda, sendo totalmente ignoradas por todas as milhares de pessoas que passaram
ao seu lado durante o dia. Assim como pensei em momentos nos quais eu precisei
de apoio e não encontrei ninguém para desabafar ou me ajudar. Foi
possível, para mim, perceber a dependência que o ser humano possui do próximo.
Isso pode até ser concluído, tendo em vista que o homem é o único que possui um
recurso tão avançado para a comunicação com os seres de mesma espécie: a fala.
Mesmo a pessoa mais excluída da sociedade, ou mesmo aquela que diz ficar feliz
em sua solidão, precisa em algum momento de interação com o próximo. A pessoa
que nos tornamos depende do meio em que vivemos. O que sabemos fazer até hoje,
devemos graças à observação que fizemos quando pequenos das pessoas que nos
rodeavam.
Pude pensar também sobre aqueles que escolhem a
vida solitária, e se isso é algo benéfico ou não. Podemos encontrar vários
benefícios na solidão, como por exemplo uma vida muito bem controlada, afinal,
a pessoa poderá sempre refletir sobre o que fez no seu dia e quais são seus
objetivos, não se importando com o que foi postado no facebook ou qual o nível
do personagem dela no jogo, mas sim consigo mesma. Apesar disso, creio que no
geral a solidão, quando optativa, não é a melhor escolha. É bom ser alguém com
vários amigos, sentir-se bem quisto pelos outros, ser chamado para sair e ir à
festas. O mais importante, possuir um companheiro(a) para te apoiar, alguém que
é a sua alma gêmea, na qual você pode confiar tudo o que você pensa e sente,
assim como assumir um compromisso de ajudar outro alguém. Isso cria um
sentimento de importância, você se sente necessário na vida de alguém, não
vivendo em vão. Portanto, momentos solitários são ótimos para a vida, por tudo
o que podemos tirar proveito, mas apenas quando são controláveis.
NATAN DE OLIVEIRA VIOLA
Vivemos em um mundo onde, a cada dia surgem novas
tecnologias e nos sentimos cada vez mais tentados a nos “conectar”, como se
precisássemos estar acompanhados a todo o momento, negando a solidão a qualquer
custo, como algo doloroso e prejudicial.
Terça e quarta (04/12 e 05/12) foram os dias
escolhidos por mim para realizar o experimento sobre “a solidão”. Foram 48
horas sem interações virtuais e reservando momentos sozinha para pensar sobre a
vida e utilizar meu tempo para algo útil e que me fizesse bem, como para
terminar uma estória começada há alguns meses e que não conseguia terminar por
não focar minha atenção totalmente nela. Estando sozinha, sem a internet
minimizada no computador, servindo como “tentação”, percebi como as ideias
surgem mais rápido e a facilidade para escrever é maior.
Todos os dias, depois de chegar do colégio, costumo
entrar na internet e ficar algum tempo nas redes sociais, mas também reservo um
tempo para ler, desenhar e escrever. Ficar dois dias sem comunicação virtual
foi uma experiência diferente, mesmo habituada a ficar sozinha desde pequena.
Mayara Martins da Silva
Vivemos numa era onde a regra é estar conectado a
tudo, onde a informação se encontra a um toque de dedos a todo momento. A
tecnologia segue evoluindo para favorecer nossa comunicação e interação com as
pessoas, independendo da distância. Mas até onde vai a nossa capacidade em
transformar nossas vidas particulares em algo público compartilhado
virtualmente? Será que enquanto nos tornamos mais adeptos aos meios de
comunicação, que supostamente nos unem, estamos nos isolando progressivamente?
A experiência em ficar um dia inteiro sem o uso da
Internet ou qualquer forma de informação moderna me pareceu absurda de início.
Principalmente para grande parte dos jovens, que nasceram no início da era da
comunicação instantânea e são os que mais desfrutam dos recursos ofertados. A
mídia trabalha para fortalecer a imagem do mundo virtual a ser convivido
juntamente ao mundo real. E mesmo me opondo internamente a prática tentei
realizar, obtive sucesso mesmo não cumprindo as 24 horas desligado.
Na data em que realizei a experiência fiquei fora
de casa o dia todo, pois fui trabalhar até às 22 horas e fui jantar fora com
minha família depois. Mesmo tendo outras atividades a serem feitas, a falta de
entrar no Facebook, MSN, Skype, etc por algum tempo me deixou alterado. E por
força do hábito, quando cheguei em casa liguei o computador, faltando meia hora
para a conclusão do experimento. Porém já realizei recentemente a mesma
prática, pois viajei para um lugar isolado no litoral do Paraná e fiquei o
final de semana sem me conectar ao mundo virtual.
Percebo que, a partir do experimento, o nosso
isolamento é reforçado com o uso excessivo das mídias sociais e a falta de
contato pessoal em decorrência disso. Concluo que a partir das reflexões que
fiz após a prática e pela semana sobre a solidão pessoal e humana que devemos
equilibrar nossas relações pessoais com as virtuais, e acima de tudo usar o bom
senso e o autocontrole.
Thiago Verastegui Santos
Você manda
em si mesmo?
Depois de realizar a proposta de experimento do
professor Diório: Passar 24h sem sem contatos externos ( internet, SMS, etc. ),
posso definir duas coisas, a primeira é que o projeto é bom, tem fundamento e
objetivo, e gera uma reflexão sobre o modo de vida do participante. O segundo
fato que defino, é o meu resultado, e a melhor palavra que o define é
frustração.
Por quê frustração? Porque não consegui cumprir o
desafio por vontade própria, ( pois quando perco a internet ( por motivos
irrelevantes aqui ), fico mais de 24h sem reavê-la ), porem, quando a tenho a
minha disposição, não consigo ignora-la, e essa vontade de utiliza-la foi maior
que o normal durante a atividade, justamente pelo fato de eu estar evitando-a
propositalmente. Em números, resisti em torno de 5h, por isso reitero, é
frustrante.
Esse vicio ( sim, é um vicio! ), transforma as
pessoas em antissociais, percebo isso mas não luto contra, outro fato
frustrante.
Agora que discuti meus resultados, convido os
leitores a testarem sua dependência a internet, ( lembrando que o experimento
não focava apenas na internet, mas acredito que a maior dificuldade de muitos e
minha é a internet ).
Vinícius Debur Bernert
Na sociedade tecnológica em que vivemos, a conexão
virtual torna-se algo fundamental em nossas ações diárias, como no trabalho, na
escola e no convívio com nossos amigos. Por meio da internet, que está presente
em diversos aparelhos portáteis conectados em redes sem fio, a interação
virtual é muito rápida e na maioria das vezes torna o contato real algo
desnecessário. A facilidade gerada por essa forma de convívio nos torna
dependentes do meio virtual, e a simples ideia de ficar 24 horas desconectada
me perturbou.
O experimento "24 horas offline" tinha
como objetivo nos mostrar o é que estar sozinho, sem as interações via sms,
telefone e internet. Durante este período eu troquei as mensagens via Facebook
por contato real e conversas com meus amigos, aproveitei para terminar um livro
que eu não lia por suposta falta de tempo e também para dar uma caminhada no
parque. Ao contrário do que eu havia imaginado, a ausência desses meios de
comunicação não resultou em uma experiência negativa, nem mesmo impossível de
ser realizada.
No tempo em que estive desligada da rede virtual
percebi que devemos ver o mundo com os nossos olhos e interpretá-lo com a nossa
mente, não através de um monitor de computador. A partir da prática
sócio-interativa realizada, o meu conceito de ''solidão'' mudou, pois no tempo
de reflexão conclui que número de amigos ou de seguidores e até mesmo as
mensagens recebidas, não revela se você é uma pessoa importante no meio em que
vive, e, que não há solidão maior do que passar horas na frente do computador
trocando mensagens ocas e sem sentido quando se pode estar na companhia de pessoas
agradáveis, conversando, de verdade.
Maria Laura Mason Riechi
Eu não participei do experimento de ficar 24 horas off-line, principalmente porque acredito que não faria diferença alguma no meu dia se não torna-lo mais tediante. Se, de acordo com o professor, nós teríamos mais tempo para introspecção ou criação, ficar off-line não me influenciaria, não sou do tipo que está 100% do tempo online, eu sempre dou pausas porque a internet, principalmente redes sociais, se tornam cansativas se acessadas o tempo todo. E nessas pausas eu tenho tempo suficiente para introspecções e gastar tempo só, contando também que eu não uso celular nem para trocar mensagens nem para fazer chamadas, sem a internet eu não me comunico com outras pessoas, e não tenho por quê limitar essa comunicação sendo que não trará mudança positiva.
Analiso a influencia das redes sociais de forma
positiva nas nossas vidas, hoje em dia o uso de tais é bem-vindo, assim como o
telefone para algumas gerações anteriores a minha futuramente elas serão indispensáveis.
A partir desse pensamento não vejo necessidade das pessoas se desligarem delas
por um período de tempo, principalmente se for além de um dia, sendo que elas
estão aí para ficar. Eu conheço pessoas que não usam redes sociais, e as
classificaria como ‘deslocadas’ num tempo onde as comunicações se desenvolveram
quem não se adaptou é diferente e não de maneira positiva.
Gabriel Lincoln do Nascimento
Fomos desafiados pelo professor Diório há passar 24 horas off-line, porem a dependência da informação e do entretenimento humano já se tornou quase que incontrolável, creio que seria mais fácil de realizar o experimento se tivéssemos um incentivo melhor, já que o único benefício que TALVEZ teríamos seria de nos sentirmos melhor, o que eu discordo, afinal eu me sinto melhor quando estou distraído do resto do mundo, conversando com meus amigos ou perdendo meu tempo com coisas que me façam rir.
Eu consegui ficar off-line por cerca de um hora e
meia, porem a vontade INSUPORTAVEL de jogar com o pessoal da minha turma foi
muito maior, e então como uma necessidade natural minha eu quebrei o
experimento e fui jogar.
Mas apesar de ter falhado, posso dizer que já havia
feito o experimento uma vez ou outra, pois com regularidade vou para uma
pousada com minha família, e lá não temos internet e não tem sinal de telefone
nem de televisão, por isso passamos o dia jogando cartas, pescando e praticando
esportes. Como lá temos coisas divertidas pra fazer o tempo passa, porem ficar
off-line aqui é muito tedioso...
Giovanni de Rosso Unruh
Tudo depende de ponto de vista, estar desconectado
por um dia pode ser, certamente, um incômodo, no meu caso o celular não tem
apenas a função de celular, é rádio, mp3, câmera, passatempo e as vezes até
mesmo livros. Resolvi passar o dia sem ele, coloquei-o na gaveta e sai, já não
tinha relógio, o maior inconveniente no meu ponto de vista.
Com o decorrer do dia, além do relógio, o que mais
fez falta foi falar com algumas pessoas, aquelas que tu passa o dia inteiro
conversando, ou melhor, falando besteira. Como o experimento tinha um objetivo,
procurei alcança-lo, porém não obtive sucesso, estranhamente não me senti
sozinha em nenhum momento, a todo tempo estamos rodeados de pessoas, mesmo
quando não interagimos, foi impossível ignorar as conversas ao redor, a música
alta nos ônibus, a vontade incontrolável de xingar o infeliz, a felicidade que
veio quando outra pessoa o fez, a interação quando se chega em casa... Em uma
última tentativa fui ler um dos meus livros, foi um grande engano, é impossível
se sentir só quando se lê, principalmente se for um bom livro, os sentimentos e
sensações das personagens acabam por tomar conta, guiando você a um outro
universo.
Talvez minha mente se adversa a esse sentimento, ou
minha concepção sobre seja diferente, em todo caso, para mim, o experimento
acabou sendo falho.
Mariana Camargo
Sempre há alunos que reclamam de ter tarefa de
casa, ainda mais quando um trabalho que exige muita pesquisa é mandado. Quando
a tarefa é ficar desconectado por 24 horas, sem pesquisa, sem lista de
exercícios, arranjam um jeito de reclamar também. Estamos vivendo em um tempo
onde ficar muito tempo desconectado já é motivo de arrancar os cabelos.
Estamos condicionados a ligar o “pc” sem pensar o
motivo assim que chegamos em casa, mesmo quem não usa o computador por várias
horas seguidas. Isso deveria ser preocupante, as pessoas estão no automático e
nem se dão trabalho para pensar no que está acontecendo a sua volta, em sua
realidade, como se comportam, como reagem a determinadas situações. Para isso é
necessário um momento de solidão de vez em quando, um momento em que você para e
pensa. Já fiz isso outras vezes, gosto de ficar desligado, pensando sobre como
estou me portando, em que ambiente estou vivendo, pessoas que me influenciam,
costumes, conversas, discussões. Não fico tanto tempo conectado a ponto de
ficar viciado e deixar de fazer outras coisas. A solidão tem o lado bom, apesar
de ser mal vista e gerar mal estar para alguns. Muitos dizem que o estudo é
solitário, o momento de ficção é só seu e apesar de estudar com colegas ter
seus benefícios, quando se estuda sozinho você se concentra mais nos seus
pensamentos, muitas idéias surgem, a matéria flui, claro se há dedicação e
interesse, ao menos é assim que acontece comigo. O processo de escrever um
livro, aprender a tocar um instrumento, ler uma revista, seria muito cansativo
se o indivíduo parasse a cada 5 min para postar algo no Facebook.
As redes sociais são muito úteis para manter
contato, trocar informações, conversar, não da para negar seus benefícios.
Ficar 24 horas desconectado só aumentou a duração de algo que eu já fazia
antes. Minha opinião sobre redes sociais não mudou. Não acho que seja
necessário ficar tanto tempo desconectado para fazer algo produtivo, as
ferramentas estão ai, só é necessário usar com prudência. A solidão não é algo
necessariamente ruim, pode ser muito produtivo ficar sozinho e se aquele
sentimento de tristeza chegar, acho que uma boa solução é chamar um amigo para
tomar um café, ou ir na casa de outro, fazer uma ligação ou usar a internet
para conversar, não há nada de errado com isso.
Victor Cardoso de Almeida
Como seria ficar sem celular, sem internet nos dias
atuais? Estamos sempre conectados, em contado com outras pessoas, somos
dependentes disso. As consequências de viver em uma sociedade que está sempre
conectada são das mais variadas; Uma delas é o fato de muitas vezes nós não
reservarmos um tempo só para nós, um tempo para refletir sobre quem somos. Esse
foi o experimento sugerido pelo professor Diório passar 24 horas sem internet.
Não me considero na porcentagem das pessoas que
conseguiu concluir o experimento, pois necessitei durante o dia do uso do
celular principalmente. Contudo me dispus a ficar o máximo de tempo sem usa-lo.
É engraçado como algumas vezes me pegava trocando
mensagens ou vendo vídeos na internet, o uso destes meios são tão presentes no
meu dia-a-dia que algumas vezes simplesmente não percebia que estava usando era
algo automático.
Posso dizer a respeito do experimento é que no dia
em que foi realizado foi um dia como qualquer outro, não fiz nada que já não
estivesse acostumado a fazer. Isso se deve ao fato de eu não ter costume de
passar muito tempo na internet ou trocando mensagens de texto.
Como passei a maior parte do dia em companhia de
várias pessoas, não tive um tempo que fosse só meu, em que eu refletisse sobre
algo, somente durante a noite, entretanto isso é algo que é habitual, a noite é
um momento que eu uso para refletir, sempre foi assim.
Sem duvida o experimento foi muito interessante,
ele me chamou atenção sobre vários aspectos, por exemplo; nossa dependência dos
meios de comunicação; a falta de um tempo para refletir, um tempo para ficar
sozinho; o tempo desnecessário que nós perdemos usando a internet, tempo que
poderíamos usar para algo mais produtivo como a leitura de um livro por
exemplo.
Por fim não senti tanta falta de ficar conectado,
mas talvez isso tivesse mudado se o tempo do experimento fosse estendido, mas
isso deixa uma brecha para que eu tente novamente algum outro dia.
Thiago Pastore Rubio
Quem nunca esbarrou em outra pessoa na rua por
estar distraído? E quantas vezes o motivo era aquele aparelhinho tão conhecido,
uma telinha, alguns botões e a possibilidade de falar com o mundo, o tão
necessário celular. Necessário? Será mesmo?
Naquele dia ele não era.
Quando naquela tarde de quarta, esbarrei num senhor
japonês, já idoso, eram pensamentos que me distraíam a mente, o celular estava
em casa, o propósito do dia era experimentar um momento de solidão virtual, um
momento programado previamente, não como os demais, em que deixo o celular
esquecido na mochila, caminho até a praça mais próxima, e me deixo estar
sentado num banco.
E era exatamente na solidão que eu pensava.
Diz o dicionário que solidão é o estado de quem se
acha ou vive só.
Até alguns anos atrás, era muito fácil definir a
solidão, se não houvesse ninguém por perto, pronto, você estava só. E podia
estar só por vários motivos, por ser excluído, por não conhecer ninguém (caso
em que podia-se estar solitário em meio a uma multidão), ou por opção própria.
Em geral, quem opta por viver sozinho toda a sua vida, quase numa atitude de
auto-isolamento, é tido por anormal, louco ou coisa que o valha.
O ser humano é um ser social, e qualquer pessoa que
tente quebrar a regra, fugir um pouco que seja da sociedade já é tachado com
estes adjetivos.
Hoje temos também um novo tipo de auto-isolamento,
o virtual, que não é exatamente um isolamento, mas sim encontrar momentos para
estar desconectado, deixar o mundo virtual para mergulhar de cabeça no aqui e
no agora real.
Era o que eu estava fazendo.
Após ajudar o senhor japonês, a quem derrubei
alguns papéis, continuei meu caminho por alguns metros, e ao voltar meu olhar
para trás, percebi que ele fazia o mesmo e sorria para mim, lhe retribuí o
sorriso e continuei a andar. Se estivesse com o celular na mão, não teria
olhado para trás, e não anotaria aquele sorriso na minha conta diária.
O incidente me arremessou em pensamentos sobre o
valor de um celular. A possibilidade de falar a qualquer hora com alguém vale
jogar fora um sorriso por dia? Uma mensagem que espoca na tela com o nome de um
amigo valerá mais que ouvir a mesma olhando no grão do olho dele? Creio eu que
não.
Ao retornar a Campo Largo, tive a grata surpresa
de, ao andar meio sem rumo pensando no quanto a felicidade se situa nas coisas
mais normais, e que não devemos deixá-la passar, encontrar uma antiga amiga,
que há tempos não encontrava. Não deixei passar, passei o resto da tarde
trocando novidades e memórias com ela, saímos ambos felizes dali. Noutro dia,
eu teria ido diretamente para casa, e perderia a tarde no computador, não
encontrando minha amiga. O momento de solidão virtual me permitiu quebrar minha
solidão real (em casa eu estaria só diante do computador).
Chegada a noite, sem o incômodo das mensagens no
celular, e já vencido o desejo de me conectar à internet, pude dedicar mais
tempo do que o usual para a leitura, o que constituiu um bom avanço no livro
que eu lia. Embriagado do tom poético da leitura, passei à escrita, e as três
horas que se seguiram formaram uma desordem de folhas na escrivaninha, cada
qual com um esboço, um rascunho ou um poema.
E foram cinco poemas, um comum (quatro quartetos) e
quatro haicais, até que se foi o impulso criativo dado pelo livro. Meia hora de
desânimo se seguiu, tempo em que realmente senti falta do celular vibrando, do
alerta sonoro de nova mensagem no computador, momento que culminou com o último
poema da noite:
“Há dias em que eu
quero poetizar
encontrar a beleza no vento a bailar
no canto das aves, no perfume das flores
na grande cidade, com os seus rumores
Mas parece que o verso não sai
a tinta da caneta não cai
e a palavra não se faz em poesia
e se esvai a luz do meu dia”
encontrar a beleza no vento a bailar
no canto das aves, no perfume das flores
na grande cidade, com os seus rumores
Mas parece que o verso não sai
a tinta da caneta não cai
e a palavra não se faz em poesia
e se esvai a luz do meu dia”
Parecia que ali se esvaía a luz daquele
dia,terminado o poema, empenhei mais algum tempo a reler e contemplar a
produção daquela noite. Nesse momento, acabei por sucumbir à vontade de
compartilhar os poemas, liguei o computador para postá-los no meu tumblr.
Quinze horas depois de iniciado, foi pelos ares meu propósito de passar um dia
offline. Não acredito que tenha sido de todo inútil, ainda que incompleto. De
outra forma, provavelmente eu não teria recebido o sorriso do senhor japonês,
encontrado minha amiga, lido mais o meu livro, nem escrito tantos poemas, minha
solidão virtual foi extremamente positiva, convencendo-me de que preciso de
mais momentos como esse (que pretendo repetir semanalmente), e de que esta
talvez seja uma boa solução para aumentar um pouco a felicidade da humanidade,
explorar o mundo interior, e navegar por esse mundo real em que vivemos, tão
rico e cheio de possibilidades, do qual o mundo virtual é uma mera projeção.
Guilherme Augusto Leite
Após realizar o experimento, no qual o objetivo era
permanecer 24h desconectado ao máximo de redes sociais e afins, pude perceber o
quanto o mundo virtual tem influência na sociedade atual, pois a rotina da
maioria das pessoas requer o uso de maneiras de comunicação a nós mesmos, para
refletir um pouco sobre nossas decisões diárias, sobre o que pretendemos fazer
ou até mesmo para ficarmos a toa por algcomo email, telefone e etc. Com a
experiência, entendi um pouco melhor que precisamos de um tempo paruns minutos.
Avalio o resultado que obtive como “decepcionante”
pois, ao final da tarde, decidi ler meus emails, porém de maneira natural e, ao
perceber, tinha acabado de falhar no objetivo de permanecer longe de todo tipo
de contato virtual. Notei que, mesmo que não queiramos, estamos sempre rodeados
pela internet, por mais que não optemos por usá-la. Bom, por mais que tenha
falhado, posso dizer que a ideia de ficarmos afastados por um tempo é bem
interessante, pois temos mais tempo para dar atenção às pessoas que estão ao
nosso redor e que, muitas vezes, não percebemos que faltamos com isso.
Aconselho a todos que tentem ficar 24h sem utilizar
qualquer meio de contato virtual e depois comentar com alguém sobre o
experimento realizado, pois o resultado é totalmente diferente do esperado,
além de observar tudo o que foi dito anteriormente, sobre estarmos cercados de
tecnologia que muitas vezes tendem a substituir o relacionamento direto entre
as pessoas.
Alysson Rogerio Oliveira
Não participei do “experimento” de ficar 24 horas sem internet, mas já fiquei sem internet e sem qualquer outro meio de comunicação por períodos maiores do que este. Durante os períodos em que realizei algo similar ao “experimento” proposto não notei diferença alguma no aproveitamento do meu tempo ou em minhas reflexões. Não sou dependente da internet apenas a utilizo como forma de passatempo.
Gabriel Hieros de Mattos
Fico imaginando se o carpê tivesse feito o texto: "Tive que aguentar ficar sem jogar na live por um dia. Superação!"
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